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Diabetes mellitus

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Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
É a deficiência relativa ou absoluta de insulina pelas células B 
do pâncreas e por consequência hiperglicemia e glicosúria 
persistente 
Diabéticos tem tendência a desenvolver catabolismo proteico 
e lipídico, gera emagrecimento rápido e progressivo 
Glicose é muito frágil, depois de ir para o tubo começa a ser 
degradada usa-se tubo fluoretado 
Não sabemos ainda o porquê as células B param de produzir 
insulina 
Hiperglicemias após jejum de 12 h de jejum alimentar – o ideal 
para confirmar a diabetes e aferir a glicose após essas 12h 
de jejum alimentar 
Músculo, tecido adiposo e fígado necessitam da insulina para 
transporte de glicose, o restante consegue ter 
aproveitamento de glicose sem a insulina, mas temos que 
pensar que temos tudo isso em grande parte do corpo: 
 
Insulina liga ao receptor e promove abertura do glut e então 
sim a glicose consegue entrar na célula: 
 
Glicose tem poder osmótico e faz glicotoxicidade (degradação 
de proteínas que a glicose gera em grades concentrações 
sanguíneas) 
 
Por que tem catabolismo de proteína e lipídio? 
Músculo – armazenamento de proteína e glicogênio 
Fígado – armazenamento de glicogênio 
Tecido adiposo – armazenamento de gordura 
Quem permite esse armazenamento é a glicose, por isso que 
quando começamos a ministrar insulina esse processo de 
armazenamento volta ao normal, voltando o animal para o 
peso normal. Diminui também poliúria e polidipsia, já que os 
túbulos do néfron começam a receber menos glicose de antes 
Esse catabolismo não é sutil e de uma hora para outra e 
bastante 
A gordura é quebrada e jogada na circulação o excesso, por 
isso que em pessoas diabéticas o colesterol e triglicerídeos 
são altos e maior tendência a infartos 
Emagrecimento = perde massa magra (proteína) e gordura 
 
 
DIABETES MELLITUS TIPO 1 
Insulino-deficiência 
Perda da secreção de insulina pelas células beta do pâncreas 
endócrino 
Etiologia: multifatorial (anticorpos contra as células beta – 
50% dos pacientes + fatores genéticos) 
Mais comum em cães (entre 7-10 anos) 
Forma definitiva de D.M 
50% dos cães diabéticos e humanos tiveram processos 
autoimune – uma das principais teorias 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
Na hora do tratamento não tem tanta importância saber o 
tipo do diabetes, geralmente começamos a tratar de qualquer 
jeito 
A diabetes do cão também é crônica 
 
DIABETES MELLITUS TIPO 2 
Insulino resistência 
Etiologia: multifatorial (genética + exposição á fatores de 
resistência á insulina de forma crônica) 
Mais comum em gatos 
Inicialmente ocorre hiperinsulinismo com posterior 
hipoinsulinismo 
Glicotoxicidade e esgotamento das células beta 
Como não há destruição das células beta pode voltar ao 
normal, a diabetes pode ser transitória. Ou também pode ser 
definitiva 
Logo aqui muda o motivo de o animal ser diabético, enquanto 
a primeira está ligada a processos autoimune esta não, pode 
ser por fatores pontuais, por exemplo medicamentos 
(corticoides) 
Animal com resistência insulínica trabalha mais, produzir 
insulina em maior quantidade, o órgão acredita que colocando 
mais insulina mantém a glicemia controlada de forma melhor, 
isso tem um custo, pode entrar em exaustão, depende do 
organismo – pâncreas que trabalhou muito e depois cansou, 
e acabou voltando ao normal com a redução de insulina 
Na veterinária o tratamento do tipo 1 ou 2 são os mesmos 
Uma vez o animal diabético, mesmo na diabetes transitória, 
ele pode voltar a qualquer momento da vida a ser diabético – 
por isso devemos continuar com dieta e o animal nunca poderá 
ficar obeso 
10-20% de gatos com diabetes podem remissionar 
normalmente dentro dos primeiros 6 meses de doença, 
quanto mais rápido diagnóstico e tratamento maior a remissão 
 
 
 
