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CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA

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introdução da agulha de 
Veress/trocarte: as mais frequentes são as lesões 
em alças intestinais e bexiga. 
c. Enfisema: geralmente ocorre quando a 
extremidade da agulha de Veress ou do trocarte 
estão mal posicionadas ocorrendo insuflação do 
mesentério, retroperitônio, omento maio ou 
subcutâneo. Podem levar ao pneumomediastino, 
pneumotórax ou descolamento da tela subcutânea 
d. Pneumoperitônio e as complicações inerentes 
ao mesmo. e. Lesões termoelétricas: pelo uso do 
eletrocautério 
f. Complicações infecciosas: geralmente ocorrem 
no local de introdução dos trocartes g. Hérnias de 
parede. 
CASOS 
1. Você está iniciando o internato e irá 
instrumentar uma videocolecistectomia eletiva 
pela primeira vez. O residente e o preceptor que 
irão realizar a cirurgia pedem para que você 
verifique com a circulante se estão disponíveis na 
sala os materiais necessários para a realização do 
procedimento. 
a. O que você conferiria com a circulante? 
Discussão sugerida: nesta questão devemos 
estimular o aluno a relembrar todos os materiais 
normalmente utilizados em uma 
videocolecistectomia, incluindo as pinças de 
laparoscopia, óptica, insuflador (conferir se o 
cilindro de CO2 está cheio), fonte de luz e 
monitores, clipes metálicos, extrator de vesícula, 
pinça Winter (se disponível), caixa de 
laparotomia, eletrocautério, caixa de Buck, etc. 
 
b. Em relação ao posicionamento do paciente e dos 
equipamentos o que você solicitaria à circulante? 
Discussão sugerida: não acho necessário que os 
alunos saibam o posicionamento correto numa 
videocolecistectomia, mas sim de que o 
posicionamento irá variar conforme o tipo de 
cirurgia e sempre buscando o conforto do 
cirurgião. Podemos comentar que, no caso da 
colecistectomia, há diferenças de posicionamento 
de acordo com a escola (européia ou americana) 
e mostrar quais são elas. 
2. Já conferido os materiais, o residente chega à 
sala e pede que você se paramente para que possa 
montar a mesa de instrumentação, já que o 
anestesiologista já iniciou a indução anestésica. 
Discuta com seu grupo como realizaria a 
montagem da mesa e seu posicionamento. 
Discussão sugerida: aqui vale lembrar que montar 
uma mesa para videocolecistectomia inclui 
montar uma mesa para laparotomia, já que a 
conversão para a cirurgia aberta é sempre uma 
possibilidade. Enfatizar que os instrumentos 
laparoscópicos podem ficar em uma mesa auxiliar 
(mesa de Miles) e que o posicionamento das 
mesmas dependerá da escola adotada. 
 
3. Paciente anestesiado, mesas montadas, 
realizada antissepsia da pele e posicionado os 
campos cirúrgicos estéreis pelo residente e por 
você. No entanto, o preceptor ainda não está na 
sala de operação. O residente pede à circulante 
que entre em contato com o mesmo, o qual avisa 
que está no vestiário do centro cirúrgico e que em 
alguns minutos estará presente na sala, mas 
solicita ao residente que inicie a feitura do 
pneumoperitônio com a sua ajuda. Discuta com 
seu grupo as técnicas possíveis para que isso seja 
feito e quais informações seriam pertinentes para 
a escolha da melhor técnica. 
Discussão sugerida: lembrar das técnicas abertas 
e fechadas para obtenção do pneumoperitônio, 
enfatizando os detalhes técnicos de cada um 
deles se ainda não feito na discussão do roteiro. 
Importantíssimo se atentar para cicatrizes 
abdominais de procedimentos prévios que 
possam sugerir a presença de aderências de 
órgãos na parede abdominal, o que poderia 
induzir a equipe a optar pela técnica aberta a qual, 
na verdade, deveria ser a primeira opção desde o 
início, já que na literatura recente é o que é 
encontrado. 
 
4. Durante esta mesma videocolecistectomia, 
enquanto o residente tentava dissecar o ducto 
cístico, foi percebido extravasamento de bile no 
campo operatório. O preceptor assume então a 
cirurgia e identifica uma lesão inadvertida do ducto 
colédoco. Neste momento opta por converter a 
cirurgia para via aberta. Qual sua opinião em 
relação a esta conduta? Discuta com seu grupo. 
Discussão sugerida: discutir que a conversão para 
a via aberta não é um erro, e sim uma necessidade 
frente à lesão iatrogênica. Isso não deve diminuir 
o cirurgião de forma alguma