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Fitocosmeticos consagrados para uso topico e sua interacao com o sistema tegumentar

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UNIVERSIDADE PAULISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO SUPERIOR ESTÉTICA E COSMÉTICA
ANA PAULA DA SILVA (2019885)
CAMILA UMBELINO GOMES (2032192)
ESTHER ARCE DE OLIVEIRA (2028186)
LAUDIR NERES DA SILVA BRISCH (0548502)
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM V
FITOCOSMÉTICOS CONSAGRADOS PARA USO TÓPICO E SUA INTERAÇÃO COM O SISTEMA TEGUMENTAR
FOZ DO IGUAÇU – PR
2022
UNIVERSIDADE PAULISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO SUPERIOR ESTÉTICA E COSMÉTICA
ANA PAULA DA SILVA (2019885)
CAMILA UMBELINO GOMES (2032192)
ESTHER ARCE DE OLIVEIRA (2028186)
LAUDIR NERES DA SILVA BRISCH (0548502)
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR – PIM V
FITOCOSMÉTICOS CONSAGRADOS PARA USO TÓPICO E SUA INTERAÇÃO COM O SISTEMA TEGUMENTAR
Trabalho apresentado no Curso Superior de Estética e Cosmética da UNIVERSIDADE PAULISTA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (UNIP), para o Projeto Integrado Multidisciplinar V.
FOZ DO IGUAÇU – PR
2022
RESUMO
O sistema tegumentar é constituído pela pele e por estruturas anexas (folículos pilosos, unhas e glândulas), senso a pele uma importante barreira que nos protege contra as agressões químicas, biológicas, mecânicas, fatores externos como poluições diversas, aos raios solares, combatendo contra as ações deletérias que estes agentes podem causar a ela. O presente estudo objetiva discorrer sobre os fitocosméticos consagrados para uso tópico e sua interação com o sistema tegumentar, visto que o uso de plantas e demais tratamentos alternativos com o uso dos recursos naturais apresenta resultados satisfatórios e um, efeito positivo nas alterações cutâneas. A metodologia empregada foi a revisão bibliográfica com abordagem qualitativa. Verificou-se que o sistema tegumentar apresenta suas particularidades e que, de maneira geral, certos cuidados devem ser destinados a manter a saúde da pele, dentre os quais o uso de fitoterápicos. Assim, cada vez mais essa área vem ganhando destaque e novos estudos vem surgindo para aperfeiçoar o uso e propriedade das plantas para uso cosmético. Em razão da grande diversidade brasileira, muitas matérias primas são facilmente encontradas e extraídas da natureza, aumentando a consciência sobre a preservação e o uso de produtos voltados para o bem estar e estética. Devido aos benefícios e ações terapêuticas dos fitocosméticos, muitos tratamentos podem ser destinados a combater problemas relacionados com a pele, seja ela seca, oleosa, mista ou com outros problemas específicos que merecem cuidado e atenção.
Palavras-chave: Fitocosméticos. Pele. Produtos orgânicos. Sistema Tegumentar.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO	5
2. DESENVOLVIMENTO	6
2.1 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O SISTEMA TEGUMENTAR	6
2.2 FITOCOSMÉTICOS – BENEFÍCIOS	7
2.3	fitocosméticos consagrados	8
3. CONCLUSÃO	12
REFERÊNCIAS	13
1. INTRODUÇÃO
O Projeto Integrado Multidisciplinar (PIM) faz parte do Programa Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Universidade Paulista (UNIP), incluindo o de Tecnologia em Estética e Cosmética. O presente estudo objetiva discorrer sobre os fitocosméticos consagrados para uso tópico e sua interação com o sistema tegumentar, visto que o uso de plantas e demais tratamentos alternativos com o uso dos recursos naturais apresenta resultados satisfatórios e um, efeito positivo nas alterações cutâneas. 
