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PEDIATRIA

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P
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
Objetivos: 
• Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento 
• Identificação de situações de risco 
• Identificação, diagnóstico e terapêutica de doenças 
• Condutas gerais de acompanhamento da saúde da criança 
• Ações preventivas e antecipatórias 
 
 
 
 
 
SBP 
 
Relação médico x paciente x pais 
Paciente é a criança -> o ‘’tradutor’’ é o adulto 
Vínculo com a família; 
Respeito às crenças e estilo de vida 
 
Para se comunicar com a criança: 
• Símbolos, fantasias, lúdico 
• Linguagem 
• Não usar ameaças 
• Cumprir promessas 
• Pudor 
• Incluir e acolher 
 
Desafios: A criança chora, o adolescente assume postura de confronto. 
(Medo, Frustração, Insegurança); 
 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
ABORDAGEM LACTENTE 
(0-2 ANOS) 
 
ABORDAGEM PRÉ-ESCOLAR 
(2-6 ANOS) 
• Temperatura ambiente 
(especialmente RN) 
 
• Despida 
(remover roupas gradativamente) 
 
• Colo 
 
• Dormindo 
(antecipar exame cardíaco e pulmonar) 
 
• Distrair a criança 
(brinquedo, abaixador de língua, 
lanterna) 
 
• Procedimentos desagradáveis para o fi-
nal 
• Conversa amigável, brincadeira 
 
• Antecipar e demonstrar etapas 
 
• Cumprir acordos e promessas 
 
• Não barganhar 
 
• Sentado, em pé ou no colo. 
Decúbito apenas se necessário. 
 
• Procedimentos desconfortáveis no final 
ABORDAGEM ESCOLAR 
(6- 10/12 anos) 
ABORDAGEM ADOLESCENTE 
(10/12 – 18/21 anos) 
• Menos resistência ao exame 
 
• Comportamento amigável 
 
• Explicar e cumprir combinados 
 
• Pudor 
 
• Ordem do exame físico se assemelha 
à do adulto 
• Respeitar autonomia 
 
• Alguns pacientes preferem ser 
examinados na ausência dos pais 
 
• Geralmente apreciam ser tratados 
como adultos 
 
• Pudor 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ANAMNESE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXAME FÍSICO 
 
Decisivo no relacionamento médico-criança e médico-pais 
 
Atitude do médico é fundamental: Carinho, Delicadeza, Paciência, Empatia e Assertividade 
 
Conhecer os padrões normais e anormais de crescimento e desenvolvimento 
 
EXAME GERAL 
ESTADO GERAL: bom, regular, mau (sinais vitais e estado de saúde) 
IMPRESSÃO GERAL: bom, regular, mau (aspecto de higiene e cuidado) 
ATITUDE: atividade, reatividade, posição, choro, irritabilidade, nível de consciência 
FÁCIES: expressão facial (exemplo: fácies de sofrimento ou dor) ou fácies típicas de de-
terminadas doenças (exemplo: Síndrome de Down). 
 
 
Identificação + 
Informante 
QP 
Queixa principal 
HDA 
História da Doença 
Atual 
 
(AE)/SDAS 
Anamnese especial 
HP 
História Pregressa 
ou Pessoal 
HF 
História Familiar 
HS 
História Social 
Fácies de sofrimento/dor Síndrome de Down Fácie Adenoideana 
Alergia 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ESTADO NUTRITIVO: panículo adiposo, fâneros. Sinais típicos de desnutrição (Sinal da 
Bandeira – Kwashiorkor) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINAIS VITAIS 
 Temperatura: retal, oral, axilar (37,8°) 
 Pulso (1 minuto): 
 Pulsos periféricos (femoral, radial e carotídeo) 
 Ausculta cardíaca direita 
 Pulsação de fontanelas 
KWASHIORKOR MARASMO 
 
Desenvolve-se em crianças cujas dietas 
são deficientes em proteínas 
 
Ocorre em crianças entre 6 meses a 3 anos 
de idade 
 
A gordura subcutânea é preservada 
 
Edema está presente 
 
Fígado gorduroso aumentado 
 
Costelas não são 
proeminentes 
 
Letárgico 
 
Perda muscular leve 
ou ausente 
 
 
Desenvolve-se devido à deficiência de 
proteínas e calorias 
 
É comum em bebês com menos de 1 
ano de idade 
 
A gordura subcutânea não é preservada 
 
Edema está ausente 
 
Sem fígado gorduroso 
 
As costelas se tornam 
proeminentes 
 
Alerta e irritável 
 
Perda muscular 
grave 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRA (1 minuto): 
Observar também sinais de dificuldade respiratória 
Incursões abdominais (respiração diafragmática predominante) 
Distrair 
 
 
 
 
 
 
PRESSÃO ARTERIAL: Rotina a partir dos 3 anos 
Escolha do manguito: 
• Bolsa de borracha do manguito: 80-100% da circunferência do braço 
• Largura: 40% da circunferência do braço 
Criança tranquila, sentada, braço direito exposto, superfície de apoio ao nível do coração 
Registrar percentis (pressão sistólica e diastólica - tabelas de idade e estatura por sexo) 
 
 
 
 
Se PAS e/ou PAD 
> p95: HAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANTROPOMETRIA: Peso, Altura, Perímetro Cefálico 
PESO: 
Bebês: balança infantil, despidos (SEM FRALDA) 
Crianças menores: se não aceitarem a balança, aferição indireta (no colo) 
Crianças maiores: balança de chão 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
ALTURA: 
Antropômetro: lactentes (decúbito dorsal/ supino) 
Estadiômetro vertical: crianças maiores 
Outros métodos: altura de joelho (pacientes neuropatas) 
 
