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Questões resolvidas

Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar alguns princípios básicos para que os dados a serem obtidos permitam uma análise correta e levem a conclusões válidas em relação ao problema em estudo.
Quais são os princípios básicos da experimentação que devem ser considerados ao planejar um experimento?
1. Princípio da repetição
2. Princípio da casualização
3. Princípio do controle local

O princípio da casualização consiste na distribuição ao acaso dos tratamentos às parcelas.
Qual é a importância do princípio da casualização em um experimento?

O controle local consiste na formação de grupos de parcelas o mais homogêneo possível, com o objetivo de reduzir o erro experimental.
Como o princípio do controle local pode impactar a validade de um experimento?

A coleta de dados em uma pesquisa científica precisa ser realizada de forma séria e com rigor metodológico.
Quais são as consequências de não seguir os princípios básicos da experimentação?

Três concentrações de um extrato vegetal com reconhecimento poder de ação sobre a proliferação celular irão ser testadas sobre placas de cultura de tecido animal em metástase.
Critique esta técnica de preparação das amostras.

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Questões resolvidas

Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar alguns princípios básicos para que os dados a serem obtidos permitam uma análise correta e levem a conclusões válidas em relação ao problema em estudo.
Quais são os princípios básicos da experimentação que devem ser considerados ao planejar um experimento?
1. Princípio da repetição
2. Princípio da casualização
3. Princípio do controle local

O princípio da casualização consiste na distribuição ao acaso dos tratamentos às parcelas.
Qual é a importância do princípio da casualização em um experimento?

O controle local consiste na formação de grupos de parcelas o mais homogêneo possível, com o objetivo de reduzir o erro experimental.
Como o princípio do controle local pode impactar a validade de um experimento?

A coleta de dados em uma pesquisa científica precisa ser realizada de forma séria e com rigor metodológico.
Quais são as consequências de não seguir os princípios básicos da experimentação?

Três concentrações de um extrato vegetal com reconhecimento poder de ação sobre a proliferação celular irão ser testadas sobre placas de cultura de tecido animal em metástase.
Critique esta técnica de preparação das amostras.

Prévia do material em texto

EXPERIMENTAÇÃO ZOOTÉCNICA 
Profa. Dra. Amanda Liz Pacífico Manfrim Perticarrari 
amanda@fcav.unesp.br 
 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
 Os princípios que norteiam a experimentação visam: 
 Garantir a estimativa da variação individual evitando outros 
fatores que possam infiltrar durante a condução do experimento. 
 São eles, com igual importância: 
1. Princípio da repetição 
2. Princípio da casualização 
3. Princípio do controle local 
 A observação desses princípios básicos definirá um ensaio mais 
eficiente e sensível por resultar em valor mais realístico da 
variação individual. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
1. Princípio da repetição 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
1. Princípio da repetição 
Este princípio consiste em terem várias parcelas com o mesmo tratamento. 
Assim, procura-se confirmar a resposta que o indivíduo (animal) dá a um 
determinado tratamento. 
• Exemplo. Um experimento realizado no setor de 
avicultura do CEFET-Bambuí, no período 
12/04/2008 a 04/07/2008 utilizando 300 poedeiras 
da linhagem comercial Isa Brown com 26 semanas 
de idade. Foram utilizados 5 tratamentos, 6 
repetições – 10 aves por repetição – totalizando 30 
parcelas. 
 É preciso deixar claro que na experimentação animal, geralmente cada 
indivíduo ou um conjunto de indivíduos semelhantes é uma repetição. 
Note que todos os cinco tratamentos formam repetidos 6 vezes. 
Assim, procura-se: 
• Estimar o Erro Experimental 
• Aumentar a precisão das estimativas (ex: erro e médias), 
elevando o poder dos testes estatísticos (caso haja diferenças 
reais) 
• Aumentar o alcance das inferências. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Tratamento I Tratamento II Tratamento III Tratamento IV Tratamento V 
Repetição 1 Tratamento I Tratamento I Tratamento I Tratamento I Tratamento I 
Repetição 2 Tratamento II Tratamento II Tratamento II Tratamento II Tratamento II 
Repetição 3 Tratamento III Tratamento III Tratamento III Tratamento III Tratamento III 
Repetição 4 Tratamento IV Tratamento IV Tratamento IV Tratamento IV Tratamento IV 
Repetição 5 Tratamento V Tratamento V Tratamento V Tratamento V Tratamento V 
Repetição 6 Tratamento V Tratamento V Tratamento V Tratamento V Tratamento V 
Apenas este princípio não é o 
suficiente, pois todas as 
repetições devem receber todos os 
tratamentos para que o resultado 
obtido não seja influenciando por 
efeito de fatores não controlados. 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Observação. Avaliações concomitantes de um mesmo 
animal 
• por exemplo, duas ou três alíquotas de seu soro, não 
fornecerão duas ou três repetições da resposta estudada, 
e sim duas ou três réplicas (sem valor algum como 
repetições experimentais) cuja média definirá a resposta 
única daquele animal. 
 As réplicas são utilizadas quando a mensuração de uma 
resposta está sujeita a erros de manipulação (laboratorial 
ou humana), justificando que o seu valor médio retrataria 
melhor aquela resposta para um animal. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
2. Princípio da casualização 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
2. Princípio da casualização 
Amostra total disponível UNIFORME 
• O princípio da casualização consiste na distribuição ao acaso 
dos tratamentos às parcelas. 
 Assim, estaremos oferecendo a mesma chance a todos os 
tratamentos de ocuparem determinada posição ou parcela 
na área experimental 
 Elimina-se assim a intuição ou desejo involuntário de 
priorizar determinado(s) tratamento(s). 
Tanto o princípio da repetição quanto o princípio da casualização 
são obrigatórios em todos os experimentos. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
• Assim, cada animal deve ser direcionado a um 
TRATAMENTO POR SORTEIO. 
 Não se deve escolher os que se deixam capturar mais facilmente, 
pois pode-se comprometer o estudo confundindo o 
temperamento deles à alguma patologia, por exemplo. 
• As respostas biológicas são variáveis em magnitude, 
dependendo dos indivíduos onde foram colhidas essa 
respostas. 
 É preciso dar a cada grupo experimental a mesma chance de 
arrebanhar indivíduos com variações semelhantes (ou não). 
 Isto apenas será obtido através da casualização. 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Repetição 1 Tratamento I Tratamento II Tratamento III Tratamento IV Tratamento V 
Repetição 2 Tratamento V Tratamento I Tratamento II Tratamento III Tratamento IV 
Repetição 3 Tratamento IV Tratamento V Tratamento I Tratamento II Tratamento III 
Repetição 4 Tratamento III Tratamento IV Tratamento V Tratamento I Tratamento II 
Repetição 5 Tratamento II Tratamento III Tratamento IV Tratamento V Tratamento I 
Repetição 6 Tratamento I Tratamento II Tratamento III Tratamento IV Tratamento V 
Assim, o princípio da casualização consiste na distribuição dos tratamentos 
pelas parcelas através de sorteio (ao acaso), para se evitar que um 
tratamento venha a ser beneficiado por sucessivas repetições. 
• Exemplo. No exemplo anterior teríamos: 
• Um experimento realizado no setor de avicultura do CEFET-Bambuí, no 
período 12/04/2008 a 04/07/2008 utilizando 300 poedeiras da linhagem 
comercial Isa B rown com 26 semanas de idade. O delineamento 
experimental utilizado foi o inteiramente casualizado com 5 tratamentos, 6 
repetições e 10 aves por repetição, totalizando 30 parcelas. 
Assim poderíamos ter o 
seguinte delineamento 
experimental 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
3. Princípio do controle local 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
3. Princípio do controle local 
• O controle local consiste na formação de grupos de parcelas o mais 
homogêneo possível, com o objetivo de reduzir o erro experimental. 
• Cada grupo constitui um bloco, sendo que os tratamentos devem 
ser sorteados dentro de cada bloco. 
Exemplo. Existem dois galpões com 10 boxes cada onde cinco linhagens de corte 
(sexados, machos) serão testados. Cada box é uma unidade experimental, da qual 
será tirado o peso médio das aves com 38 dias de idade. Três boxes do segundo 
galpão estão ocupados com a ração que manterá as aves durante o ensaio. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Galpão 1 L1 L5 L3 L2 L4 L3 L5 L1 L4 L2 
Galpão 2 L5 L1 L3 L4 L2 R R R X X 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
Exemplo. Existem dois galpões com 10 boxes cada onde cinco linhagens de corte 
(sexados, machos) serão testados. Cada box é uma unidade experimental, da qual 
será tirado o peso médio das aves com 38 dias deidade. Três boxes do segundo 
galpão estão ocupados com a ração que manterá as aves durante o ensaio. 
 