Nesse contexto, considerando que a pele atua como barreira física e química, se faz necessário repensar o uso de produtos de ação natural ou orgânica por meio de fitoterápicos, haja vista suas propriedades, função terapeutica e eficácia para combater doenças da pele, envelhecimento, suavização de cicatrizes, amenização de inflamações, dentre outros problemas. Além disso, diante da constante evolução do mercado atual, a indústria cosmética brasileira vem apostando nos fitocosméticos, tendo como aliada a diversidade de matérias primas para este ramo, pois o Brasil possui a maior reserva florestal diversificada do planeta.
Para a realização desse trabalho, a metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica que, conforme Gil (2017, p.44), “é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos e se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema”. As fontes de pesquisa empregadas foram livros, artigos de periódicos científicos, teses e dissertações, anais de encontros científicos, dentre outros. 
Inicialmente, são apresentadas breves considerações sobre o sistema tegumentar, a fim de compreender as particularidades da pele e, posteriormente, são apresentados os conceitos e benefícios dos fitoterápicos para o sistema tegumentar. Por fim, um ultimo capitulo apresenta os fitoterápicos mais comumente empregados para uso tópico em cosmetologia e, na sequência, a conclusão dessa pesquisa. 
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O SISTEMA TEGUMENTAR 
O sistema tegumentar é constituído pela pele e por estruturas anexas (folículos pilosos, unhas e glândulas), sendo responsável pela proteção das estruturas internas do organismo, evitando a entrada de agentes infecciosos, regulando a temperatura do corpo e a síntese da vitamina D. A pele é reconhecida como um órgão de múltiplas funções, sendo o primeiro contato com o ambiente externo ao nascimento por revestir todo o corpo, formando a primeira linha de defesa contra microrganismos (órgão imunológico), refletindo a informação da capacidade reativa e da exposição previa a múltiplos agentes infecciosos. É uma barreira que nos protege contra as agressões químicas, biológicas, mecânicas, fatores externos como poluições diversas, aos raios solares, combatendo contra as ações deletérias que estes agentes podem causar a ela (TESTON; NARDINO; PIVATO, 2010).
Ainda sobre o sistema tegumentar, os autores Gartner e Hiatt (2007) explicam:
A pele apresenta diferenças segundo a sua localização. A palma das mãos e a planta dos pés, que sofrem um atrito maior, possuem uma epiderme constituída por várias camadas celulares e por uma camada superficial de queratina bastante espessa. Esse tipo de pele foi denominado pele grossa (ou espessa). Não possui pelos e glândulas sebáceas, mas as glândulas sudoríparas são abundantes. A pele do restante do corpo tem uma epiderme com poucas camadas celulares e uma camada de queratina delgada e foi designada pele fina (ou delgada). A epiderme da pele grossa mede 0,8 a 1,4mm, enquanto a da pele fina, 0,07 a 0,12mm (GARTNER; HIATT, 2007, p.333).
A pele pode ser classificada de acordo com o seu teor lipídico, de forma que é essencial realizar a identificação do tipo de pele para promover os cuidados e cosméticos adequados. A pele endérmica (pele normal) é aquela que possui um teor ideal de oleosidade, sem dilatação significativa dos óstios e pouca incidência de comedões (cravos), apresentando-se com aspecto luminoso, aparência saudável com alta elasticidade e hidratação. A pele lipídica é aquela com um alto teor de oleosidade, pois as glândulas sebáceas secretam uma maior quantidade de sebo, favorecendo o desenvolvimento de cravos, o que confere uma aparência luminosa, úmida e pegajosa com óstios dilatados e evidentes (SEGATTO; BOER, 2020).
A pele alípica (seca) apresenta ressecamento, com possível descamação pela baixa produção de sebo nas glândulas sebáceas e a ausência de lubrificação natural da superfície da pele, tornando-a opaca e áspera. Ainda, as regiões da face com maior produção sebo (nariz, fronte e mento) contrastam com áreas que possuem deficiência de oleosidade (laterais da face), são características do tipo de pele mista. A pele sensível precisa de atenção especial em função de não tolerar todo tipo de produto e procedimentos por se apresentar irritada, avermelhada, frágil e fina (SEGATTO; BOER, 2020).