PERÍMETRO CEFÁLICO: toda consulta, nos 1os 2 anos (após a cada 2 anos) 
Glabela – protuberância occipital 
 
 
ANOTAR NA CADERNETA DA CRIANÇA E SEMPRE PLOTAR 
NOS GRÁFICOS DE CRESCIMENTO 
 
 
PELE E MUCOSAS 
Coloração (cianose, icterícia, palidez, eritrodermia...) 
Hidratação 
Luz neutra/solar 
Lesões: hemangiomas, nevos, máculas, pápulas, pústulas, petéquias, fissuras, ulcerações, 
aftas e localização 
Pele do RN: características especiais 
Mancha mongólica Vérnix Caseoso Desidratação 
Brotoeja/Miliária 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
CABEÇA E FACE 
Tamanho (perímetro cefálico) 
Formato e assimetrias 
Fontanelas: 
• Fontanela anterior ou bregmática (4-6cm, fecha entre 4-26 me-
ses) 
• Fontanela posterior ou lambdoide (1-2cm, fecha 2 meses) 
• Fontanela mastóidea 
• Fontanela esfenoidal 
Pressão intracraniana: tensão da fontanela anterior (choro, tosse ou 
vômitos – fontanela proeminente) 
 
OUVIDOS 
Forma e implantação orelhas 
Acuidade auditiva 
Otoscopia: contenção correta da criança 
• Apoiar a mão que segura o otoscópio 
• Criança até 1 ano: tracionar lobo da orelha para baixo 
• 1-5 anos: tracionar o canal para cima e para trás 
• Conduto auditivo: hiperemia, descamação, lesões, corpo estranho 
• Membrana timpânica: perda da transparência, hiperemia, abaulamento ou retração, 
secreção, ruptura, etc 
 
BOCA E FARINGE 
Inspeção: dentes, gengiva, face interna das bochechas, língua, palato 
Dentes: cáries, placa 
Língua: língua geográfica, língua em morango (escarlatina), frênulo lingual 
Faringe: Tamanho e aspecto das amígdalas, hiperemia, petéquias e gotejamento pós-
nasal. 
Síndrome de Goldenhar 
Herpangina Amigdalite Faringite Sinusopatia 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
PESCOÇO E LINFONODOS 
Cistos fístulas, torcicolo congênito ou anormalidades da tireóide 
LINFONODOS: gânglios cervicais, submandibulares, retroauriculares 
Tamanho, consistência, dor, mobilidade, aderência. 
 
RIGIDEZ DE NUCA: Flexionar a cabeça da criança ou pedir que ela en-
coste o queixo ao peito. 
 
 
TÓRAX 
Geral:simetria, sinais de raquitismo (cintura diafragmática e rosário raquítico), mamas 
(Tanner) 
Pulmão: 
• Inspeção -> Sinais de esforço respiratório 
 Ritmo respiratório, expansibilidade torácica 
• Palpação: frêmito tóraco-vocal 
• Percussão 
• Ausculta: choro moderado pode auxiliar na ausculta 
 
 
 
 
CORAÇÃO 
• Inspeção: ictus cordis (4º EIC até os 7 anos) 
• Ausculta: 
Bulhas 
Desdobramento de B2: 25-33% 
Sopro inocente (>70%) sistólico, de intensidade baixa a moderada, varia a cada 
ciclo cardíaco e com a inspiração, piora com febre, anemia ou exercícios, deixa B1 e 
B2 livres 
Linfonodo 
Megalia 
Cervical 
Difteria 
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E D O A D O L E S C E N T E 
ABDOME 
• Inspeção: ascite, distensão, obesidade 
Abdome globoso pelo pouco desenvolvimento da musculatura da parede 
Durante o choro: hérnias umbilicais, ventrais, diástases dos retos. 
• Ausculta: RHA, sopros abdominal 
• Percussão: hepatimetria, ascite, hipertimpanismo 
• Palpação: superficial e profunda, baço e fígado. 
Criança tranquila (flexionar MMII) 
Lactentes: fígado e ponta do baço. Às vezes rins. 
Massas 
 
GENITÁLIA 
 
 
 
 
 
 
 Estágios de Tanner 
Meninos: fimose (≠aderência balano-
prepucial), testículos, hidrocele, hipospadia 
Meninas: orifício himenal, secreção vaginal, 
sinequia de pequenos lábios. 
 
Hipogonadismo 
Hernia Umbilical 
Barriga d’ agua 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
EXTREMIDADES 
Deformidades/assimetrias/ dedos extra-numerários, sindactilia/ avaliação dos pés 
(estático e dinâmico) 
Valgismo/Varismo 
Hemiatrofia 
ARTICULAÇÕES: Sinais flogísticos (dor, calor, rubor, “tumor”), limitação da mobilidade 
ou hipermobilidade. 
QUADRIL no RN: Ortolani e Barlow / observar pregas glúteas 
 
EXAME NEUROLÓGICO 
Nem sempre é rotina 
 
REFLEXOS PRIMITIVOS: recém nascidos 
Moro 
Preensão palmo-plantar 
Sucção 
Fuga à asfixia 
Pontos cardinais 
Reptação 
Marcha autônoma 
Tônico-cervical assimétrico 
 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
REFLEXOS IDADE ESTÍMULO RESPOSTA IMAGEM 
 
 
REFLEXO DE 
MORO 
 
0-3 MESES 
(não deve 
persistir no 2° 
semestre de 
vida) 
 
Barulho próximo, 
puxar o lençol 
onde o bebê 
está deitado 
Abdução e ex-
tensão dos 
MMSS, abdução 
dos dedos, pode 
ser seguido de 
flexão e adução 
dos MMSS. 
 