 
 
• Designe a linhagem por sorteio, sendo: dois boxes para cada uma das 
cinco linhagens no 1º Galpão e apenas um box por linhagem no 2º 
Galpão. Note que 2 boxes do 2º Galpão ficarão vazios!!! 
 Dessa maneira, as linhagens poderão ser comparadas entre si 
por terem sido criadas sob as mesmas condições, ainda que não 
uniformes. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Galpão 1 L1 L5 L3 L2 L4 L3 L5 L1 L4 L2 
Galpão 2 L5 L1 L3 L4 L2 R R R X X 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Outras Considerações 
Importantes 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Uniformidade dos animais experimental 
• Cada fator presente no lote disponível, então heterogêneo, implica em um 
EFEITO adicional sobre a resposta medida, superestimando a variação 
individual, já que atuam independente sobre cada indivíduo. 
• Como corrigir esta influência para manter o princípio da uniformidade? 
• Controle desses fatores pela escolha de um delineamento adequado pode ser a 
solução. Para isso, cada tratamento deverá reunir uma amostra equivalente, 
ainda que não uniforme. 
Exemplo: Se em um grupo experimental tiver 6 machos e 4 fêmeas, todos os 
demais grupos deverão ser igualmente constituídos. 
Este procedimento garantirá uma comparação justa de 
médias e possibilitará a estimativa da variação individual, 
uma vez que o efeito dos fatores circunstanciais (no caso, 
sexo) poderá ser controlado pela análise. 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Uniformidade na aplicação dos tratamentos 
• Às vezes parece que um tratamento pode ser aplicado sem maiores 
problemas e que os animais irão desfrutá-lo igualmente. 
• É preciso um pouco de experiência para verificar que nem sempre isto é 
alcançado, face a algum tipo de problema técnico ou de infraestrutura. 
Exemplo: Em uma baia com 16 leitões (onde cada um 
será uma repetição). 
• Um comedouro mal projetado não proporcionará a 
mesma facilidade de alimentação a todos os animais da 
baia. 
• Logo, a variação individual será superestimada por 
conter o efeito individual que normalmente existiria 
acrescido da hierarquia observada entre eles. 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Uniformidade na aplicação dos tratamentos 
• Se os tratamentos são impostos por injeções, o grupo 
controle precisa receber de igual volume, de material inerte 
(soro fisiológico). Assim todos os animais sofrerão o mesmo 
estresse, sem que haja o confundimento deste com o efeito 
de cada tratamento. 
 
• Os diferentes anestésicos testados em um ensaio, precisam guardar a 
devida proporção dose/peso do animal para cada indivíduo. Obedecer 
à mesma quantidade de anestésico para animais de pesos distintos 
dentro do mesmo tratamento superestimará a variação individual 
onde, por definição, o tratamento é aplicado por unidade de peso 
vivo. 
• Este princípio visa garantir as mesmas condições do agente causador de resposta sobre 
cada animal (O não atendimento deste princípio não pode ser corrigido por estratégia alguma porque o fator 
externo atuante confunde-se com cada tratamento) 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EXPERIMENTAÇÃO 
Uniformidade do meio 
• Pode-se ocorrer problemas de infraestrutura ou temporais para a instalação de um 
ensaio. 
• Todas as repetições podem não caber em um mesmo recinto 
• As repetições podem não estão totalmente disponíveis ao mesmo tempo. 
• O problema poderá ser resolvido se todos os tratamentos testados estiverem sempre 
sob as diversas condições de meio ou temporais. 
• Cada tratamento deverá estar igualmente representado em cada recinto ou em cada 
tempo. 
• Assim, as comparações de suas médias serão justas já que os mesmos estiveram 
sob as mesmas condições. 
• Através de um delineamento adequado, os efeitos de recinto ou temporais poderão 
ser medidos e as estimativas da variação individual será obtida sem o curso dos 
mesmos. 
Relação entre os princípios básicos da 
experimentação e os delineamentos 
experimentais 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
 
