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APG 24 - SOI II

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APG 24 
 
Compreender a formação dos rins, enfatizando 
como ocorre o rim em ferradura 
A partir da terceira semana de desenvolvimento 
fetal, uma porção do mesoderma ao longo da face 
posterior do embrião, o mesoderma intermediário, 
diferencia-se nos rins. O mesoderma intermediário 
está localizado em elevações pareadas chamadas 
cristas urogenitais. Três pares de rins se formam no 
mesoderma intermediário nesta sucessão: o 
pronefro, o mesonefro e o metanefro. Apenas o 
último par permanece como os rins funcionais do 
recém-nascido. O primeiro rim a se formar, o 
pronefro, é o mais superior dos três e possui um 
ducto pronéfrico associado. Esse ducto se abre na 
cloaca, a parte terminal expandida do intestino 
posterior, que funciona como uma saída comum 
para os sistemas urinário, digestório e genital. O 
pronefro começa a se degenerar durante a 
quarta semana e desaparece completamente até 
a sexta semana. O segundo rim, o mesonefro, 
substitui o pronefro. A parte retida do ducto 
pronéfrico, que se liga ao mesonefro, desenvolve-
se no ducto mesonéfrico. O mesonefro começa a 
degenerar por volta da sexta semana e, 
aproximadamente na oitava semana, quase não 
há sinais dele. Por volta da quinta semana, uma 
evaginação mesodérmica, chamada broto 
ureteral, se desenvolve a partir da parte distal do 
ducto mesonéfrico perto da cloaca. O metanefro, 
ou rim definitivo, se desenvolve a partir do broto 
ureteral e do mesoderma metanéfrico. O broto 
ureteral forma os ductos coletores, os cálices, a 
pelve renal e o ureter. O mesoderma 
metanéfrico forma os néfrons dos rins. No 
terceiro mês os rins fetais começam a excretar urina 
no líquido amniótico circundante; na verdade, a 
urina fetal compõe a maior parte do líquido 
amniótico. Durante o desenvolvimento, a cloaca 
divide-se no seio urogenital, para onde drenam 
os ductos urinário e genital, e um reto que se abre 
no canal anal. A bexiga urinária se desenvolve a 
partir do seio urogenital. Nas mulheres, a uretra se 
desenvolve como resultado do alongamento do 
curto ducto que se estende da bexiga urinária ao 
seio urogenital. Nos homens, a uretra é 
consideravelmente mais longa e mais complicada, 
 
 
 
mas também é derivada do seio urogenital. Embora 
os rins metanéfricos se formem na pelve, eles 
ascendem para o seu destino final no abdome. 
Ao fazê-lo, recebem vasos sanguíneos renais. 
Embora os vasos sanguíneos inferiores 
geralmente degenerem conforme aparecem os 
superiores, às vezes os vasos inferiores não 
degeneram. Consequentemente, algumas 
pessoas (~ 30%) têm múltiplos vasos renais. 
Anormalidades 
 Em uma condição chamada agenesia renal 
unilateral, apenas um rim se desenvolve 
(geralmente o direito), decorrente da ausência de 
um broto ureteral. A condição ocorre uma vez em 
cada 1.000 recém-nascidos e geralmente afeta mais 
meninos do que meninas. Outras anormalidades 
nos rins que ocorrem durante o desenvolvimento 
são rins mal rodados (o hilo renal está voltado 
anterior, posterior ou lateralmente, em vez de 
medialmente) ; rins ectópicos (um ou ambos os rins 
estão em uma posição anormal, geralmente 
inferior) ; e rins em ferradura (a fusão dos dois 
rins, geralmente inferiormente, em um único 
rim em forma de U). Os polos dos rins são 
fundidos; usualmente são os polos inferiores que se 
fundem. O grande rim em forma de U geralmente 
se localiza na região púbica, anterior às vértebras 
lombares inferiores. A ascensão normal dos rins 
fundidos é impedida porque eles ficam presos pela 
raiz da artéria mesentérica inferior. Um rim em 
ferradura usualmente não produz sintomas porque 
o seu sistema coletor se desenvolve normalmente e 
os ureteres entram na bexiga. Se o fluxo de urina 
for impedido, pode aparecer sinais e sintomas de 
obstrução e/ou infecção. Aproximadamente 7% das 
pessoas com síndrome de Turner têm rins em 
ferradura. 
 
