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Semiologia cardiovascular I

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Semiologia cardiovascular I
Prof. Alex Gomes Rodrigues
Lara Prudencio Moreira
Med XVII
· 
SEMIOLOGIA:
· Parte da medicina relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças.
- Conhecer a incidência e prevalência das doenças 
- Características temporais
- Características regionais
- Características de grupos*
- Características individuais
- Conhecer os achados fisiológicos normais
- Identificar alterações do envelhecimento, não confundindo com doenças
- Fisiopatologia da doença em questão
- Relacionar sintomas e sinais com o possível diagnóstico
- Estabelecer relação de causa e efeito > Raciocínio clínico
Duração média de uma consulta ? 
- 10 minutos
- Com quanto tempo, em média, o paciente é interrompido pelo médico quando está falando ?
- 11 segundos
- Uma das características mais presentes nos médicos que estão envolvidos com erros médicos ?
- Especialização
- Uma das características menos presente nos médicos que estão envolvidos com erros médicos ?
· Paciência
Evolução da medicina e dos métodos diagnósticos
- Inteligência artificial, internet, algoritmos personalizados...
- O que nos diferencia das máquinas ?
· Relação médico-paciente
· “O bom médico trata as doenças, mas o grande médico trata o paciente”
· “Apenas ouça o que o paciente lhe diz, ele lhe dirá o diagnóstico”
Anamnese
· Identificação
· Idade
· Sexo
· Cor da pele
· Ocupação
· Antecedentes pessoais
· Hábitos de vida
· Antecedentes familiares
· Condições socioeconômicas
Perguntas abertas -> Perguntas focadas -> Perguntas fechadas
IDADE
Criança
· Anomalias congênitas 
· Doença reumática
Adulto
· Doença de chagas
· Hipertensão arterial
Idosos
· Doença arterial coronariana
· Doenças valvares
Sexo
Homens
· Doença arterial coronariana
Mulheres
· Prolapso de valva mitral
Antecedentes pessoais
· Fatores de risco cardiovasculares
· Infecções na infância
Comorbidades
Antecedentes familiares
· Morte súbita
· Doenças hereditárias
· Doença coronariana prematura
· Hábitos de vida
· Atividade física
· Alimentação
· Stress
· Vícios
Condição socioeconômica
· Febre reumática
· Doença de Chagas
· Endocardite infeccioosa
DOR TORÁCICA
- Dor precordial ou retroesternal ≠ Dor cardíaca- na região torácica existe váaaaaarias estruturas que nem sempre tem a ver com o coração.
- Dor torácica aguda: 7% dos atendimentos em unidades de emergência
- Dor torácica isquêmica
· Maior preocupação pela prevalência e gravidade
· Mais da metade das mortes ocorrem dentro da 1ª hora do início dos sintomas e da chegada ao hospital
· Reconhecimento e intervenção precoce : Melhores desfechos
O que pode causar dor torácica?
· Angina / Coronariopatia	
· Dissecção de aorta
· Pericardite
· Pleurite
· Embolia pulmonar
· Pneumotórax
· Musculoesquelética	
· Herpes zoster
· Pancreatite
· Gastrite
· Colecistite
· Psicogênica
Caracterização
· Início
· Intensidade
· Duração
· Qualidade
· Localização
· Irradiação
· Fatores desencadeantes e de alívio
· Manifestações concomitantes 
· Evolução do sintoma
ANGINA ESTÁVEL
- Dor ou desconforto (equivalentes)- Equivalente isquêmico : paciente que tem um sintoma que não necessariamente vai ser a dor mas esse paciente tem isquemia: 
- Qual o principal equivalente isquêmico? DISPINEIA 
- Dor/ queimação em peso, aperto ou queimação
- Localizações variadas. A angina típica SEMPRE vai ser em região precordial ou retroesternal. 
- Pode irradiar ou não
- Intensidades variadas
- Duração 10-15 minutos
- Desencadeada por esforço ou stress
- Melhora com repouso ou uso de nitrato
- Associado com sudorese, náuseas, palidez
COMO O PACIENTE VAI TRAZER ESSE SINTOMA?
Doutor, eu comecei a sentir uma dor há dois meses três meses. Essa dor é em peso na região anterior do tórax toda vez que eu faço um esforço, por exemplo subir uma ladeira, e fica só no peito. Quando eu paro o esforço essa dor melhora 
	Angina estável
	Angina instável
	Para a angina estável ser caracterizada como típica ela TEM que ser: 
- Desencadeada por esforço / stress
Melhora com repouso / nitrato
- Dura 10-15 minutos
	- Pode ser desencadeada por esforço/stress ou não
- Dura mais de 20 minutos
Nessa classificação é importante sempre levar em consideração o que é normal para o paciente que se está lidando. Se ele é sedentário por exemplo , o normal pra ele já vai ser um pouco limitado agora um paciente que pratica exercício físico o normal será uma gama de atividades mais amplas. 
Angina estável ou angina de limiar fixo: a placa aterosclerótica está estável, permanece do mesmo tamanho. Por isso a dor está associada a um esforço fixo. Paciente sente dor ao subir uma ladeira, mas não vai sentir dor caminhando por exemplo.
Angina instável: Placa aterosclerótica instável. Não necessariamente essa placa vai ter um grau de obstrução importante, as vezes o paciente faz esforço no dia a dia e não sinta dor. Entretanto essa placa tem um potencial de instabilidade que faz com que eventualmente o paciente tenha dor em repouso. 
· PORQUE? Porque a placa coronariana tem o potencial de se romper muito fácil e a partir do momento que ela se rompe forma-se um trombo por cima da placa e o paciente passa a ter dor em repouso. Esse fenômeno de trombose sobre placa é o básico do entendimento de trombose sobre placa. 
	 DOR TORÁCICA
	ANGINA ESTÁVEL
	ANGINA INSTÁVEL
	Típica
Dor ou desconforto retroesternal, em peso, aperto ou queimação, podendo irradiar ou não
Desencadeada por esforços/stress
Melhora com repouso/uso de nitrato
Atípica
2 dos critérios acima
Não cardíaca
1 critério acima
	
