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Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

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Hz. B 
B Hz. B incipiente 
j tiomorfismo H, A, B, C Material sulfídrico 
k* acumulação de CaCO3 A, B, C - 
m 
extremamente cimentado em 
+90% 
B, C duripan 
n saturação com Na
+
 trocável > 15% H, A, B, C caráter sódico 
p revolvido pela aração agrícola H, A uso antrópico 
r rocha branda ou saprolito C 
contato lítico 
fragmentário 
t acumulação de argila iluvial B Hz. B textural 
u 
modificações ou acumulações 
antropogênicas 
H, A - 
v características vérticas B, C Hz. vértico 
w intemperismo intenso B Hz. B latossólico 
x cimentação aparente, reversível B, C, E Fragipã 
 
A transição entre horizontes é descrita quanto ao grau (nitidez) e à topografia 
(forma) com que os horizontes se diferenciam no perfil. 
 
Transição entre horizontes - Grau ou nitidez (extraído de Santos et al., 2005) 
 
Grau ou nitidez 
 
Faixa de separação (cm) 
Abrupta < 2,5 
Clara 2,5 a 7,5 
Gradual 7,5 a 12,5 
Difusa >12,5 
 
Descrição da forma de transição entre horizontes (extraído de Santos et al., 2005) 
Forma ou Características 
20 
 
topografia 
Plana Paralela a superfície, pouco ou nenhuma irregularidade. 
Ondulada 
Sinuosa, com desníveis em relação a um plano horizontal mais 
largos que profundos. 
Irregular 
Irregular, com desníveis em relação ao plano horizontal mais 
profundos que largos. 
Descontínua 
Descontínua, em que partes de um horizonte estão parcial ou 
completamente desconectadas de outras do mesmo horizonte. 
 
4-Estrutura: Os tipos de estrutura normalmente encontrados no solo são 
classificados de acordo com a forma e ao tamanho das unidades estruturais como mostra 
a tabela a seguir. 
Forma 
Tipos (forma e arranjamento dos agregados) 
Laminar 
Prismática: é um tipo que 
predomina a linha vertical 
Blocos: com 3 dimensões da mesma ordem de 
magnitude, distribuídas em torno de um ponto. 
Prismática Colunar 
Blocos 
angulares 
Blocos 
subangulares 
Forma e aspecto 
arredondado 
granular grumosa 
Muito pequena < 1 mm < 10mm < 10mm < 5 mm < 5 mm < 1 mm < 1 mm 
Pequena 1 a 2 mm 10 a 20 mm 10 a 20 mm 5 a 10 mm 5 a 10 mm 1 a 2 mm 1 a 2 mm 
Média 2 a 5 mm 20 a 50 mm 20 a 50 mm 10 a 20 
mm 
10 a 20 mm 2 a 5 mm 2 a 5 mm 
Grande 5 a 10 mm 50 a 100 mm 50 a 100 mm 20 a 50 
mm 
20 a 50 mm 5 a 10 mm - 
Muito grande > 10 mm > 100 mm > 100 mm > 50 mm > 50 mm > 10 mm - 
 
Outra característica avaliada é o grau de desenvolvimento da estrutura: 
 
Fraca: unidades estruturais pouco freqüentes em relação ao solo solto. 
Moderada: unidades estruturais bem definidas e pouco material solto. 
Forte: unidades estruturais são separadas com facilidade e quase não se observa 
material solto. 
 
 
21 
 
Tipos de estruturas 
 
 
5- Cerosidade 
 É o aspecto brilhante e ceroso resultante de filmes de argila que recobrem a 
superfície das unidades estruturais. 
Quanto ao grau de desenvolvimento: pode ser fraca, moderada e forte de 
acordo com maior ou menor nitidez e contraste mais ou menos evidente com as partes 
sem cerosidade. 
Quanto à quantidade: pouco, comum e abundante, em função do revestimento 
da superfície dos agregados. 
 Além da cerosidade, deve-se descrever: 
Superfícies foscas ou “coatings”: superfícies ou revestimentos muito tênues e 
pouco nítidos, que não podem ser caracterizados como cerosidade. Estes revestimentos 
são constituídos por filmes de matéria orgânica e manganês (pretos ou quase pretos). 
Superfícies de fricção ou “slickensides”: superfícies alisadas e lustrosas, 
apresentando estriamento causado pela movimentação e atrito da massa de solo. 
22 
 
Ocorrem devido aos movimentos de expansão e contração da massa de solo resultante 
do umedecimento e secagem do solo. 
Superfícies de compressão ou “pressure surface”: superfícies alisadas sem 
estriamento causadas por compressão na massa de solo em decorrência da expansão do 
material. Podem apresentar brilho quando úmidas ou molhadas. 
 
