A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
112 pág.
Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

Pré-visualização | Página 1 de 17

1 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA 
CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS 
DEPARTAMENTO DE SOLOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FUNDAMENTOS DA CIÊNCIA DO SOLO 
AULAS PRÁTICAS 
 
 
Prof. Douglas Rodrigo Kaiser 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Março de 2010 
2 
 
 
PRÁTICA 1 – APRESENTAÇÃO E VISITA AO MUSEU DE SOLOS DO RS 
 
Objetivos 
Expor ao aluno o seu objeto de estudo nesta disciplina, o solo, contextualizando a 
ciência do solo e sua importância ambiental e para a produção agrícola. 
 
Conteúdos trabalhados 
 
- Visita ao Museu de Solos do Rio Grande do Sul. 
- O que é solo, como é formado, sua importância agrícola e ambiental ; 
- Fatores e processos de formação dos solos; 
- Funções ambientais dos solos; 
- Os solos e a produção agropecuária e florestal; 
- Importância do manejo dos solos em uma propriedade rural; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
PRÁTICA 2 – ROCHAS E MINERAIS 
 
Objetivos 
Identificar e caracterizar os principais tipos de rochas e seus constituintes minerais, que 
ocorrem no Rio Grande do Sul. 
 
Mineral 
Mineral: é um sólido homogêneo, de ocorrência natural, geralmente inorgânico, 
com composição química definida e uma estrutura cristalina (arranjo ordenado de 
cátions e ânions). Ex.: Hematita (α-Fe203), Calcita (CaCO3), Diamante (C). 
Rochas 
Rocha: é um agregado natural, coerente, multigranular de uma ou mais espécies 
minerais. Podendo conter ainda, matéria orgânica e matéria vítrea. A agregação dos 
minerais na formação das rochas não se dá ao acaso, mas obedecem as leis físicas, 
químicas ou físico-químicas definidas. Ex.: Granito (constituído de quartzo, feldspatos 
e micas), Calcário (constituído de calcita e dolomita), Arenito (constituído de quartzo). 
As rochas são o material de origem dos solos, sendo um dos principais fatores de 
formação ligados a grande variabilidade e diversidade de solos que ocorrem na 
superfície terrestre. 
O critério usado para a divisão geral das rochas é a origem destas ou seu modo 
de formação. A formação das rochas se dá por resfriamento do magma, formando as 
rochas ígneas ou magmáticas; consolidação de depósitos sedimentares, originando as 
rochas sedimentares; e metamorfismo, formando as rochas metamórficas. 
1- Rochas ígneas ou magmáticas: As rochas ígneas ou magmáticas são 
formadas a partir do resfriamento e solidificação de um magma. O magma é um 
material em estado de fusão que se encontra em diferentes profundidades na crosta e 
manto terrestre. 
 
Principais propriedades macroscópicas: 
a) Modo de jazimento: Referem-se às posições (locais) onde as rochas ígneas 
se consolidam na litosfera. 
manuc
Realce
manuc
Realce
manuc
Realce
manuc
Realce
4 
 
Rochas ígneas extrusivas ou vulcânicas: são rochas formadas pelo resfriamento 
do magma em superfície, caracterizando os derrames de lavas. Apresentam em geral 
textura afanítica, estruturas vítrea, maciça e vesicular. O magma resfria rapidamente 
quando atinge a superfície, não havendo tempo para o crescimento dos cristais. 
Rochas Intrusivas: são rochas originadas de magmas que resfriam e solidificam 
em diferentes profundidades no interior da crosta terrestre. 
 
b) Granulação ou textura: É a avaliação do tamanho dos minerais constituintes 
de uma rocha. Para efeito prático e de acordo com o tamanho dos constituintes, as 
rochas são denominadas: 
Afaníticas: rochas de granulação muito fina onde os constituintes minerais são 
dificilmente identificados e/ou distinguidos entre si a olho nu. Em geral 
apresentam cristais menores que 0,5 mm (Figura 1 a). 
Faneríticas : rochas cujos minerais constituintes são identificados e distinguidos 
a olho nu. Em geral apresentam cristais maiores que 0,5mm (Figura 1 b). 
 
