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Terceira Aula

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AULA III
COMPLEMENTO DA ÚLTIMA AULA:
Nosso Estado na Constituição de 1988:
Forma de Estado ( Federativo ( Art. 60, par. 4º. (Há países em que é Unitário)
Forma de Governo ( Re(s)pública (coisa pública). Poderia mudar (Monarquia Constitucional). Consulta ao Povo. Art. 2º dos ADCT. Plebiscito realizado em 21-4-1993.
Sistema de Governo ( Presidencialista. Pode mudar. Art. 2º dos ADCT.
Regime político ( Democrático. Não pode mudar. ( art. 1º, par. Único.
Povo ( Conceituação jurídica: art. 12. Brasileiros natos: necessidade para determinados cargos. 
 
CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS NORMAS:
Se for verdade que com uma nova Constituição, nasce um novo Estado;
Que as normas constitucionais são parâmetro para as demais;
Têm aplicação imediata;
Têm superioridade sobre as outras (Constituição rígida);
Então há de existir um mecanismo para evitar que normas infraconstitucionais sejam incompatíveis com a Constituição;
Consideremos, então, todas as normas infraconstitucionais (as anteriores e as posteriores à criação de uma nova Constituição).
No caso das anteriores ( Como não seria razoável refazer todas as normas, visto que só as incompatíveis com a nova Constituição não poderiam mais agir, temos o fenômeno da revogação daquelas que não forem coerentes com o sistema jurídico nascente. 
EXEMPLOS: 
Lei de Imprensa de 1967, Artigo 56 ( Prazo de três meses para propor a ação para reparação de danos morais. O STF entendeu que esse prazo decadencial não mais existe porque a Constituição de 1988 garante o direito à reparação por dano moral no caso de abusos. (a revogação do prazo se deu em virtude da interpretação da norma pelo STF), gerando uma nova norma, feita jurisprudencialmente. 
Assim, as normas compatíveis com a Constituição são recepcionadas (continuam valendo).
Repristinação ( Renascer uma norma que antes da Constituição era inconstitucional. Isso só se houver previsão explícita.
As Constituições antigas poderiam valer? Em tese, sim, mas no Brasil, o entendimento é de que a resposta é não, pois seria rebaixar uma norma antes constitucional. Não adotamos a regra da desconstitucionalização.
No caso das Posteriores ( Processo Legislativo (artigo 59 e seguintes da Constituição), que dará o ritual a ser cumprido pelo legislador, evitando com isso a aprovação de uma norma incompatível com a Constituição (controle preventivo). Apesar disso, é possível haver a promulgação de uma norma inconstitucional. Nesse caso, teremos o controle repressivo.
 
TIPOS DE CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE:
Político ( Uma função desempenhada por um poder diferente do Legislativo, Executivo e Judiciário.
Jurisdicional (O QUE ADOTAMOS) ( Exercido pelo Judiciário.
 
FORMAS DE CONTROLE JURISDICIONAL:
Preventivo ( Exercido pelo Legislativo (comissões que discutem e elaboram projetos de lei) e pelo Executivo (através do veto e da sanção). Antes, portanto, de a norma ser publicada e entrar em vigor.
Repressivo ( Exercido pelo Poder Judiciário.
Pode ser através de ação (diretamente na norma, tornando-a inoperante para todos) ( Só o STF. Ele atua sobre a norma em si (lei em tese), sem a necessidade de um caso concreto.
Ou de exceção (indiretamente) ( Qualquer juiz. Esse controle não tem o poder de tornar a norma inoperante para todos, mas só para as partes de um processo. OBS: Pelo princípio da recorribilidade das decisões, uma ação pode chegar até o STF. Nesse caso, o STF poderá tirar o efeito da norma para todos.
CONTROLE INDIRETO:
Caso concreto (conflito de interesse entre partes)
Julgamento por qualquer juiz.
A declaração de inconstitucionalidade da norma não é o objeto da ação, mas um incidente no curso do processo.
Efeito só para as partes.
EXEMPLO: 
Uma ação para rescindir um contrato.
Objeto da ação: rescindir o contrato.
Motivo: Cláusula inconstitucional.
Juiz declarar a inconstitucionalidade e decide sobre o pedido. ( Pode chegar ao STF (atos normativos) ( Senado Federal (art. 52, X) suspende a execução do ato (e passa a valer para todos).
CONTROLE DIRETO:
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN)
Legitimados para propor (art. 103)
Julgador: STF
Efeito: Contra todos
O que acontece com os efeitos já produzidos pela norma declarada inconstitucional ( O Senado federal a retira da ordem Jurídica.
Pode haver pedido de liminar (no caso de perigo da demora e fumaça de bom Direito)
A Advocacia Geral da União participa, defendendo a norma. 
Ação Declaratória da Constitucionalidade
Só para Lei ou ato normativo Federal (exemplo, uma Medida Provisória)
Legitimados: Presidente da República, Mesa do Senado, Mesa da Câmara e Procurador Geral da República.
Efeitos: Contra todos
Vincula os demais órgãos do Poder Judiciário.
Exemplo: a Medida Provisória do apagão.
Inconstitucionalidade por Omissão ( (103, par. 2º) O trabalho do Judiciário se complementa como o do Senado Federal.
Origem: Constituição portuguesa
Serve para realizar a vontade do Constituinte, garantindo os direitos previstos na norma.
Legitimados: os mesmo da ADIN (103)
Julgador: STF (102, I, a)
Efeito: Contra todos.
Julgada a omissão dá- se ciência ao Poder omisso. Se órgão da administração, tem o prazo de 30 dias para sanar a omissão.
Se Poder Legislativo, não há prazo.
Advocacia Geral da União não participa.
CONCLUSÕES:
A importância do Poder Judiciário.
O STF como guardião da Constituição.
Reforma do Poder Judiciário ( discussão importante.
Controle externo do Poder Judiciário ( Não existe atualmente.
Súmula de efeito vinculante. ( Decisões do STF como o Poder de matar, no nascedouro, qualquer discussão sobre tema já decidido no Supremo. 
Ver artigo “as súmulas de efeito vinculante e as futuras crises institucionais do Judiciário Brasileiro”, do Prof. Andrei Koerner 
BIBLIOGRAFIA PARA PRÓXIMA AULA:
Processo legislativo. Parte III, Cap. IV e V do livro do Michel Temer.