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Tema 3 - Abordagem Ergonômica e sua Relação com os Aspectos Humanos e de Qualidade

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mais problemas de saúde para eles.
2. Muito provavelmente, ainda repercutindo os resultados apresentados no Quadro elaborado
pelos gestores da Empresa X, ficou claro que serão utilizados conhecimentos e ferramentas de
Ergonomia assim que o plano for posto em prática. Assinale a alternativa que relaciona o item
com a justificativa certa para aplicação do conhecimento ou do uso de ferramenta que pode ser
empregada pela Ergonomia:
A alternativa "B " está correta.
 
A Matriz de Risco é uma ferramenta para a gestão de riscos ocupacionais. É muito empregada para
encontrar o nível de risco em acidentes de trabalho e pode ser divulgada em programas de capacitação
para profissionais de segurança do trabalho. Os itens “Quantidade de trabalhadores desmotivados” e
“Quantidade de faltas justificadas” podem ser resolvidos por Programas de Qualidade de Vida que
envolvam horários flexíveis. O item “Quantidade de afastamentos por motivo de doenças ocupacionais”
pode fazer uso de conhecimentos que consideram atitudes e comportamentos dos trabalhadores. O item
que aborda a “Quantidade de clientes que deixaram de ser atendidos por alguma falha na operação”
pode ser resolvido com programas que envolvam treinamentos dos trabalhadores.
3. CASO VOCÊ FOSSE O RESPONSÁVEL PELA
ELABORAÇÃO DE PROGRAMAS DE QUALIDADE DE VIDA
NO TRABALHO QUE PODERIA COMPOR O PLANEJAMENTO
ANUAL DA EMPRESA X E DIANTE DO QUE FOI
APRESENTADO NO QUADRO DE REGISTRO DE
OCORRÊNCIA, QUE DECISÃO TOMARIA PARA RESOLVER
OS PROBLEMAS PERTINENTES AOS ITENS 1, 2 E 3?
RESPOSTA
Existem mecanismos extremamente eficazes e eficientes que podem contribuir para se alcançar melhorias
dentro das empresas, sobretudo quando estão relacionadas com os seus ambientes produtivos. Ou seja,
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diante de uma série de ocorrências como as que foram levantadas pela Empresa X, algumas decisões
podem ser tomadas, como, por exemplo: adoção de programas de qualidade de vida dentro do trabalho. No
que diz respeito aos itens 1, 2 e 3, podem ser propostos os seguintes programas: 
 
