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Doença hipertensiva específica da gravidez (DHEG)

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do parto. 
O momento da interrupção pode ser programado na dependência da gravidade de cada caso e da idade gestacional:
>34 SEMANAS → indução do parto imediatamente controlando simultaneamente a crise hipertensiva, utilizando 
sulfato de magnésio e utilizando hemoderivados quando indicado.
<34 SEMANAS na ausência de complicações graves, como hematoma hepático, plaquetopenia grave e eclampsia → realizar 
corticoterapia para maturação pulmonar antes de interromper a gestação
<30 SEMANAS com ausência de trabalho de parto e escore de Bishop <5 → cesariana eletiva após iniciar sulfato 
magnésio.
<32 SEMANAS e fetos com crescimento restrito e alteração do Doppler de a. umbilical → deve-se, preferentemente, realizar 
cesariana, excetuando-se os casos já em trabalho de parto.
As demais pacientes podem ser submetidas a indução de parto
Uso de corticoide para resgate de plaquetopenia 
Alguns centros utilizam dexametasona 10 mg IV a cada 12 horas antes do parto e no pós-nascimento até a recuperação 
laboratorial, especialmente naquelas com plaquetas abaixo de 50.000/mm3 
Não há evidência suficiente para o uso rotineiro de esteroides na síndrome HELLP e o uso desses pode ser justificado em 
situações especiais em que o aumento das plaquetas seja importante
Transfusão de sangue e plaquetas 
Na presença de sangramento anormal e síndrome HELLP, ou na presença de trombocitopenia grave (<20.000 
plaquetas), mesmo sem sangramento, a transfusão de concentrado de plaquetas esta sempre indicada.
Se a paciente for submetida a cesariana, recomenda se a transfusão de plaquetas quando a contagem for <50.000/mm3.
Cada unidade de concentrado de plaquetas eleva as plaquetas em cerca de 5.000 mm3 a 10.000 mm3 em um adulto de 70 kg.
Conduta no pós-parto 
Deve sempre ser conduzida em UTI.
Em geral, nas primeiras 24 horas de puerpério, há uma piora transitória do quadro clinico, devido ao consumo de plaquetas 
e fatores de coagulação. Principalmente pós cesariana.
O controle laboratorial será realizado utilizando se os mesmos parâmetros do diagnostico (plaquetas, DHL, TGO, bilirrubinas). 
A diurese deve ser controlada e mantida >25 ml/h.
A hipertensão arterial deve ser mantida <160/100 mmHg.
Havendo diurese espontânea >25ml/h, creatinina normal, queda no DHL, melhora nos níveis de plaquetas e 
transaminases hepáticas, podemos considerar que a doença entrou em remissão.