DM – Cães 
Genética + insulinite imunomediada 
Tipo 1 
Idade: 4-14 anos – A média é de 7 a 10 anos 
Predisposição Schanuzer e Poodlle 
Fêmeas são mais predispostas, cadelas não castradas a 
progesterona é um fator de resistência insulínica – Logo 
cadelas não castradas que se tornou diabética deveremos 
castrar sem dúvidas para conseguirmos controlar a diabetes. 
Machos não tem esse problema 
Cadelas com tumor de mama produz GH (hormônio do 
crescimento) GH faz resistência insulínica, cadelas devem 
fazer resistência insulínica 
Animais diabéticos cicatrizam normalmente diferente de 
humanos 
 
DM – Gatos 
Peso e pancreatite são as maiores causas 
Peso> 6,8 kg 
Muito importante prevenir a obesidade 
Idade maior de 7 anos 
Abissínio, birmanês e raças orientais 
Machos castrados > fêmeas castradas 
Uso prolongado de glicocorticoides 
Doenças associadas – resistência insulínica 
Machos castrados e obesos são mais predispostos do que as 
fêmeas 
Cão etiologia: multifatorial, genética e autoimune 
Gatos: multifatorial, genética e fatores predispostos 
 
 
 
 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
ABORDAGEM DO PACIENTE DIABÉTICO 
Identificação do paciente 
Anamnese: poliúria, polidpsia, polifagia, perda de peso (4 P’s) 
 
Exame físico: desidratação (geralmente leve, logo não precisa 
entrar com fluido a não ser que for de moderada a intensa, 
mas em diabetes não é muito comum), catarata (surge em 
100% dos cães diabéticos, mais cedo ou mais tarde, nos gatos 
não são comuns catarata gato tem deficiência enzimática no 
cristalino do olho acaba protegendo o gato), taquipneia pode 
ocorrer (pela hiperglicemia crônica pode chegar a uma 
cetoacidose metabólica), diminuição score corporal (chega a 
níveis de caquexia) – qualquer indivíduo que ficar diabético e 
não for tratado irá emagrecer, mas talvez seja mais notável 
em animais que já são magros diferente de animais gordinhos 
 
No hipotálamo, no centro da saciedade precisa de insulina para 
captar glicose, assim quando estamos comendo depois de um 
tempo faz aumento de glicose, insulina vai no centro da 
saciedade e transporta glicose, dando a sensação de 
satisfeitos, em diabéticos esse centro não é avisado de forma 
adequada 
O restante do cérebro em si não precisa dessa insulina 
 
 
 
 
 
CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA 
 
Hiperglicemia e Glicosúria é o que mais aparece no exame 
bioquímico 
 
Caninos: 
Glicemia normal 70-120 mg/Dl 
Glicosúria: a partir de 180 mg/Dl de glicose no sangue 
Limar de reabsorção de glicose TCP (néfron) 
Felinos: 
Glicemia normal 70-180 mg/Dl 
Glicosúria: a partir de 230-270 mg/Dl de glicose no sangue 
Limar de reabsorção de glicose TCP (néfron) 
 
Fígado gorduroso do diabético faz aumento de FA nos exames 
bioquímicos de fígado 
Alguns diabéticos se mostram azotêmicos, pois diabéticos são 
desidratados seno uma azotemia pré renal - Se na urinálise 
a densidade urinária estiver normal o rim do diabético está 
normal, já se estiver minimamente concentrada 
provavelmente é doente renal também além de diabético 
Glicose na urina é um ótimo meio de cultura para bactérias 
gerando muita cistite bacteriana em diabéticos, ainda mais em 
fêmeas devido a anatomia, em gatos não é muito comum 
cistite 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
Resumo do diagnóstico: 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: HIPERGLICEMIA COM 
GLICOSÚRIA 
 
Urinálise: 
 
 
TRATAMENTO 
Dieta 
Baixo carboidrato (de preferência os de cadeia longa, demora 
mais para virar açúcar) – bem mais restito em quantidade 
nos gatos do que em cães 
Gordura: <10% MS (cães e gatos) 
Bastante fibras: >10% MS (cães) - em gatos diabéticos não 
aumentamos muito a fibra e sim aumentamos proteína, já que 
a fibra muito alta pode gerar constipação 
O objetivo do manejo alimentar é ter um menor impacto, 
aumentar menos a glicemia pós prandial 
 