6- Nódulos e concreções 
 A descrição deve incluir informações sobre quantidade, tamanho, dureza, cor e 
natureza dos nódulos e concreções. 
Quantidade: Muito pouco: < 5% do volume; 
Pouco: 5 a 10%; 
Freqüente: 15 a 40%; 
Muito freqüentes: 40 a 80%; 
Dominante: > 80% do volume. 
Tamanho: Pequeno: > 1 cm de diâmetro (maior dimensão), 
Grande: < 1 cm de diâmetro (maior dimensão). 
O tamanho médio pode ser indicado entre parênteses – isso é desejável se 
os nódulos são excepcionalmente pequenos (< 0,5 cm) ou grandes (> 2 
cm). 
Dureza: Macio: pode ser quebrado entre o polegar e o indicador; 
Duro: não pode ser quebrado entre os dedos. 
Forma: esférica, irregular e angular. 
Cor: utilizar termos simples: preto, branco, vermelho, etc. 
Natureza: a presumível natureza do material do qual o nódulo ou concreção é 
principalmente formado deve ser dada, por exemplo,― concreções ferruginosas‖ 
23 
 
(compostos de ferro predominante): ferro-magnesianas, gibbsita; carbonato de cálcio, 
etc. 
7- Presença de raízes 
 Pretendendo se distinguir as quantidades relativas de raízes nos diferentes 
horizontes, anota-se a quantidade de raízes (muitas; comuns; poucas; e raras), o 
diâmetro de raízes (muito finas < 1mm; finas = 1 a 2mm; médias = 2 a 5mm; grossas = 
5 a 10mm; e muito grossas > 10mm), e o tipo de raízes, como fasciculada ou pivotante. 
 
8- Descrição geral (caracterização ambiental) 
 É a caracterização de aspectos referentes ao ambiente onde o perfil de solo se 
encontra, os quais são anotados na seguinte seqüência: 
Perfil: especificar o número ou outra identificação de campo; 
Data: anotar dia, mês e ano; 
Classificação: efetuada segundo o SiBCS (Embrapa, 2006) após análise dos dados 
coletados; 
Localização: endereço do perfil, informar estrada, município e coordenadas 
geográficas; 
Situação e declive: informar a declividade e cobertura vegetal sobre o perfil; 
Altitude: determinada em relação ao nível do mar; 
Litologia: discriminação das rochas que constituem o substrato no local do perfil de 
solo; 
Formação geológica: especificação da unidade litogenética a que se referem as rochas 
do substrato; 
Período: identificação do período geológico referente à litologia; 
Material originário: natureza do material primitivo do qual o solo se formou; 
Pedregosidade: refere-se à proporção relativa de calhaus e matacões sobre a superfície 
e, ou, na massa do solo; 
Rochosidade: refere-se à proporção relativa de exposição de rochas do embasamento, 
na superfície do terreno; 
Relevo local: refere-se à declividade do local onde se encontra o perfil de solo; 
Relevo regional: diz respeito ao tipo de relevo predominante na região do perfil em 
questão; 
Erosão: refere-se ao grau de remoção das partes superficiais e subsuperficiais do solo; 
Drenagem: diz respeito à drenagem interna do perfil, expressa pela coloração dos 
horizontes; 
24 
 
Vegetação primária: refere-se à vegetação primária ou original do local do perfil; 
Uso atual: refere-se ao uso atual do solo no local do perfil e nas suas imediações; 
Clima: tipo de clima conforme a classificação de Köppen; 
Descrito e coletado por: Nome dos indivíduos que efetuaram a descrição e coleta. 
25 
 
CAMPUS DA UFSM – LOCALIZAÇÃO DOS PERFIS DAS AULAS PRÁTICAS 
CCR 
PERFIL 1 
PERFIL 2 
Biblioteca 
Galpão do Depto. 
de solos 
26 
 
PRÁTICA 4 – MORFOLOGIA DO SOLO 
Objetivos: 
Continuar o estudo da morfologia do solo, fornecendo subsídios para que os 
alunos aprendam a conhecer e interpretar as características morfológicas (cor, textura, 
estrutura e consistência) de diferentes solos. 
 
Conteúdos trabalhados: 
a) Cor do solo e sua importância agrícola e ambiental; 
b) Determinação da cor do solo coma caderneta de Munsell; 
c) Textura do solo e sua importância agrícola e ambiental; 
d) Determinação da textura do solo através do tato; 
e) Consistência do solo e sua determinação pelo tato; 
f) Estrutura do solo: formação e caracterização. 
 
Elementos de trabalho prático: