A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
ECG - Resumão

Pré-visualização | Página 2 de 3

Lado esquerdo (Brasil: amarelo e verde)
Lado direito (Rubronegro: vermelho e preto)
Cores mais claras em cima e mais escuras embaixo
Além dessas derivações, podemos calcular derivações em relação ao ponto central (ou ponto zero) da caixa torácica:
· Derivação aVL (entre o ponto central e o braço esquerdo)
· Derivação aVF (entre o ponto central e a perna esquerda)
· Derivação aVR (entre o ponto central e o braço direito)
Em resumo, 
com os três eletrodos de Einthoven, consegue-se seis derivações, denominadas periféricas ou frontais, haja vista que permitem definir a localização dos estímulos elétricos no plano frontal, ou seja, permitem definir se o estimulo elétrico está indo para cima ou para baixo, para a esquerda ou para a direita (mas não permitem dizer se ele está indo para frente ou para trás)
Para dizer se o estimulo está vindo para frente ou para trás são necessárias outras derivações, obtidas pelo posicionamento de eletrodos sobre o precórdio do paciente 
V1 – 4º EIC Paraesternal Direito 
V2 – 4º EIC Paraesternal Esquerdo 
V3 – entre o V2 e o V4
V4 – 5º EIC Hemiclavicular Esquerdo
V5 – 5º EIC Axilar Anterior Esquerdo
V6 - 5º EIC Axilar Média Esquerdo
Essas são as derivações precordiais ou do plano horizontal, capazes de dizer se o estimulo elétrico está indo para frente ou para trás. 
Basta olhar para V1:
· Se o estimulo correr para trás, o complexo QRS é negativo em V1 (normal no adulto)
· Se o estimulo correr para frente, o complexo QRS é positivo em V1
Mal Posicionamento dos Eletrodos 
Como suspeitar que os eletrodos precordiais foram mal colocados?
Basta saber que o padrão normal esperado é de que a onda R cresça de V1 para V6, até que atinja a voltagem máxima, geralmente em V5
Quando pensar em dextrocardia?
Sempre que tudo estiver negativo em D1 (outra hipótese para esse, seria troca de eletrodos entre braço esquerdo e direito) e o QRS estiver diminuindo ao longo das derivações precordiais 
Eixo do Complexo QRS
Importante se conhecer o conceito de hemicampo, que diz que tudo que estiver a +90º ou -90º de uma dada derivação vai produzir uma onda positiva, o que estiver além disso produz uma onda negativa 
O eixo normal do ECG se encontra entre -30º (aVL) e +90º (aVF), se:
· Hipertrofia do ventrículo direito causa desvio do eixo para a direita 
· Hipertrofia do ventrículo esquerdo causa desvio do eixo para a esquerda 
Como definir o eixo?
1. Definir a derivação em que o QRS é isodifásico (ou seja, em que a onda é perpendicular a derivação)
2. Calcule o hemicampo (+90º e -90º)
3. Para saber agora onde está o eixo, basta olhar para as outras derivações que estão próximas aos valores extremos do hemicampo
Forma Rápida 
· Permite dizer se o eixo está normal ou alterado apenas olhando para o ECG, sem necessidade de cálculo 
· Basta olhar para DI e DII:
· se o QRS for predominantemente positivo ou isodifásico em DI e DII, o eixo está normal/fisiológico
OBS.: Normalmente, o eixo em relação ao plano horizontal, ou seja, nas derivações precordiais (V1-V6) são calculadas de maneira mais genérica, apenas dizendo se vai para frente ou para trás. Para isso, basta observar V1, em que o complexo QRS deve estar negativo (em condições fisiológicas/normais). 
Eixo pra frente é patológico, podendo ser causado por hipertrofia do ventrículo direito ou hipertensão pulmonar
Interpretando o ECG
1. Identificação do paciente 
a. Idade
b. Peso e altura (biótipo)
i. Longilíneos tendem a ter o coração mais verticalizado e, portanto, o eixo do QRS tende a apontar para baixo (coração em gota)
ii. Breve líneos têm o coração mais horizontalizados, fazendo com que o eixo QRS fique também mais horizontal (apontando para 0º ou -30º)
c. Sexo
d. Quadro clinico 
2. Padronização Normal
a. cada quadradinho mede 1 mm
b. 1mm corresponde a 0,1 mV (N)
c. a velocidade é de 25 mm/s
d. se em 1 segundo são percorridos 25 mm; 1 mm é percorrido em 0,04 segundos; portanto
i. cada quadradinho pequeno é percorrido em 0,04 segundos (ou 40mseg)