Vaz (2014) enfatiza que o sistema tegumentar, muitas vezes, reflete o estado de saúde da pessoa e a possível existência de patologias sistémicas ou locais, pois a pele é um órgão sujeito a lesões em virtude dos agentes externos ou mesmo de doenças. Dentre as lesões que podem ser percebidas estãoferidas, queimaduras, úlceras causadas por infeções locais, acne, impetigo, verrugas, eczema, eritemas, entre outros com causas diversas. Como a pele se encontra exposta a agentes ambientais (radiação solar), pode desenvolver sardas ou neoplasias, sendo que alguns medicamentos também podem levar ao aparecimento de afeções cutâneas, além da existência de doenças autoimunes (psoríase, vitiligo e dermatite seborreica).
2.2 FITOCOSMÉTICOS – BENEFÍCIOS 
A fitocosmética, do grego phyton (planta) e kosmein (cosmética), se refere ao estudo das plantas medicinais e seus efeitos, com finalidade terapêutica sobre o organismo, apresentando vantagens cientificamente comprovadas. Preparações cosméticas com o emprego de fitocosméticos podem variar bastante, mas se destacam o uso de cremes, géis, loções, pomadas, shampoos, condicionadores, perfumes, dentifrícios e maquiagens diversas (ARAÚJO et al., 2020).
Os fitocosméticos conhecidos como naturais ou orgânicos, são aqueles que contém ativos de origem vegetal (extrato, óleo ou óleo essencial), tratando-se de um segmento da ciência cosmetológica voltada para o estudo e aplicação dos extratos e princípios ativos oriundos dos vegetais em proveito da higiene, estética, correção e manutenção de um estado normal e sadio da pele. Embora a indústria cosmética nacional e internacional tenha grande aceitação entre os consumidores, as plantas e extratos naturais já são empregados em benefício da estética a milhares de anos (SIMÃO, 2019).
Esse conhecimento milenar com uma visão muito voltada para a medicina, para a cura, tem dado espaço ao entendimento de saúde como algo mais holístico, um entendimento mais amplo, que considera esse olhar não tão medicamentoso no tratamento de um problema, porém procura a manutenção do bem-estar, que se aproxima da cosmética. Nesse contexto, a cosmética deixa de ser vista como algo supérfluo e passa a ser vista como uma parte desse olhar da saúde num sentido mais amplo, motivo que proporcionou à fitocosmética seu papel de maior destaque. Percebida como o segmento da cosmetologia que se volta ao estudo e à aplicação das substâncias de origem vegetal, a fitocosmética tem como grande aliada a biodiversidade brasileira, em que seu principal foco é o apelo natural, apresentando os extratos vegetais como produtos substitutos dos derivados minerais e animais. (SIMÃO, 2019, p.203).
A Fitoterapia é o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças e, ao longo dos tempos, desde as culturas mais antigas, o ser humano aprendeu a aplicar muitas das matérias-primas naturais para realizar tratamentos diversos, dentre os quais os estéticos e de embelezamento. Assim, historicamente, os ingredientes derivados das plantas podem ser considerados como os primeiros cosméticos, usados como corantes naturais para pinturas no corpo e para os cabelos, óleos perfumados e extratos vegetais para cuidados com a pele (PEREIRA et al., 2005).
Pinto, Cavalcante e Lima (2020) lembram que, no Brasil, o uso de plantas medicinais é uma alternativa de grande parte da população, especialmente de baixa renda, que fazem uso dessa alternativa em virtude do alto custo dos medicamentos industrializados, o que torna relevante a realização de estudos das plantas por áreas como biologia, farmácia, bioquímica e também na área da estética. Ainda, o uso de vegetais no tratamento terapêutico é comum entre os mais variados grupos culturais, que valorizam as tradições e o conhecimento popular sobre o uso das plantas no tratamento de pele.
