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Rodada 1 Memorex OAB XXXV

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Memorex OAB – Exame XXXIV – Rodada 01
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TOTAL certeza de que este material vai te fazer ganhar muitas questões e garantir a sua 
aprovação. 
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Rodada 03 19/01 
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Convém mencionar que todos que adquirirem o material completo irão receber TODAS AS 
RODADAS já disponíveis, independente da data de compra. 
 
Nesse material focamos também nos temas mais simples e com mais DECOREBA, pois, 
muitas vezes, os deixamos de lado e isso pode custar sua aprovação. 
 
Lembre-se: uma boa revisão é o segredo da APROVAÇÃO. 
 
Portanto, utilize o nosso material com todo o seu esforço, estudando e aprofundando cada 
uma das dicas. 
 
Se houver qualquer dúvida, você pode entrar em contato conosco enviando suas dúvidas 
para: atendimento@pensarconcursos.com 
 
 
 
 
 
 
 
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ÍNDICE 
 
 
ÉTICA ........................................................................................................................................4 
FILOSOFIA DO DIREITO ..............................................................................................17 
DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................................................21 
DIREITOS HUMANOS .....................................................................................................34 
DIREITO INTERNACIONAL .........................................................................................37 
DIREITO TRIBUTÁRIO ..................................................................................................40 
DIREITO ADMINISTRATIVO ......................................................................................46 
DIREITO AMBIENTAL ....................................................................................................57 
DIREITO CIVIL ..................................................................................................................60 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ..................................................69 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ...............................................................71 
PROCESSO CIVIL .............................................................................................................75 
DIREITO EMPRESARIAL ...............................................................................................91 
DIREITO PENAL ................................................................................................................97 
PROCESSO PENAL ..........................................................................................................111 
DIREITO DO TRABALHO .............................................................................................123 
PROCESSO DO TRABALHO ........................................................................................134 
 
 
 
 
 
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ÉTICA 
DICA 01 
DOS DIREITOS DO ADVOGADO 
Atenção! Tema de maior incidência. 
O advogado é indispensável para administração da justiça. 
Os Direitos e prerrogativas dele, estão ligados às vantagens dadas a ele na função em que 
exerce; mesmo em seu ministério privado, desempenha função social, múnus 
público. 
Entre magistrados, membros do Ministério Público e advogados, não há hierarquia e 
nem subordinação, devendo o advogado ter tratamento compatível a sua função. 
 Direitos do advogado - fundamento legal: Art. 6º e 7º do EAOAB e Artigos 15 a 19 
Reg. Geral OAB. 
DICA 02 
NOTÓRIA ESPECIALIZAÇÃO 
ART. 3-A e parágrafo único DO EAOAB, inserido pela Lei nº 14.039 de 2020. 
Considerado notória especialização, profissionais ou sociedades de advogados, que 
desempenham estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, 
entre outras atividades que permita concluir que o trabalho prestado por tal profissional é 
indiscutivelmente mais adequado àquela prestação de serviço. 
Esse tipo de prestação é considerado técnico e singular, o que facilita a contratação 
direta pela administração pública (Dispensando possível licitação). 
DICA 03 
DA INVIOLABILIDADE DO ESCRITÓRIO DO ADVOGADO 
De acordo com o Art. 7, inciso II EAOAB, o local de trabalho do advogado é inviolável, 
tanto quanto todo seu instrumento de trabalho relativos à advocacia: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARQUIVOS E 
DADOS 
 
CORRESPONDÊNCIAS 
 
COMUNICAÇÕES 
TELEFÔNICAS, ELETRONICA E 
TELEMÁTICA 
É INVIOLÁVEL 
 
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DICA 04 
DAS PRERROGATIVAS DO ADVOGADO: EXAME, VISTAS E RETIRADA DOS AUTOS 
PROCESSUAIS 
 Fundamento legal: Artigo 7º, XIII, XIV, XV e XVI do EAOAB 
 Exame dos autos: Examinar os autos em qualquer órgão ou instituição 
responsável por conduzir a investigação, mesmo sem procuração, podendo copiar e 
fazer anotações. 
 Obs.: Salvo nos casos de segredo de justiça, é dispensável o exame dos autos 
sem procuração. 
 Vistas dos autos: ter vista dos processos judiciais ou administrativos de 
qualquer natureza, ou retirá-los pelos prazos legais. 
 Retirar autos findos: retirar autos findos, mesmo sem procuração, pelo prazo de 10 
dias. 
 Assunto cobrado pelo Exame de Ordem com certa periodicidade. 
DICA 05 
DO INGRESSO LIVRE DO ADVOGADO 
 Fundamento legal: Art. 7º, VI, VII, VIII, X, XI e XX EAOAB 
 O advogado poderá ter acesso, sem restrições, aos seguintes locais, serviços ou 
situações: 
 Todos os lugares onde ele exerça a advocacia. 
 Ex.: salas de sessão de julgamento e dependências de audiências, cartórios, 
secretarias, ofícios de justiça, serviços notariais, delegacias, qualquer edifício ou 
recinto que funcione outro serviço público onde o advogado possa colher prova ou 
informações. (Outros exemplos, alíneas “a,b,c,d” do inciso VI do art. 7º EAOAB). 
 Independente de licença, o advogado poderá permanecer em pé ou sentado, ou 
até mesmo se retirar dos locais mencionados anteriormente. inciso VII do art. 7º 
eoab. 
 Ter acesso aos magistrados, independente de horário marcado. Art. 7º EAOAB, 
inciso VIII. 
 Uso da palavra “pela ordem”, mediante intervenção sumária (intervenção 
imediata, antes da conclusão do pleito), para esclarecer qualquer dúvida ou erro 
em relação aos fatos. art. 7º EAOAB, inciso X. 
 Em casos de atraso de autoridade para ato judicial acima de 30 minutos, e 
desde que o mesmo não esteja no recinto, poderá o advogado, por meio ata, 
retirar-se do local. art. 7º EAOAB, inciso XX 
 
 
 
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DICA 06 
DA COMUNICAÇÃO COM O CLIENTE 
O advogado é livre para comunicar-se com seus clientes, sendo pessoalmente e em 
ambiente reservado. 
 O advogado também poderá se comunicar,mesmo sem procuração, quando seus 
clientes estiverem: 
 Presos; 
 Detidos; 
 Recolhidos em ambientes civis ou militares. 
Ainda que estes estejam incomunicáveis. 
DICA 07 
DA PRESENÇA DO REPRESENTANTE OAB 
 Fundamento legal: Art. 7º, IV e XXI, §3º EAOAB 
 Será direito do advogado a presença do representante da OAB, quando: 
 Advogado for preso em flagrante, 
 por motivo ligado a advocacia, 
 em caso de crime inafiançável. 
 Na falta do representante nos casos acima, torna-se nulo o ato. 
Sendo os demais casos, necessário apenas a comunicação expressa à Seccional da 
OAB. 
DICA 08 
DA PRISÃO DO ADVOGADO 
 O advogado tem a prerrogativa, de quando recolhido preso, ser feito em: 
 Sala de Estado Maior; 
 Com acomodações e instalações condignas; 
 Na falta, em prisão domiciliar. 
 O crime mencionado acima poderá ser qualquer delito. 
 A prisão mencionada será cautelar, pois se trata de ser anterior a sentença transitada 
em julgado. 
DICA 09 
DO DESAGRAVO PÚBLICO 
 Fundamento legal: Art. 7º, XVII; XXI § 5º, e Arts. 18 e 19 RGEAOAB. 
 
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 O desagravo acontece quando o advogado é ofendido em razão da sua profissão 
ou no exercício dela. 
 É um ato formal que objetiva mostrar repúdio a ofensas contra a classe dos 
advogados. 
 Cabe ao Conselho competente promover o desagravo, independente da 
responsabilidade criminal do infrator. 
 O desagravo público poderá ser de ofício, a pedido do próprio advogado ou de qualquer 
pessoa. 
 Como defesa da classe de advogados, o desagravo público, independe da 
concordância do ofendido. 
 Obs.: a competência ao desagravo será do Conselho Federal, quando este for 
dirigido ao Conselheiro Federal ou Presidente do Conselho Seccional. 
DICA 10 
DO DESAGRAVO 
O desagravo pode ser formulado por qualquer pessoa, e de acordo com o §4º do Art. 
18 do RGEAOAB, recebido ou não as informações, desde que haja convencimento 
do relator. 
Questão Exame de Ordem XXX, 2019. 
Em certa situação, uma advogada, inscrita na OAB, foi ofendida em razão do exercício 
profissional durante a realização de uma audiência judicial. O ocorrido foi amplamente 
divulgado na mídia, assumindo grande notoriedade e revelando, de modo urgente, a 
necessidade de desagravo público. 
Considerando que o desagravo será promovido pelo Conselho competente, seja pelo 
órgão com atribuição ou pela Diretoria ad referendum, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas: 
a) A atuação se dará apenas mediante provocação, a pedido da ofendida ou de 
qualquer outra pessoa. É condição para concessão do desagravo a solicitação de 
informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora. 
b) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. É condição para 
concessão do desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada 
como ofensora. 
c) A atuação se dará de ofício ou mediante provocação, seja da ofendida ou de 
qualquer outra pessoa. Não é condição para concessão do desagravo a solicitação de 
informações à pessoa ou autoridade apontada como ofensora. 
d) A atuação se dará de ofício ou mediante pedido, o qual deverá ser formulado pela 
ofendida, seu representante legal ou advogado inscrito na OAB. Não é condição para 
concessão do desagravo a solicitação de informações à pessoa ou autoridade apontada 
como ofensora. 
Resposta: Alternativa “c”. 
 Assunto de alta incidência na OAB. 
 
