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Praticas_ 2011_fundamentos ciencia solo

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Cor do solo: para a caracterização da cor do solo a campo é conveniente quebrar 
os agregados ou torrões para determinar se a cor é a mesma por fora e por dentro dos 
elementos da estrutura. Depois a caracterização é feita (pela comparação com os 
padrões de cores constantes na caderneta de Munsell) em amostras secas, seca triturada, 
úmida, e úmida amassada. Nessa aula os alunos irão determinar a cor (Matiz, valor e 
croma) de diferentes amostras de solos com a caderneta e Munsell. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Matiz: cor do espectro da luz. Está 
relacionado com o comprimento de onda 
de luz. 
Valor: refere-se à luminosidade relativa 
da cor. 
Croma: é a pureza da cor em relação ao 
cinza. 
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Textura do solo: A textura do solo refere-se ao conteúdo percentual das frações 
areia (partículas com tamanho entre 2 e 0,05 mm), silte (entre 0,05 e 0,002 mm) e argila 
(menor que 0,002 mm) presentes no solo. A textura do solo nos informa sobre facilidade 
de mecanização do solo, suscetibilidade à erosão, porosidade, armazenamento de água, 
entre outros. Sua determinação no campo se baseia na sensibilidade ao tato: 
Areia: sensação aspereza, não plástico, não pegajoso. 
Silte: sensação sedosidade, plástico, não pegajoso. 
Argila: Sensação sedosidade, plástica, pegajosa. 
Este procedimento requer habilidade e prática. Sempre que possível, pegue um 
punhado de solo e umedeça-o; após, esfregue uma porção do solo umedecido para 
perceber as distintas sensações que as partículas nos dão. Como o solo é normalmente 
composto pelas três frações granulométricas (areia, silte e argila) e raramente por 
apenas uma dela, teremos uma ou duas sensações predominantes. 
Para classificar o solo em uma classe textural, utiliza-se o triângulo textural, 
entrando com os percentuais de areia, silte e argila e assim achando o nome da classe do 
solo. 
 
Triângulo textural: com as 13 classes texturais consideradas pelo Sistema Brasileiro 
de classificação de solos. 
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Consistência do solo: refere-se à característica de resistência e moldabilidade 
que o solo oferece quando esta seco, úmido e molhado. A consistência do solo nos 
informa sobre as condições e a facilidade de mecanização do solo. Sua determinação no 
campo se baseia na sensibilidade ao tato: 
 