Como exemplo disso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia do estado de São Paulo (SBD-SP) explicam que um creme fitoterápico à base do jucá, um fruto da Amazônia, poderá funcionar como coadjuvante no tratamento de Leishmaniose. Ou seja, um fruto que já vem sendo usado amplamente como remédio caseiro pelas populações ribeirinhas da região pode ser a chave para ajudar a baratear e simplificar o tratamento da leishmaniose, doença que provoca ulcerações na pele e que atinge cerca de 3.000 pessoas ao ano no Brasil (SBD-SP, 2020).
2.3 fitocosméticos consagrados
Conforme a Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) RDC nº 7/2015, cosméticos são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, e suas misturas, para uso externo em diversas partes exteriores do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios e órgãos genitais externos, dentes e as membranas mucosas da cavidade bucal, com o exclusivo ou principal objetivo de limpar, perfumar, alterar a aparência, corrigir odores corporais, protegê-los e manter em bom estado (BRASIL, 2015).
Para os fitocosméticos, cosméticos com base em produtos vegetais, são usadas substâncias extraídas de gêneros vegetais como substituto dos derivados minerais e animais. Os fitoativos mais empregados na cosmetologia são os taninos, os flavonoides e as saponinas (SIMÃO, 2019):
· Os taninos são compostos de origem vegetal capazes de precipitar proteínas. Por
possuírem propriedades adstringentes, cicatrizantes e antissépticas, são utilizados na formulação de loções tônicas específicas para pele oleosa. Exemplo: Hamamelis virginiana. 
· Os flavonoides são compostos presentes em isoflavonas, substâncias de ação antio-xidante, ótimos ativos na prevenção do envelhecimento da pele. Exemplo: resveratrol da Vitis vinífera (uva rosa). 
· As saponinas são ativos vegetais com propriedades tensoativas, de natureza triterpe-noide ou esteroidal, com diversas ações, desde rubefaciência até detergência. Também são comumente empregadas nas formulações de shampoos como tensoativos suaves. Exemplo: Centella asiatica e Calendula officinalis. 
No quadro abaixo, estão listados os principais fitocosméticos com ações terapêuticas:
	Arnica: Obtido dos capítulos florais de Arnica montana (Compositae), o extrato contém ácidos orgânicos, carotenóides, flavonóides, óleo sencial, saponinas e taninos, entre outras substâncias. Tem ação adstringente, anti-inflamatória, antisséptica, funcionando como descongestionante e estimulante celular. É usada em formulações para prevenção e tratamento de microvarizes e em produtos cosmiátricos. A tintura de arnica é usada como princípio ativo em formulações para traumatismos musculares.
	Castanha-da-Índia: Os extratos são obtidos das sementes de Aesculus hippocastanum (Hipocastanaceae). Contém saponinas triterpênicas (escina), taninos, flavonóides (quercetina e canferol) e heterosídeos cumarínicos esculosídeo). Tem ação antivaricosa e é empregada no tratamento de varizes, microvarizes, hemorróidas e edema de estase venosa.
	Cavalinha: Os extratos são obtidos das partes aéreas de Equisetum arvensi (Equisetaceae), que contêm compostos solúveis de silício, taninos, saponinas (equisetonina), flavonóides (isoquercetina, equisetriJ campferol), alcalóides (nicotina, palustrina e outros), vitamina minerais (Ca, Mg, Na, F, Mn, S, P, Cl, K etc.). Possui ação diurética, hemostática, anti-inflamatória e remineralizante. É usada no tratamento de distúrbios geniturinários e respiratórios. Algumas preparações, têm sido usadas no tratamento de doenças cardiovasculares (aterosclerose e hipertensão arterial) e reumáticas. Também é utilizada como suplemento remineralizante. Os extratos são empregados em produtos dermatológicos e cosméticos por sua ação cicatrizante.