ii. cada quadradão (5 quadradinhos) é percorrido em 0,2 segundos 
3. Ritmo e Frequência Cardíaca
O nó sinusal é quem determina a frequência cardíaca por ter maior frequência de despolarização (células auto excitáveis). Por isso, o ritmo fisiológico é o ritmo sinusal 
Como definir se o ritmo é sinusal?
· A onda P tem que ser positiva em DI e em aVF, apresentar a mesma morfologia e a cada onda P tem que se seguir um complexo QRS
· Além disso, a onda P é negativa em aVR
· Qualquer coisa diferente de ritmo sinusal é arritmia 
Como definir a frequência cardíaca?
Sabendo que a velocidade padrão do ECG é de 25mm/seg. Temos que:
1 segundo 25 mm
1 minuto (60 segundos) 1500 mm
Sendo assim, para saber a frequência cardíaca, basta saber quantos quadradinhos separam cada batimento cardíaco (ou seja, quantos quadradinhos tem-se entre duas ondas R) e fazer a seguinte divisão: 1500/nº de quadradinhos 
Ou ainda, dividir 300 pelo nº de quadradões. 
Exemplo: 
Em pacientes com ritmo irregular, a regra é diferente: temos que saber que o ECG padrão registra 10 segundos de batimento. A partir disso, podemos contar os batimentos que existem no D2 longo e multiplicar por 6
4. Onda P
a. Reflete a despolarização dos átrios 
b. Amplitude normal é de até 2,5 mm (ou seja, 2,5 quadradinhos)
c. Duração normal é de até 0,11 segundos (ou seja, 2,75 quadradinhos)
d. Permite diagnosticar sobrecargas atrais (ou seja, dilatação atrial), que causa aumento da amplitude da onda P (>2,5mm)
Sobrecarga de átrio direito: se esse aumento for em derivações inferiores (DII, aVF e DII)
Sobrecarga do átrio esquerdo, há uma tendência de aumento da duração da onda (≥ 3 quadradinhos). Além disso, a onda P aparece com “duas corcovas” (onda P bífida). Pode-se ainda olhar para V1, se a parte negativa da onda P for maior que 1 quadradinho de amplitude ou de duração, deve-se suspeitar de sobrecarga de átrio esquerdo (Índice de Morris)
DICA! Fibrilação atrial (arritmia sustentada mais comum na prática clínica) é sinal indireto de sobrecarga do átrio esquerdo.
Se os critérios se somarem, têm-se sobrecarga bi atrial (ou seja, de ambos os átrios)
IMPORTANTE! Um ECG normal não descarta sobrecarga atrial, haja vista que se trata de um exame muito especifico, mas pouco sensível para detecção de sobrecarga de câmaras
5. Intervalo PR
a. Lembrete: a pausa (linha reta) entre o final da onda P e o inicio do complexo QRS é realizada pelo nó atrioventricular, traduzindo o atraso natural que impede a contração simultânea de átrios e ventrículos 
b. Dura normalmente entre 120 e 200 ms (3 a 5 quadradinhos)
c. Alterações:
i. >200 ms em todos os batimentos? Temos um bloqueio atrioventricular de 1º grau (pode ser causada por medicações que diminuam a velocidade de condução cardíaca, doenças do sistema de condução, atletas de alto rendimento com tônus vagal mais alto ou endocardite com formação de abcesso em valvas cardíacas, sobretudo na valva mitral)
ii. <120 ms em todos os batimentos? Suspeitar de pré-excitação ventricular ou Síndrome de Wolff-Parkinson-White (causada pelo surgimento de uma via acessória de ligação entre átrios e ventrículos além do nó AV)
iii. >240 ms exige cautela e cuidado com o uso de betabloqueadores (droga que tende a aumentar ainda mais o intervalo PR)
6. Complexo QRS
a. Eixo Normal/Fisiológico? 
b. Ou seja, eixo entre -30º e +90º?
c. Alterações de alta da amplitude:
i. Sobrecarga de ventrículo esquerdo
1. Critério de Sokolow-Lyon (se a amplitude da onda R em V5 ou V6 + amplitude da onda S em V1 > 35mm) 
2. Ou ainda se a onda R em aVL> 10 mm
ii. Sobrecarga de ventrículo direito 
1. Onda R de grande amplitude em V1, geralmente maior que a onda S
d. Alterações de baixa amplitude:
i. Baixa voltagem 
ii. <5 mm em plano frontal e <10 mm em plano horizontal (V1-V6)
iii. Causada por obstáculos que se interponham entre o coração e os eletrodos (obesidade, aumento do panículo adiposo, derrame pericárdico com ou sem Swinging hearth, mamas aumentadas, enfisema pulmonar, amiloidose cardíaca)
e. Duração normal é de até 120 ms (3 quadradinhos).

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.