 
REFLEXO 
TÔNICO-
CERVICAL 
ASSIMÉTRICO 
 
 
0-3 MESES 
É desencadeado 
por rotação da 
cabeça enquanto 
a outra mão do 
examinador 
estabiliza o 
tronco do RN 
Extensão do 
membro superior 
ipsilateral à 
rotação e flexão 
do membro 
superior 
contralateral 
 
 
 
PREENSÃO 
PALMAR 
 
 
0-4/6 MESES 
 
Realizar 
preensão na 
região palmar 
 
 Flexão dos 
dedos 
 
 
PREENSÃO 
PLANTAR/ 
CUTÂNEO-
PLANTAR/ 
BABINSKI 
 
 
0- 15 MESES 
Realizar preen-
são na face plan-
tar dos pés do 
bebê na região 
distal dos 
metatarsos 
 
Flexão dos 
dedos dos pés 
 
 
 
RELEXO DE 
GALANT 
 
 
0-3 MESES 
 
Estimular região 
lombar com o 
bebê em prono 
 
Encurvamento 
do tronco com 
concavidade 
para o lado 
estimulado 
 
 
REFLEXO 
APOIO 
PLANTAR 
E MARCHA 
 
 
0-2 MESES 
É desencadeado 
pelo apoio do pé 
do RN sobre 
superfície dura, 
estando este 
seguro pelas 
axilas. 
 
Extensão das 
pernas 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
REFLEXOS IDADE ESTÍMULO RESPOSTA IMAGEM 
 
 
FUGA À 
ASFIXIA/ 
AFOCINHAMENTO 
 
0-3 MESES 
Coloca-se a cri-
ança em decúbi-
to ventral no lei-
to, com a face 
voltada para o 
colchão. 
Vira o rosto libe-
rando as vias aé-
reas para respi-
rar adequada-
mente 
 
 
 
REFLEXO DE 
SUCÇÃO 
 
0-5 MESES 
 
Tocar os lábios e 
a parte interna 
da boca 
 
Movimento rítmi-
co, língua em 
cânula, movi-
mentos ondula-
tórios 
 
 
 
MARCHA 
REFLEXA/ 
AUTÔNOMA 
 
 
0-2 MESES 
 
Colocar o bebê 
na posição 
bípede e 
inclinar o corpo 
anteriormente 
 
Passos; 
Cruzamento das 
pernas uma na 
frente da outra 
 
 
PONTOS 
CARDEAIS/ 
BUSCA/ 
VORACIDADE 
 
0-4 MESES 
 
Tocar a região 
perioral da 
criança 
 
Criança vira a 
cabeça em dire-
ção ao estímulo, 
abrindo a boca -
> sucção 
 
 
REFLEXO DE 
REPTAÇÃO/ 
PROPULSÃO 
 
0-3 MESES 
 
Colocar o bebê 
de bruços 
 
Reflexo de 
rastejar quando 
estimulado 
 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Crescimento 
Processo dinâmico e contínuo. Expresso pelo aumento do tamanho corporal 
 Aumento da massa corporal (Hiperplasia e Hipertrofia celular) 
 
Quantitativo -> Avaliação do peso e altura 
 
Influenciado pelo potencial genético e meio ambiente (Nutrição, Atividade Física e Sono) 
 
Período de crescimento e desenvolvimento mais intenso (INTRA-ÚTERO) -> 1° trimestre 
(organogênese mais intensa) 
 
 
Primeiro trimestre 
 
30% das gravidezes sofrem aborto espontâneo. Este 
é o período mais vulnerável 
 
 
 
 
Fatores que prejudicam: 
 
 
FATORES INTRÍSECOS x FATORES EXTRÍNSECOS 
Imutáveis Mutáveis 
 
 Genéticos Ambiente 
 Neuroendócrinos Nutrição 
 Atividade Física 
 
DESNUTRIÇÃO MATERNA TABAGISMO 
Risco de recém nascido de baixo peso Risco de recém nascido de baixo peso, 
Microcefalia 
Dificuldade de aprendizagem 
USO DE MEDICAMENTOS USO DE ÁLCOOL E DROGAS 
Varfarina (anticoagulante) 
Anti-convulsivantes 
Metotrexato (antimetabólico) 
Ácido Retinóico 
Efeitos neurotóxicos 
Diminuição do fluxo placentário 
(STFF) 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
FATORES INTRÍSECOS 
Genéticos 
Herança x Constituição 
 (herdado) (mutável ao tempo—miscigenação) 
 
 
 
 
 
 
 
Neuroendócrinos 
Eixo HipotálamoHipófise 
GH -> Hormônio do Crescimento 
Sintetizado pela hipófise anterior (adeno-hipófise) de forma pulsátil, principalmente a noite 
(2 e 3 fase do sono) 
 
Crescimento linear pós-natal: GH e IgF-1 (fatores de crescimento) 
 
Hormônios tireoidianos 
 
Glicocorticóides -> estimulam o crescimento dos ossos 
 Excesso: interrompe o crescimento (uso indiscriminado) 
 
Esteróides sexuais -> Aumentam a síntese de GH (mantém a epífise aberta) e agem dire-
tamente sobre a placa de crescimento (fechamento das epífises) 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES EXTRÍNSECOS 
Ambiente 
Estímulos ambientais exercem influência no sistema límbico e hipotalâmico 
 
Afetividade x Violência Doméstica 
 
Estresse -> Déficit transitório 
Normossômico Proporções adequadas 
Hipossômico Altura e peso baixos 
Hiperssômico/Macrossômico Altura e peso altos 
Longilíneo Alta estatura, tendência a baixo peso 
Brevilíneo Baixa estatura, tendência a alto peso 
DENTRO DO NORMAL 
GH x Esteróides sexuais 
 ABRE FECHA 
 Epífise 
 (contra-regulação) 
Exposição excessiva a telas: 
adiantamento de marco de 
desenvolvimento 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç AE D O A D O L E S C E N T E 
Nutrição 
Atividade Física 
Importante no processo de crescimento e desenvolvimento 
 
* atenção para as atividades competitivas (estresse) 
 
Sono 
 
 
 
existem 4 formas de crescimento 
 
 
 
 
1° fase: Crescimento rápido, estende-se até os 2 anos 
de idade. Neste período, a nutrição da criança é funda-
mental. 
 
2 anos a puberdade: Fase de crescimento regular. Po-
tencial genético e GH (neuroendócrino) 
 
Puberdade: Fase de crescimento rápido. Influenciada 
por GH e Hormônios Sexuais. Época difícil: *muita in-
fluência extrínseca 
 
0-1: O crescimento do tecido neural dá-se no pri-
meiro ano de vida. Monitorização do perímetro cefálico 
Proteína Fundamental (1/2 a 2/3 de fonte animal) 
Carboidratos Fonte calórica (50%) 
Gorduras Vitaminas lipossolúveis A,D,E e K 
(fundamentais para formação das membra-
nas celulares e síntese de hormônios este-
roides) 
Cálcio, Fósforo e Magnésio 
GERAL NEURAL 
LINFÓIDE GENITAL 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ESTATURA(CM) = (IDADE EM ANOS—3)X 6 + 95 
PESO 
Diminuição após o nascimento (perda de 10%) 
 
1° trimestre: 700G/MÊS 25-30G/DIA 
2° trimestre: 600G/MÊS 20G/DIA 
3° trimestre: 500G/MÊS 15G/DIA 
4° trimestre: 400G/MÊS 10G/DIA 
 
Dobra peso de nascimento entre 4° e 5° mês 
Triplica peso de nascimento com 1 ano 
Quadruplica peso de nascimento com 2 anos 
Após dois anos 2KG/ANO até os 8 anos 
 
 PESO(KG) = IDADE (ANOS) x 2 + 8 
 
 
ESTATURA 
Mede em torno de 50cm ao nascimento 
 
15cm nos primeiros 6 meses 
10cm no 2° semestre 
 
Ao final do primeiro ano cresceu 50% do valor do nascimento 
Com 4 anos deve medir em torno de 1 metro 
Entre 2 e 5 anos : 7cm/ano (Deve ser medida na posição deitada até os 2 anos) 
 
Dos 3 aos 11 anos: 
 
PERÍMETRO CEFÁLICO 
Em média 35cm ao nascimento 
 
1° trimestre: 2cm/mês 
2° trimestre 1cm/mês 
3° e 4° trimestre 0,5cm/mês 
 
 
Exemplo: 
PN = 3KG 
Aos 9 meses: 8,4kg 
3 + (700x3) + (600x3) + (500x3) 
Aos 7 anos: 22kg 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
FITA MÉTRICA DO PONTO MAIS ELEVADO DO 
OCCIPTAL ATÉ O SULCO SUPRA ORBITÁRIO 
(GLABELA) 
 
Microcefalia: Meninos <31,9cm 
 Meninas <31,5cm 
 
 
AUXOGRAMAS, 
 
Curva Peso x Idade 
Curva Peso x Comprimento 
Curva Peso x Estatura 
Curva Comprimento/Estatura x Idade 
Curva de IMC 
 
 Percentil: Indo do P0,1 ao 099,9 
 
Z escore: outra forma de comparar peso e estatura com a média populacional 
avaliando desvio-padrão (Caderneta da criança) 
 
 
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS 
Peso 
Estatura 
Índice de Massa Corporal (IMC= Peso (KG)/ Altura2 (M) 
GRÁFICOS DE DESENVOLVIMENTO 
PÔNDERO-ESTATURAL PADRONIZADOS 
DEFINIÇÃO ESTATÍSTICA 
DE NORMALIDADE 
Ótimo parâmetro para avaliar 
desenvolvimento socioeconômico 
Compara crianças do mesmo 
sexo e idade 
NOVAS CURVAS DA OMS PESO, ESTATURA E 
PERÍMETRO CEFÁLICO 
Acompanhar crescimento e desenvolvimento 
de crianças até 5 anos de idade 
Em todas as consultas até 2 anos. 
Após: Peso, Estatura e IMC anualmente 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 Peso baixo 
 
PESO X IDADE Peso adequado 
 
 Peso elevado 
 
 
< 5 anos 
 
>p3 e <p97: Peso adequado para a idade 
>z-2 e <z+2: Peso adequado para a idade 
 
5-10 anos 
 
>p3 e <p97: Peso adequado para a idade 
>z-2 e <z+2: Peso adequado para a idade 
<5 anos 
 
<p0,1 (<z-3): muito baixo peso 
> p0,1 (>z-3) e <p3(<z-2): baixo peso 
 
5—10 anos 
 
<p0,1 (<z-3): muito baixo peso 
> p0,1 (>z-3) e <p3(<z-2): baixo peso 
< 5 anos 
 
>p97 (>z+2): peso elevado para idade 
 
5-10 anos 
 
>p97 (>z+2): peso elevado para idade 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 Estatura adequada 
 
 ESTATURA Estatura baixa 
 
Estrutura que a criança poderá alcançar ao final da puberdade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 PERÍMETRO CEFÁLICO 
Acompanhar a curva 
• ponto isolado (importante é a evolução) 
 
 
PESO x ESTATURA / IMC x IDADE 
ESTATURA ADEQUADA 
Estatura x Idade 
 
< 5 anos—19 anos 
> p3 (>z-2): estatura adequada 
 
 
ESTATURA BAIXA 
Estatura x Idade 
 
< 5 anos—19 anos 
<p0,1 (<z-3): muito baixa estatura 
<p3 (<z-2): baixa estatura 
< 5 anos—19 anos 
 
>p3 e <p85: Eutrófico 
>z-2 e <z+1: Eutrófico 
<5 anos—19 anos 
 
<p0,1 (<z-3): Magreza acentuada 
>p0,1 (>z-3) e <p3 (<z-2): 
magreza 
< 5 anos—19 anos 
>p85 (>z+1): risco de so-
brepeso 
>p97 (>z+2): sobrepeso 
>p99,9(>z+3): obesidade 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
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I 
C 
A 
S 
 
PROPORÇÕES CORPORAIS 
A medida permite avaliar a proporcionalidade do crescimento 
 
O seguimento inferior é a distância que vai da sínfise púbica ao chão 
O seguimento superior é a diferença entre a estatura e segmento inferior 
Ao nascimento o SS > SI, mas durante a adolescência a proporção SS/SI deve estar entre 
0,9 e 1. 
O aumento dessa relação sugere malformações, displasias ósseas ou raquitismo 
IDADE ÓSSEA 
O fechamento das epífises ósseas é quem determina a estatura final do indivíduo 
A análise da maturação óssea é feita através do cálculo da idade óssea (obtida através da 
radiografia da mão e punhos esquerdos) 
 
Método de Greulich & Pyle 
 
Evolução no gráfico é mais importante que um ponto isolado 
Desnutrição recente: curvas de estatura e PC não se alteram 
Desnutrição prolongada: estatura fica comprometida 
Retificação ou linha descendente:: ALERTA 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
Conduta: Reação reflexa voluntária espontânea ou aprendidas de uma criança 
Desenvolvimento: Aperfeiçoamento e a diferenciação da conduta 
 Se dará de forma CRÂNIO-CAUDAL 
 
CONDUTA MOTORA 
Achados normais que desaparecem após um certo período 
• Reflexo de Moro 
• Reflexo tônico cervical assimétrico (Magnus de Kleijin) 
• Reflexo preensão Palmar e Plantar/Babinsk/Lactente 
• Reflexo de Galant 
• Reflexo apoio plantar e marcha 
• Reflexo de Landau 
• Reflexo sucção 
 
Achados normais que desaparecem e reaparecem como atividade voluntária 
• Reflexo de preensão 
• Reflexo de sucção 
• Reflexo de marcha 
 
Achados normais que persistem no adulto 
• Reflexos profundos 
• Reflexos superficiais 
 
Achados normais que aparecem no lactente e persistem no adulto 
• Reflexo do paraquedista 
(surge aos 8-9 meses e permanecem por toda vida) 
 
 
CONDUTA MOTORA CONDUTA PESSOAL-SOCIAL 
Capacidade motora da criança. Maturação e 
organização com o passar do tempo 
Reações da criança diante de outras pesso-
as/adaptação à vida doméstica e convívio 
social 
CONDUTA ADAPTATIVA CONDUTA DE LINGUAGEM 
Capacidade da criança de adaptar-se a ex-
periências novas e utilizar aprendizados re-
centes 
Engloba todos os sons emitidos pela criança 
assim como a percepção do que os outros 
dizem 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
FICHA DE ACOMPANHAMENTO DO 
DESENVOLVIMENTO 
 
 
 
 
Ao final do primeiro trimestre, marco de 
desenvolvimento: Sorri em resposta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARCOS DO DESENVOLVIMENTO 
1 MÊS 4 MESES 
• REFLEXOS PRIMITIVOS 
• Segue com olhar até a linha média 
• Sons guturais 
• Olha aface das pessoas que o observam 
• Cabeça firme 
• Segue com olhar 180° 
• Vocalização 
• Brinca com as mãos 
6 MESES 7 MESES 
• Senta com apoio 
• Transfere objeto de uma mão para outra 
• Lalação 
• Brinca com os pés e com brinquedos 
10 MESES 12 MESES 
• Engatinha/Fica de pé com apoio 
• Segura dois cubos 
• ‘’MAMA, DADA’’ 
• Come um biscoito sozinho 
• Anda com apoio 
• Pega objetos com indicador e polegar 
• Diz uma ou duas palavras 
• Ajuda a se vestir 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
REFLEXOS IDADE ESTÍMULO RESPOSTA EXEMPLO 
 
 
REFLEXO DE 
MORO 
 
0-3 MESES 
(não deve 
persistir no 2° 
semestre de 
vida) 
 
Barulho próximo, 
puxar o lençol 
onde o bebê 
está deitado 
Abdução e ex-
tensão dos 
MMSS, abdução 
dos dedos, pode 
ser seguido de 
flexão e adução 
dos MMSS. 
 
 
REFLEXO 
TÔNICO-
CERVICAL 
ASSIMÉTRICO 
 
 
0-3 MESES 
É desencadeado 
por rotação da 
cabeça enquanto 
a outra mão do 
examinador 
estabiliza o 
tronco do RN 
Extensão do 
membro superior 
ipsilateral à 
rotação e flexão 
do membro 
superior 
contralateral 
 
 
PREENSÃO 
PALMAR 
 
 
0-4/6 MESES 
 
Realizar 
preensão na 
região palmar 
 
 Flexão dos 
dedos 
 
 
PREENSÃO 
PLANTAR/ 
CUTÂNEO-
PLANTAR/ 
BABINSKI 
 
 
0- 15 MESES 
Realizar preen-
são na face plan-
tar dos pés do 
bebê na região 
distal dos 
metatarsos 
 
Flexão dos 
dedos dos pés 
 
 
 
RELEXO DE 
GALANT 
 
 
0-3 MESES 
 
Estimular região 
lombar com o 
bebê em prono 
 
Encurvamento 
do tronco com 
concavidade 
para o lado 
estimulado 
 
 
REFLEXO 
APOIO 
PLANTAR 
E MARCHA 
 
 
0-2 MESES 
É desencadeado 
pelo apoio do pé 
do RN sobre 
superfície dura, 
estando este 
seguro pelas 
axilas. 
 
Extensão das 
pernas 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
REFLEXOS IDADE ESTÍMULO RESPOSTA EXEMPLO 
 
 
REFLEXO DE 
LANDAU 
 
 
Inicia aos 
4/5 MESES 
 
Bebê é suspenso 
na posição prona 
 
Elevação da 
cabeça acima 
do tronco 
 
 
REFLEXO DE 
SUCÇÃO 
 
0-5 MESES 
 
Tocar os lábios e 
a parte interna 
da boca 
 
Movimento rítmi-
co, língua em 
cânula, movi-
mentos ondula-
tórios 
 
 
 
MARCHA 
REFLEXA 
 
 
0-2 MESES 
 
Colocar o bebê 
na posição 
bípede e 
inclinar o corpo 
anteriormente 
 
Passos; 
Cruzamento das 
pernas uma na 
frente da outra 
 
 
 
REFLEXOS 
PROFUNDOS 
 
Achados 
normais que 
persistem na 
vida adulta 
Estiramento 
rápido do mús-
culo causado pe-
la percussão do 
tendão, realizada 
com martelo 
neurológico. 
 
Hiperreflexia 
Reflexo patelar, 
tricipital, bicipi-
tal, flexores dos 
dedos, aquileu, 
adutor da coxa, 
glabelar, mandi-
bular.. 
 
 
REFLEXOS 
SUPERFICIAIS 
 
Achados 
normais que 
persistem na 
vida adulta 
 
 
 
Estímulos 
realizados 
na pele e 
mucosas 
 
Contração 
muscular 
Reflexo cutâneo-
plantar, cutâneo-
abdominais, cre-
mastérico, anal, 
palmomentual, 
corneopalpebral 
 
 
REFLEXO DO 
PARAQUEDISTA 
 
8-9 MESES e 
permanecem 
na vida adulta 
 
Criança em 
posição vertical, 
imitando uma 
queda 
 
Extensão dos 
braços para 
frente, busca-se 
amparar a queda 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Febre, tosse, dor, vômito, gripe = principais queixar no pronto atendimento 
 
 
RINOFARINGITE AGUDA 
Resfriado mais comum e prevalente 
 < 5 anos 
 Predominantemente viral 
 Transmissão por gotículas e mãos contaminadas 
 Contágio significativo 
 2 a 5 dias de incubação 
 
Sintomas: 
 Obstrução nasal 
 Coriza 
 Tosse 
 Odinofagia (dor ao deglutir) 
 Otalgia (dor de ouvido) 
 Febre > 72 horas 
 Prostração (fraqueza) 
 Comprometimento de via aérea inferior 
 
Tratamento: 
Repouso 
Hidratação 
Higiene nasal 
Analgesia 
 
 
 Tuba horizontal e curta = + infecções respiratórias recorrentes 
 
RINOFARINGITE AGUDA SINUSITE AGUDA 
FARINGOAMIGDALITE AGUDA ESTREPTOCÓCCICA LARINGITE VIRAL 
ATENÇÃO! 
 
Oseltamivir (>1 anos e até 48 horas dos 
sintomas) 
 
Influenza A (vacina a partir dos 6 meses) 
 
Amantadina (pouco difundida/usada) 
 
Creche = surtos 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
SINUSITE AGUDA 
 
• Infecção bacteriana < 30 dias dos seios paranasais 
Pneumococo, Hemófilos, Moraxella 
• Agentes virais (mesmos da rinofaringite) -> mais comuns 
 
Classificação: 
Rinossinusite aguda (RSA): sintomas até 4 semanas 
Rinossinusite subaguda (RSSA): sintomas > 4 e <12 semanas 
Rinossinusite crônica (RSC): sintomas >12 semamas 
 
SINAIS/SINTOMAS > 10 DIAS 
 
Sintomas: 
• Obstrução nasal 
• Rinorreia purulenta 
• Halitose 
• Febre 
• Cefaleia 
• Edema palpebral 
 
Fatores predisponentes: 
• Rinite alérgica 
• Tabaco e suas variantes 
• Corpo estranho (unilateral) 
• Barotrauma (altitude) 
 
Anatomia radiológica: seios da face cavum 
Diagnóstico 
Rinoscopia / Dor a compressão dos seios da face 
Tratamento: 
 
