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Conceitos de Funding

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Seminário de Finanças para Empreendedores
Financiamento de um Novo Negócio
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Objetivos
Aprender a criar uma estratégia de financiamento para a oportunidade;
Identificar as instituições financeiras e outras instituições que fornecem recursos para as firmas empreendedoras;
Entender a natureza dos contratos entre investidores e empreendedores;
Entender os fatores que guiam as empresas na escolha por fontes de capital.
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Passo a Passo
Mapear as possíveis fontes de financiamento
Entender como elas se adaptam às necessidades da empresa
Criar uma estratégia de financiamento
Negociar o financiamento com as fontes
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Fatores que afetam Financiamento
Incerteza
> incerteza > variância resultados > risco
Novas empresas => alta incerteza
Investidores => buscam fluxos de informação que reduzam a incerteza
Assimetria de Informações
Problema Agência
Habilidade do Investidor de filtrar projetos e empreendedores inaceitáveis
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Fatores que afetam Financiamento
Natureza dos Ativos
Ativos Tangíveis => facilidade financiamento ou termos melhores
Ativos Intangíveis => maior desafio ao financiar
Propriedade Intelectual => impacto positivo
Condições de Mercado
Oferta e custo de capital pode variar dramaticamente
P.ex.: mudanças regulamentação, percepção de lucros futuros ou intensidade da competição
Lock-in dos consumidores => impacto positivo
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Sucesso no Financiamento
Obter recursos de forma que os investidores percebam o negócio como menos arriscado.
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Estágios Desenvolvimento do Negócio
Idea/Project Stage (Avaliação)
Seed/Start-Up Stage (Financiamento)
Early Stage (Financiamento)
Expansion Stage (Financiamento)
Later Stage (Financiamento)
Harvesting Stage (IPO, Acquisition)
Reinvention Stage (Estratégia)
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Estágios Desenvolvimento do Negócio
Para cada estágio de desenvolvimento do negócio e para cada tipo de negócio, haverá uma composição ideal de fontes de financiamento.
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Fontes de Financiamento
Bootstrap
Investidor Anjo (Angel)
Capitalista de Risco (Venture Capitalist)
Parceiros Estratégicos (Strategic Alliance)
Franquia
Governo
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Bootstrap Finance
Financiar o negócio sem participação externa
Estratégia: manter 100% do capital da empresa
Economias pessoais, cartões de crédito, hipotecas
Pesquisa (1992): 80% das 500 de mais rápido crescimento foram bootstraped
Negócios pouco intensivos em caixa inicial
Rápida geração de cash flow
1 Bootstrap Finance: The Art of Start-ups, Harvard Business Review, Nov/Dez 1992, p. 109
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Bootstrap Finance
“Rasing money has become a disease. Entrepreneurs are wasting lots of brainpower scheming to raise money.”
Custos “ocultos” de captar recursos com Venture Capital Firms
Disciplina
Flexibilidade
Bootstrapers precisam de um mindset diferente:
1) Entre em operação rapidamente
2) Considere oportunidades que geram caixa. (Distraction?)
3) Foco em produtos bons para venda pessoal
4) Comece com o time que você pode atrair
5) Cresça no ritmo que você pode pagar
6) Foque em CAIXA, não em lucro, market-share, ou algo parecido
O momento em que as regras têm que ser abandonadas
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Investidor Anjo
Conhecidos como “Angel Investors”
Conhecidos “endinheirados” (principalmente, empreendedores bem sucedidos)
Década de 90 – formação de grupos
Investem no estágio start-up (Seed-Money)
Approach com Business Plan através dos conhecidos
Geralmente só participam de 1 rodada
Investimento médio por angel por empresa na faixa de US$ 80 mil. Investimento por empresa até US$ 500 mil.
Dinheiro mais barato do que Venture Capitalist?
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Investidor Anjo
Tecnologias conhecidas
Investimento perto de onde moram
Estágios iniciais do negócio
Perfis muito diversos (níveis de sofisticação)
Altos riscos e baixos retornos (fator emocional)
Alta assimetria de informação
Problema de Agência1
1 Jensen, Michael C., and William H. Meckling, (1976). Theory of the firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, Vol. 3: 303-360
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Investidor Anjo
Motivo de Existência:
VC => suplantar assimetria de informações => altos custos para isso => investimentos altos para justificar os custos.