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DICA 11 
ADVOGADO COMO TESTEMUNHA. ASSISTÊNCIA AOS CLIENTES. 
 Fundamento legal: Art. 7º, XIX, XXI. 
 É livre ao advogado o depor como testemunha em processo em que foi ou esteja 
como procurador; ainda que tenha conhecimento dos fatos. 
 
 Mesmo autorizado, ou solicitado, o advogado também é livre para depor ou não 
como testemunha. 
O advogado também poderá prestar assistência aos seus clientes investigados, durante o 
procedimento, apresentando razões e quesitos. 
 Obs.: Caso não seja respeitada a assistência do advogado ao cliente, todo o 
procedimento e suas provas poderão ser nulas. 
DICA 12 
IMUNIDADE PROFISSIONAL 
O advogado possui imunidade profissional em qualquer manifestação da sua parte, em 
função da sua atividade e no seu exercício, sendo em juízo ou fora dele, respondendo 
pelos excessos que cometer perante a OAB. 
 Não responderá por: 
 Injúria; 
 Difamação; 
 Desacato (Expressão declarada inconstitucional pelo STF). 
Questão Exame de Ordem XXXII, 2021. 
A advogada Clotilde, em manifestação oral em juízo, proferiu algumas palavras sobre 
o adversário processual de seu cliente. Na ocasião, a pessoa mencionada alegou que 
teria sido vítima de crime de injúria. 
Considerando o disposto no Estatuto da Advocacia e da OAB, é correto afirmar que 
Alternativas: 
a) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a 
adequada condução da atividade jurisdicional. Além disso, Clotilde poderá responder 
disciplinarmente perante a OAB pelos excessos que tiver cometido. 
b) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas 
não constituem injúria, tampouco são passíveis de responsabilização disciplinar 
perante a OAB, independentemente da alegação de excesso. 
c) a imunidade profissional conferida a Clotilde assegura que as palavras proferidas 
não constituem injúria. Contudo, ela poderá responder disciplinarmente perante a OAB 
pelos excessos que tiver cometido. 
d) as palavras proferidas podem constituir crime de injúria, a fim de se tutelar a 
adequada condução da atividade jurisdicional. Contudo, não são passíveis de 
responsabilização disciplinar perante a OAB, independentemente da alegação de 
excesso. 
 
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Resposta: alternativa “c” - Questão fundamentada no Art. 7º, inciso XXI, §2º do 
EAOAB. 
 
DICA 13 
DAS INSTALAÇÕES AO ADVOGADO 
 É direito do advogado ter instalações condignas para exercer sua profissão em: 
 Fóruns, 
 Tribunais, 
 Juizados, 
 Delegacias de polícia, 
 Presídios, 
 Salas especiais permanentes. 
Cabem ao Poder Judiciário e ao Poder Executivo a garantia deste direito. 
DICA 14 
DOS DIREITOS DA ADVOGADA 
 Fundamento legal: Art. 7º-A EAOAB 
Prerrogativas conferidas à mulher advogada por meio da Lei nº 13.363/2016. 
Quadro dos direitos: 
Gestante Lactante Adotante A que der à luz 
 
 
 ------------------- 
Acesso a creche, 
onde houver, ou a 
local adequado ao 
atendimento das 
necessidades do 
bebê. 
120 dias/período 
de amamentação. 
Acesso a creche, 
onde houver, ou a 
local 
adequado ao 
atendimento das 
necessidades do 
bebê. 
120 dias/período 
de amamentação. 
Acesso a creche, 
onde houver, ou a local 
adequado ao 
atendimento das 
necessidades do bebê. 
120 dias/período de 
amamentação. 
Entrada em 
tribunais sem ser 
submetida a 
detector de 
metal e 
aparelho raio x. 
Período da 
gravidez. 
 
 
------------------- 
 
 
------------------- 
 
 
 
 
------------------- 
 
 
 
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Reserva de vaga 
em garagens dos 
foros. 
Período da 
gravidez. 
 
------------------- 
 
------------------- 
 
------------------- 
 
Gestante Lactante Adotante A que der à luz 
Preferência na 
ordem das 
sustentações 
orais e 
audiências, 
mediante 
comprovação. 
Por 120 
dias/período de 
amamentação. 
Preferência na 
ordem das 
sustentaçõesorais e 
audiências, 
mediante 
comprovação. 
Por 120 
dias/período de 
amamentação. 
Preferência na 
ordem das 
sustentações 
orais e 
audiências, 
mediante 
comprovação. 
Por 120 
dias/período de 
amamentação. 
Preferência na 
ordem das 
sustentações 
orais e 
audiências, 
mediante 
comprovação. 
Por 120 
dias/período de 
amamentação. 
 
 
------------------- 
 
 
------------------- 
Suspensão de 
prazos 
processuais, 
quando for a única 
patrona da causa, 
com notificação do 
cliente. 
Por 30 dias. 
Suspensão de 
prazos 
processuais, 
quando 
for a única 
patrona da causa, 
com notificação do 
cliente. 
Por 30 dias. 
 
 Atenção! Tema novo e de alta incidência nas provas. 
DICA 15 
VIOLAÇÃO DAS PRERROGATIVAS DO ADVOGADO 
O art. 7º-B do EAOAB é um dos temas mais novos apresentado pela lei 13.869/2019. Tal 
artigo conceitua como crime violar prerrogativas do advogado, descritas no artigo 7º 
do EAOAB. 
 Esses incisos dizem a respeito: 
 A inviolabilidade do escritório do advogado. 
 A comunicação advogado e cliente; 
 A presença de representante da OAB; 
 
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 Prisão do advogado. 
A infração desses dispositivos, gera detenção de 3 meses a 1 ano mais multa. 
DICA 16 
DO DIREITO DO USO DO NOME SOCIAL DO ADVOGADO 
 Tema atual no exame de ordem! 
Decisão do Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB, que Advogados (as) 
travestis e transexuais poderão usar o nome social no Registro da Ordem dos 
Advogados do Brasil, sendo apreciada, no Art. 33, parágrafo único do Regulamento Geral 
do EAOAB. Esta informação será inserida mediante requerimento do advogado (a). 
Questão Exame de Ordem XXXII, 2021. 
Maria, formada em uma renomada faculdade de Direito, é transexual. Após a 
aprovação no Exame de Ordem e do cumprimento dos demais requisitos, Maria 
receberá a carteira de identidade de advogado, relativa à sua inscrição originária. 
Sobre a hipótese apresentada, de acordo com o disposto na Lei nº 8.906/94 e no 
Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
a) É admitida a inclusão do nome social de Maria, em seguida ao nome registral, 
havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria se identifica e é 
socialmente reconhecida, mediante mero requerimento formulado pela advogada. 
b) É admitida a inclusão do nome social de Maria, desde que, por exigência normativa, 
este seja o nome pelo qual Maria se identifica e que consta em registro civil de 
pessoas naturais, originariamente ou por alteração, mediante mero requerimento 
formulado pela advogada. 
c) É admitida a inclusão do nome social de Maria, independentemente de menção ao 
nome registral, havendo exigência normativa de que este seja o nome pelo qual Maria 
se identifica, e é socialmente reconhecida, e de que haja prévia aprovação em sessão 
do Conselho Seccional respectivo. 
d) Não há previsão na Lei nº 8.906/94 e no Regulamento Geral do Estatuto da 
Advocacia e da OAB sobre a inclusão do nome social de Maria na carteira de 
identidade do advogado, embora tal direito possa advir de interpretação do disposto 
na Constituição Federal, desde que haja cirurgia prévia de redesignação sexual e 
posterior alteração do nome registral da advogada para aquele pelo qual ela se 
identifica e é socialmente reconhecida. 
Resposta: alternativa “c” - Art. 33, III, RGOAB. 
 
 
 
 
 
 
 
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DICA 17 
DA INSCRIÇÃO NA OAB: DOS REQUISITOS PARA INSCRIÇÃO DO ADVOGADO E 
DO ESTAGIÁRIO DE DIREITO 
Advogado 
Art. 8, incisos I ao VII do EAOAB 
Estagiário 
Art. 9, incisos I e II, §§ 1 ao 4º da EAOAB 
Capacidade civil 
 
Capacidade civil 
Diploma ou Certidão de Graduação 
em Direito. 
Estar matriculado em Curso Jurídico, 
podendo estagiar nos últimos anos do 
mesmo. 
 
 
Advogado 
Art. 8, incisos I ao VII do EAOAB 
Estagiário 
Art. 9, incisos I e II, §§ 1 ao 4º da EAOAB 
Título de Eleitor e quitação do 
serviço militar, se brasileiro. 
Título de Eleitor e quitação do serviço 
militar também é requisito ao Estagiário 
para inscrição na OAB. 
Aprovação em Exame de Ordem. Admitido em Estágio Profissional, 
realizado nos últimos anos do curso 
jurídico, com duração de até 02 anos* 
Não exercer atividade Incompatível Inciso II, §2º - Vedada Inscrição, o Aluno 
que exercer atividade incompatível. 
Idoneidade Moral *** (próxima dica) 
 
Idoneidade Moral *** (próxima dica) 
 
Prestar compromisso perante 
Conselho. 
Prestar compromisso perante Conselho. 
 