 Repouso 
 Hidratação 
 Higiene nasal 
 Analgesia 
 Antimicrobianos 
 Se bacteriana, Antibiótico (amoxicilina) 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
Antibioticoterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
Complicações: 
 Celulite peri-orbitária: 
 
 
 
 
FARINGOAMIGDALITE ESTREPTOCÓCCICA—FAE 
Streptococcus pyogenes do grupo A (beta-gemolítico) 
 
> 5 anos, manifestações locais e sistêmicas 
Complicações supurativas locais 
Complicações supurativas tardias >> sistêmicas (FR e GNDA) 
 
 
 
Exame físico 
 
 
 
 
 
HIPERTROFIA DE 
AMIGDALA (viral) 
AMIGDALITE 
(placas bacterianas) 
AMIGDALITE 
(adenomegalia) bactéria 
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E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASOS CLÍNICOS: 
 
 
Adolescente, feminino, 
febre há 7 dias, 
hepato-esplenomegalia 
 
 
Mononucleose infecciosa 
Amígdalas crípticas (acumulam secreção) 
 
Tratamento: limpeza, higiene 
 
Escolar, 5 anos, exame 
de rotina, sem queixas 
sistêmicas 
 
 
Cáseos amigdalinos 
 
Tratamento: limpeza, higiene 
 
Lactente, 10 meses, 
visita de puericultura. 
Usa chupeta 
 
 
Candidiase oral 
 
Tratamento: nistatina tópico 
 
Escolar, 4 anos, febre 
alta e recusa alimentar. 
 
 
Herpangina 
 
Tratamento: Repouso, ingestão de líquidos, 
analgesia 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Complicações locais 
 
Complicações sistêmicas 
• Sepse 
• Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA) 
• Febre reumática (FR) 
 
 
DIAGNÓSTICO 
Teste rápido para Streptococcus pyogenes do grupo A 
 
 
TRATAMENTO 
 Repouso 
 Hidratação 
 Analgesia 
 Antimicrobianos 
 Prevenção de complicações futuras (tratamento correto em dose e duração) 
 
 
 
 
Abcesso 
 
 
 
 
Linfadenite 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
LARINGITE VIRAL AGUDA 
 
Crupe viral 
Inflamação na região sub-glótica 
Lactentes e pré-escolares (em tornodos 2 anos) 
 
Sintomas: 
• Pródromos gripais (febre, mal-estar, cefaleia) 
• Tosse rouca (cachorro) / coriza, obstrução 
• Disfonia 
• Afonia 
• Estridor 
• Cianose 
• Palidez 
• Agitação 
 
Tratamento: 
• Repouso 
• Hidratação 
• Umidificação 
• Nebulização com corticóide* 
• Nebulização com adrenalina* 
• Corticóide oral ou parenteral 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ADOLESCÊNCIA: período de transformações dramáticas, físicas, psicológicas, fisiológicas 
e sociais. MODIFICAÇÕES CORPORAIS E PSICOSSOCIAIS 
 
PUBERDADE: transição da infância para a adolescência. MATURAÇÃO SEXUAL E CRESCI-
MENTO FÍSICO 
 
3 fases da adolescência: 
 
A 1° consulta do adolescente 
Código de Ética Médica: " É vedado ao médico: revelar segredo profissional referente a pa-
ciente menor de idade, inclusive a seus pais e responsáveis legais,..... 
 
APENAS EM SITUAÇÕES DE RISCO PARA O PACIENTE OU PARA TERCEIROS, O SIGILO 
MÉDICO PODERÁ SER QUEBRADO E O PROBLEMA DEVERÁ SER APRESENTADO AOS SEUS 
PAIS. (risco de suicídio, maus-tratos, gravidez, intenção de abortar, abuso de drogas, buli-
mia, anorexia, ferimentos suspeitos). 
 
DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL 
• Busca de si mesmo 
• Separação dos pais 
• Formação de grupos 
• Formação do pensamento abstrato 
• Crises religiosas 
• Imagem do corpo 
 
 DESENVOLVIMENTO COGNITIVO 
 
*Neuro maturação até 30 anos 
INICIAL MÉDIA FINAL 
10-13 14-17 18-21 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
MATURAÇÃO SEXUAL 
 
 Hormônio liberador de gonadotrofina -> LH e FSH 
 Esteróides gonadais estimulam GH e IGF-1 -> agem sobre cartilagem -> crescimento 
ósseo. 
 
Fatores que influenciam: 
• Genético 
• Ambiental 
 
Escala de estadiamento da maturidade sexual -> Estadios de Tanner 
Estadio 1—pré-adolescente 
Estadio 2—4—puberdade 
Estadio 5—maturidade sexual 
 
PRIMEIRO SINAL DA PUBERDADE 
 
 
 
Pelos pubianos Desenvolvimento das mamas 
Gônadas Pelos 
Aumento testicular e desenvolvimento de 
pelos pubianos 
 
* ESTADIO 2—9,5 anos 
Aparecimento dos brotos mamários 
(telarca) 
 
* ESTADIO 2—entre 8, 12 anos 
Aumento do comprimento do pênis e pre-
sença de esperma 
 
* ESTADIO 3—14,17 anos 
Menstruação (menarca) tipicamente ocorre 
2,5 anos após início da puberdade 
 
* ESTADIO 3/4—12,5 anos 
 
AUMENTO TESTICULAR (G2) -> 
PELOS PUBIANOS (P2) 
 
 
TELARCA -> PUBARCA 
(M2) (P2) 
 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
CRESCIMENTO SOMÁTICO 
 
• O estirão do crescimento acontece de forma ASSIMÉTRICA -> 
 extremidades (pés, mãos) -> (braços, pernas) -> (tronco) 
 
