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PROJETOS DE INTERIORES -PROJETOS DE INTERIORES - COMERCIALCOMERCIAL ESTUDO E EXECUÇÃOESTUDO E EXECUÇÃO DAS ETAPAS DEDAS ETAPAS DE PROJETO (ESTUDOPROJETO (ESTUDO PRELIMINAR EPRELIMINAR E ANTEPROJETO) MAISANTEPROJETO) MAIS NOÇÕES BÁSICAS DENOÇÕES BÁSICAS DE INFRAESTRUTURAINFRAESTRUTURA Autor: Me. Cidomar Biancardi Fi lho Reviso r : Da n yeverso n P h e l ipe Ro dr igu es de O l ive ira INICIAR introdução Introdução Nesta unidade, começaremos a nos aprofundar mais em um projeto de interiores comercial. Teremos a oportunidade de efetivamente entender mais e melhor as etapas de Estudo Preliminar e Anteprojeto referentes a um projeto de design de interiores comercial. Além disso, veremos melhor as de�nições de layout, cortes e elevações, que são basicamente os três primeiros elementos de composição de um projeto executivo. Passaremos também para um panorama sobre infraestrutura complementar em projetos, abrangendo luminotécnica, hidráulica, pontos de eletricidade, acendimento de circuitos, locação de peças sanitárias como lavatórios, vasos sanitários e ralos. Bons estudos! O Estudo Preliminar de um projeto de interiores comerciais é, basicamente, o primeiro entendimento do designer de interiores em relação à problemática do projeto em questão, apresentado em um layout. Vamos entender como se chega no layout preliminar e como apresentá-lo para o cliente. Já de posse do brie�ng, cujo desenvolvimento e elaboração vimos anteriormente, você, designer, vai precisar agora da planta do espaço no qual seu projeto será desenvolvido. Essa planta, com TODAS as medidas em escala, pode chegar até você de diversas maneiras: Estudo PreliminarEstudo Preliminar em Design deem Design de InterioresInteriores Comerciais:Comerciais: LAYOUTLAYOUT 1. o cliente possui os documentos construtivos e projetos do espaço disponibilizado por ele e os compartilha, impressos, com você. Você deverá transformá-los em base digital para a elaboração dos projetos em softwares de desenho; 2. o cliente possui os documentos construtivos e projetos do espaço disponibilizado por ele e compartilha com você, já em base digital. Certi�que que as medidas do arquivo digital são as mesmas do espaço físico e comece a trabalhar imediatamente; 3. o cliente não possui nenhum arquivo ou documento do projeto, e junto com você, contrata um pro�ssional ou empresa especializada somente em fazer levantamento físico. Esse custo, quando acordado antes, é do cliente. Exija do pro�ssional que vai realizar o levantamento do local, a entrega dos arquivos em base digital, de acordo com o software que você vai utilizar para desenvolver o projeto; 4. o cliente não possui nenhum arquivo ou documento do projeto, e pede a você, designer, que inclua nos seus honorários de projeto o tempo dedicado ao levantamento do espaço em questão. Você poderá subcontratar esse serviço, ou fazer por você mesmo. O importante é que o levantamento seja efetivamente a cópia �el, em base digital, do espaço que será usado para projetar. saibamais Saiba mais Existem empresas especializadas apenas em fazer levantamento físico de espaços destinados a projetos. Como a demanda por espaços antigos é crescente nas grandes cidades, boa parte desses espaços não tem nenhum projeto arquivado ou se perderam no tempo. É extremamente importante providenciar MUITAS fotos do local, de todos os detalhes e visadas do projeto. Elas serão de grande utilidade durante o desenvolvimento do Estudo Preliminar, pois certamente você e sua equipe não conseguem se lembrar de cada pedacinho do espaço, de cada detalhe e particularidade. Fotos também ajudam a elucidar dúvidas em levantamentos feitos em locais muito distantes do seu escritório. Imagine uma loja sendo desenvolvida em Manaus, e o seu escritório �ca em Curitiba. O custo e o tempo de deslocamento devem ser levados em consideração, e errar na tomada das medidas de levantamento é começar um projeto errado. Quando for contratar um levantamento físico, não esqueça de fazer todas essas exigências, importantes para a qualidade do Agora, de posse do levantamento, você deverá elencar todos os poréns levantados em brie�ng para apresentar a seu cliente uma proposta de Estudo Preliminar que contemple todas as soluções levantadas dentro do espaço físico disponível, visando a exequibilidade físico/�nanceira do projeto. O nome da fase já ajuda a nos dizer qual deverá ser o enfoque dela: o Estudo Preliminar é o momento inicial de você apresentar ao cliente seu entendimento do espaço e das possibilidades que dele poderão sair. Vamos tomar como exemplo uma loja de sobremesas tipo "frozen iogurte" localizada em uma central de conveniências de um posto de combustível. Seu cliente pede que você apresente um Estudo Preliminar que contemple: A. cozinha com balcão, pia e geladeira; B. balcão de atendimento com área para coberturas secas e refrigeradas; C. dois caixas; D. tanque para lavagem de baldes e material de limpeza e possibilidade de vestiário; E. área de mesas e degustação; F. área destinada para entretenimento de crianças; G. vitrine (lembre que você está em um posto de combustível, ao lado de outras lojas de conveniência, e deve chamar atenção sem ser invasivo). projeto que você está começando a desenvolver. Há uma série de blogs e fóruns sobre o assunto. Acesso em: 25 jan. 2020. ACESSAR https://engenharia360.com/bde-explica-levantamento-arquitetonico/ Agora que você, designer, está de posse do espaço disponível da loja, percebe que há duas boas possibilidades de ocupação do espaço, e entende que a melhor sugestão seja apresentar as duas soluções para o cliente, de modo a discutir o melhor de cada uma delas e apresentar uma equação balanceada em relação ao número de pessoas sentadas, a melhor disposição do balcão e dos caixas, a melhor solução de cozinha e os �uxos gerados dentro dela, o �uxo de entrada e a permanência de clientes etc., informações todas obtidas no brie�ng. Está aí o Estudo Preliminar, que deve ser apresentado de forma didática, de maneira tal que o cliente possa entender todas as suas propostas de espaço mesmo sem a sua presença física para apresentação. O Estudo Preliminar é apresentado em forma de layout, ou seja: uma planta com a disposição, EM ESCALA, de todos os mobiliários, equipamentos e outros elementos que farão o cliente entender sua proposta de ocupação do espaço. Veja as duas situações possíveis, como na Figura 3.1. Figura 3.1 - Opção de layout 1 - entrega de tipo de ESTUDO PRELIMINAR Fonte: Elaborada pelo autor. Como você pode perceber, as informações que deverão constar no Estudo Preliminar são aquelas su�cientes para que o cliente entenda a sua proposta de ocupação do espaço e, juntos, ponderem sobre o que fazer dali em diante: o que está bom, o que não está, o que retirar, acrescentar, e assim por diante. É o momento de colocar à mesa se o que foi apresentado atende às expectativas e necessidades do cliente. Figura 3.2 - Opção de layout 2 - entrega de tipo de ESTUDO PRELIMINAR Fonte: Elaborada pelo autor. O próximo passo é ter a aprovação dessa fase pelo cliente, de preferência, por vias escritas (e-mail, atestado de aprovação assinado, etc.), a �m de que se possa caminhar em direção às próximas fases, de posse, evitando retrabalho, perda de tempo e de dinheiro. praticar Vamos Praticar Sabendo que a apresentação de um projeto em Estudo Preliminar deve apenas contemplar informações efetivamente preliminares que deem ao cliente correta noção da sua ideia de espaço, o que deve constar no LAYOUT de Estudo Preliminar? a) Cortes. b) Imagens 3D. c) Disposição de mobiliário e equipamentos. d) Iluminação. e) Elevações. De posse do Estudo Preliminar devidamente aprovado, é chegada a hora de desenvolver e apresentar o ANTEPROJETO. Mais uma vez, a nomenclatura da fase nos diz no que lá deverá constar: é a fase do projeto que antevê o Projeto Final, o Projeto Executivo. É a última fase na qual você, juntocom o cliente e outros interlocutores do projeto - marceneiros, eletricistas, engenheiros, empreiteiros etc. - poderão implantar mudanças mais intensas, evitando dissabores futuros referentes às entregas do projeto executivo. Mudanças ainda poderão acontecer do Anteprojeto em diante, mas evitar retrabalho é fundamental. O Anteprojeto deverá ser, na verdade, apresentado em planta, cortes, vistas e também, se possível, imagens 3D, feitas a partir do seu projeto previamente desenvolvido. Anteprojeto emAnteprojeto em Design deDesign de InterioresInteriores comerciais: LAYOUTcomerciais: LAYOUT Neste módulo, veremos a planta layout e as imagens. Imagine que você, agora, deverá apresentar uma planta layout com maior número de informações, como: - cotas (medidas); - especi�cações de máquinas e equipamentos; - sugestões de materiais e acabamentos. Veja a imagem abaixo, da mesma loja de sobremesas, apresentada em caráter de ANTEPROJETO. Há, agora, uma série de informações a mais. Perceba, através do exemplo das Figuras 3.3, 3.4 e 3.5, a importância do uso de cores para ressaltar um ou outro elemento que precisa de destaque no desenho e também veja que há Figura 3.3 - Planta layout - entrega de tipo de ANTEPROJETO Fonte: Elaborada pelo autor. linhas de chamada (linhas que explicam para o interlocutor o que é cada elemento representado em planta), organizadas e dispostas de maneira a não atrapalhar a visualização do desenho. É necessário haver sempre um equilíbrio entre técnica e apresentação. Houve também algum progresso em relação à fase anterior. Veja na imagem abaixo o "zoom" da área do caixa, por exemplo. Figura 3.4 - Área do caixa no Estudo Preliminar. Veja que há a sugestão de dois caixas, e o balcão de atendimento em forma de L Fonte: Elaborada pelo autor. Na fase de Anteprojeto, é possível apresentar também imagens de realidade virtual, geradas em softwares (SketchUp, Revit, 3d Max, Rhinoceros, etc.) capazes de antever o projeto em questão e apresentar ao cliente uma prévia já com aplicação de materiais, acabamentos e outros elementos, visando a aprovação da próxima etapa. A imagem abaixo (Figura 3.6) foi gerada a partir do Anteprojeto que está sendo apresentado na unidade com a visada a partir de quem entra na loja pela porta principal, já com a aplicação dos acabamentos padrão da franquia. Figura 3.5 - Área do caixa no Anteprojeto. Veja que há mais informações e que a solução amadureceu para apenas um caixa, em detrimento de uma área de atendimento um pouco maior Fonte: Elaborada pelo autor. praticar Vamos Praticar O Anteprojeto é a fase imediatamente posterior ao Estudo Preliminar, e deve apresentar informações vindas dessa fase anterior, mais algumas adições, caminhando em direção às aprovações sucessivas pelas quais um projeto deve passar. Com relação unicamente ao Anteprojeto, o que é correto apresentar? a) Planta layout, cortes e memoriais. b) Imagens 3D, memoriais e tabelas de quantitativos. c) Imagens 3D, planta layout e memoriais. d) Planta layout, cortes e elevações. e) Planta layout, cortes e tabelas de quantitativos. Figura 3.6 - Imagem 3D gerada a partir do Anteprojeto. Sua intenção maior é mostrar ao cliente a loja ou espaço comercial já com a aplicação de materiais e acabamentos, visando a aprovação dessa fase Fonte: Elaborada pelo autor. Ainda sobre ANTEPROJETO, veremos agora os cortes e/ou elevações, que fazem parte integrante desta etapa de projeto. Aqui vamos entender a importância dos cortes e elevações para a entrega em nível de Anteprojeto. Lembre-se de que um corte é um plano secante vertical que atravessa o projeto em sentido longitudinal ou transversal e serve para explicar ao cliente e demais projetistas a presença ou não de elementos como forros, a aplicação de acabamentos e elementos decorativos em paredes etc. Anteprojeto emAnteprojeto em Design deDesign de InterioresInteriores Comerciais:Comerciais: CORTES e/ouCORTES e/ou ELEVAÇÕESELEVAÇÕES reflita Re�ita Em virtude da grande di�culdade de se fazer o levantamento físico de espaços muito grandes ou muito velhos, ou de acesso muito remoto, o homem passou a usar a tecnologia antes apenas disponibilizada pelos militares para o Design de Interiores. A Nuvem de Pontos (do inglês, PointCloud ) é uma tecnologia de escaneamento de um espaço por feixe de raio laser, que produz uma imagem em 3D capaz de proporcionar passeios virtuais e interagir com softwares BIM (do inglês, Building Information Management ) para a geração de modelos 100% �éis à realidade, que poderão ser usados como base projetual. É a tecnologia a serviço do homem também no Design de Interiores. Fonte: Elaborado pelo autor. Todo corte gera uma elevação, ou seja, uma vista da(s) parede(s) imediatamente à frente do sentido do corte. Esse elemento projetual é também muito importante para fazer o projetista e demais interlocutores compreenderem as proporções verticais do projeto, aplicando princípios de ergonomia e antropometria, que podem ser revisados na obra de Julius Panero e Martin Zelnik: dimensionamento humano para espaços interiores. Todo corte deve estar devidamente indicado em planta, como referenciado pela NBR 6492, e como podemos ver nas �guras a seguir. De posse da planta indicativa, você vai apresentar os cortes referentes à etapa Anteprojeto, como nas imagens abaixo. Figura 3.7 - Planta com indicação das linhas de corte (destaque em amarelo) referente à entrega de Anteprojeto Fonte: Elaborada pelo autor. Figura 3.9 - Corte BB. Corte mais simples, mas igualmente importantes para mostrar o elemento arredondado visto