• A análise de variância consiste na: 
 decomposição da variância total de um material 
heterogêneo em partes atribuídas a causas conhecidas e 
independentes 
 e a uma porção residual de origem desconhecida e de 
natureza aleatória. 
 
PRINCÍPIOS BÁSICOS VS. DELINEAMENTOS 
Ao planejar um experimento, o pesquisador deve utilizar 
alguns princípios básicos para que os dados a serem 
obtidos permitam uma análise correta e levem a 
conclusões válidas em relação ao problema em estudo. 
 
 
• Quando planejamos um experimento utilizando apenas os princípios da 
repetição e da casualização, temos o Delineamento Inteiramente Casualizado 
(DIC) ou Delineamento Inteiramente ao acaso. 
• Neste delineamento, as causas conhecidas são representadas pelo efeito de 
tratamentos e as causas de origem desconhecidas e de natureza aleatória são 
representadas pelo resíduo da análise de variância. 
• Só devemos utilizar esse delineamento, quando temos certeza da 
homogeneidade das condições experimentais. Ele é frequentemente utilizado 
em experimentos de laboratório, onde as condições experimentais podem ser 
facilmente controladas. Causas de 
Variação 
Graus de Liberdade (𝑮𝑳) 
Tratamento 𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 − 1 = 6 − 1 = 5 
Resíduo 𝐺𝐿𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝐺𝐿𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 29 − 5 = 24 
Total 
 
𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 × 𝑛𝑟𝑒𝑝𝑒𝑡𝑖çõ𝑒𝑠 − 1 
 = 6 × 5 − 1 = 30 − 1 = 29 
Em um experimento inteiramente 
casualizado, com 6 tratamentos e cada um 
dos quais foi repetido 5 vezes, teremos o 
seguinte esquema de análise de variância. 
PRINCÍPIOS BÁSICOS VS. DELINEAMENTOS 
 
• Quando não há homogeneidade entre as parcelas, devemos utilizar o 
princípio do controle local, estabelecendo os blocos (grupos de parcelas 
homogêneas. 
• Neste caso, o delineamento a ser utilizado é o Delineamento em Blocos 
Casualizados (DBC). 
• O esquema da análise de variância de um experimento em blocos 
casualizados com 6 tratamentos e 5 blocos é dado por: 
Causas de Variação Graus de Liberdade (𝑮𝑳) 
Tratamento 𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 − 1 = 6 − 1 = 5 
Bloco 𝑛𝑏𝑙𝑜𝑐𝑜 − 1 = 5 − 1 = 4 
Resíduo 
𝐺𝐿𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝐺𝐿𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 + 𝐺𝐿𝑏𝑙𝑜𝑐𝑜 = 
= 29 − 5 + 4 = 20 
Total 
 
𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 × 𝑛𝑏𝑙𝑜𝑐𝑜𝑠 − 1 = 
 = 6 × 5 − 1 = 30 − 1 = 29 
PRINCÍPIOS BÁSICOS VS. DELINEAMENTOS 
 
• Quando necessitamos controlar 2 tipos de heterogeneidade, devemos utilizar 
o Delineamento em Quadrado Latino (DQL). 
• Neste delineamento utiliza-se um duplo controle local, sendo os 
tratamentos dispostos em linhas e colunas. 
• Para um experimento em quadrado latino com 6 tratamentos, o esquema 
da análise de variância será: 
Causas de Variação Graus de Liberdade (𝑮𝑳) 
Tratamento 𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 − 1 = 6 − 1 = 5 
Linhas 𝑛𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎𝑠 − 1 = 6 − 1 = 5 
Colunas 𝑛𝑐𝑜𝑙𝑢𝑛𝑎𝑠 − 1 = 6 − 1 = 5 
Resíduo 
𝐺𝐿𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝐺𝐿𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 + 𝐺𝐿𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 + 𝐺𝐿𝑐𝑜𝑙𝑢𝑛𝑎 = 
= 35 − 5 + 5 + 5 = 20 
Total 
 