Rotina 
Exercícios diários: GLUTS trabalham melhor na atividade física 
regular 
Horários fixos para comer, não deixar mais a vontadepara o 
cão (cão 2x ao dia). 
Nos gatos pode ficar disponível o tempo todo 
 
 
 
Insulinoterapia 
Mais de 80% na prática clínica são usados insulina humana, 
sem rejeições 
Quanto mais alto o efeito glicêmico mais potente é, mas menos 
horas ela irá durar no organismo (injeções a todo momento ou 
1 injeção a cada 3 dias?) – nas emergências usamos insulinas 
potentes em casa usamos uma insulina que dure pelo menos 
24h ou 12h 
 
Regular = emergências cão e gato 
NPH = mais usada para cão (primeira opção para cão) 
Glargina = mais usada em gatos. Usada 2x ao dia em felinos, 
não consegue durar 24h como em humanos (primeira opção 
para gatos) 
CaninSulin = cão e gatos (segunda opção para cão e gato) 
 
 
Insulinas intermediarias 
NPH – cão: 0,5 a 1,0 UI/kg/BID 
Para a dose fazemos 0,5 x Peso animal ou 1,0 x Peso do 
animal 
Glargina – gato: 0,25 a 1,0 UI/kg/BID 
A seringa de 100 UI não é muito indicada na vet, é usada em 
humanos (cada risquinho é de 2 em 2). Já as seingas de 30 e 
50 cada risquinho é 1 UI 
Tem proprietário que prefere a caneta ao invés da injeção. 
Caneta é bom para cachorros pequenos ou gatos. Cães acima 
de 20kg é melhor a injeção 
Dentro da caneta tem um refil de insulina e acima da caneta 
regula a dosagem, cada cleck é 1 UI – A precisão da aplicação 
é mais correta, casas que muitos tutores diferentes aplicam, 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
o ideal é a caneta. A caneta tem duração de 2 anos, não 
precisa de refrigeração 
O frasco de insulina deve ficar na geladeira após aberto, 
antes de aplicar tem que fazer uma homogeneização 
cuidadosa, evitar porta de geladeira 
Pico de ação de uma insulina = é o momento que a insulina está 
no seu maior efeito – na NPH 4 ou 5 h até 8 h de quando ela 
foi aplicada 
O indicado é o animal comer primeiro e depois aplicarmos a 
insulina 
Não há problema em subir dose para controlar o índice 
glicêmico, mas não é indicado fazer sempre, pode haver uma 
resistência insulínica - pesquisar cistite, tumores, obesidade, 
uso de corticoides e possível castração também 
CaninSulin 
0,5 UI/kg a cada 12h (cão) BID 
0,25 UI/kg a cada 12h (gato) BID 
Na bula pode dizer 1x ao dia, mas não funciona o ideal é 2x ao 
dia 
Durante o pico de ação encontrarmos uma hipoglicemia, quer 
dizer que a dose está alta, logo é melhor diminuir a próxima 
dose – Glicemias abaixo de 60 é considerado hipoglicemia 
Sintomas hipoglicemia: convulsão, desmaios, tontura, tremores 
generalizados, ataxia (esses sintomas são determinados do 
quão baixo está essa glicose - valor) 
Convulsões: administrar soro glicosado (rótulo azul), se não 
tiver, adicionar glicose no soro, administramos até sair do valor 
crítico 
Alterações na glicemia não é um risco iminente de óbito 
Hipoglicemias gera sintomatologias em que o cachorro muda 
muito, diferente da hiperglicemia que o cão não muda muito 
Sintomas hiperglicemia: polidpsia, polifagia etc 
 
Glargina – Primeira opção para FELINOS 
Usada basicamente em felinos 
 
Em gatos podemos usar caneta – compra-se o refil da caneta 
e usa a mesma caneta de antes – essa insulina é mais cara 
(300,00) fazendo o dono optar pelo refil também 
Essa insulina é boa para o felino pois, o gato come pequenas 
porções em várias vezes ao dia, podendo deixar ele comer 
quando quiser, é mais lentificado a ação da insulina sendo 
interessante para o gato 
A partir do momento em que entra na pele formam um 
macrocristal que aos poucos vai sendo degradado, apenas os 
monômeros da insulina, conseguem entrar no capilar 
Em humanos consegue durar 24h, no cão e gato não funciona 
A glargina aproveitamos por até 2 meses 
 