do topo com seus respectivos materiais de acabamento e proporções Fonte: Elaborada pelo autor. Figura 3.8 - Corte AA. Veja que podemos entender claramente a presença do forro abaixo da laje, o balcão caixa cortado, o elemento arredondado que cobre a banqueta lateral, suas respectivas alturas e materiais Fonte: Elaborada pelo autor. Figura 3.10 - Corte CC. Neste corte, as informações importantes referem-se aos elementos internos do balcão de atendimento, como as máquinas de gelar o iogurte, os displays de copos e embalagens e a pia de apoio Fonte: Elaborada pelo autor. Os cortes, junto com a planta e as imagens em 3D, completam a entrega do Anteprojeto. Você poderá apresentar tantos cortes e imagens quantos julgar necessário, de maneira que o cliente e demais interlocutores possam entender 100% das suas propostas projetuais. Uma dica importante sobre a apresentação de imagens no projeto é deixar estabelecido, desde a fase contratual, o número de imagens que serão entregues e também o número máximo de revisões que cada uma poderá sofrer. Com isso, o cliente �ca ciente do que está pagando, você, designer, �ca ciente do que precisa entregar contratualmente, e em caso de maiores demandas, novo acordo comercial deverá ser �rmado entre as partes para que ninguém saia lesado. As duas imagens a seguir (Figuras 3.11 e 3.12) foram geradas para a apresentação do Anteprojeto, junto com as plantas e cortes, e prevê a visualização do cliente a partir do fundo da loja, olhando em direção à vitrine. Veja que as duas têm exatamente a mesma visada, porém apresentando disposições diferentes do adesivo que �ca atrás do balcão de atendimento. Com os exemplos de imagens acima, terminamos esta fase de entregáveis. Figura 3.11 - Imagem tomada do fundo da loja no sentido de quem observa a vitrine. Opção de adesivação TIPO 1 Fonte: Elaborada pelo autor. Figura 3.12 - Idem imagem anterior. Opção de adesivação TIPO 2 Fonte: Elaborada pelo autor. praticar Vamos Praticar Entendendo que cortes e respectivas elevações são entregáveis da fase Anteprojeto, e levando em consideração que o Estudo Preliminar já foi anteriormente aprovado, que elementos dos listados abaixo podem fazer parte das informações contidas em um corte? a) Paginação de revestimentos de piso. b) Detalhes de artes e adesivações que serão aplicadasem paredes. c) Indicação de elementos de acabamento. d) Indicação de luminárias. e) Revestimentos de piso. Finalmente, para �nalizarmos este assunto, veremos algumas noções básicas de luminotécnica e instalações também a nível de Anteprojeto. É da atribuição do designer de interiores propor um projeto de luminotécnica, que faz parte integrante do seu pensamento de ambientação de um espaço comercial. Por meio da luz, o designer cria cenas, valoriza ambientes e espaços especiais do projeto, e transmite emoções. Lembre-se que luminotécnica é uma disciplina complexa e rica, e aqui daremos apenas uma sugestão de distribuição em um projeto comercial. Caso você se interesse pelo assunto, poderá fazer uma pós-graduação ou especialização em luminotécnica, cursos que possibilitarão a você, designer, ser um especialista na área. Há também a necessidade de se demonstrar em projeto a distribuição de pontos de tomadas de energia, telefone, cabo, rede etc., bem como pontos Noções Básicas deNoções Básicas de Luminotécnica eLuminotécnica e Pontos dePontos de HidráulicaHidráulica de hidráulica e esgoto. Não é da atribuição do designer de interiores apresentar um projeto executivo de instalações, porém, por meio do seu projeto, os engenheiros eletricistas, engenheiros hidráulicos e demais projetistas poderão desenvolver seus projetos complementares. Veja como é importante que o projeto de interiores esteja absolutamente de acordo com todas as necessidades do cliente, é ele que servirá de base para os demais desenvolvimentos necessários de um projeto completo de interiores. A planta abaixo, ainda da mesma loja de sobremesas, é chamada de planta de LUMINOTÉCNICA e INFRAESTRUTURA, porque apresenta, no mesmo desenho, as duas disciplinas. Separá-las ou não é uma escolha sua e vai depender da quantidade de informações que deverão ser disponibilizadas. Quanto maior a quantidade de elementos de cada disciplina, maior é a necessidade de ter uma planta separada para cada disciplina, visando a leitura fácil e clara de toda a informação que deve ser disponibilizada. Veja que a iluminação é apresentada com os elementos em azul e que a infra é apresentada com os elementos em