1. Quantidade de trabalhadores desmotivados – Programa voltado para horários flexíveis. 
2. Quantidade de acidentes de trabalho – Programa de Segurança no Trabalho. 
3. Quantidade de incidentes durante os processos realizados – Programa de treinamento.
CARÁTER ESSENCIAL DE PROMOVER A MELHORIA DA
QUALIDADE DE VIDA DENTRO DO TRABALHO.
Neste último módulo, teremos a oportunidade de explorar um conjunto de assuntos que tem sido
bastante discutido dentro das organizações nos últimos anos. É preciso cuidar do bem-estar dos
trabalhadores enquanto estão presentes em seus ambientes de trabalho. Existem várias estratégias que
podem ser adotadas pelos gestores, entre as quais têm-se os Programas de Qualidade de Vida dentro
do trabalho, que podem apresentar bons resultados para todos aqueles que escolhem participar deles.
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
Trabalhar significa dedicar certo sacrifício mental e físico para algo ou alguma pessoa física ou jurídica
em troca de recompensa verbal ou material. E como já citamos em nosso estudo, o trabalho tem a ver
com a dignidade humana e, por isso, justifica um indivíduo deixar a comodidade do seu lar para se
submeter a outra realidade, cuja participação e colaboração são determinantes para o alcance de
resultados planejados.
É claro que existem configurações de ambientes que são corretamente projetadas para receber
trabalhadores com seus respectivos perfis e aptidões que sejam suficientes para a realização de tarefas.
Isso é nada além do que se preconiza quanto ao entendimento inteligível sobre a necessidade de se
prover condições normais às pessoas dentro dos postos de trabalho.
ESSAS CONDIÇÕES DE TRABALHO COMPREENDEM OS
AMBIENTES FÍSICO, BIOLÓGICO, QUÍMICO, DE HIGIENE, DE
SEGURANÇA, BEM COMO AS CARACTERÍSTICAS
ANTROPOMÉTRICAS QUE ESTÃO INCLUÍDAS NOS POSTOS
DE TRABALHO.
Entretanto, o cenário que mais traz algum tipo de preocupação é exatamente o oposto desse. Neste
caso, porém, se essas condições forem negligenciadas, isso pode trazer inúmeras consequências para
aqueles que precisam cumprir suas jornadas de trabalho, as quais são muitas vezes exaustivas,
repetitivas, insalubres e/ou perigosas.
Neste ínterim, podemos enfatizar mais alguns focos de interesses primordiais que são objetos de
investigação científica dentro da Ergonomia. Agora, vamos abordar os aspectos que envolvem ou
promovem a qualidade de vida no trabalho.
 COMENTÁRIO
Com tantos conhecimentos que foram apresentados até aqui, chegou a vez de se propor uma série de
pontos que pode auxiliar um processo reflexivo a fim de despertar a necessidade de aplicação imediata
dentro de muitas rotinas laborais atualmente existentes em organizações produtivas.
Alguns podem até pensar que estudar sobre a qualidade de vida seja considerado algo sem muita
importância dentro da indústria de forma geral. Todavia, ao observarmos com certa cautela algumas
estatísticas que são divulgadas periodicamente sobre o que ocorre efetivamente dentro dos ambientes
de trabalho e como estão associadas aos números elevados de ocorrências de afastamentos e de
doenças ocupacionais, talvez seja prudente um olhar mais atento por parte daqueles que buscam atuar
como gestores dentro do trabalho.
CONSCIENTIZAÇÃO NO AMBIENTE DE
TRABALHO E PROGRAMAS DE QUALIDADE DE
VIDA NO TRABALHO
Não deveria ser de interesse exclusivo de quem faz a gestão de Ergonomia a iniciativa de se analisar
condições físicas nos ambientes de trabalho. Na verdade, preconiza-se que todas as áreas de uma
organização de trabalho deveriam estar prontas para debaterem quaisquer eventos ou situações que
possam implicar algum tipo de dano ao colaborador.
COM O CONSENSO DE TODOS OS GESTORES NESSA
LINHA DE DISCUSSÃO, A APLICAÇÃO DE
PROCEDIMENTOS, OU DE AÇÕES, PODE SER MAIS VIÁVEL
E DEVE SER CONSIDERADA COMO UM CONJUNTO DE
PRÁTICAS QUE PODE SER ABSORVIDO E
COMPARTILHADO EM PROGRAMAS DE QUALIDADE DE
VIDA.
Por conseguinte, isso pode conferir na prática uma expectativa maior em termos de proteção de todos
os funcionários ao mesmo tempo, além de contribuir positivamente para que eles permaneçam
tranquilos e motivados no cumprimento de suas funções sem que haja temor em relação aos iminentes
eventos de riscos de acidentes, de doenças ocupacionais ou da redução na produtividade individual ou
coletiva durante o trabalho.
Mesmo em empresas que já possuem ambientes ergonomicamente adaptados, nunca se pode afirmar
que modificações sobre eles serão indispensáveis em horizonte de médio ou de longo prazo.
 SAIBA MAIS
A título apenas de ilustração, é comum avaliar ergonomicamente os níveis de exposição sonora
conforme o ambiente em que o trabalhador estiver inserido.
A verdade é que um dia jamais será igual a outro que passou quando se tratar de operações ou de
processos produtivos. Com isso, desde que se tenha bom senso e recursos à disposição, estratégias de
curto prazo são plausíveis de serem aplicadas imediatamente rumo às melhorias que podem resultar em
um bem-estar maior para o conjunto de trabalhadores.
Concordando com esses argumentos, o responsável pela Ergonomia deve estar sempre consciente e
preparado para incrementar adaptações que possam ser efetuadas nos postos de trabalho. Por assim
dizer, algumas ações reparativas podem ser naturalmente incrementadas. No caso, podemos citar:
 
Foto: Shutterstock.com
Correção nas dimensões de bancadas, mesas, assentos e instrumentos de trabalho para evitar casos de
lombalgias.
 
Foto: Shutterstock.com
Projetos de sistemas mais eficientes de climatização para evitar tonturas e contaminação.
 
Foto: Shutterstock.com
Luminosidade compatível com a área laboral para minimizar queixas por fadiga visual.
 
Foto: Shutterstock.com
Isolamento acústico para reduzir afastamentos ocasionados por estresse ou perda de concentração.
Inclusive, tudo isso pode ser incorporado em treinamentos feitos dentro dos programas de qualidade de
vida.
 ATENÇÃO