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Inflamação Aguda

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A primeira defesa do organismo a um dano
tecidual é a resposta inflamatória, um
processo biológico complexo que envolve
componentes vasculares, celulares e uma
diversidade de substâncias solúveis, além de
apresentar como sinais clínicos
característicos o rubor, calor, edema, dor e
prejuízo funcional. 
Logo após a invasão do microrganismo, inicia-se o processo de inflamação aguda. No inicio do processo
inflamatório há o reconhecimento da infecção e as células sentinelas (soldado) presentes no tecido irão
reconhecer o microrganismo através dos Receptores de Reconhecimento Padrão (reconhecem o PAMP) e
começa a sintetizar e secretar as citocinas TNF alfa, interleucina 1 e interleucina 6. Essas citocinas migram para
o capilar sanguíneo mais próximo com o objetivo de recrutar as células fagocitárias. Quase que ao mesmo
tempo, células endoteliais sintetizam moléculas de adesão, primeiramente selectinas (adesão fraca) e, num
segundo momento, com o aumento da afinidade, sintetiza integrina (adesão forte). Quando o leucócito interage
com a integrina, modifica a sua morfologia, facilitando sua saída do sangue para o tecido. Ao chegar no tecido,
os leucócitos sofrem a quimiotaxia, que é a movimentação deles seguindo as quimiocinas até o local da
infecção. Chegando ao local da infecção, eles realizam a fagocitose, que é a digestão enzimática do
microrganismo.
A inflamação aguda possui caráter fisiológico de proteção e consiste no acúmulo e ativação de leucócitos e
proteínas plasmáticas em sítios de infecção ou lesão tecidual. Estas células e proteínas atuam em conjunto para
destruir principalmente microrganismos extracelulares e eliminar tecidos danificados. É uma reação de curta
duração e não necessita de medicamentos. 
RESPOSTA CELULAR A INFECÇÃO
INFLAMAÇÃO AGUDAINFLAMAÇÃO AGUDA
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
Ativação dos
leucócitos no
tecido
Síntese
de
citocinas
Recrutamento
e adesão
leucocitária
Rolamento
leucocitário
Diapedese
Quimiotaxia
Fagocitose
EVENTOS CELULARES
Objetivo: erradicar o agente invasor. 
Vasodilatação.
Síntese de
moléculas de
adesão
Eventos vasculares
Sinais cardinais. 
Efeitos sistêmicos
Eventos celulares
A fagocitose é a digestão enzimática, ocorre quando o fagócito endocita o
microrganismo gerando o fagossoma. Esse fagossoma irá fundir com o
lisossoma, gerando o fagolisossoma. Essa fusão permite a digestão enzimática
dos microrganismos e, consequentemente, a sua eliminação. 
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
Vasodilatação, aumento do metabolismo celular. Calor
A fagocitose é um processo de ingestão de partículas com diâmetro maior que 0,5
µm. Começa com a ligação de receptores de membrana ao microrganismo. A ligação
do microrganismo à célula é seguida da extensão da membrana plasmática ao redor
da partícula. A membrana então se fecha e se destaca, e o microrganismo é
internalizado em uma vesícula, ligada à membrana, chamada fagossomo. Os
fagossomos fundem-se aos lisossomos e formam fagolisossomos
FAGOCITOSE
Também conhecido como sinais da inflamação. São os cinco sinais da
inflamação: 
SINAIS CARDINAIS
Vasodilatação, extravasamento do fluído
(permeabilidade) e influxo celular (quimiotaxia). 
Edema
Liberação de mediadores químicos que afetam as
terminações nervosas (nocioceptores).
Dor
Vasodilatação, hiperemia (é uma alteração na circulação sanguínea do paciente, que faz
com que haja um aumento na quantidade de sangue circulando em um determinado órgão
e/ou região do corpo do paciente).
Rubor
Sinais cardinais são consequências dos eventos vasculares e celulares do processo inflamatório. São
eles: calor, rubor, edema, dor. Se esses não forem solucionados há a perda da função.
Elaborado por Giovanna Nery Sanches
AÇÕES DAS CITOCINAS DE MODO SISTÊMICO
Aumento da temperatura no SNC através das citocinas TNF alfa, IL-1 e IL-6.Hipotálamo
Há um aumento da produção das proteínas C-reativas (PCR). É uma proteína produzida pelo
fígado que, geralmente, está aumentada quando existe algum tipo de processo inflamatório
ou infeccioso acontecendo no corpo, sendo um dos primeiros indicadores a estar alterado
no exame de sangue nessas situações. O aumento da PCR ocorre através das citocinas IL-1
e IL-6.
Fígado
Sinaliza a necessidade de produção de leucócitos para, consequentemente, aumentar a
quantidade de células de defesa no organismo para combater uma infecção. Essa
sinalização acontece através das citocinas TNF alfa, IL-1 e IL-6. 
Medula óssea
O aumento da temperatura, muitas das vezes, está relacionada a um processo
fisiológico de combate ao microrganismo, ou seja, considera-se (por muitas pessoas)
que a febre destrói o microrganismo, no entanto, essa consideração está errada,
uma vez que a elevação da temperatura está relacionada a um sinal de alerta. 
O aumento da temperatura, a longo prazo e de modo excessivo é prejudicial pois
desnatura as proteínas do organismo e pode levar à convulsão. 
SISTEMA COMPLEMENTO
O sistema complemento é constituído de proteína pró-inflamatórias, produzidas por uma variedade de células,
incluindo hepatócitos, macrófagos e células epiteliais do intestino. Compreende em mais de 20 proteínas
séricas diferentes. Algumas proteínas do complemento ligam-se a imunoglobulinas ou a componentes de
membrana das células. 
Geralmente são proteínas inativas e, quando são ativadas, clivam um ou mais outras proteínas do sistema
complemento. 
VIAS DE ATIVAÇÃO DO SISTEMA COMPLEMENTO
A ativação das proteínas do sistema complemento acontece por três vias diferentes:
 Consiste na ativação por anticorpos, envolvendo dessa forma o sistema imune adquirido.Via clássica
 Consiste no reconhecimento do carboidrato presente no microrganismo.Via da lectina
Consiste no reconhecimento de qualquer parte do microrganismo através da parede
celular.
Via alternativa
Independente da via de ativação as proteínas irão resultar na ativação da proteína C3 (via comum)
A proteína C3 quando é ativada ela é clivada em C3A e C3B (vira peptideo):
CLIVAGEM DA PROTEÍNA C3
A porção C3A irá intensificar o processo inflamatório, recrutando leucócitos, realizando quimiotaxia,
agindo como uma citocina, enquanto isso:
A porção C3B se deposita nas paredes ou membranas do microrganismo, sinalizando para as células
fagocitárias (opsonização). Em situações tardias onde a opsonização não teve sucesso (fagócito não
reconheceu), a proteína C3B recruta mais proteínas do sistema complemento para formar MAC
(complexo de ataque a membrana), perfurando a membrana e causando lise no microrganismo

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