Questão Exame de Ordem XXXII, 2021. 
Lia, aluna do oitavo período de uma Faculdade de Direito, obteve de certo escritório de 
advocacia a proposta de um estágio profissional. Assim, pretende providenciar sua 
inscrição como estagiária junto à OAB. 
Lia deverá requerer sua inscrição como estagiária junto ao Conselho Seccional em cujo 
território se situa 
Alternativas: 
a) a sede do escritório onde atuará. 
 
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b) a sede principal da sua atividade de estagiária de advocacia. 
c) o seu domicílio de pessoa física. 
d) a Faculdade de Direito em que estuda. 
Resposta: Letra “d” – Fundamentação: Art. 9, II, §2º EAOAB. 
Comentário: A questão exige o conhecimento de que o Estagiário deverá: 
 Estar matriculado no curso jurídico em seus últimos anos; 
 O estágio profissional terá um prazo de 02 anos; 
 A inscrição será realizada no Conselho Seccional, onde se localize seu curso jurídico. 
 
DICA 18 
DA IDONEIDADE MORAL 
Pode ser suscitada por qualquer pessoa. 
Em processo disciplinar, deve ser declarada mediante decisão que obtenha no mínimo 
2/3 dos votos de todos os membros do Conselho competente. (Art. 8º, VII, § 3º EAOAB) 
Não ter sido condenado pela pratica de crime infamante (honra, dignidade, boa fama), 
salvo se reabilitado judicialmente. 
DICA 19 
DA IDONEIDADE MORAL – SÚMULAS RELEVANTES 
 O Conselho Federal, por intermédio do conselho pleno, editou as seguintes súmulas a 
respeito da idoneidade e inscrição nos quadros da OAB: 
SÚMULA 09/2019 
Abordou sobre a violência contra as mulheres; que configura ato inidôneo aquele 
que a praticar, independente de instancia criminal, cabendo ao Conselho Seccional a 
análise do caso. 
SÚMULA 10/2019 
Versou sobre atos de violência contra crianças e adolescentes, idosos e pessoas 
com deficiência física ou mental, o que também torna o bacharel inidôneo para 
inscrição nos quadros da OAB, dependendo da análise do Conselho. 
SÚMULA 11/2019 
Também preceitua que a prática de violência física, sexual, psicológica, material e 
moral contra pessoa LGBTIQI+ configura fator apto a demonstrar a ausência de 
idoneidade moral para a inscrição de bacharel em direito na OAB, cabendo análise do 
Conselho em caso concreto. 
 
 
 
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DICA 20 
INSCRIÇÃO PRINCIPAL E SUPLEMENTAR 
 O advogado pode exercer sua profissão em todo território nacional, com liberdade, 
tendo sua inscrição: 
 
 
 
 
 
 
 
 Considera-se habitualidade o advogado que exceder sua intervenção judicial em 
cinco causas por ano. 
DICA 21 
DO CANCELAMENTO E LICENCIAMENTO DA INSCRIÇÃO 
CANCELAMENTO – Art. 11 EAOAB LICENCIAMENTO – Art. 12 EAOAB 
Requerimento do profissional. Requerimento do profissional, por motivo 
justificado. 
Sofrer penalidade de EXCLUSÃO. Exercício TEMPORÁRIO de atividade 
Incompatível. 
 Ex.: Cargo eletivo dePrefeito do 
Município. 
 
Falecimento do advogado. 
 
Sofrer doença mental considerada 
CURÁVEL. 
Exercício de atividade INCOMPATÍVEL. 
Atividade DEFINITIVA. 
 Ex.: Aprovação em concurso para 
Magistratura. 
 
 
--- 
Perda dos requisitos para a inscrição. --- 
 
Inscrição suplementar: Será feita nos 
CONSELHOS SECCIONAIS em que exercer a 
profissão com HABITUALIDADE (Art. 10, 
§2º). 
Inscrição do 
Advogado 
Inscrição principal: Realizada no 
CONSELHO SECCIONAL em cujo território 
pretende estabelecer DOMICILIO 
PROFISSIONAL (Art. 10 EAOAB). 
 
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 A inscrição do advogado, uma vez cancelada, não será restaurada com 
numeração anterior, cabendo então nova inscrição, e, para isso, será preciso verificar e 
preencher os requisitos presentes no Art. 8 do EAOAB. 
DICA 22 
DAS ATIVIDADES PRIVATIVAS DA ADVOCACIA 
 Fundamento legal: Art. 1º EAOAB 
 São atividades privativas do advogado: 
 Postulação em qualquer órgão do poder judiciário; 
 Dos juizados especiais; 
 Atividades de consultoria; 
 Assessoria, 
 Direção jurídica e gerência jurídica. 
A função de Diretoria e Gerência Jurídica serão privativas do advogado em qualquer 
empresa pública, privada ou paraestatal. 
Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem 
ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados. 
DICA 23 
EXCEÇÕES DAS ATIVIDADES PRIVATIVAS 
 Sobre as atividades privativas, é importante citar algumas exceções: 
 Impetração de habeas corpus em qualquer instância ou tribunal; 
 No JEC até 20 salários mínimos; 
 Juizados Federais; 
 Fazenda Pública; 
 Justiça do Trabalho 
 Juiz de Paz. 
 Em caso de atos e contratos de pessoas jurídicas, a exceção se dá para ME, EPP e 
EIRELI. 
 Atenção às exceções, que vem caindo com periodicidade no Exame! 
DICA 24 
DO JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO 
 
 Exceção de alta incidência na OAB. 
 
De acordo com o art. 791 da CLT, empregado e empregador podem postular 
diretamente, sem advogado, perante a Justiça do Trabalho, o que caracteriza o “Jus 
Postulandi”. 
 
 
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A limitação se dá nas varas do trabalho e tribunais regionais, quando competência 
originária. 
 SÚMULA 425 TST 
O jus postulandi, não alcança: Ação rescisória, MS, Ação Cautelar e recursos referentes 
ao TST. 
 
DICA 25 
DA IMPETRAÇÃO DO HABEAS CORPUS 
A impetração do habeas corpus não é atividade privativa do advogado. 
 
O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, inclusive, o estudante de 
direito. 
Questão Exame de Ordem XXVII, 2018. 
Guilherme é bacharel em Direito, não inscrito na OAB como advogado. Ao se deparar com 
situações de ilegalidade que ameaçam a liberdade de locomoção de seus amigos César e João, 
e com situação de abuso de poder que ameaça direito líquido e certo de seu amigo Antônio, 
Guilherme, valendo-se de seus conhecimentos jurídicos, impetra habeas corpus em 
favor de César na Justiça Comum Estadual, em 1ª instância; habeas corpus em favor 
de Antônio, perante o Tribunal de Justiça, em 2ª instância; e mandado de segurança 
em favor de João, na Justiça Federal, em 1ª instância. 
Considerando o que dispõe o Estatuto da OAB acerca da atividade da advocacia, 
assinale a afirmativa correta. 
Alternativas 
a) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César, mas não pode 
impetrar habeas corpus em favor de Antônio, nem mandado de segurança em favor de 
João. 
b) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, mas não 
pode impetrar mandado de segurança em favor de João. 
c) Guilherme pode impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio, e também 
pode impetrar mandado de segurança em favor de João. 
d) Guilherme pode impetrar mandado de segurança em favor de João, mas não pode 
impetrar habeas corpus em favor de César e Antônio. 
Resposta: Alternativa a. A resposta está fundamentada nos Art. 1º, II, § 1º EAOAB, 
onde traz que habeas corpus não é atividade privativa de advogado. 
 Tal questão exige do candidato o conhecimento de que a impetração do habeas 
corpus não é atividade privativa do advogado. 
 O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, INCLUSIVE, o estudante 
de direito, mencionado na questão. 
 A capacidade postulatória do Mandado de Segurança, será do advogado, portanto, 
Guilherme não terá tal capacidade. 
 