 
 
a) 
 
 
b) 
Figura 1- Textura das rochas ígneas: a) afanítica e b) fanerítica. 
c) Coloração: As rochas ígneas podem apresentar minerais claros (félsicos) e/ou 
escuros (máficos) em quantidades variáveis. A avaliação da quantidade de minerais 
claros e escuros dará a classificação da rocha quanto ao Índice de Coloração: 
Rochas Leucocratas: rochas onde predominam minerais claros, tais como: 
quartzo, feldspatos, muscovita. A tonalidade da rocha é clara, mesmo que seus 
minerais configurem à rocha textura afanítica (Figura 2a). 
Rochas Melanocratas: rochas onde predominam minerais escuros, tais como: 
piroxênios, biotita, anfibólios. A tonalidade da rocha é escura. (Figura 2b). 
manuc
Realce
manuc
Realce
manuc
Realce
objetos de mineraçao
Possui um resfriamento lento
manuc
Realce
5 
 
Rochas Mesocratas: rochas onde os minerais claros e escuros aparecem em 
proporções similares (Figura 2c). 
 
 
 
 
 
a) b) c) 
Figura 2 – Classificação das rochas pela coloração: a) leucocrata, b) melanocratas e c) 
mesocratas. 
 
d) Composição mineralógica: Para identificar os minerais nas rochas separar-se 
os claros (félsicos) dos escuros (máficos) : 
Minerais Félsicos: os minerais félsicos mais comuns presentes nas rochas 
ígneas são o quartzo e os feldspato. 
 Feldspato ortoclásio (KAlSi3O8): coloração rosada 
Feldspato Plagioclásio (CaAl2Si2O8 ou NaAlSi3O8): coloração branca, 
cinza ou esverdeada. 
Quartzo: brilho vítreo; cor incolor a fumê. 
Minerais Máficos: os mais comuns presentes nas rochas ígneas são biotita, 
piroxênios e anfibólios. Apresentam coloração escura. 
e) Teor de sílica (SiO2) ou acidez: quanto ao teor de sílica as rochas podem ser 
classificadas em: 
Ácidas: são rochas que apresentam teor de SiO2 maior que 65% do 
volume total de sua composição química. Macroscopicamente são rochas com 
conteúdo de quartzo de médio a alto (maior que 10%), sendo facilmente 
identificada devida sua abundância (Figura 3a). 
Básicas: são rochas onde o teor de SiO2 é menor que 52% do volume 
total de sua composição química. Macroscopicamente são rochas sem quartzo 
(Figura 3b). 
Intermediárias: são rochas onde o teor de SiO2 está entre 65 e 52% do 
volume total de sua composição química. Macroscopicamente são rochas com 
6 
 
pouco quartzo. O quartzo é identificado com alguma dificuldade devido ocorrer 
em quantidades inferiores a 5% (Figura 3c). 
 
a) b) c) 
Figura 3 – Classificação das rochas quanto ao teor de sílica ou acidez : a) ácida 
(granito), b) básica (basalto) e c) intermediária (sienito). 
 
f) Estrutura: É o arranjo ou a distribuição que os minerais apresentam em uma 
rocha. A estrutura depende também do tamanho dos cristais (granulação ou textura). 
Quanto a sua estrutura, as rochas ígneas podem ser classificadas em: 
 Vítrea: a rocha apresenta superfície completamente lisa, geralmente de 
coloração homogênea e sem vestígios de material cristalizado. As superfícies de quebra 
da rocha são irregulares e com bordas cortantes. 
 
Maciça: quando os minerais são muito pequenos, não sendo possível identificá-
los a olho nu. A rocha apresenta seus constituintes muito coerentes, sem interstícios. 
 
Granular: a estrutura granular pode ser fina ou fanerítica. Fina: rocha 
constituída por minerais de tamanhos reduzidos, dificilmente distinguíveis, exceto pela 
sensação de aspereza ao tato. Em geral são rochas de coloração escura. Fanerítica: rocha 
constituída por minerais bem evidentes, sem desenvolvimento preferencial e 
aproximadamente do mesmo tamanho. 
 
7 
 
 
 Afanítica Fanerítica 
 
 Porfirítica: caracterizada pela presença de cristais bem desenvolvidos que se 
destacam da matriz da rocha pelo tamanho e pela cor. A matriz pode ser caracterizada 
por uma massa vítrea ou granular fina. 
 
Pegmatítica: caracterizada pela presença de grandes cristais com dimensões de 
1, 2, 5 cm ou mais, sem desenvolvimento preferencial. Os minerais nas rochas com essa 
estrutura são facilmente identificados. 
 
Vesicular: quando a rocha apresenta um grande número de pequenas cavidades 
(vacúolos ou vesículas)

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.