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Apostila de Direito do Trabalho

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do contrato de trabalho houve por bem o Tribunal Superior do Trabalho aprovar a Súmula 440, cujo conteúdo é o seguinte:
Súmula 440 – AUXÍLIO DOENÇA ACIDENTÁRIO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. SUSPENSÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. RECONHECIMENTO DO DIREITO À MANUTENÇÃO DE PLANO DE SAÚDE OU DE ASSISTÊNCIA MÉDICA.
Assegura-se o direito à manutenção de plano de saúde, ou de assistência médica, oferecido pela empresa ao empregado, não obstante suspenso o contrato de trabalho em virtude de auxílio-doença acidentário ou de aposentadoria por invalidez. 
Veja-se também o contido na Súmula 160 do TST:
Súmula 160 – APOSENTADORIA POR INVALIDEZ.
Cancelada a aposentadoria por invalidez, mesmo após cinco anos, o trabalhador terá direito de retornar ao emprego, facultado, porém, ao empregador, indenizá-lo na forma da lei. 
 18.4. Exemplos de interrupção do contrato de trabalho:
a) salário relativo aos primeiros 15 dias de afastamento por auxílio-doença.
b) férias.
c) descanso semanal remunerado.
d) faltas justificadas.
e) aborto não criminoso.
f) salário relativo aos primeiros 15 dias de afastamento por auxílio-acidente.
h) licença paternidade.
Sobre as faltas justificadas vejam-se as Súmulas 15, 155 e 282 do TST:
Súmula 15 – ATESTADO MÉDICO.
A justificação da ausência do empregado motivada por doença, para a percepção do salário-enfermidade e da remuneração do repouso semanal, deve observar a ordem preferencial dos atestados médicos estabelecida em lei. 
Súmula 155 - AUSÊNCIA DO EMPREGADO.
As horas em que o empregado falta ao serviço para comparecimento necessário, como parte, à Justiça do Trabalho não serão descontadas de seus salários. 
Súmula 282 – ABONO DE FALTAS – SERVIÇO MÉDICO DA EMPRESA.
Ao serviço médico da empresa ou ao mantido por esta última mediante convênio compete abonar os primeiros 15 (quinze) dias de ausência ao trabalho. 
 
18.5. Situações Híbridas:
A doutrina não se posiciona de modo uniforme em relação a algumas situações consideradas como híbridas, ou seja, com algumas características de suspensão do contrato de trabalho e com algumas características de interrupção do contrato de trabalho. Exemplos:
a) afastamento por acidente do trabalho a partir do 16º dia – embora não haja pagamento de salários pela empresa, mas sim benefício previdenciário pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, é certo que a empresa está obrigada a depositar o FGTS na conta vinculada do trabalhador inclusive no período de afastamento (artigo 28, inciso III, do decreto nº 99.684/90, que regulamentou a Lei nº 8.036/90), além de contá-lo como tempo de serviço.
b) afastamento para prestação de serviço militar - embora não haja pagamento de salários pela empresa, é certo que a empresa está obrigada a depositar o FGTS na conta vinculada do trabalhador inclusive no período de afastamento (artigo 28, inciso I, do Decreto nº 99.684/90, que regulamentou a Lei nº 8.036/90).
c) afastamento de 120 dias em razão de maternidade - embora não haja pagamento de salários pelo empregador, mas sim benefício previdenciário pelo INSS – Instituto Nacional do Seguro Social, é certo que a empresa está obrigada a depositar o FGTS na conta vinculada da trabalhadora inclusive no período de afastamento (artigo 28, inciso IV, do decreto nº 99.684/90, que regulamentou a Lei nº 8.036/90).
Observação: Como enquadrar o artigo 9º, parágrafo 2º, inciso II, da Lei nº 11.340/2006:
Artigo 9º - A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social, no Sistema Único de Saúde, no Sistema Único de Segurança Pública, entre outras normas e políticas públicas de proteção, e emergencialmente quando for o caso.
...
Parágrafo 2º - O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar sua integridade física e psicológica:
...
Inciso II – manutenção do vínculo trabalhista, quando necessário o afastamento do local de trabalho, por até seis meses.
Em nosso entendimento a hipótese retromencionada é de afastamento com pagamento dos salários. Isto porque não é crível que o legislador tenha tido como meta afastar a mulher do ambiente domiciliar hostil e deixá-la sem salário para que possa sobreviver com dignidade. Assim, a nosso ver é hipótese de interrupção do contrato de trabalho, ou seja, não há trabalho, mas há pagamento de salário. 
18.6. Medida Provisória que alterou o auxílio doença.
Foi editada a Medida Provisória nº 664 no dia 30/12/2014 com o seguinte teor:
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 664, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2014.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
Art. 1º A Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com as seguintes alterações:        (Vigência)
“Art. 25. ........................................................................
.............................................................................................
IV - pensão por morte: vinte e quatro contribuições mensais, salvo nos casos em que o segurado esteja em gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez.
...................................................................................” (NR)
“Art. 26.  ......................................................................
I - salário-família e auxílio-acidente;
II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;
.............................................................................................
VII - pensão por morte nos casos de acidente do trabalho e doença profissional ou do trabalho.” (NR)
“Art. 29.  ........................................................................
.............................................................................................
§ 10.  O auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos doze salários-de-contribuição, inclusive no caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de doze, a média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes.” (NR)
“Art. 43.  ........................................................................
§ 1º  ...............................................................................
a) ao segurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a data de entrada do requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias;
.............................................................................................
§ 2º Durante os primeiros trinta dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.” (NR)
“Art. 60.  O auxílio-doença será devido ao segurado que ficar incapacitado para seu trabalho ou sua atividade habitual, desde que cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei:
I - ao segurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a data de entrada do requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias; e
II - aos demais segurados, a partir do início da incapacidade ou da data de entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem