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AVALIAÇÃO INICIAL AO POLITRAUMATIZADO

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AVALIAÇÃO INICIAL AO POLITRAUMATIZADO 
O tratamento de um doente vítima de trauma grave requer avaliação rápida das lesões e instituição de medidas terapêuticas de 
suporte de vida. Visto que o tempo é essencial, é desejável uma abordagem sistematizada, que possa ser facilmente revista e 
aplicada. Esse processo é denominado “avaliação inicial” e inclui: preparação, triagem, avaliação primária (ABCDE), reanimação, 
medidas auxiliares à avaliação primária e à reanimação, considerar a necessidade de transferência do doente, avaliação 
secundária (da cabeça aos pés) e história, medidas auxiliares à avaliação secundária, reavaliação e monitorização contínuas após 
a reanimação, tratamento definitivo. 
A avaliação primária deve ser repetida com frequência para identificar qualquer alteração do estado clínico do doente que indique 
a necessidade de intervenção adicional. 
DEFINIÇÕES 
TRAUMA X POLITRAUMA 
TRAUMA: termo mais amplo, envolve qualquer lesão estrutural ou desequilíbrio fisiológico decorrente de uma exposição aguda. 
Pode ser mecânico, térmico, químico, por irradiações. 
POLITRAUMA: lesões agudas múltiplas em dois ou mais sistemas que pode acarretar risco de morte. 
PICOS DE MORTALIDADE 
Há um "Golden hora" entre a vida e a morte. Se você tem uma lesão grave, você tem menos de 60 minutos para sobreviver. Você 
pode não morrer naquela momento, pode ser três ou duas semanas depois, mas algo aconteceu em seu corpo que é irreparável. 
Como a Hora dourada não é um período de 60 minutos rigoroso e varia de paciente para paciente baseado em lesões, outro termo 
comumente usado é Período Dourado. Se um paciente com lesões graves obtém atenção definitiva (ou seja, controle de 
sangramento e ressuscitação) dentro do Período Dourado daquele paciente em particular, a chance de sobrevivência aumenta 
enormemente. 
RECURSOS DISPONÍVEIS 
Durante a resposta à cena, e imediatamente após a chegada, os prestadores de cuidados pré-hospitalares devem fazer uma 
avaliação rápida para determinar a necessidade de recursos adicionais ou especializados. 
• Incidente com múltiplas vítimas: 
o O número de vítimas e a gravidade das lesões não excedem capacidade de atendimento do hospital. 
o Prioridade: paciente em risco iminente de morte e os doentes com politrauma. 
 