𝑛𝑡𝑟𝑎𝑡𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜× 𝑛𝑟𝑒𝑝𝑒𝑡𝑖çõ𝑒𝑠 − 1 = 
 = 6 × 6 − 1 = 36 − 1 = 35 
PRINCÍPIOS BÁSICOS VS. DELINEAMENTOS 
Exercício 
ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS 
Exercícios 
Exercício 1. Para um ensaio de nutrição que testará 
quatro formulações proteicas para suínos, a 
amostragem disponível era de 24 leitões de 
mesma idade, desmamados no mesmo dia. 
Desses animais 15 são machos e os demais são 
fêmeas. 
• Obedecendo o princípio de casualização, o pesquisador sorteou seis animais para 
cada grupo experimental. 
• Note que por este procedimento, um tratamento poderá, eventualmente, ter mais 
animais de um só sexo, violando assim o princípio de uniformidade amostral. 
• Qual seria então o procedimento correto para a distribuição dos animais aos 
tratamentos? 
RESOLUÇÃO EXERCÍCIO 1 
Estruturação do E1: 
 Teste de quatro formulações proteicas para suínos 
 Amostra: 24 leitões 
 de mesma idade 
 desmamados no mesmo dia. 
 15 são machos e 09 são fêmeas 
 Obedecendo o princípio de casualização 
 sorteio seis animais para cada grupo experimental. 
 Neste procedimento, um tratamento poderá eventualmente 
mais animais de um só sexo (15 e 09 não são múltiplos de 4) 
 Violação do princípio de uniformidade amostral. 
 Qual seria então o procedimento correto para a distribuição 
dos animais aos tratamentos? 
 
 
Resolução do E1: Procedimento correto: 
 Separar 2 subuniversos amostrais – 15 machos e 9 fêmeas 
 Dentro de cada um deles efetuar o sorteio dos animais para 
cada um dos quatro tratamento. 
 Serão utilizados 12 dos 15 machos e 8 das 9 fêmeas, pois 
existirão apenas 3 machos e 2 fêmeas para cada tratamento 
os demais serão desprezados. 
 Cada grupo experimental, embora sem uniformidade 
amostral, será composto de 5 animais (3 machos e 2 fêmeas) 
 Possibilitando retirar da análise estatística o EFEITO sexo 
sobre a variação da resposta observada 
 Sexo passa a ser um efeito igualmente distribuído em cada 
grupo experimental. 
RESOLUÇÃO EXERCÍCIO 1 
ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS 
Exercícios 
Exercício 2. Três concentrações de um extrato 
vegetal com reconhecimento poder de 
ação sobre a proliferação celular irão ser 
testadas sobre placas de cultura de tecido 
animal em metástase. Para cada 
concentração serão preparadas cinco 
placas obtidas de uma única cultura mãe. 
Critique esta técnica de preparação das 
amostras. 
 
RESOLUÇÃO EXERCÍCIO 
Estrutura do Exercício. 
 Três concentrações de um extrato vegetal 
 testadas sobre placas de cultura de tecido animal em 
metástase. 
 Para cada concentração serão preparadas cinco 
placas 
 obtidas de uma única cultura mãe. 
 Critique esta técnica de preparação das amostras. 
RESOLUÇÃO EXERCÍCIO 
Solução do Exercício. 
 Principio de uniformidade está aparentemente sendo aplicado, 
o princípio de repetições está sendo VIOLADO. 
 Entende-se como variação entre repetições a variação entre 
indivíduos. 
 Não há indivíduos neste ensaio e sim réplicas do mesmo 
indivíduo, o que subestimará o valor da instabilidade amostral 
 O procedimento correto seria obter várias culturas mães de 
diferentes origens (seis ou mais), replicá-las em três placas e 
sobre cada uma delas aplicar uma concentração do extrato 
vegetal. 
 Então teríamos seis condições de meio e três tratamentos aplicados 
sobre indivíduos idênticos (réplicas).

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