 
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 17 
FILOSOFIA DO DIREITO 
DICA 26 
NORBERTO BOBBIO - ANTINOMIAS 
 Antinomias: A antinomia representa fenômeno comum que espelha o conflito entre 
duas normas, dois princípios, entre uma norma e um princípio geral de direito em sua 
aplicação prática a um caso particular. É o fenômeno situado dentro da estrutura do 
sistema jurídico que só a terapêutica jurídica pode suprimir a contradição. Para Bobbio, 
identificam-se as antinomias em três situações: 
 Contrariedade: uma norma ordena a fazer algo e outra proíbe; 
 Contraditoriedade: uma norma ordena fazer e outra permite não fazer; 
 Contraditoriedade: uma norma proíbe fazer e outra permite fazer. 
“A situação de normas incompatíveis entre si é uma das dificuldades frente as quais se 
encontram os juristas de todos os tempos, tendo esta situação uma denominação própria: 
Antinomia. Assim, em considerando o ordenamento jurídico uma unidade sistêmica, o 
Direito não tolera antinomias.” – Norberto Bobbio 
 Critérios: 
 Critério Hierárquico: Norma constitucional prevalece sobre Lei complementar e lei 
ordinária. 
 Critério cronológico: Lei posterior prevalece sobre lei anterior. Lex posterior derogat 
legi priori. 
 Critério da especialidade: Lei especial prevalece sobre lei geral. 
Como isto pode cair na prova? 
Questão simulada: 
A antinomia é uma situação na qual são colocadas em existência duas normas, das 
quais uma obriga e a outra proíbe, ou uma obriga e a outra permite, ou uma proíbe e 
a outra permite o mesmo comportamento. Um jurista que abordou muito este assunto 
foi: 
a) Miguel Reale 
b) Joaquim Barbosa 
c) Norberto Bobbio 
d) Santo Agostinho 
Resposta: Letra C 
 
DICA 27 
ULPIANO 
 Ulpiano, importante jurista romano, resumiu em três os conceitos pelos quais devia ser 
regida a sociedade romana e consequentemente suas leis: Não prejudicar ninguém, 
 
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 18 
viver honestamente e dar a cada um aquilo que lhe corresponde (Iustitia est 
constans et perpetua voluntas ius suum cuique tribuendi). 
Para o romano Ulpiano, justiça é a vontade constante e perpetua de dar a cada um 
o que é seu por direito. Ulpiano também defendia que um dos principais pilares 
jurídicos deveria ser o “não ofender ninguém”, e tal pensamento acabou sendo a base 
principiológica do Princípio libertário da não agressão. 
 Lembrando: Na Roma destes filósofos, as leis eram regidas pelos chamados Mos 
maiorum, que eram os costumes e regras, não escritos, que regiam a vida dos romanos e 
de todos que lá viviam. 
DICA 28 
CÍCERO 
Na visão do romano e jusnaturalista Cícero, a honestidade e a boa-fé deve sempre 
reger a vida e convivência social. Cícero tinha esta visão principalmente acerca dos 
assuntos relacionados ao direito privado. Cícero é defensor da república e da trilha 
estóica, que defende que o governante deve ser dotado de sabedoria, para assim guiar os 
governados, sem se deixar influenciar pelas paixões. 
Advogado, político, filósofo e orador romano,Cícero era um grande representante da 
visão estóica. Cícero pensava que a sabedoria é indispensável aos magistrados. A 
sabedoria é a principal virtude ou excelência da forma de governo aristocrática, 
que Cícero translitera para a República, isto é, para a forma de governo misto. 
Cícero segue a trilha estóica porque entende que a sabedoria é capaz de neutralizar as 
paixões, por isso ele diz que o mais admirável na aristocracia é que aqueles que mandam 
não estão submetidos às paixões. Para Cícero, as ideias platônicas do Estado ideal, cujo 
governo compete aos sábios, eram perfeitamente complementares com a doutrina estóica 
do Logos (razão Universal). 
“A natureza quer que a amizade seja auxiliadora de virtudes, mas não companheira de 
vícios” 
 Importante: Para Cícero, só a honestidade é boa, pois na honestidade estão 
incluídas todas as virtudes. 
 Os requisitos para ser um bom orador (segundo Cícero): 
 Ser filosofo: O bom orador deve sempre buscar o porquê de fatos importantes (Ex.: 
O que é justiça? O que é a vida?). 
 Ser moralista: Para Cícero, ser moralista era o mesmo que ser coerente, ou seja, você 
defender atitudes que segundo seus valores, são as corretas. 
 Ser ator: Um bom orador deve, segundo Cícero, seria você passar a emoção correta 
no momento correto. 
 Ser poeta: É o que traz no seu discurso a beleza das palavras, trazendo ao discurso 
argumentos que realmente convençam. 
DICA 29 
POSITIVISMO JURÍDICO 
 É uma corrente de pensamento que se opõe ao jusnaturalismo ao negar que o direito 
seja dado pela natureza. Para o positivismo o direito é construído de forma social, 
 
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 19 
não tendo vínculos metafísicos. Um exemplo bastante conhecido pelos operadores de 
direito refere-se ao livro “O caso dos exploradores de caverna”, onde é apresentado um 
caso de antropofagia praticada por exploradores de caverna presos em uma caverna 
subterrânea. O ministro Keen, por exemplo, tem uma visão claramente positivista, pois 
ele julga o que é certo e errado segundo a lei. 
Como isto pode cair na prova? 
Questão simulada: 
“A única questão que se nos apresenta para ser decidida consiste em saber se os réus, 
dentro do significado do N.C.S.A. (n.s.) § 12-A, privaram intencionalmente da vida a 
Roger Whetmore. O texto exato da lei é o seguinte: “Quem quer que intencionalmente 
prive a outrem da vida será punido com a morte”. Devo supor que qualquer observador 
imparcial, que queira extrair destas palavras o seu significado natural, concederá 
imediatamente que os réus privaram “intencionalmente da vida a Roger Whetmore”. 
(FULLER, 1976, p.42). 
No livro “O caso dos exploradores de caverna”, o ministro Keen profere o seu voto a 
favor da execução dos exploradores, levando muito a sério o que a lei fala, não se 
afastando do legalismo. Assim, suas falas são carregadas de uma hermenêutica da 
legislação de forma literal. 
Podemos afirmar que a visão do ministro Keen está alinhada ao: 
a) Jusnaturalismo 
b) Socialismo 
c) Juspositivismo 
d) Capitalismo 
Resposta: Letra C 
 
DICA 30 
JUSNATURALISMO 
 Totalmente oposto ao positivismo jurídico (ou seja, o direito devidamente positivado 
em lei), sendo o jusnaturalismo é defensor do direito natural. O jusnaturalismo tem 
como fontes a razão e a moral. Para os jusnaturalistas, a lei que esteja em sentido 
contrário ao direito natural não é direito. 
 Fontes do direito natural: Na Grécia, a razão era uma das fontes do direito natural, 
sendo assim as leis não poderiam ser diferentes da razão, mas sim em sentido 
convergente à razão. Já na Europa medieval, a vontade de Deus era também vista 
com uma fonte de direito natural. E mais: Agostinho de Hipona (também chamado de 
Santo Agostinho) dizia que a vontade de Deus era igual à razão. 
Como isto poderia cair na minha prova? 
Questão simulada: 
“uma lei injusta simplesmente não é lei”. Agostinho de Hipona 
Santo Agostinho, também conhecido como Agostinho de Hipona, era um ferrenho 
defensor do direito natural, que tem como uma de suas bases a razão. Na sua visão, a 
 
