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ECG - Resumão

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Eletrocardiograma (ECG)
Conceitos Básicos de Eletrofisiologia 
O coração é capaz de produzir corrente elétrica (por fluxo de íons, 10 a 15 mV) e essa energia produzida pode ser captada por equipamentos, como o eletrocardiógrafo, podendo nos dar informações acerca do funcionamento do coração
Célula Normal: tanto dentro quanto fora da célula, temos íons (cátions e ânions). Fora da célula temos grande concentração de sódio, e dentro da célula temos grande concentração de potássio, que fazem com que a célula tenha carga negativa em seu interior e carga positiva no meio externo. Classicamente, essa diferença de potencial elétrico é medida por um voltímetro, de -90 mV. Sendo assim, podemos dizer que uma célula é carregada negativamente.
A célula em repouso, então tem
- cargas positivas no meio externo
- cargas negativas no meio interno
O processo de despolarização, iniciado pela entrada de sódio na célula, inverte momentaneamente essa conformação de cargas, criando uma corrente elétrica que se propagará ao longo de toda a membrana da célula 
No coração, acontece a mesma coisa. Sendo assim, ele é capaz de gerar corrente elétrica através desse processo de entrada e saída de íons ao longo da membrana dos cardiomiócitos (células cardíacas). Como a função do coração é funcionar como uma grande bomba hidráulica capaz de bombear sangue para todo o corpo, ele necessita de produzir corrente elétrica, ou seja, gerar energia para suprir a demanda energética dos eventos mecânicos envolvidos nessa função. 
Eletricidade Deflagra a contração mecânica
Então, a corrente elétrica produzida pelo coração tem como principais funções fazer com que o miocárdio (músculo do coração) se contraia no momento certo, na frequência adequada e na adaptação correta entre átrios e ventrículos.
· Cada despolarização gera uma contração do músculo cardíaco: 
1 despolarização 1 contração muscular 
· Coração bate de 50 a 100 vezes por minuto (frequência cardíaca)
· Tudo o que despolariza, repolariza!!
Potencial de Membrana 
Repouso ou Fase 4
· Célula em equilíbrio de cargas
· Fora positivo e dentro negativo (-90mV)
Fase 0 
· Entrada de íons sódio 
· Despolarização rápida
· Inversão de cargas 
· Fora negativo e dentro positivo (+40mV)
Fase 1
· Saída lenta de potássio 
· Inicio da repolarização 
· A célula começa a voltar ao potencial de repouso
Fase 2
· Platô 
· A quantidade de potássio que sai da célula é praticamente igual a quantidade de cálcio que entra 
· Potencial de membrana fica quase estável 
Fase 3
· Repolarização plena 
· O cálcio para de entrar e o potássio começa a efetivamente sair da célula, sendo capaz de torna-la novamente negativa (Potencial de Membrana de Repouso Fase 4)
NEM todas as células do coração terão um potencial de ação igual a este
Sistema de Condução Cardíaca 
AD
Compõe um sistema de alta velocidade (cerca de 4 a 5 metros por segundo) para propagação do estimulo elétrico através do musculo cardíaco, em que a velocidade de propagação é cerca de 10 vezes menor. Então, a função do sistema de condução é justamente conduzir o impulso elétrico de forma rápida. 
Além de conduzir, esse sistema tem outra função primordial que é a de gerar o impulso elétrico, através de disparos elétricos do nó sinoatrial ou nodo sinusal, localizado no teto do átrio direito. Por ser composto de células auto excitáveis capazes de produzir potencial de ação, é ele que comanda a contração cardíaca, ou seja, que determina a frequência cardíaca do indivíduo; sendo, por isso, considerado o marcapasso fisiológico e apresentando um gráfico de potencial de membrana diferente do demonstrado anteriormente. 