MONITORIZAÇÃO D.M 
1. Sintomas: 
Anamnese – melhora de PD/PU PF/PP 
Exame físico 
2. Proteínas glicadas ou glicosadas (exame laboratorial): 
proteína + glicose. Algumas albuminas começam a se 
juntar com a glicose, já que está alta e medimos no 
exame de Frutosamina, a albumina do sangue do 
animal é fixa, a glicose é a única que pode haver 
variação. Quanto mais glicose mais junções terá, 
fazer a contagem de 21 dias para trás. O animal 
saudável também forma frutosamina, mas o 
diabético forma muito mais Ex: se o cão teve o 
resultado de frutosamina alto, quer dizer que há 21 
dias atrás a glicose já estava alta - no pré diabético 
podemos usar o exame de frutosamina como auxiliar 
diagnóstico e para controle de tratamento de 
animais já diabéticos. Podemos usar também em 
hiperglicemias de stress no gato ai realizamos 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
frutosamina para verificar se o gato é ou não 
diabético 
 
3. Curva glicêmica 
Ideal ser feita em casas – devido a hiperglicemia de 
stress, Desconsidera o stress outdoor → sensor 
instalado no subcutâneo (interstício) e ao aproximar 
um outro aparelho (glicosímetro) e aproximar o 
aparelho realizando a leitura kit completo 400,00 
em 2 semanas perde-se o sensor, precisa ser 
reinstalado. Nos cachorros raspa-se a pele e coloca-
se super bonder (algumas gotas) e roupinha se 
possível. O bom é no dorso do animal, dá para cobrir 
com roupinhas também – A vantagem é o tutor 
falar que está com variações muito altas e o vet 
pode aumentar a dose sem o animal precisar voltar 
ao consultório 
O importante é a MÉDIA da glicemia durante o dia, não apenas 
um valor isolado, já que um valor é apenas uma “foto” de um 
momento, não é um “crime” a glicemia ser alta 1 ou 2x ao dia 
Se olharmos apenas números de glicemia nunca trataremos o 
paciente, precisamos sempre olhar e cuidar de outros 
parâmetros 
Os primeiros 2 meses de diagnostico para cão e a partir de 
3 meses de diagnóstico para o gato o tutor volta 
semanalmente ou quinzenalmente para o retorno para ajuste 
de dose, dieta, avaliação de peso, FR etc 
Depois de entrar na fase de compensação o animal deve 
fazer chekup semestralmente 
Insulina tem efeito anabólico, quando a fêmea está gestante 
e diabética é melhor dar a insulina do que deixar o animal 
diabético, porém o filhote irá nascer com um peso maior 
Piodermites, otites etc fazem ficar mais difícil o controle da 
diabetes 
 
FUTOSAMINA 
(Colocar slide fruttosamina) 
 
CURVAS GLICÊMICAS 
A curva glicêmica deve ser feita quando os sintomas de 
diabetes não está bom 
Uma vez diabético existem faixas de glicemias que 
consideramos normal para o animal 100-250 (glicemias de um 
bom controle de glicemia para caninos e felinos) abaixo de 100 
(hipoglicemias para cães e gatos diabéticos) 
Ideal de curva glicêmica: 
 
Glicemia a cada 2h devem ser feitas na casa do paciente 
No pico de ação provavelmente encontraremos a menores 
glicemias do animal 
 
Glicemias sempre altas mesmo com a insulina = devido a 
insulina vencidas, dieta não diabética, erro de manejo, animal 
come toda hora (não tem horário fixo), fatores de resistência 
insulínica (corticoides, tumores, fêmeas não castradas, 
cistites, otites etc) 
 
Glicemias muito baixas no pico de aplicação = talvez o animal 
precise de menos dose talvez o animal não comeu etc 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
 
 
COMPLICAÇÕES D.M 
Complicações de curto prazo: cetoacidose diabética 
Complicações de longo prazo: degenerações teciduais 
(glicosilação proteica) – catarata em cães (irreversível) e 
neuropatia periférica diabética em gatos (destruição de 
bainha de mielina de neurônios periféricos, começa ter 
dificuldade de locomoção, começa saltar igual coelhos 
(reversível) 
 
POSIÇÃO PLANTÍGRADA 
Para o gato é estressante (sensação de virar presa sempre) 
e doi (são nervos) – necessário receber analgésico (tramal, 
morfina, gabapentina 
Dipirona em gatos deve ser feita SID pode causar anemia 
hemolítica 
Esse problema pode voltar ao normal se a diabetes for 
compensada 
Quando o gato fica assim são meses de diabetes 
descompensado, muitas vezes o animal também chega assim 
no consultório,sendo um diagnóstico no momento 
 
 
 
CETOACIDOSE DIABÉTICA 
 
É uma forma de acidose metabólica 
Agravamento do diabetes 
Necessita de atendimento hospitalar 
30-40% desses animais com cetoacidose diabética pode 
morrer 
Todo diabético que tem lipólise libera corpos cetônicos (ácido): 
cetona, aceto acético e beta hidroxibutírico 
Se os corpos cetônicos forem formados muito rápido, 
transformam rapidamente o pH sanguíneo do cão/gato 
Um cetoacidótico morre por desidratação 
Sempre estão em score corporal baixo 
Um animal com cetoacidose necessita de soro intenso prova 
de carga no soro pode ter bicarbonato (ringer lactato – que 
Medicina Veterinária – Mariana de Campos – Clínica de pequenos animais I 
no fígado se torna bicarbonato), nunca utilizar aqui um 
glicosado (já que a glicose está alta), insulina potente em bomba 
de infusão diluída no soro 
 
Diagnóstico cetoacidose 
• Hiperglicemia marcante: maior que 500 mg/Dl 
• Alto Beta hidroxibutirato sanguíneo: BHB maior que 
3,8 mg/Dl – é o único dos 3 corpos cetônicos que 
conseguimos medir, no aparelho glicosímêtro, 
apenas trocando a fita com a gota de sangue do 
paciente 
• Acidose metabólica: Hemogasometria (fundamental) 
Controle do pH sanguíneo 
Esse tipo de diagnóstico devemos usar em pacientes que 
estão vomitando, prostrados, anoréxicos etc 
pH normal: 7,35 (abaixo – acidose sanguínea) 
Solução fisiológica: desidratação e hipotensão 
Ringer lactato: fluido mais semelhante ao plasma, é um soro 
fisiológico “melhorado” 
 
INSULINA POTENTE – CAD 
Chamada de insulina regular (apenas na emergência) 
Usada em pacientes com cetoacidose 
 
IM (quando não tem bomba de infusão): 
Ação em 30 min 
Pico em 2h 
Duração: 4h 
 
IV: 
Ação imediata 
Meia vida: 6 min – INFUSÕES por hora garante que não tenha 
esse tempo curto em determinados pacientes 
 
A insulina CAD deve ser diluída em soro fisiológico sempre 
Cães em UTI deve ter mais de 1 acesso venoso nesses casos, 
primeiro acesso para hidratar (prova de carga) e o segundo 
acesso para receber insulina intravenosa 
Objetivos de insulina CAD: Parar lipólise e diminuir índices de 
glicemia 
 
O que forma os corpos cetônicos é a lipólise – quanto mais 
tempo receber insulina menos lipólise vai fazer provavelmente 
Manter insulina, sem diminuir insulina – utilizar soro com um 
pouco de glicose (soro glicofisiológico) 
Quando a insulina se liga ao receptor facilita a entrada de 
potássio, nas insulinas do dia dia não tem tanta diferença já 
esta insulina é mais potente e faz entrar muito potássio, 
gerando hipocalemia – POTÁSSIO devemos monitorar sempre, 
pode ser que precisamos repor potássio IV – hipocalemia em 
felinos (VENTROFLEXÃO DE CABEÇA) 
 
Tratamentos auxiliares: 
Maropitant, ondansetrona - antieméticos 
Omeprazol – protetores de mucosa

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