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aula-02 Direito Civil 2

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PESSOA / sujeitos de direito
Claudia Viana
claudiaviana@claudiaviana.adv.br
Sujeito de Direito
Conceito
“É a pessoa, ou seja, o ente dotado de personalidade.” (Nelson Nery)
“Aptidão reconhecida pela ordem jurídica a alguém, para exercer direitos e contrair obrigações”. (Clóvis Beviláqua)
	“Qualidade jurídica que se revela como condição preliminar de todos os direitos e deveres.” (Carlos Alberto Gonçalves)
“[...] diz respeito ao reconhecimento de um mínimo de garantias e direitos fundamentais, reconhecidos à pessoa para que possa viver dignamente”. (Cristiano Chaves)
Sujeito de Direito
Concepção (continuação)
pessoa e personalidade
Capacidade de titularizar direitos (união entre sujeito e direito)
Qualidade do ser humano (não de coisa ou animal)
A condição do escravo na Roma antiga (res)
Ps. Objeto do direito x Sujeito do direito
Código Civil
“Art. 1º - Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”
Capacidade de direito x capacidade de fato (exercício por si)
Personalidade - Quem pode ser sujeito de direitos?
Pessoas
Definição
- sentido etimológico – do latim persona (máscara - o papel representado- o ator)
- sentido vulgar – o ser humano
- sentido filosófico – o ente dotado de razão, realizando um fim consciente.
- sentido jurídico – o ente físico ou coletivo susceptível de direitos e obrigações. O ser titular das relações jurídicas, a quem se atribuem direitos e obrigações (sujeito de direitos). 
Personalidade - Quem pode ser sujeito de direitos?
Pessoas (continuação)
Espécies de pessoas
Pessoa física ou natural (ser humano)¹
Ente provido de estrutura biopsicológica (corpo, alma e intelecto).
Ser humano na sua dimensão individual e social.
Pessoas jurídicas - Entidades morais ou coletivas (conjunto de pessoas ou patrimônio).² 
“Entidade formada pela soma de esforços de pessoas naturais ou por uma destinação específica de patrimônio, visando a consecução de uma finalidade específica e constituída na forma da lei”. (Cristiano Chaves, in Direito Civil, Teoria Geral, 7ª ed., p. 104).
Tutela jurídica especial
Direitos fundamentais
PESSOA NATURAL 
INTRODUÇÃO
Conceito
PESSOA NATURAL É O ENTE HUMANO. PODE SER CHAMADA TAMBEM DE PESSOA FISICA (DIREITO TRIBUTÁRIO)
TODA PESSOA NATURAL É DOTADA DE PERSONALIDADE, OU SEJA, É APTA A ADQUIRIR DIREITOS E DEVERES.
Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. (CC)
INICIO DA PERSONALIDADE
NASCIMENTO COM VIDA.
MARCO DO NASCIMENTO – CRIANÇA SEPARADA DO VENTRE MATERNO. RESPIRAÇÃO. 
RESPIROU VIVEU. VIVEU ADQUIRIU PERSONALIDADE. NÃO IMPORTA O TEMPO DE DURAÇÃO DA VIDA, NEM A APARÊNCIA DA PESSOA.
EXAME PARA DEFINIR SE VIVEU – DOCIMASIA HIDROSTÁTICA DE GALENO.
NASCITURO
Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
TEORIAS:
NATALISTA;
PERSONALIDADE CONDICIONAL;
CONCEPCIONISTA
CAPACIDADE
CONCEITO – É A MEDIDA DA PERSONALIDADE.
MODALIDADES:
CAPACIDADE DE GOZO OU DE DIREITO – TODA PESSOA NATURAL É DOTADA DESTA CAPACIDADE.
CAPACIDADE DE FATO OU DE EXERCICIO – A PESSOA PODE REALIZAR OS ATOS DA VIDA POR SI SÓ.
CAPACIDADE PLENA – CAPACIDADE DE GOZO + DE DIREITO
INCAPACIDADE ABSOLUTA
A PESSOA SOMENTE PODE REALIZAR OS ATOS DA VIDA MEDIANTE REPRESENTAÇÃO.
HIPOTESES:
Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:
I - os menores de dezesseis anos;
II - os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos;
III - os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
CAPACIDADE RELATIVA
A PESSOA DEPENDE DA ASSISTÊNCIA.
HIPOTESES:
Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira de os exercer:
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;
III - os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo;
IV - os pródigos.
INCAPACIDADE 
A INCAPACIDADE SEJA RELATIVA OU ABSOLUTA QUANDO O CRITERIO É A IDADE INDEPENDE DE PROCESSO JUDICIAL.
A INCAPACIDADE PELOS DEMAIS MOTIVOS DEPENDE DE PROCESSO JUDICIAL DE INTERDIÇÃO.
A IDADE AVANÇADA NÃO DETERMINA POR SI SÓ A PERDA DA CAPACIDADE.
CAPACIDADE
CRITERIO DA IDADE – 18 ANOS.
EMANCIPAÇÃO.
HIPOTESES:
VOLUNTARIA – ARTIGO 5º PRIMEIRA PARTE DO INCISO I
JUDICIAL – ARTIGO 5º SEGUNDA PARTE DO INCISO I.