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 20 
vontade de Deus era alinhada à razão. Diante de tais informações, podemos dizer que 
ele era um defensor do: 
a) Ideal revolucionário contra pensamentos teológicos; 
b) Jusnaturalismo; 
c) Juspositivismo; 
d) Capitalismo de base. 
Resposta: Letra B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 
DICA 31 
HISTÓRIA CONSTITUCIONAL BRASILEIRA 
 1824 (Império): Poder Imperial - trouxe quatro poderes imperiais e o Poder 
Moderador. 
 A Constituição de 1824 previa o Poder Moderador, que estava nas mãos do Imperador. 
 1891 (República): Adoção do sistema federativo - controle de constitucionalidade e 
separação entre os três poderes. 
 1934 (Estado Novo): Avanço com relação aos direitos sociais, direitos dos 
trabalhadores. 
 1937 (Constituição Polaca): recebeu apelido de Polaca, por ter sido inspirada no 
modelo semifascista polonês, era autoritária e concedia ao governo poderes 
praticamente ilimitados. 
 1946 (Democratização): Processo de democratização. 
 A Constituição de 1946 foi promulgada e reinaugurou o período democrático no 
Brasil, tendo contemplado um rol de direitos e garantias individuais. (Esse assunto foi 
cobrado na prova da OAB de 2016). 
 O controle concentrado de constitucionalidade surgiu somente com a EC nº 16/1965, 
que foi editada sob a égide da Constituição de 1946. Vale dizer, até a edição da referida 
emenda, funcionava apenas o controle difuso de constitucionalidade. 
 1967 (Regime militar): Regime da Ditadura. 
 1988 (Redemocratização, constituição cidadã): Redemocratização, constituição 
cidadã, ampliação de direitos. 
DICA 32 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 - A CONSTITUIÇÃO CIDADÃ 
No contexto histórico em que foi elaborada, a Constituição Federal de 1988 precisava 
trazer inovações, ampliar direitos e resgatar as garantias individuais asseguradas pela 
Carta de 1946 que foram suprimidas durante o Regime Militar. Logo no seu início, 
a Constituição conhecida como Cidadã identifica os fundamentos e as bases do Estado 
brasileiro que se instaura com ela: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa 
humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político. 
A importância dada pelos constituintes foi tão grande aos direitos e garantias 
fundamentais que eles foram posicionados antes mesmo da estruturação do Estado, 
como ocorria nas constituições anteriores. Os legisladores reservaram o 
artigo 5º da Constituição aos direitos e deveres individuais e coletivos e lhes 
conferiram o status de cláusulas pétreas, ou seja, não podem ser abolidos por meio de 
emenda constitucional. 
É o artigo 5º que assegura o direito à propriedade, à liberdade de ir e vir, de se 
expressar, de ter a religião que quiser, de ter garantida a inviolabilidade do lar, da 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/188546065/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641516/artigo-5-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/188546065/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
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 22 
correspondência e das contas bancárias, salvo por decisão judicial.Também é esse 
dispositivo que criminaliza o racismo, proíbe a tortura, garante a herança, o direito à 
ampla defesa, a justiça gratuita aos necessitados, a presunção da inocência e à certidão 
de nascimento e de óbito gratuitas aos reconhecidamente pobres. 
No artigo 6º, a Carta Federal consagra como direitos sociais a educação, a saúde, a 
alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência 
social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados. Já no 
artigo 7º constitucionaliza um rol de direitos trabalhistas, dos quais as principais 
inovações são a unificação dos direitos de trabalhadores urbanos e rurais, a jornada de 
trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais, a majoração da hora extra para no 
mínimo 50% da hora normal, o aumento da licença-maternidade para 120 dias, a 
instituição da licença-maternidade e o direito de greve sem as restrições anteriores. 
DICA 33 
PAPEL DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 
Uma constituição é o conjunto de normas jurídicas que ocupa o topo da hierarquia do 
direito de um Estado, e que pode ou não ser codificada como um documento escrito. 
Limitando o alcance do próprio governo, a maioria das constituições garante certos 
direitos para as pessoas. A Constituição Federal de 1988, nossa Constituição Cidadã, 
assegura diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade 
aos direitos fundamentais, permitindo assim a participação do Poder Judiciário sempre que 
houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. 
DICA 34 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - CONTEÚDO 
 Quanto ao conteúdo as constituições são classificadas como: 
 Material: materialmente, identifica-se como as normas que regulam a estrutura do 
Estado, a sua organização e os direitos fundamentais. Só os temas atinentes a esse 
escopo são constitucionais. Desta forma, as regras que fossem materialmente 
constitucionais, codificadas ou não em um mesmo documento, seriam essencialmente 
constitucionais. Tudo o mais que constar da Constituição e que a isso não se refira não 
será matéria constitucional. 
 Formal: É o modo de ser do Estado, estabelecido em documento escrito. Não se 
há de pesquisar qual o conteúdo da matéria. Tudo o que estiver na constituição é matéria 
constitucional. 
 Mista: Uma classificação ainda polêmica, e não sendo adotada por alguns 
doutrinadores. Essa teoria traz que, nos termos do art. 5º, § 3º, da Constituição Federal, 
os Tratados e as Convenções de direitos humanos, aprovados em cada casa do Congresso, 
em dois turnos, com voto de 3/5 de seus membros equivalerão a uma Emenda 
Constitucional, ou seja, um documento de natureza constitucional que está fora da 
Constituição, sendo adotado tanto o critério material como o formal. É a Teoria do Bloco 
da Constitucionalidade, através da qual não é constitucional apenas o que está na CF, mas 
toda e qualquer regra de natureza constitucional. Portanto, para alguns, o sistema que 
usamos é o misto. 
Portanto, ao analisar a Constituição Federal de 1988 em relação com seu conteúdo, 
pode-se dizer que ela é formal ou formalmente. O que seria dizer que a constituição é o 
modo de ser do Estado, estabelecido em documento escrito. Não se há de pesquisar qual 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10641309/artigo-6-da-constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-de-1988
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/188546065/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
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o conteúdo da matéria. Tudo o que há na constituição é matéria constitucional. Essa 
distinção hoje perde o sentido, carreando toda a doutrina no sentido de considerar 
materialmente constitucional tudo o que formalmente nela se contiver. 
CF/88 → Conteúdo → Formal 
DICA 35 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - ESTABILIDADE 
 Quanto à estabilidade as constituições podem ser: 
 Rígidas: constituições que exigem, para sua alteração, um processo legis mais árduo 
do que o processo de alteração das normas não constitucionais. 
 Flexíveis: o processo de alteração é idêntico às normas não constitucionais. Não há 
hierarquia entre as leis. 
 Semirrígidas/Semiflexíveis: algumas matérias tem alteração mais difícil, outras nem 
tanto. 
 Fixas: podem ser alteradas por poder igual ao que a criou, poder constituinte 
originário. 
 Transitoriamente flexíveis: por um tempo serão suscetíveis de reforma e depois 
passam a ser rígidas. 
 Imutáveis: inalteráveis, verdadeira relíquia. 
A constituição brasileira atual pode ser classificada como rígida em relação a sua 
mutabilidade, uma vez que o processo de alteração é mais rigoroso do que o processo 
de elaboração das leis ordinárias, em consonância com princípio da supremacia da 
Constituição. 
CF/88 → Estabilidade → Rígida 
 
DICA 36 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - FORMA 
 Quanto à forma as constituições são classificadas como: 
 Escrita: É constituição consistente num código, num documento único sistematizado. É 
o sistema usual no continente europeu e, consequentemente, em toda a América Latina. 
 Costumeira\não escrita\consuetudinária: É a constituição consistente em normas 
esparsas, não aglutinadas em um texto solene, centrada nos usos e costumes, na prática 
política e judicial. Seu grande exemplo é a constituição inglesa que não tem um 
documento escrito, um código. Ao contrário o seu direito constitucional decorre da 
identificação dos chamados direitos imemoriais do povo inglês. O sistema parlamentarista, 
que é o grande modelo para todo o mundo civilizado, não está estruturado em qualquer 
norma escrita. 
 
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 24 
Quanto à Forma a Constituição Federal de 1988 é escrita. Constituição escrita é 
aquela sistematizada em um único documento constitucional escrito. 
CF/88 → Forma → Escrita 
DICA 37 
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES - ORIGEM 
 A classificação de uma constituição quanto à origem: 
 Constituição promulgada, democrática, popular ou votada: Elaborada pela 
Assembleia Nacional Constituinte, composta por representantes legitimamente eleitos pelo 
povo, com a finalidade de sua elaboração. Como ocorreu com as Constituições brasileiras 
de 1891, 1934, 1946, 1988. 
 Constituição outorgada: Elaborada sem a participação popular, estas são impostas 
pelo poder da época. Como ocorreu com a Constituição de 1824 (outorgada pelo 
Imperador Dom Pedro I), Constituição de 1937 (imposta por Getulio Vargas), Carta 
Política de 1967 (instituída pelo regime militar) e Emenda Constitucional 1/1969, que 
alterou substancialmente a Constituição de 1967 (outorgada por uma junta militar). 
 Cesarista: São outorgadas, mas dependem de ratificação popular através do 
referendo. Um exemplo é a constituição napoleônica que, embora aparente ser 
promulgada, tem núcleo de outorgada. São feitas pelo governador sem observância da 
capacidade popular. 
 Pactuada: Decorre de um acordo entre dois grupos sociais, havendo mais de um 
titular do poder constituinte. Um exemplo é a Carta Magna de 1215, que decorreu de um 
acordo entre o rei e a nobreza. 
A Constituição Federal de 1988 é promulgada, pois foi elaborada com a participação 
popular. Originou-se de um órgão constituinte composto de representantes do povo, 
eleitos com a finalidade de elaborar o texto constitucional. 
CF/88 → Origem → Promulgada 
 
DICA 38 
CONSTITUIÇÃO - EXTENSÃO 
 A classificação de uma constituição quanto à extensão: 
 Sintéticas: Preveem somente princípios e normas gerais, organizando e limitando o 
poder do Estado apenas com diretrizes gerais, mínimas, firmando princípios, não detalhes. 
É concisa, breve, sucinta, também chamada de Constituição Federal negativa. 
 Analíticas: Abrangem todos os assuntosque entende relevantes. São amplas, 
extensas, prolixas, detalhas, como a nossa Constituição de 1988, por exemplo. 
Quanto à Extensão a Origem a Constituição Federal é analítica, pois examina e 
regulamenta todos os assuntos que entende relevantes. Contém normas materialmente 
constitucionais e normas formalmente constitucionais. Por essa razão, é extensa e prolixa. 
 