Tipo A: Definitivamente anginosa
Tipo B: Provavelmente anginosa
Tipo C: Provavelmente não anginosa
Tipo D: Definitivamente não anginosa
!!!!!! A angina estável pelo curso da doença tende a se tornar instável mas a angina instável não se torna estável. O que se observa é uma evolução dos sintomas até o paciente infartar.
DOR AÓRTICA
- Dissecção de aorta
- Forte intensidade, em região retroesternal, súbita, constante, lancinante, irradia para dorso, pescoço e ombros
- Alta taxa de mortalidade
- Dor muito forte, lancinante, constante e súbita. Paciente sente como se o peite tivesse rasgando no meio 
- Classicamente é na região retroesternal, anterior do tórax e vai irradiar para o dorso mas eventualmente pode irradiar para pescoço e ombro. 
DOR PERICÁRDICA
- Pontual, constante, intensidade variável, dura horas ou dias, piora com inspiração e decúbito dorsal, melhora com posição genupeitoral, atrito pericárdico pode estar presente.
- Pericádio é o “saco” que envolve o coração e de maneira natural nós temos o líquido pericárdico dentro dele que faz a lubrificação entre o pericárdio visceral e parietal para que não se tenha nenhuma vibração na hora da contração e relaxamento do coração. Normalmente tem 10-20ml de líquido pericárdico
- A dor pode ser causada por dois fenômenos: 
· pela própria inflamação do tecido pericárdico: Esse tecido se torna mais viscoso e a fricção que ocorre entre o pericárdio visceral e parietal torna-se dolorosa por causa da inflamação.
· pelo derrame pericárdico: o paciente quando tem a pericardite aguda vai ter a formação de um líquido inflamatório que vai ser drenado pra dentro do pericárdio e aí tem- se o derrame pericárdico. Esse derrame acontece muito rápido e essa infiltração de líquido no saco pericárdico causa uma dilatação um estiramento muito rápido do “saco pericárdico” o que pode causar dor torácica.
DISPNEIA
- Fisiopatologia
Quando a gente fala de dispneia cardíaca/ de origem cardiogênica eu sempre vou estar falando de inundação pulmonar.
PORQUE ISSO ACONTECE? 
Por qualquer motivo que seja por qualquer sobrecarga do coração que seja o que ocorre é um aumento na pressão do capilar pulmonar.
Então o paciente tem uma insuficiência cardíaca, uma disfunção ventricular, ele não consegue ejetar o sangue de maneira satisfatória. Isso vai acabar gerando uma sobrecarga a nível de capilar pulmonar aumentando sua pressão. 
Outro exemplo, paciente que tem uma estenose mitral, uma dificuldade na passagem do sangue do átrio esquerdo para o ventrículo

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