LEGAL – ARTIGO 5º INCISO II AO V
OBSERVAÇÕES SOBRE CAPACIDADE
DISTINÇÃO DE LEGITIMIDADE.
LEGITIMIDADE É UMA HABILITAÇÃO ESPECIFICA PARA REALIZAÇÃO DE DETERMINADOS ATOS DA VIDA.
ATO PRATICADO PELO ABSOLUTAMENTE INCAPAZ SEM A DEVIDA REPRESENTAÇÃO GERA NULIDADE.
ATO PRATICADO PELO RELATIVAMENTE CAPAZ SEM A ASSITENCIA GERA ANULABILIDADE.
O INDIO
A SITUAÇÃO DO INDIO É REGULADA POR LEI ESPECIFICA.
ESTATUTO DO INDIO – LEI 6001/73.
ENQUANTO NÃO INTEGRADO O INDIO SERÁ REPRESENTADO PELA FUNAI.
A MAIORIDADE INDIGENA É 21 ANOS POREM NÃO BASTA A IDADE DEVE SER OBSERVADA A QUESTÃO DA INTEGRAÇÃO SOCIAL.
EXTINÇÃO DA PESSOA NATURAL
MORTE.
MODALIDADES:
REAL- PROVAS PELO ATESTADO DE ÓBITO – PARALISAÇÃO DA ATIVIDADE ENCEFÁLICA;
CIVIL – NÃO EXTINGUE A PERSONALIDADE APENAS EXCLUI CERTOS DIREITOS COMO NA SITUAÇÃO DO INDIGNO.
COMORIÊNCIA – MORTE CONJUNTA – NÃO É POSSIVEL DEFINIR QUEM FALECEU PRIMEIRO ENTÃO DETERMINA-SE QUE A MORTE OCORREU AO MESMO TEMPO. NÃO GERA DIREITOS SUCESSÓRIOS ENTRE OS FALAECIDOS. ARTIGO 8º CC.
MORTE PRESUMIDA
PODE SER DE DUAS FORMAS:
A) COM DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA – 
REQUER A DECLARAÇÃO DE AUSENCIA QUANDO A PESSOA DESAPARECE SEM DEIXAR REPRESENTANTE . ABRE A SUCESSÃO PROVISÓRIA E DEPOIS A SUCESSÃO DEFINITIVA. PRAZO DE DEZ ANOS DA SUCESSÃO PROVISORIA OU QUANDO O DESAPARECIDO TIVER 80 ANOS E CINCO ANOS SEM DAR NOTICIAS.
B) SEM DECRETAÇÃO DE AUSENCIA – NAS HIPOTESES DO ARTIGO 7º DO CC.:
Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência:
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra.
Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento
 
AUSÊNCIA
É A PESSOA QUE DESAPARECE SEM DAR NOTICIA DE SEU PARADEIRO E SEM DEIXAR REPRESENTANTE.
A LEGISLAÇÃO DECIDE POR PRESERVAR O PATRIMÔNIO DO AUSENTE.
RESTANDO PROVÁVEL O FALECIMENTO REGULAMENTA-SE A SITUAÇÃO DOS HERDEIROS.
PROCEDIMENTO 
REQUERIMENTO DO INTERESSADO OU DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
FASES:
CURADORIA DO AUSENTE – ARRECADA OS BENS E ADMINISTRA;
SUCESSÃO PROVISÓRIA – DECORRIDO UMA ANO DA ARRECADAÇÃO DOS BENS OU TRÊS ANOS DA NOMEAÇÃO DE UM REPRESENTANTE SEM QUE A PESSOA REPRESENTADA FORNEÇA QUALQUER NOTICIA ABRES-SE A SUCESSÃO PROVISÓRIA.
LEGITIMADOS PARA PEDIR:
CÔNJUGE; COMPANHEIRO; HERDEIRO; CREDORES.
OS BENS SÃO TRANSFERIDOS POREM DE FORMA PROVISÓRIA E CONDICIONAL – AQUELE QUE RECEBE O BEM DEVE PRESTAR UMA GARANTIA. 
SUCESSÃO DEFINITIVA – DEVE SER REQUERIDA DEZ ANOS APÓS O TRANSITO EM JULGADO DA SENTENÇA QUE CONCEDER A SUCESSÃO PROVISÓRIA OU QUANDO O DESAPARECIDO CONTAVA COM OITENTA ANOS E JÁ TEM CINCO ANOS SEM NOTICIA.
A PROPRIEDADÉ DOS BENS É TRANSFERIDA POREM DE MANEIRA RESOLUVÉL.
GERA A DISSOLUÇÃO DO CASAMENTO.
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PESSOA – ESTADO DA PESSOA
ESTADO INDIVIDUAL OU PESSOAL – CARACTERISTICAS DO INDIVIDUO – COR, RAÇA, SEXO, IDADE;
FAMILIAR – ESTADO CIVIL (SOLTEIRO; CASADO; DIVORCIADO; VIÚVO, SEPARADO); FILIAÇÃO;
POLITICO – NACIONALIDADE; SE BRASILEIRO DEFINIR SE É NATO OU NATURALIZADO.