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 25 
CF/88 → Extensão →Analítica 
 
DICA 39 
CONSTITUIÇÃO - FINALIDADE 
 Constituição Garantia: Limita-se a fixar os direitos e garantias. É uma carta 
declaratória. 
 Constituição Dirigente: Além de fixar direitos e garantias, fixa metas estatais, fixa 
uma direção para o Estado. 
Quanto à Finalidade a Constituição Federal de 1988 é dirigente, pois além de criar 
limites para a atuação do Estado com a previsão de direitos e garantias fundamentais, cria 
direitos, garantias e metas para o Governo. Dirige programas institucionais para o Estado, 
preocupa-se não só com o presente, mas também com o futuro, buscando condicionar os 
órgãos estatais à satisfação de objetivos predefinidos. O termo “dirigente” significa que a 
Constituição “dirige” a atuação futura do Estado, por meio da previsão de metas. E 
caracteriza-se pela presença de normas constitucionais de eficácia limitada definidoras de 
princípios programáticos. 
CF/88 → Finalidade → Dirigente 
 
DICA 40 
CONSTITUIÇÃO - MODO DE ELABORAÇÃO 
 A classificação de uma constituição quanto ao modo de elaboração: 
 Dogmáticas: São as constituições escritas, elaboradas por um órgão especialmente 
designado para esse fim, normalmente designado Assembleia Nacional Constituinte. Adota 
expressamente a ideia de direito prevalente num momento dado. 
 Históricas: São as constituições consuetudinárias, fruto de uma lenta e contínua 
síntese da história e da tradição de um povo. 
A Constituição Federal é Dogmática, pois originou-se de um trabalho legislativo 
específico e de um determinado órgão constituinte, sistematizando os dogmas 
fundamentais da política e do direito dominantes naquele momento histórico. Tem esse 
nome por refletir os dogmas presentes, e, por isso, será sempre escrita. 
CF/88 → Modo de elaboração → Dogmática 
 
 
 
 
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DICA 41 
CONSTITUIÇÃO - CLASSIFICAÇÃO 
 Vale relembrar como a nossa Constituição Federal pode ser classificada hoje: 
 Quanto ao conteúdo: Materiais e formais. 
 Quanto à forma: Escritas e não escritas. 
 Quanto ao modo de elaboração: Dogmática e histórica. 
 Quanto a origem: Promulgadas e outorgadas 
 Quanto a estabilidade: Rígidas, super-rígidas, semirrígidas e flexíveis. 
 Quanto a extensão: Analítica e sintética. 
 Vamos utilizar um mnemônico para melhor fixação! 
A CF/88 é classificada como uma PEDRAF: 
P Promulgada 
E Escrita 
D Dogmática 
R Rígida 
A Analítica 
F Formal 
Questão, OAB 2020: 
A Constituição de determinado país veiculou os seguintes artigos: 
Art. X. As normas desta Constituição poderão ser alteradas mediante processo legislativo 
próprio, com a aprovação da maioria qualificada de três quintos dos membros das 
respectivas Casas Legislativas, em dois turnos de votação, exceto as normas 
constitucionais que não versarem sobre a estrutura do Estado ou sobre os direitos e 
garantias fundamentais, que poderão ser alteradas por intermédio de lei 
infraconstitucional. 
Art. Y. A presente Constituição, concebida diretamente pelo Exmo. Sr. Presidente da 
República, deverá ser submetida à consulta popular, por meio de plebiscito, visando à sua 
aprovação definitiva. 
Art. Z. A ordem econômica será fundada na livre iniciativa e na valorização do trabalho 
humano, devendo seguir os princípios reitores da democracia liberal e da social 
democracia, bem como o respeito aos direitos fundamentais de primeira dimensão 
(direitos civis e políticos) e de segunda dimensão (direitos sociais, econômicos, culturais e 
trabalhistas). 
 
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 27 
Com base no fragmento acima, é certo afirmar que a classificação da Constituição do 
referido país seria 
(a) semirrígida, promulgada, heterodoxa. 
(b) flexível, outorgada, compromissória. 
(c) rígida, bonapartista e ortodoxa. 
(d) semiflexível, cesarista e compromissória. 
Resposta: Letra D 
 
 
Comentário: 
Art. X. - Trata-se de uma constituição semiflexível, uma vez que possui normas que 
podem ser modificadas com procedimento próprio e outras que podem ser modificadas 
por lei infraconstitucionais. 
Art. Y. - Trata-se de uma constituição cesarista, pois é elaborada unilateralmente e posta 
posteriormente a consulta popular. 
Art. Z. – trata-se de uma constituição compromissória, uma vez que traça os objetivos a 
serem perseguidos pelo Estado. 
DICA 42 
CONSTITUIÇÃO - OUTRAS CARACTERÍSTICAS DA CF 
 Outras características da Constituição Federal de 1988, são: 
 Quanto à correspondência com a realidade: Normativa. 
 Quanto à finalidade: Constituição-dirigente. 
 Quanto ao conteúdo ideológico: Constituição Social. 
 Quanto ao local da decretação: Auto constituição/Autônoma. 
 Quanto ao sistema: Constituição Principiológica ou Aberta. 
 Quanto à ideologia: Eclética / Pragmática / Heterodoxa. 
DICA 43 
CONSTITUIÇÃO - TEORIA DA CONSTITUIÇÃO 
Uma das concepções de constituição é a trazida por Carl Schmitt, a partir de sua obra “A 
Teoria da Constituição”, de 1920. Na sua visão, a Constituição seria fruto da vontade do 
povo, titular do poder constituinte, e por isso mesmo é que essa teoria é considerada 
decisionista ou voluntarista. Para ele, a constituição é uma decisão política fundamental 
que visa estruturar e organizar os elementos essenciais do Estado. A validade da 
constituição se baseia na decisão política que lhe dá existência, e não na justiça de suas 
normas. 
 Não importando aqui se a constituição corresponde ou não aos fatores reais de poder 
que imperam na sociedade. O que interessa é que ela seja um produto da vontade do 
 
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 28 
titular do Poder Constituinte. Schmitt distingue ainda a Constituição de leis 
constitucionais: 
 A primeira, segundo ele, dispõe apenas sobre matérias de grande relevância jurídica 
(decisões políticas fundamentais), como é o caso da organização do Estado, por exemplo. 
 A segunda, por sua vez, seriam normas que fazem parte formalmente do texto 
constitucional, mas que tratam de assuntos de menor importância. 
A concepção política de Constituição guarda correlação com a classificação das normas 
em materialmente constitucionais e formalmente constitucionais. As normas 
materialmente constitucionais correspondem àquilo que Carl Schmitt denominou 
“Constituição”. Normas formalmente constitucionais são o que o autor chamou de “leis 
constitucionais”. 
 
DICA 44 
CONSTITUIÇÃO - TEORIA DA CONSTITUIÇÃO - CONCEPÇÕES OU SENTIDOS 
 Concepções ou Sentidos de Constituição, são: 
 Sentido sociológico: Segundo Lassale, a Constituição seria a soma dos fatores reais 
de poder dentro de uma sociedade. Uma constituição só seria legítima se representasse o 
efetivo poder social, refletindo as forças sociais que constituem o poder, caso não 
ocorresse, ela seria ilegítima, seria uma mera folha de papel. 
 Sentido político: Para Carl Schmitt a Constituição é uma decisão política 
fundamental do titular do constituinte. E traz as normas de organização do Estado, 
limitação do estado, direitos individuais, normas de conteúdo materialmente 
constitucionais. 
 Sentido jurídico:Para Hans Kelsen a Constituição é fruto da vontade racional do 
homem, e não das leis naturais. É considerada norma jurídica pura, abstraindo-se de 
qualquer consideração de cunho político, social, filosófico. Para o sentido lógico-
jurídico Constituição significa norma fundamental hipotética, cuja função é servir de 
fundamento lógico transcendental da validade da Constituição jurídico-positiva, que 
equivale à norma positiva suprema, conjunto de normas que regula a criação de outras 
normas, lei nacional no seu mais alto grau. 
 Sentido lógico-jurídico: norma pressuposta - hipotética fundamental. 
 Sentido jurídico-positivo: norma posta - Constituição escrita que ocupa o todo do 
ordenamento jurídico. 
DICA 45 
CONSTITUIÇÃO - SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO 
 Supremacia Material - É um corolário do objeto clássico das constituições, ou seja, 
das chamadas matérias constitucionais, as quais são os fundamentos do Estado de 
Direito. Por isso, segundo a doutrina, estão acima das leis. A supremacia material é 
um atributo de toda constituição. Não gera consequências jurídicas. 
 Supremacia Formal - É uma característica exclusiva das constituições rígidas. A 
supremacia formal decorre da rigidez (isto é muito importante para o controle de 
https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
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 29 
constitucionalidade). A rigidez constitucional decorre exatamente da previsão de um 
processo especial e agravado, reservado para alteração das normas constitucionais, 
significantemente distinto do processo comum e simples, previsto para a elaboração e 
alteração das leis complementares e ordinárias. 
 A supremacia formal da Constituição decorre da rigidez e da presença de 
mecanismos de controle de Constitucionalidade. Porém, a supremacia material, 
que é a que decorre de uma consciência constitucional. 
 Fixando! 
Formal → típica de constituições rígidas 
Material → típica de constituições flexíveis 
 
Questão, OAB 2020: 
Muitos Estados ocidentais, a partir do processo revolucionário franco-americano do final 
do século XVIII, atribuíram aos juízes a função de interpretar a Constituição, daí surgindo 
a denominada jurisdição constitucional. 
A respeito do controle de constitucionalidade exercido por esse tipo de estrutura orgânica, 
assinale a afirmativa correta. 
(a) A supremacia da Constituição e a hierarquia das fontes normativas destacam-se entre 
os pressupostos do controle de constitucionalidade. 
(b) A denominada mutação constitucional é uma modalidade de controle de 
constitucionalidade realizado pela jurisdição constitucional. 
(c) O controle concentrado de constitucionalidade consiste na análise da compatibilidade 
de qualquer norma infraconstitucional com a Constituição. 
(d) O controle de constitucionalidade de qualquer decreto regulamentar deve ser realizado 
pela via difusa. 
Resposta: Letra A 
Comentário: Segundo o princípio da supremacia da constituição e de acordo com a 
hierarquia das fontes normativas todas as normas que compõe o texto constitucional 
gozam de supremacia frente às leis infraconstitucionais. 
DICA 46 
CONSTITUIÇÃO - PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
Os princípios constitucionais são aqueles que guardam os valores fundamentais da 
ordem jurídica e servem como limite de atuação para o agente público. São 
nos princípios constitucionais que se condensa bens e valores considerados fundamentos 
de validade de todo sistema jurídico. Vejamos o que diz texto constitucional: 
 “Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem 
como fundamentos: 
 A soberania; 
 
