Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
diferenciação gonadal masculina -tics

Pré-visualização | Página 1 de 1

Aluna: Rafaela Brum Gallina.
Medicina – Segundo período.
Data de envio: 21/05/2022.
Enunciado:
Quais os processos envolvidos no início e o término do processo de diferenciação gonadal no sexo masculino?
Envie aqui sua tarefa da semana!
Resposta:
Gônadas:
O cromossomo Y é o principal agente da diferenciação sexual, pois contém o gene determinante de testículos o SRY em seu braço curto, sob sua influência, ocorre o desenvolvimento do sistema genital masculino e em sua ausência, se dá o desenvolvimento feminino. Inicialmente, as gônadas aparecem como um par de cristas genitais, formadas pelo epitélio celomático proliferado e mesênquima subjacente. As células germinativas aparecem durante a sexta semana do desenvolvimento. Essas células se originam no epiblasto e na terceira semana, residem na parede da vesícula vitelínica. Na quarta semana do desenvolvimento embrionário, elas migram chegando até as gônadas primitivas no início da quinta semana, e então invadem as cristas na sexta semana. As células germinativas primordiais têm uma influência indutora sobre o desenvolvimento das gônadas em ovários ou testículos. Em decorrência da chegada das células germinativas primordiais, o epitélio do sulco genital prolifera e as células epiteliais penetram o mesênquima subjacente, formando os cordões sexuais primitivos. Nesse momento as gônadas são chamadas de indiferenciadas. Se o embrião for geneticamente masculino, sob a influência do gene SRY os cordões sexuais primitivos formam os testículos ou cordões medulares. Estágio indiferenciado
Ductos genitais:
Quanto ao desenvolvimento dos ductos genitais, inicialmente tanto os embriões masculinos quanto femininos têm dois pares de ductos genitais: os ductos mesonéfricos e os paramesonéfricos. No homem, os ductos genitais são estimulados a se desenvolver pela testosterona e são derivados do sistema renal mesonéfrico. Os ductos paramesonéfricos se degeneram no homem, exceto uma pequena porção em suas extremidades craniais, o apêndice testicular.
Genitália externa:
Durante a terceira semana do desenvolvimento, as células mesenquimais que se originam na região da linha primitiva migram ao redor da membrana cloacal, formando um par de pregas cloacais. Essas pregas se unem para formar o tubérculo genital. Caudalmente, elas são subdivididas em pregas uretrais e pregas anais. Outro par de elevações, os tubérculos genitais, se torna visível lateralmente as pregas uretrais. Esses, formarão as saliências labioescrotais nos homens. Entretanto, no final da sexta semana, é impossível distinguir os dois sexos. O desenvolvimento da genitália externa masculina é influenciado por andrógenos secretados pelos testículos do feto, e caracterizado por um alongamento do tubérculo genital, agora chamado de falo. No fim do terceiro mês, as pregas uretrais se fecham ao redor da placa uretral, uretra peniana. A porção mais distal da uretra é formada no quarto mês, quando as células ectodérmicas da ponta da glande penetram internamente formando um cordão epitelial. Esse, adquire um lúmen e forma o meato uretral externo. As protuberâncias genitais, ou saliências labioescrotais, surgem na região inguinal e cada uma forma metade do escroto, sendo separadas pelo septo escrotal.
Referências:
MOORE, K. L.. Embriologia clínica. 11.eed. ed. Rio De Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2021.
SADLER, T.W. Langman Embriologia Médica. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.