	Hamamélis: Os extratos são obtidos da casca e das folhas de Hamamelis virginiana (Hamamelidaceae). Contém taninos, saponinas, flavonóides (quercetol, campferol, glicosídeos flavonídicos do campferol), mucilagens e resinas, entre outras substâncias. Tem ação adstringente, hemostática, vasoconstritora, tonicovascular e anti-hemorrágica. É usado em afecções do sistema vascular venoso, como varizes, flebites e hemorroidas, e também como antidiarreico. O extrato e a água de hamamélis são indicados em produtos cosméticos e cosmiátricos para pessoas com pele mista e oleosa, bem como em loções adstringentes e tônicas.
	Hera: Os extratos são obtidos das folhas de Hedera helix (Araliaceae), que contêm saponinas triterpênicas(a-hederina e hederacosídeo), rutina, emetina, carotenóides e α-tocoferol, entre outras substâncias. Tem ação anti-inflamatória, cicatrizante, antivaricosa e anticelulítica. É usada em formulações de antivaricosos tópicos e de produtos cosméticos e cosmiátricos para celulite.
	Calêndula: É obtida das flores de Calendula officinalis (Asteraceae), ricas em flavonóides, triterpenos, taninos, ácido salicílico, esqualeno e óleos essenciais, entre outros compostos. Tem ação anti-inflamatória, antisséptica, adstringente, cicatrizante, emoliente e ativadora da circulação. Em cosmiatria, o seu uso é indicado em formulações antirrugas, em formulações para atenuação de cicatrizes e em produtos para pessoas com pele sensível.
	Camomila: Os extratos são obtidos dos capítulos florais de Matricaria chamomila (Compositae), contêm azuleno, α-bisabolol, cumarinas (umbeliferona e metilumbeliferona) e flavonóides (apigenol, luteolina e quercetina), entre outras substâncias. É usada em formulações para uso interno, por sua ação antiespasmódica, carminativa e calmante suave. Os extratos de camomila também são usados em produtos dermatológicos e cosméticos por sua ação tópica antiinflamatória, antialérgica, descongestionante e refrescante.
	Malva: São utilizadas as folhas, flores e raízes de Malva sylvestris (Malvaceae), que contêm mucilagem: pentoses, hexoses e ácido galacturônico; ácidos fenólicos: clorogênico, caféico, e ácido π-cumárico; antocianinas: malvina e malvidina; flavonóides; taninos; vitaminas A, Bl, B2 e C; oxalato de cálcio; resinas e aminoácidos: lisina e leucina. É indicada como anti-inflamatório, emoliente, demulcente, adstringente, béquico e laxativo.
	Óleo de Prúmula: É obtido das sementes de Oenothera biennis (Onagraceae) e usado na forma de cápsula com 500mg (cada cápsula contém 60mg de ácido gamalinoléico, 240mg de ácido linoléico, 85mg de ácido oleico e 10mg de vitamina E). O seu uso tem sido indicado no tratamento coadjuvante da dermatite atópica, esclerose múltipla, dismenorreia e STPM. Também é utilizado em formulações tópicas, como anti-inflamatório.
	Óleo de Melaléuca: É obtido das folhas e dos ramos terminais de uma árvore australiana, Melaleuca altemifolia (Myrtaceae), conhecida por tea tree. Contém α-pineno, terpenos, limoneno e cineol, entre outros constituintes. Tem ação antifúngica, antisséptica e cicatrizante. Não é tóxico, irritante ou corrosivo para os tecidos. O início de seu uso ocorreu na década de 20 do século XX, na Austrália, como antisséptico. Este uso foi difundido durante a Segunda Guerra Mundial e, nos anos 70 e 80, várias pesquisas mostraram sua ação antifúngica.