 
 
 
 
MEDICINA - Nayara Viana 2 período, unifipmoc 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mudanças Posicionais dos Rins 
Inicialmente, os rins permanentes primordiais 
situam-se próximos um do outro na pelve, ventrais 
ao sacro. À medida que o abdome e a pelve 
crescem, os rins gradualmente se posicionam no 
abdome e se afastam. Os rins atingem sua posição 
adulta durante o começo do período fetal. Essa 
“ascenção” resulta principalmente do crescimento 
do corpo do embrião caudal aos rins. De fato, a 
parte caudal do embrião cresce afastando-se dos 
rins, de modo que eles, progressivamente, ocupam 
sua posição normal em cada lado da coluna 
vertebral. Inicialmente, o hilo de cada rim 
(depressão do bordo medial), 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
onde os vasos sanguíneos, ureter e nervos entram e 
saem, situa-se ventralmente, contudo, à medida que 
os rins mudam de posição, o hilo rota medialmente 
quase 90°. Pela nona semana, os hilos estão 
direcionados anteromedialmente. Finalmente, os 
rins se tornam estruturas retroperitoneais (externas 
ao peritônio) na parede abdominal posterior. Nessa 
época, os rins entram em contato com as glândulas 
suprarrenais. 
 
 
MEDICINA - Nayara Viana 2 período, unifipmoc 
Explicar a morfofisiologia e a histologia do 
sistema renal 
 
Anatomia 
Os rins são um par de órgãos avermelhados em 
forma de feijão, localizados logo acima da cintura, 
entre o peritônio e a parede posterior do abdome. 
Por causa de sua posição posterior ao peritônio da 
cavidade abdominal, são considerados 
retroperitoneais. Os rins estão localizados entre os 
níveis das últimas vértebras torácicas e a terceira 
vértebra lombar (L III), uma posição em que estão 
parcialmente protegidos pelas costelas XI e XII. Se 
estas costelas inferiores forem fraturadas, podem 
perfurar os rins e causar danos significativos, 
potencialmente fatais. O rim direito está 
discretamente mais baixo do que o esquerdo, 
porque o fígado ocupa um espaço considerável no 
lado direito superior ao rim. 
Anatomia externa dos rins 
Um rim adulto normal tem 10 a 12 cm de 
comprimento, 5 a 7 cm de largura e 3 cm de 
espessura – aproximadamente do tamanho de um 
sabonete comum – e tem massa de 135 a 150 g. A 
margem medial côncava de cada rim está voltada 
para a coluna vertebral. Perto do centro da margem 
côncava está um recorte chamado hilo renal, 
através do qual o ureter emerge do rim, 
juntamente com os vasos sanguíneos, vasos 
linfáticos e nervos. Três camadas de tecido 
circundam cada rim. A camada mais profunda, a 
cápsula fibrosa, é uma lâmina lisa e 
transparente de tecido conjuntivo denso não 
modelado que é contínuo com o revestimento 
externo do ureter. Ela serve como uma barreira 
contra traumatismos e ajuda a manter a forma do 
rim. A camada intermediária, a cápsula adiposa, 
é uma massa de tecido adiposo que circunda a 
cápsula fibrosa. Ela também protege o rim de 
traumas e ancora-o firmemente na sua posição na 
cavidade abdominal. A camada superficial, a 
fáscia renal, é outra camada fina de tecido 
conjuntivo denso não modelado que ancora o 
rim às estruturas vizinhas e à parede 
abdominal. Na face anterior dos rins, a fáscia renal 
localiza-se profundamente ao peritônio. 
 
 
Anatomia interna dos rins 
Um corte frontal através do rim revela duas regiões 
distintas: uma região vermelha clara superficial 
chamada córtex renal e uma região interna mais 
escura castanha avermelhada chamada medula 
renal. A medula renal consiste em várias pirâmides 
renais em forma de cone. A base (extremidade mais 
larga) de cada pirâmide está voltada para o córtex 
renal, e seu ápice (extremidade mais estreita), 
chamado papila renal, está voltado para o hilo 
renal. O córtex renal é a área de textura fina que se 
estende da cápsula fibrosa às bases das pirâmides 
renais e nos espaços entre elas. Ela é dividida em 
uma zona cortical externa e uma zona justa-
medular interna. As partes do córtex renal que se 
estendem entre
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