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 30 
 A cidadania; 
 A dignidade da pessoa humana; 
 Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
 O pluralismo político.” 
O Texto constitucional também traz no parágrafo único que, todo o poder emana do povo, 
que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta 
Constituição. 
DICA 47 
CONSTITUIÇÃO - PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - PRINCÍPIO DO ESTADO 
DEMOCRÁTICO DE DIREITO 
A República Federativa do Brasil é um Estado Democrático, e isso significa que o 
poder político é legitimado pelas escolhas tomadas pelo povo e não há autoridade que 
esteja acima dele. Dizer que um Estado é democrático compreende a elevação da 
igualdade entre os cidadãos e o repúdio aos status sociais. Em uma democracia, todos os 
cidadãos têm igual valor para influenciar seus governantes. 
Mas não é só, a República Federativa do Brasil também é um Estado de Direito. 
Resumindo, no Brasil há a primazia da lei. Ninguém está acima da ordem jurídica, e 
também não está abaixo dela. Perante à lei, todos são iguais. O chamado rule of law (ou 
império da Lei) se opõe ao antigo rule of men (império dos homens), no qual a posição 
social ocupada pelo sujeito (nobre ou não) determinava quais eram seus privilégios. Nesse 
sentido, o Estado de Direito surge justamente para frear e controlar os arbítrios, 
juntamente com a sociedade. 
DICA 48 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - PRINCÍPIO DA SOBERANIA POPULAR 
É como Estado Democrático deve ser efetivado. Assim, o exercício do poder do povo se dá 
através dos representantes eleitos – em voto universal, secreto e periódico – mas também 
diretamente. Diz-se que no Brasil há uma democracia semi-direta, pois em algumas 
funções são exercidas pelos representantes eleitos. A própria constituição trouxe uma 
série de instituições participativas por meio das quais o cidadão toma as decisões políticas 
por si próprio. 
Tem-se como exemplos; o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular, que são 
ferramentas positivadas na Constituição Federal para intervenção direta no processo 
legislativo. 
 O plebiscito significa a oportunidade de manifestação do povo antes da deliberação 
pelo Congresso Nacional. 
 O referendo é a consulta ex-post do Poder Legislativo ao cidadão, para que aceite ou 
rejeite a proposta já formulada. 
DICA 49 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - PRINCÍPIO DA SOBERANIA NACIONAL 
A soberania corresponde ao poder de autodeterminação dos povos, típico das nações 
independentes. 
 
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 31 
 Do ponto de vista interno – significa dizer que o Estado Brasileiro é superior a 
qualquer outra organização existente ou que venha existir. 
 Do ponto de vista externo - é dizer que o Brasil está em situação de igualdade 
formal perante os demais Estados internacionais, com os quais pode estabelecer relações 
sem vínculo de sujeição. 
No entanto, é importante notar que a soberania nacional está cada vez mais complexa em 
uma sociedade que não encontra fronteiras. Nesse cenário, se faz necessário a frequente 
utilização do direito estrangeiro para resolver questões nacionais, sobretudo quando os 
conflitos envolvem tratados de direitos humanos. Um exemplo disso é a incidência da 
GDPR, lei de proteção de dados europeia, para todos os negócios brasileiros que operem 
na Europa. 
DICA 50 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - PRINCÍPIO DA CIDADANIA 
Esse princípio traz a ideia do reconhecimento do indivíduo como pessoa integrada à 
sociedade estatal e, portanto, possuidora de direitos políticos ativos e passivos (influenciar 
e ser influenciado nas decisões políticas). 
Aqui, o cidadão não deve ser confundido com o nacional. A nacionalidade indica o vínculo 
ao território estatal, seja por nascimento ou naturalização, a cidadania é o status 
ligadoao regime jurídico, o possuidor ou possuidora de direitos políticos. 
DICA 51 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS - PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOAL 
HUMANA 
Esse princípio traduz a ideia do ser humano como alguém irrepetível e único, razão 
pela qual não pode ser tomado como meio para o atingimento dos objetivos do Estado, 
mas como um fim em si mesmo. Do ponto de vista jurídico, o conteúdo da dignidade da 
pessoa se relaciona com os direitos fundamentais. Nesse sentido, somente terá a 
dignidade preservada aquele sujeito que seja titular dos direitos relativos à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, sem qualquer discriminação. 
A dignidade é a base de todos os direitos constitucionais, sejam individuais ou coletivos, 
de participação política ou dos trabalhadores. 
ATENÇÃO! 
O Princípio da dignidade da pessoa humana se aplica a todos os brasileiros, 
mas também aos estrangeiros no País. 
 
DICA 52 
PODER CONSTITUINTE: EVOLUÇÃO DO PODER CONSTITUINTE 
 Versão clássica: Poder Constituinte na modalidade originária é um poder de fato 
(não jurídico), criador de uma nova ordem jurídica por meio da elaboração de uma nova 
constituição. Seu titular é a nação. 
 
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 32 
 Versão moderna: Titular é o povo, seu exercício é realizado pelas Assembleias 
Constituintes, incorporando instrumentos de decisão popular como o plebiscito e o 
referendo. 
 Versão contemporânea: Também denominado de patriotismo constitucional, traz 
a ideia de autonomia. O ato fundador da Constituição de um Estado passa a ser tomado 
como um “processo de aprendizado social capaz de se corrigir si mesmo”. 
DICA 53 
TEORIAS DO PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO 
 Teoria jusnaturalista – o poder constituinte é um poder de direito, anterior e 
superior ao direito posto. Tem-se a ideia de um Direito Natural. 
 Teoria positivista – o poder constituinte é um poder de fato, funda a si próprio. 
Trata- se de uma ruptura não jurídica, rompendo cm a lei máxima e se impondo como 
uma força social ou político social. 
 Teoria da natureza híbrida – o poder constituinte é visto a partir de duas 
perspectivas: como ruptura, é um poder de fato, mas na elaboração, é um poder de 
direito. Ocorre, na verdade, uma ruptura jurídico-política que visa romper com a ordem 
anterior e constituir uma nova ordem. 
DICA 54 
PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO 
 Características: 
 Inicial; 
 Autônomo; 
 Permanente; 
 Incondicionado; 
 Ilimitado. 
Para a doutrina mais adequada, o Poder Constituinte Originário não pode ser 
compreendido como absoluto, sendo limitado por aspectos espaciais, culturais e pelos 
direitos humanos (direitos suprapositivos). 
DICA 55 
PODER CONSTITUINTE DERIVADOR REFORMADOR 
 Natureza Jurídica: poder jurídico. 
Por definição é limitado e condicionado pelo Poder Constituinte Originário. 
Reforma é gênero e possui duas espécies: revisão e emenda. 
 
 
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 33 
Revisão Constitucional Emenda Constitucional 
Reforma global do texto (art. 3º, ADCT) 
Realizada após 5 anos da promulgação da 
CF/88, em sessão unicameral (Congresso 
Nacional), com quórum de maioria absoluta 
para aprovação das emendas de revisão. 
Ocorreu em 1994, aprovando 6 emendas. 
Alteração do texto da CF/88 (art. 60, CF) 
 Legitimidade: Presidente da 
República; um terço da Câmara dos 
Deputados ou do Senado federal; mais 
da metade das Assembleias Legislativas 
da federação, com votação de maioria 
simples em cada uma delas. 
 Forma: Discutida em cada uma das 
casas do Congresso Nacional, em dois 
turnos com três quintos dos votos dos 
membros. 
 Limites Materiais: não pode ser 
objeto de EC a forma federativa de 
Estado; o voto direito, secreto, universal 
e periódico; a separação dos Poderes e 
os direitos e garantias individuais. 
 