	Jojoba: É usado o óleo extraído das sementes de Simmondsia ehinensis e Simmondsia ealiforniea (Buxaceae). Diferentemente dos outros óleos vegetais e animais, não é composto de triglicérides e sim de ésteres de ácidos graxos com álcoois graxos, razão pela qual é conhecido como "cera líquida". Tem aplicação em produtos cosméticos e cosmiátricos nas concentrações de 1% a 5%, como emoliente, principalmente para pessoas com pele seca e sensível. Também é usado em cosméticos como matéria prima substituta do espermacete; como emoliente e sobre engordurante para pele seca e sensível; como agente condicionador para cabelos secos e outros usos, além de agente antiespumante no processo fermentativo da produção de alguns antibióticos.
	Óleo de amêndoas: É obtido das sementes de Prunus dulcis (Rosaceae) e tem propriedades nutritiva, hidratante e emoliente. Há muito tempo é empregado em cosméticos, tendo especial aplicação em cosmiatria nos cremes e loções para prevenção de estrias gravídicas.
	Óleo de macadâmia: Obtido das nozes de Macadamia ternifolia, é a maior fonte vegetal de ácido palmitoléico (25%) e rico em ácido oléico (40%). Tem ação emoliente e hidratante. É usado em produtos cosméticos e cosmiátricos para massagem e antienvelhecimento. Também utilizado na forma de microcápsulas de ágar com óleo de macadâmia, nas concentrações de 5% a 10%.
	Óleo de rosa mosqueta: É obtido da semente de Rosa aff. rubiginosa, Rosa canina (Rosaceae), que contém ácidos graxos insaturados, como o ácido oléico (16%), linoléico (41%) e linolênico (39%). Contém ainda, em sua composição, os ácidos palmítico, esteárico, láurico, mirístico e palmitoléico, entre outras substâncias. Tem acentuado poder regenerador de tecidos, de grande utilidade para o tratamento de queimaduras, cicatrização de suturas, redução de cicatrizes antigas (hipertróficas, hipercrômicas e retráteis), quelóides e ulcerações, assaduras, ictiose e psoríase
Fonte: Adaptado Pinto, Cavalcante e Lima (2020)
Ainda, na estética facial, tem-se alguns óleos essenciais indispensáveis, tais como: gerânio (clareador de manchas e antirrugas), laranja doce (clareador de manchas), lavanda (calmante, cicatrizante), melaleuca (analgésico, antisséptico, cicatrizante, fungicida e bactericida), palmarosa (anti-idade, regenerador de tecidos, antirrugas), ylang-ylang (pele ressecada, emoliente e umectante) e zimbro (flacidez cutânea, pele envelhecida, desintoxicante) (SIMÃO, 2019).
Na estética corporal, tem-se os óleos vegetais: argan (emoliência e umectação cutânea, preserva a elasticidade da pele), abacate (nutrição e hidratação cutânea), amêndoas doces (antiestrias, promovem proteção e auxiliam na flexibilidade e no tônus cutâneo), gérmen de trigo (anticelulite, melhora circulação, ressecamentos, hidratação, rachaduras nos pés), girassol (hidratação, antiestrias, melhora na flexibilidade e no tônus cutâneo), macadâmia (retarda o envelhecimento da pele e aumenta sua flexibilidade), rosa mosqueta (cicatrizante, regenerador, antiestrias, antirressecamentos) e semente de uva (hidratação, umectação, antiestrias, regeneração, auxilia no tônus e na flexibilidade da pele) (SIMÃO, 2019).
Por fim, as ceras vegetais mais utilizadas para fitocosméticos na estética corporal tem-se a cera de carnaúba, candelila, de casca de laranja e de azeitona. Como manteigas, tem-se bacuri, cacau, murumuru, ucuúba e karité. Considerando a riqueza da fauna e flora brasileira, o Brasil se destaca amplamente na produção e uso de fitoterápicos, ampliando o mercado de cosméticos verde, o que acarreta também uma mudança e aceitação por parte dos consumidores que presam pela conscientização da preservação ambiental e sustentabilidade.
