A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
ECG - Resumão

Pré-visualização | Página 3 de 3

Se for maior ou igual a 120 ms, tem-se o diagnóstico de bloqueio de ramo (esquerdo ou direito)
i. Esquerdo se o QRS for negativo em V1
ii. Direito se o QRS for positivo em V1
iii. Aspecto de “orelha de coelho” – QrR’
Ramo esquerdo é mais comum que haja bloqueio divisonal anterossuperior esquerdo (BDASE), suspeitado quando há desvio do eixo do QRS para a esquerda
BRD + BDASE = Doença de Chagas 
7. Segmento ST
Alterações no segmento ST (final do complexo QRS até o começo da onda T) e na onda T são apresentações comuns de síndrome coronariana aguda.
O normal é que o segmento ST esteja na linha de base do ECG (que é a linha traçada a partir do final do segmento PR). Se estiver para cima, temos um supra de ST, ao contrário, ou seja, se o segmento estiver abaixo, tem-se um infra de ST
Causas de Supra de ST: IAM, pericardite, aneurisma de VE, hipercalemia, embolia pulmonar, HVE, BRE, Brugada, repolarização precoce ou Takotsubo
8. Onda T
a. Corresponde ao final da fase 2 e à toda a fase 3 do potencial de ação 
b. Costuma ser negativa em aVR, podendo ou não também ser negativa em DII, aVL e V1
c. Encontrar ondas T negativas ou achatas em outras derivações que não sejam as anteriormente citadas é sugestivo de patologia 
d. Se a onda T estiver invertida e simétrica, sempre se deve considerar coronariopatia 
e. Principais causas de alteração de onda T são:
i. Coronariopatias 
ii. Distúrbio hidroeletrolítico, sobretudo de potássio 
iii. Eventos intracranianos 
iv. Sobrecarga de ventrículo esquerdo 
v. Medicamentos 
f. Onda T apiculada sugere IAM ou hipercalemia (onda T apiculada em tenda ou ritmo sinusoidal)
g. Ondas T negativas gigantes (>10 mm de profundidade) são o achado mais característico de eventos cerebrais agudos, podendo ser acompanhado de intervalo QT aumentado 
Infarto e miocardite podem causar as mesmas alterações no eletrocardiograma!! Diferencia pela clínica.
Onda T Negativa: DAC ou SVE?
Sobrecarga do Ventrículo Esquerdo: Onda T assimétrica e mais profunda em V6 do que em V4, tendo porção final positiva, associada a infra de ST
Doença Arterial Coronariana: Onda T simétrica e mais profunda em V4 do que em V6, com frequência sem infra de ST
9. Intervalo QT
a. Engloba tanto a despolarização quanto a repolarização dos ventrículos (QRS+Segmento ST+ onda T)
b. Quando aumentado, eleva o risco de arritmias ventriculares potencialmente fatais 
c. Como medir? 
i. Divide a distância entre duas ondas R consecutivas ao meio, se a onda T estiver a esquerda desse meio, o intervalo QT tá normal. Se a onda T for cortada por esse meio, temos um intervalo QT longo.
d. Causas de intervalo QT aumentado:
i. Distúrbios hidroeletrolíticos (hipocalemia, hipocalcemia e hipomagnesemia)
ii. Medicamentos (psicotrópicos, amiodarona, procainamida, eritromicina e outros macrolideos, anti-fúngicos e sotalol)

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.