a) Solo seco: caracterizada pela dureza ou tenacidade. Para avaliá-la, deve-se selecionar 
um torrão seco e comprimi-lo entre o polegar e o indicador. 
Solta: não coerente entre o polegar e o indicador. 
Macia: massa do solo fracamente coerente e frágil quebra-se em material 
pulverizado ou grãos sob pressão muito leve. 
Ligeiramente dura: fracamente resistente à pressão, facilmente quebrável entre 
o polegar e o indicador. 
Dura: moderadamente resistente à pressão, pode ser quebrado nas mãos sem 
dificuldade, mas é dificilmente quebrável entre o polegar e o indicador. 
Muito Dura: muito resistente à pressão. Somente com dificuldade pode ser 
quebrado nas mãos. Não é quebrável entre o polegar e o indicador. 
Extremamente Dura: extremamente resistente à pressão. Não pode ser 
quebrado com as mãos. 
b) Solo úmido: caracterizada pela friabilidade e determinada num estado de umidade 
intermediário entre o seco e a capacidade de campo. Deve-se umedecer o torrão de solo 
ligeiramente e deixar que o excesso de água seja removido da amostra antes de testar a 
consistência. Depois tentar esboroar na mão uma amostra ligeiramente úmida. 
Solta: não coerente. 
Muito friável: o torrão esboroa-se com pressão muito leve, mas agrega-se por 
compressão posterior. 
Friável: o torrão esboroa-se facilmente sob pressão fraca e moderada entre o 
polegar e o indicador e agrega-se por compressão posterior. 
Firme: o material de solo esboroa-se sob pressão moderada entre o polegar e o 
indicador, mas apresenta resistência distintamente perceptível. 
Muito firme: o material de solo esboroa-se sob forte pressão; dificilmente 
esmagável entre o polegar e o indicador. 
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Extremamente firme: o material do solo somente se esboroa sob pressão muito 
forte, não pode ser esmagado entre o polegar e o indicador e deve ser 
fragmentado pedaço por pedaço. 
c) Solo quando molhado: caracterizada pela plasticidade e pela pegajosidade e 
determinada em amostras pulverizadas e homogeneidade, com conteúdo de água 
ligeiramente acima ou na capacidade de campo. A quantidade de água é ajustada 
adicionando solo ou água à medida que se manipula a amostra. 
Plasticidade: para determinação a campo, rola-se, depois de amassado, o 
material de solo entre o polegar e o indicador e observa-se se pode ser feito ou 
modelado um fio ou cilindro fino. 
 Não plástica: quando muito, forma um fio, que é facilmente deformado; 
Ligeiramente plástica: forma-se um fio, que é facilmente deformado; 
Plástica: forma-se um fio, sendo necessária pressão moderada para sua 
deformação; 
Muito plástica: forma-se um fio, sendo necessária muita pressão para 
deformá-lo. 
Pegajosidade: para avaliação a campo a massa de solo, pulverizada e 
homogeneizada, é molhada e então comprimida entre o indicador"e o polegar. 
Não pegajosa: após cessar a pressão, não se verifica, praticamente, 
nenhuma aderência da massa ao polegar e indicador. 
Ligeiramente pegajosa: após cessar a pressão, o material adere a ambos 
os dedos, mas desprende-se de um deles perfeitamente. Não há 
apreciável esticamento ou alongamento quando os dedos estão afastados. 
Pegajosa: após cessar a compressão, o material adere a ambos os dedos 
e, quando estes estão afastados, tende a alongar-se um pouco e romper-
se, em vez de desprender-se de qualquer um dos dedos. 
Muito pegajosa: após a compressão, o material adere fortemente a 
ambos os dedos e alonga-se perceptivelmente quando eles estão 
afastados. 
 
Estrutura do solo: refere-se ao arranjamento das frações minerais e orgânicas 
do solo em agregados. O formato, o tamanho e a resistência dos agregados variam em 
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função do tipo de solo. As praticas de manejo também podem alterar essas 
características da estrutura do solo, principalmente na camada superficial. 
Os tipos de estrutura normalmente encontrados no solo são classificados de 
acordo com a forma e ao tamanho das unidades estruturais como mostra a tabela a 
seguir: 
Tamanho 
Tipos: forma e arranjamento dos agregados 
Laminar Prismática Colunar 
Blocos 
angulares 
Blocos 
subangulares 
Granular 
 
 
 
 
 
Tamanho (mm) 
Muito pequena < 1 < 10 < 10 < 5 < 5 < 1 
Pequena 1 a 2 10 a 20 10 a 20 5 a 10 5 a 10 1 a 2 
Média 2 a 5 20 a 50 20 a 50 10 a 20 10 a 20 2 a 5 
Grande 5 a 10 50 a 100 50 a 100 20 a 50 20 a 50 5 a 10 
Muito grande > 10 > 100 > 100 > 50 > 50 > 10 
 
Quanto ao grau de desenvolvimento a estrutura pode ser classificada como: 
 
Fraca: unidades estruturais pouco freqüentes em relação ao solo solto. 
Moderada: unidades estruturais bem definidas e pouco material solto. 
Forte: unidades estruturais são separadas com facilidade e quase não se observa 
material solto. 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
d) Atividade prática: 
 
a) Identificar a cor (matiz, valor e croma) das amostras de solo com auxílio da caderneta 
de Munsell. 
Solo Matiz Valor Croma Cor 
Seco Úmido Seco Úmido Seco Úmido Seco Úmido 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b)Verificar a sensação que as frações areia, silte e argila de forma isolada proporcionam 
ao tato. 
 
c) Estimar pela sensação ao tato as frações areia, silte e argila das amostras de solo e 
definir uma classe textural para cada amostra, com auxílio do triângulo textural. 
Solo 
Areia 
(%) 
Silte 
(%) 
Argila 
(%) 
Classe 
textural 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
d) Definir a consistência do solo molhado para as amostras de solo. 
 
Solo Plasticidade Pegajosidade