3. CONCLUSÃO
A presente pesquisa objetivou discorrer sobre os fitocosméticos consagrados para uso tópico e sua interação com o sistema tegumentar. Verificou-se que o sistema tegumentar apresenta suas particularidades e que, de maneira geral, certos cuidados devem ser destinados a manter a saúde da pele, dentre os quais o uso de fitoterápicos. Assim, cada vez mais essa área vem ganhando destaque e novos estudos vem surgindo para aperfeiçoar o uso e propriedade das plantas para uso cosmético.
Em razão da grande diversidade brasileira, muitas matérias primas são facilmente encontradas e extraídas da natureza, aumentando a consciência sobre a preservação e o uso de produtos voltados para o bem estar e estética. Devido aos benefícios e ações terapêuticas dos fitocosméticos, muitos tratamentos podem ser destinados a combater problemas relacionados com a pele, seja ela seca, oleosa, mista ou com outros problemas específicos que merecem cuidado e atenção.
Conforme exposto nessa pesquisa, a literatura menciona inúmeros cosméticos com base em produtos vegetais, mas não se pode deixar de mencionar a necessidade de associar uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos para melhorar a saúde de maneira geral. Assim, apesar das contribuições práticas e teóricas para a expansão do conhecimento sobre o mercado de cosméticos naturais e orgânicos, salienta-se a necessidade de novos estudos que contemplem esse tema.
 
 
 
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Millena Santos de Oliveira; SOUSA, Suzana Pereira; BEZERRA, Tatiane Maria das Dores; SILVA, Thalita Pereira da; SILVA, Thamires Alves; EVANGELISTA, Giselle Bissaro Barban. Uso de fitocosméticos no tratamento da acne. REBIS [Internet].2(3):67-71. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). RDC nº 7/2015. Dispõe sobre os requisitos técnicos para a regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes e dá outras providências. Disponível em: < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2015/rdc0007_10_02_2015.pdf>. Acesso em: 20 maio 2022.
GARTNER, L. P.; HIATT, J. L. Tratado de Histologia em cores. 3.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 
GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa, 6ª edição. São Paulo: Atlas; 2017.
PEREIRA, C.O. et al. Abordagem etnobotânica de plantas medicinais utilizadas em dermatologia na cidade de João Pessoa-Paraíba, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, 7(3): 9-17, 2005.
PINTO, Evanilson Gomes; CAVALCANTE, Felipe Sant’ Anna; LIMA, Renato Abreu. A fitoterapia no tratamento de pele: um estudo bibliográfico. Biodiversidade - v.19, n.3, 2020. pág. 188-197.
SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia do estado de São Paulo. Creme fitoterápico à base do jucá, um fruto da Amazônia, poderá funcionar como coadjuvante no tratamento de Leishmaniose. 2020. Disponível em: < https://www.sbd-sp.org.br/geral/creme-fitoterapico-base-do-juca-um-fruto-da-amazonia-podera-funcionar-como-coadjuvante-no-tratamento-de-leishmaniose/>. Acesso em: 20 maio 2022.
SEGATTO, Maiara Krebs. BOER, Noemi. Estética e Saúde do sistema Tegumentar: Questionamentos de alunos do Ensino Médio Integrado. Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n.12, p. 100987-101005, 2020.
SIMÃO, Daniele et al. Cosmetologia aplicada I [recurso eletrônico] / Daniele Simão... [et al.]; [revisão técnica: Mônica Magdalena Descalzo Kuplich; Eliane Sempé Obach]. – Porto Alegre: SAGAH, 2019.
TESTON, Ana Paula; NARDINO, Deise; PIVATO, Leandro. Envelhecimento cutâneo: teoria dos radicais livres e tratamentos visando a prevenção e o rejuvenescimento. UNINGÁ Review. No 01. p. 71-84. 2010.
VAZ, Inês Fernandes da Silva. PRINCIPAIS PLANTAS EM DERMATOLOGIA. 2014. 80f. Dissertação de Mestrado (Ciências Farmacêuticas). UNIVERSIDADE DO ALGARVE. Faro – 2014.

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