Frequência Cardíaca Normal: 50 a 100 bpm
Potencial de Ação do Nodo Sinusal 
OBS.: em geração a corrente elétrica percorre um caminho que vai do lado negativo em direção ao lado positivo da célula
Eletrocardiógrafo
· Aparelho do Eletrocardiograma 
· Inventado por Willem Einthoven 
· Baseia-se no posicionamento de diversos eletrodos metálicos na superfície do corpo do paciente, que são capazes de medir a corrente elétrica, de cerca de 10 a 15 mV, produzida pelo coração:
· Se o estimulo elétrico estiver chegando perto do eletrodo, traça-se uma onda positiva
· Ao contrário, se o estimulo estiver se distanciando do eletrodo, a onda traçada será negativa 
A isodifásica traduz uma onda que passa a 90º da derivação 
· Permite avaliar o funcionamento do coração (tamanho, frequência de disparo elétrico, ou seja, batimentos por unidade de tempo), por meio da captação da energia elétrica emitida por ele, transformando-a em um desenho gráfico (ECG)
Resumão, 
· Coração produz energia elétrica, através do fluxo de íons:
· a entrada de sódio causa a despolarização 
· a saída de potássio gera repolarização
· A energia que é produzida pelo coração é captada por eletrodos metálicos, já que o metal é um bom condutor de eletricidade:
· isso gera vetores traçados no ECG
· esses traçados permitem avaliar o coração 
Caminho de Condução do Impulso Elétrico 
Nó Sinusal (AD) Nó Atrioventricular Feixe de His Ramos direito e esquerdo do Feixe de His Rede de Purkinje (Músculo Ventricular)
Fisiologicamente, o nodo sinusal determina a frequência cardíaca, devido ao se potencial de ação diferenciado, cujo potencial diastólico (ou seja, da célula “em repouso”) não é estável, mas se encontra em constante ascendência, alcançando sozinho o potencial limiar capaz de disparar potencial de ação, despolarizar e gerar corrente elétrica, desencadeando o batimento do coração
Componentes do Traçado do ECG
O nó sinusal gera o estimulo elétrico, levando à despolarização e, consequentemente, à contração simultânea dos átrios direito e esquerdo Essa é a onda P (despolarização dos átrios)
O estimulo se propaga, então, em direção ao nó atrioventricular, cuja principal função é impedir que os átrios e os ventrículos se contraiam simultaneamente para que haja correto funcionamento do coração. Isso acontece graças a velocidade de lenta de condução das células que compõem o nó AV, responsáveis pelo chamado atraso natural de condução Vista no ECG como uma linha reta, logo após a onda P
Do nó atrioventricular, o estimulo se propaga em direção ao musculo ventricular por meio do feixe de His, localizado no septo interventricular Gerando uma onda negativa, denominada onda Q (despolarização do septo interventricular)
Segue-se para a despolarização das paredes livres dos ventrículos esquerdo e direito Gera a onda positiva, denominada onda R (despolarização dos ventrículos)
A última parte dos ventrículos a ser despolarizada é a superior Gera uma onda negativa, denominada onda S
Nomenclatura do QRS
O complexo QRS nem sempre terá as três ondas, por convenção tem-se que
· Onda Q: primeira onda negativa
· Onda R: primeira onda positiva 
· Onda S: primeira onda negativa após a onda R
Possibilidades: 
A repolarização dos átrios não é representada no ECG, haja vista que ela acontece simultaneamente a despolarização dos ventrículos, que é representada pelo complexo QRS. A repolarização dos ventrículos, no entanto é representada, por meio da onda T, que segue a mesma polaridade do complexo QRS. 
Intervalo: engloba uma ou mais ondas 
· Intervalo PR (vai do inicio da onda P até o começo do complexo QRS)
· Intervalo QT (vai do início do complexo QRS até o final da onda T, portanto visualiza tanto a despolarização quanto a repolarização dos ventrículos)
Segmento: não engloba onda 
· Segmento ST (final da onda P até o início do complexo QRS)
Como são posicionados os eletrodos?
Diferentes eletrodos posicionados ao longo da superficie corporal do paciente irão permitir a análise do coração de diferentes ângulos, por meio de derivações, que são uma medida da diferença de potencial entre dois pontos distintos 
São elas (Triângulo de Einthoven):
· Derivação I ou DI (mede a diferença entre braço direito e braço esquerdo)
· Derivação II ou DII (mede a diferença entre braço direito e perna esquerda)
· Derivação III ou DIII (mede a diferença entre braço esquerdo e a perna esquerda)
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