verde, e TODOS os elementos estão cotados, ou seja: medidas amarradas para possibilitar a execução adequada. Iluminação e infra também precisam, como você pôde ver na planta acima, estar em referência com o layout do projeto, seja ele um espaço comercial ou residencial. A partir do layout, o designer de interiores vai solicitar elementos de iluminação, tomadas, pontos de telefone, internet e outras demandas. Mas como saber o que signi�ca cada elemento desses que contam no desenho acima? Todo projeto de iluminação e infra deve vir sempre acompanhado de sua respectiva legenda - criada pelo designer e baseada na NBR 6492. Figura 3.13 - Planta de iluminação e infra Fonte: Elaborada pelo autor. A legenda vai proporcionar ao projetista complementar e à equipe de execução do projeto fazerem a leitura adequada das necessidades do designer e manterem o projeto como previsto inicialmente. Veja a seguir as legendas de iluminação e infra. Figura 3.14 - Legenda de iluminação: veja que ainda não há maiores informações como a marca dos produtos, o modelo do lustre etc. Isso porque estamos na fase ANTEPROJETO Fonte: Elaborada pelo autor. É também importante apresentar em projeto as medidas referentes aos pontos de consumo de água, que exigirão uma demanda de esgoto, para a execução do projeto complementar de hidráulica. Uma boa fonte de inspiração para projetos de iluminação são alguns livros da Editora Taschen, que tem uma coleção dedicada somente a projetos Figura 3.15 - Legenda de infraestrutura: há informações su�cientes para o desenvolvimento inicial dos projetos complementares e para a perfeita interpretação das necessidades de projeto Fonte: Elaborada pelo autor. Figura 3.16 - Fragmento da planta layout com as cotas dos centros d'água das pias e lavatórios Fonte: Elaborada pelo autor. premiados de lojas no mundo todo. Veja no �nal deste material a referência bibliográ�ca completa, além de bons projetos. praticar Vamos Praticar Sabendo que planta de iluminação e infraestrutura são, na fase de Anteprojeto, indicativos de materiais, acabamentos e servirão de base para projetos complementares, qual a combinação de elementos que deverá constar em um entregável como esse? a) Luminária especi�cada por fabricante e lançamento de tomadas. b) Tipo e modelo de luminária, lançamento de tomadas e pontos de hidráulica. c) Tipo e modelo de luminária, projeto de hidráulica com isométrico da tubulação. d) Lançamento de tomadas e desenho do quadro de disjuntores. e) Lançamento de tomadas e projeto de hidráulica com isométrico da tubulação. indicações Material Complementar F ILME Nome do �lme : Minimalismo: Um Documentário sobre as Coisas Importantes Ano : 2010 - Documentário Comentário : Documentário sobre o modo de viver minimalista e como as pessoas que adotaram esse estilo de vida levam o “menos é mais” como máxima para suas vidas. Aborda não somente a vida das pessoas, mas também suas casas e seu comportamento, o que faz o designer de interiores pensar sobre seu papel em uma sociedade extremamente consumista e voltada aos excessos. Vale assistir e re�etir sobre essa realidade. Acesso em: 25 jan. 2020. TRAILER L IVRO Nome do Livro Nome do livro : Shopping Architecture Now! Editora : Taschen Autor : Felipe Jodidio ISBN : 9783836517386 Comentário : Primeiro livro da coleção dedicada somente às lojas. Publicado pela famosa editora alemã, Taschen, o livro acima é passagem obrigatória para qualquer designer de interiores que queira se dedicar ao projeto de lojas. Traz um apanhado mundial dos melhores projetos, fartamente ilustrado; uma fonte de consulta e inspiração. conclusão Conclusão Neste material, pudemos entender um pouco mais das aplicações práticas de tudo que estudamos até agora. É mais fácil quando enxergamos as aplicações práticas de tudo que vimos em teoria, mas estudar teoria também é necessário. Espero que você esteja, cada vez mais, entendendo a importância das sucessivas fases de projeto e do que cada uma delas é formada, e principalmente, o que devemos compartilhar em cada fase de projeto quanto à relação com o cliente e com os demais projetistas. Bons projetos! referências Referências Bibliográ�cas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492 : representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. JODIDIO, F. Shopping architecture now! Berlin: Taschen, 2010. v. 1. PANERO, J.; ZELNIK, M. Dimensionamento humano para espaços interiores : um livro de consulta e referência para projetos. São Paulo: Gustavo Gili, 2014.