DICA BÔNUS 
PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE 
É entendido como consequência da autonomia político-administrativa garantida 
constitucionalmente, é a possibilidade dos Estados-membros de se auto organizarem por 
meio de suas constituições estaduais. 
 Características: derivado, subordinado e condicionado. 
 Limites: princípios constitucionais sensíveis; princípios federais extensíveis; e 
princípios constitucionais estabelecidos (normas de competência e normas de 
preordenação). 
A reforma da Constituição estadual deve respeitar os parâmetros estabelecidos pelo Poder 
Constituinte Originário para a reforma (pontual via emendas) da Constituição federal. 
Não há que se falar em revisão na Constituição Estadual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 34 
DIREITOS HUMANOS 
DICA 56 
CONCEITO DE DIREITOS HUMANOS 
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), “os direitos humanos são direitos 
inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, 
nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição”. 
Para André Ramos, “consiste na qualidade intrínseca e distintiva de cada ser 
humano, que o protege contra todo tratamento degradante e discriminação odiosa, bem 
como assegura condições matérias mínimas de sobrevivência. Consiste em atributo que 
todo indivíduo possui, inerente à sua condição humana”. 
 Não importa à vontade ou especificidade do indivíduo. 
 Proteção desde a concepção, durante toda a vida e inclusive no pós-morte. 
DICA 57 
FUNDAMENTOS DOS DIREITOS HUMANOS 
Importante pontuar que não existe uma lista fechada de direitos humanos e o 
reconhecimento de tais direitos, passam por uma constante evolução histórica. 
 A legitimidade para aplicação decorre de três teorias: 
 Teoria jusnaturalista: Estariam fundamentados em normas anteriores e superiores 
ao direito estatal, de origem divina ou decorrente da razão humana. 
 Direitos Humanos equivalem aos direitos naturais. 
 Teoria positivista: Fundamentados nos textos legais dos Estados, encontram seu 
preceito de validade forma na Constituição. 
 Teoria moralista: Os direitos humanos equivalem a direitos subjetivos baseados 
em princípios, independente de regras prévias. 
 As teorias não são conflitantes, elas se completam. 
DICA 58 
AFIRMAÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS 
O reconhecimento e consolidação dos direitos humanos ocorreu com o passar dos anos, 
tendo como marco sua internacionalização o fim da II Guerra Mundial, sendo 
apontado três momentos que contribuem para a compreensão da afirmação dos direitos 
humanos. 
Principal distinção: Direitos Humanos x Direitos Fundamentais 
Direitos Humanos: direitos universalmente aceito pelo plano internacional. 
Direitos Fundamentais: direitos positivados na ordem interna dos Estados (na 
Constituição). 
 
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 35 
 Direito humanitário/Movimento da Cruz Vermelha: Estabelecido para a proteção 
da vida e saúde de pessoas envolvidas em conflitos armados. 
 Pós I Guerra Mundial: Os Estados assinaram um tratado de paz chamado Tratado de 
Versalhes em 1919, previsto a criação da Liga das Nações e da Organização Internacional 
do Trabalho (OIT) para promoção da justiça social. 
 Pós II Guerra Mundial: Processo de internacionalização dos direitos humanos, 
resultando na expansão além das fronteiras estatais e a consagração de tais direitos. 
DICA 59 
GERAÇÕES/DIMENSÕES DOS DIREITOS HUMANOS 
 Primeira Geração: Envolvem os direitos de Liberdade, direitos civis, políticos e as 
liberdades clássicas. 
 Marco: Revoluções Liberais do Século XVIII na Europa e Estados Unidos. 
 O papel do Estado nadefesa dos direitos humanos de primeira geração é passivo 
(prestações negativas). 
 Ex.: Direito à liberdade, intimidade, segurança, propriedade, igualdade perante a lei. 
 Segunda Geração: Envolvem os direitos de Igualdade, direitos econômicos, sociais e 
culturais. 
 Marco: Frutos das chamadas lutas sociais na Europa e Américas, sendo seus marcos a 
Constituição Mexicana, a Alemã de Weimar. 
 O papel do Estado na defesa dos direitos humanos de segunda geração é ativo 
(prestações positivas). 
 Ex.: Direito à saúde, educação, previdência social, habitação, entre outros. 
 Terceira Geração: Envolvem os direitos de Fraternidade. 
 Marco: Pós Segunda Guerra Mundial. 
 De titularidade da comunidade. 
 Ex.: Direito ao desenvolvimento, a autodeterminação, direito ao meio ambiente 
equilibrado. 
 Quarta Geração: resultante da globalização dos direitos humanos, corresponde ao 
direito ao pluralismo, bioética e limites à manipulação genética. 
 Quinta Geração: contemplam o direito à paz em toda a humanidade. 
 As três primeiras gerações são as mais cobradas, a quarta e quinta gerações ainda 
são discutidas doutrinariamente, mas o entendimento apresentado é adotado pela maioria 
dos autores. 
DICA 60 
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS HUMANOS 
 Historicidade: frutos de momentos históricos. 
 Universalidade: para todas as pessoas, sem distinção. 
 
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 Relatividade: podem sofrer limitação quando confrontados com outros direitos. 
 Exceção: Vedação à tortura e à escravidão. 
 Essencialidade: essencial à dignidade da pessoa humana. 
 Irrenunciabilidade: são irrenunciáveis. 
 Imprescritibilidade: não se extinguem pelo decurso do tempo. 
 Inviolabilidade: insuscetíveis de violação. 
 Inexauribilidade: possibilidade de surgirem novos direitos humanos. 
 Vedação ao retrocesso: não admitem o regresso, a diminuição dos meios de 
proteção. 
 Inalienabilidade: não possuem conteúdo econômico-patrimonial, portanto não são 
intransferíveis, inegociáveis e indisponíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 37 
DIREITO INTERNACIONAL 
DICA 61 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS SOBRE O DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 
O Direito Internacional Público é um conjunto de preceitos que regem as relações 
internacionais. 
 São regidos por princípios, a saber: soberania, autonomia (não ingerência), respeito 
aos direitos humanos, interdição do uso da força e cooperação internacional. 
Os sujeitos do Direito Internacional para a doutrina clássica são apenas os Estados 
(países) e Organizações Internacionais, para a doutrina contemporânea, são 
considerados sujeitos também, os indivíduos. 
SUJEITOS DO DIREITO INTERNACIONAL 
Doutrina clássica Doutrina contemporânea 
 Estados (países); 
 Organizações Internacionais. 
 Estados (países); 
 Organizações Internacionais; e 
 Indivíduos 
DICA 62 
FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL 
Servem para a solução de casos concretos. 
 O art. 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça, estabelece como fonte para a 
resolução de controvérsias que lhe forem submetidos: 
 Convenções internacionais, gerais e especiais; 
 Costume internacional; 
 Princípios gerais de direito; 
 Decisões judiciárias; e 
 Doutrina. 
 Fique atento! 
O rol é exemplificativo/não taxativo, podemos incluir no rol os atos unilaterais e a 
analogia. 
 Não há hierarquia entre as fontes. 
DICA 63 
ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS (OIs) 
São formadas pela vontade dos Estados, com o objetivo de coordenar as atividades 
relacionadas a cada missão. 
 
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 38 
 Não existe hierarquia entre as OIs. 
 Ex.: A ONU que tem uma missão de manutenção da paz e segurança internacional. 
 Temos diversas OIs constituídas, com as mais variadas finalidades, como a saúde, o 
comércio. 
 A escolha da sede da OI cabe aos próprios membros, podendo ser escolhido a 
instalação em um território não membro, após a escolha é celebrado o acordo-sede. 
 Se um Estado não cumprir o previsto na OI, é permitido a aplicação de sanções, 
que podem ir de uma notificação, suspensão ou até a expulsão, em último caso. 
 São formadas exclusivamente por Estados ou outras OI. 
DICA 64 
ESTADO 
Os Estados são os sujeitos que dão origem às OIs. 
 Para o reconhecimento de um Estado como sujeito do direito internacional, são 
necessários três elementos: 
 População (elemento humano); 
 Território (elemento físico); e 
 Governo (elemento político). 
Tome nota! 
 Do ponto de vista do direito internacional, a população inclui somente os indivíduos 
ligados pelo vínculo da nacionalidade e não pela presença física no território. 
 O território, estabelecerá os limites do exercício da jurisdição geral e exclusiva, 
a jurisdição não é absoluta, existe a possibilidade de um Estado exercer jurisdição em 
outro, é o caso das embaixadas e consulados. 
 Em relação ao governo, temos a igualdade soberana, todos os Estados possuem o 
mesmo atributo soberano, não existindo uma autoridade central. 
DICA 65 
NACIONALIDADE 
É o vínculo político-jurídico entre o Estado e o indivíduo. 
O Estado prestará proteção para todos os seus nacionais residentes no exterior, pois 
o indivíduo está submetido às regras de seu Estado nacional. 
Existem dois tipos de nacionalidade: 
 Primária/originária: decorre do nascimento, pelo critério territorial (jus solis), 
sanguíneo (jus sanguinis) ou ambos. Recebe o status de NATO, possui efeito ex tunc – 
retroage ao nascimento. 
 São brasileiros natos (art.12, I da CF): os nascidos no território brasileiro, ainda 
que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; os nascidos 
 
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 39 
no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a 
serviço da República Federativa do Brasil e os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou 
de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou 
venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois 
de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira. 
 Pais brasileiros = nato ou naturalizado. 
 Secundária/derivada/originária: estabelecida voluntariamente após o nascimento. 
Possuem o status de naturalizado, possui efeito ex nunc. 
Tome nota! 
 A naturalização possui previsão na Constituição Federal, na Lei 13445/2017 e no 
regulamento 9.199/2017. Existem quatro tipos de naturalização: a ordinária, 
extraordinária, a especial e a provisória (as duas primeiras são mais cobradas). 
 A naturalização ordinária está prevista no art. 12, II, alínea a, da CF: adquiram a 
nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas 
residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Para os não originários de países 
de língua portuguesa, os critérios estão previstos no art.65 da Lei 13445/2017. 
 A naturalização extraordinária está prevista no art. 12, II, alínea b, da CF: os 
estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há 
mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a 
nacionalidade brasileira. 
 Situação especial dos portugueses, previsão no art. 12, II, § 1º CF, cabível apenas 
para os portugueses com residência permanente no Brasil, existe um Tratado de 
Amizade, cooperação e consulta garantindo a reciprocidade e são atribuídos

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