• Vítimas em massa: 
o O número de vítimas e a gravidade excedem a capacidade de atendimento da instituição e da equipe. 
o Prioridade: pacientes com maior probabilidade de sobreviver, cujo atendimento implique menor gasto de tempo, de 
equipamentos, de recursos e de pessoal. 
PREPARAÇÃO 
Ocorre em dois cenários clínicos diferentes: primeiro, durante a fase pré-hospitalar, todos os eventos devem ser coordenados em 
conjunto com os médicos do hospital que irá receber o doente. Segundo, durante a fase hospitalar, devem ser feitos os 
preparativos necessários para facilitar a rápida reanimação do doente traumatizado. 
SISTEMAS DE TRAIGEM 
A triagem envolve a classificação dos doentes de acordo com o tipo de tratamento necessário e os recursos disponíveis. O 
tratamento prestado deve ser baseado nas prioridades ABC (Via aérea e proteção da coluna cervical, Ventilação, Circulação com 
controle da hemorragia). 
A triagem também se aplica à classificação dos doentes no local e à escolha do hospital para o qual o " doente deverá ser 
transportado. 
• STAR: 
o Utilizado em cenários com múltiplas vítimas ou vítimas em massa 
o Classifica o paciente em: verde, amarelo, vermelho, preto/cinza 
• Manchester: 
o Utilizado no pré (UPA, ambulatórios, PFS, SAMU) e no intra-hospitalar 
o Classifica: azul (240 min; não urgente), verde (120 min; pouco urgente), amarelo (60 min; urgente), laranja (10 min; 
muito urgente), vermelho (imediato; emergência) 
o Correlaciona gravidade e tempo de atendimento 
• Ministério da Saúde: 
o Classifica: azul, verde, amarelo, vermelho 
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA 
Os doentes são avaliados e as prioridades de tratamento são estabelecidas de acordo com suas lesões, seus sinais vitais e 
mecanismo de lesão. Nos doentes com lesões graves, deve ser estabelecida uma sequência lógica de tratamento de acordo com 
as prioridade, com base na avaliação geral do doente. As funções vitais do doente devem ser avaliadas rápida e eficientemente. 
A revisão primária envolve uma filosofia de "tentar em movimento". À medida que os problemas de risco de vida são identificados, 
o cuidado é iniciado o mais rápido possível, e muitos aspectos da revisão primária são realizados simultaneamente. 
POR ONDE COMEÇAR? Primeiro a segurança, principalmente no pré-hospitalar – a minha, da equipe e por último da vítima. A 
segurança da cena é atualmente a maior prioridade ao chegar para todas as solicitações de assistência médica. Prestadores de 
cuidados pré-hospitalares devem term desenvolvimento e prática de consciência situacional de todos os tipos de cenas. 
ABCDE 
O QUE É: identifica as condições que implicam risco à vida através da seguinte sequência: 
• A: vias aéreas e proteção da coluna cervical (restrição do movimento da coluna) 
• B: ventilação e respiração 
• C: circulação, choque, hemorragia 
• D: disfunção, estado neurológico (ECG) 
• E: exposição/controle do ambiente: despir completamente o doente, mas prevenindo a hipotermia 
QUAL O OBJETIVO? Identificar e tratar imediatamente as principais causas ameaçadoras de vida 
• Falta de um diagnóstico não impede um tratamento 
• História detalhada não é essencial no politrauma 
• Trato primeiro o que mata primeiro/ mais rápido 
• Identifiquei = tratei 
• Reavaliação constante de qualquer conduta (volta sempre para o A) 
PERGUNTAS: 
• Por que essa ordem? Atender o que mata mais rápido em sequência 
• O que mais mata no trauma? Trauma hipovolêmico hemorrágico 
• O que mata mais rápido no trauma? Vias aéreas 
• O atendimento é estático ou dinâmico? Dinâmico 
• Individual ou em equipe? Equipe, multidisciplinar 
• Terminei a avaliação? Volta para o A 
• Tomei uma conduta? Volta para o A 
• Me perdi? Volta para o A 
MOVER: não é imprescindível para o atendimento do ABCDE, pois não é quantitativa, é subjetiva 
• Monitorização: cardioscopia (5 eletrodos), esfigmomanômetro, oxímetro 
• Oxigênio – todo paciente politraumatizado merece oxigênio suplementar (máscara não reinalante – na teoria oferta FiO2 de 
100%; 10-15 litros por minuto) 
• Venóclise (acesso venoso periférico) – 1 ou 2, de preferência na fossa cubital 
A 
Depois de estabelecer a segurança da cena e controlar a hemorragia, a gestão das vias aéreas é a maior prioridade no tratamento 
de pacientes gravemente feridos. 
Restrição do movimento cervical – primeira conduta, segura a cabeça do paciente e se precisar coloca colar cervical 
• Avaliação cervical e pescoço? Cervical é a parte óssea e pescoço é a parte anterior (estase jugular, desvio de traqueia etc.). 
• Durante a avaliação e a manipulação da via aérea, deve-se tomar muito cuidado para evitar a movimentação excessiva da 
coluna cervical. 
• Inicialmente, a proteção da medula do doente deve ser feita e mantida com uso de dispositivos apropriados de imobilização. 
A avaliação e o diagnóstico de lesão específica de coluna, incluindo métodos de imagem, devem ser realizados 
posteriormente. 
• Considere a existência de uma lesão de coluna cervical em todo doente com traumatismos multissistêmicos, especialmente 
nos doentes que apresentem nível de consciência alterado ou traumatismo fechado acima da clavícula. 
Perviedade de vias aéreas – pede para o paciente falar: se o doente consegue comunicar-se verbalmente, é pouco provável que 
a obstrução da via aérea represente um risco imediato; no entanto, é prudente que a permeabilidade da via aérea seja avaliada a 
curtos intervalos de tempo 
• Como medida inicial para permeabilizar a via aérea é recomendada a manobra de elevação do mento (chin lift – pode causar 
lesão na cervical, por hiperextensão da cervical; contraindicada em pacientes

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