VC concentrado em clusters / indústrias específicas
Poucas empresas recebem VC
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Investidor Anjo
Como selecionar o Investidor Privado?
Sinergia
Experiência
Valor adicionado pelo investidor
Definição clara de termos
Sofisticar (um pouco do modelo VC)
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Investidor Anjo
Conclusão
Pesquisas (diferença perfil investidores)
Wetzel e Seymour (1981)
Freear, Sohl e Wetzel (1994)
Empreendedor precisa filtrar investidores privados que não agregam valor ao negócio
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Capitalistas de Risco
Conhecidos como “Venture Capitalists”
EUA Década de 70 = US$ 100 milhões/ano investimentos
EUA Ano 2000 = US$ 70 bilhões/ano investimentos
Negócios típicos que investem:
Alta demanda inicial de capital
Altos investimentos em ativos intangíveis
Possíveis resultados muito incertos
Prejuízos na fase inicial
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Capitalistas de Risco
Participação Ativa no negócio
Seleção dos Executivos
Acesso a network
Screening Process:
Business Plan
Entrevistas com os Empreendedores
Due Diligence
Formato de contratos que minimizem custos de agência com os empreendedores
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Capitalistas de Risco
Motivo de Existência:
Bancos => fluxo de pagamento de juros e principal => start-ups prejuízos por vários anos => impossibilidade de pagar estes fluxos
Alta necessidade de capital start-ups => investidores privados não detém estes recursos
Bancos => limitações de participação em empresas em alguns países
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Capitalistas de Risco
Aproximadamente 7% negócios VC geram 50% do retorno
Aproximadamente 35% dos negócios VC experimentam perda total ou parcial do investimento
Variância dos resultados potenciais é muito alta
Sahlman (1990) – descreve os VCs em termos de mecanismos de controle empregados para gerenciar estes custos.
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Capitalistas de Risco
Mecanismos de Controle nos contratos de VC:
Uso de convertible securities
Syndication of Investment em cada estágio do negócio
Infusão de Capital em Estágios atrelados a certos milestones (staged investment)
Contrato com termos de saída bem definidos
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Capitalistas de Risco
Convertible Securities (Debts and Stocks)
Alinhar incentivos do empreendedor
Prover informação para o VC
Transferir o custo do mal desempenho para o empreendedor
Resultados:
Filtrar maus empreendedores
Limitar comportamento de risco
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Capitalistas de Risco
Syndication of Investment
Compartilhamento do investimento
Investimento em um número maior de empresas
Diluição do Risco
Pesquisa de Lerner (1994) 1
1 “The Syndication of Venture Capital Investment”, Financial Management, 23 (Autumn)
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Capitalistas de Risco
Staged Investment
Liberação do dinheiro atrelado ao atingimento de metas
Melhor mecanismo de controle aplicado pelos VCs
Resultados são periodicamente avaliados
Cláusulas de saída são definidas em contrato para o caso da empresa não atingir as metas
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Capitalistas de Risco
Termos de saída previamente acordados no contrato entre o empreendedor e o VC
Tag-along: Quando há um comprador interessado na empresa investida, esta cláusula permite que o acionista minoritário venda sua participação ao comprador pelo mesmo valor (ou % deste previamente combinado) acordado entre o comprador e o acionista controlador, que normalmente conduz as negociações. Os fundos de VC buscam sempre incluir esta cláusula no contrato para que quando os empreendedores vendam sua participação, eles também possam vender a deles. 
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Capitalistas de Risco
Termos de saída previamente acordados no contrato entre o empreendedor e o VC
Drag-along: Quando um dos acionistas encontra um comprador para sua parte na empresa investida, esta cláusula obriga os demais acionistas a também venderem suas participações para este comprador. Os VCs gostam desta cláusula pois, caso encontrem um comprador que deseje 100% da empresa, eles poderão obrigar o empreendedor a realizar a venda da participação deles também, totalizando os 100%.
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Capitalistas de Risco
Termos de saída previamente acordados no contrato

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