DISTÚRBIOS DO CRESCIMENTO 
 
Fator mais importante na avaliação do crescimento é a 
determinação da velocidade de crescimento 
 
• Curva Cruza percentis 
• Alteração da velocidade de crescimento estatural após o 3° ano de vida requerem 
avaliação 
 
Estatura absoluta x Velocidade de crescimento estatural 
 
* Alvo genético 
* Idade óssea 
 
 
Variações normais do crescimento: 
Baixa estatura familiar 
Atraso constitucional 
 
Causas patológicas: 
• Osteocondrodisplasias (SS/SI segmentos desproporcionais) 
• RCIU (intra-uterino -> baixa estatura, alteração cognitiva, resistência insulínica) 
• Síndromes genéticas (Silver-Russel, Noonan, Seckel) 
• Síndromes cromossômicas (Down, Turner) 
• Desnutrição (privação energético-proteica primária ou secundária) 
PICO DE VELOCIDADE 8-9cm/ano 
Ocorre nos estádios 2-3 
Cerca de 6 meses antes da menarca 
Ocorre até 16 anos 
 
PICO DE VELOCIDADE ocorre nos 
Estádios 3-4 e continua mais 2-3 anos 
Velocidade 10-12cm 
Ocorre em média até 18 anos 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
• Privação psicossocial (abuso ou negligência) -> deficiência de GH 
• Hipotireoidismo (PRINCIPAL CAUSA) *baixa velocidade de crescimento 
• Síndrome de Cushing (principal causa iatrogênica—aumento de cortisol) 
• Deficiência de GH (causa rara—forma idiopática) * idade óssea atrasada, redução da 
velocidade de crescimento. 
 
DEFICIÊNCIA DE GH 
Proceder investigação -> Dosagem de IGF-1 e dois testes de estímulos de GH diferentes 
Clonidina, exercício, pós-insulina, pós-glucagon 
 
Estatura abaixo do Z-2 ou < P3 
HF: altura idade início puberdade dos pais 
Avaliar curva de crescimento 
Dosagem de T4, TSH, determinação da idade óssea e concentrações de IGF-1 e IGFBP-3 
 
Variações normais do crescimento: 
Alta estatura familiar 
Aceleração constitucional da puberdade 
 
Causas patológicas: 
Síndrome Beckwith –Wiedemann 
Síndrome Sotos– Gigantismo cerebral 
Síndrome de Klinefelter XXY 
Sindrome X-frágil 
Síndrome Marfan, Homocistinúria 
Neurofribomatose tipo 1 
Obesidade, Excesso de GH 
 
EXCESSO DE GH– GIGANTISMO 
 Aumento na secreção de GH-adenoma hipofisário 
 Aumento de IGF-1 
 Pés e mãos grandes, prognatismo, fásceis grosseira 
 Tratamento ressecção do adenoma 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado 
nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e 
no seu desenvolvimento cognitivo e emocional, além de ter implicações na saúde física e 
psíquica da mãe. 
 
LEITE MATERNO = O alimento perfeito (contém todos os grupos alimentares) 
Único e inigualável 
Ideal para cada criança 
‘’Vivo’’ -> se modifica conforme a necessidade da criança. 
Não há outro produto/leite/fórmula/ que se aproxime do leite materno 
Alimentação ao peito: estímulos para o desenvolvimento motor, cognitivo, psicoemocional 
 
Participação da família e da sociedade no estímulo ao aleitamento materno é essencial = 
Rede de apoio 
 
Desejo e escolhas da mulher devem ser respeitados 
 
Aleitamento materno deve ser iniciado imediatamente após o nascimento -> na 1° hora de 
vida, ainda na sala de parto (reduz + 20% na incidência de D.M) Golden-Hour 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALEITAMENTO 
MATERNO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Leite + sólido 
V A N E S S A L U D W I G 
Exclusivo (AME) até 6 meses de vida (OMS, MS, SBP) 
 
• não oferecer, água, chá, suco 
(medicamentos = xarope) 
Complementado de 6 meses a pelo menos 2 anos 
 
A partir dos 6 meses alimentação complementar 
-> introdução alimentar 
 
Não é orientado leite de cabra, de vaca, de soja. 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEFINIÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O BEBÊ: 
 
Composição nutricional ideal: 
• Alimento completo 
• Atende totalmente as necessidades nutricionais, metabólicas e calóricas 
• Ideal para a saúde gastrointestinal, renal, imunológica 
• Composição se modifica ao longo do tempo, em cada mamada, conforme necessidades 
do bebê. 
 
Prevenção de doenças: 
• Diminui a mortalidade infantil (13% em < 5 anos) 
• Diminui doenças imunoalérgicas (asma, DA, alergia alimentar) 
• Diminui obesidade no adulto em 23% e outras doenças crônicas do adulto: leucemia, 
doença celíaca, Crohn, RCU, DM1 e 2, hipercolesterolemia, HAS. 
 
Desenvolvimento cognitivo: 
• Melhora crescimento e desenvolvimento cerebral, comportamental e emocional 
 
Desenvolvimento da cavidade oral 
 
Fortalecimento vínculo afetivo mãe-bebê 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO (AME): apenas 
leite humano (do seio ou ordenhado ou banco deleite). 
Poderá receber vitaminas, sais de hidratação e medica-
mentos. 
ALEITAMENTO MATERNO PREDOMINANTE (AMP): lei-
te humano + água, chás, suco de frutas 
ALEITAMENTO MATERNO COMPLEMENTADO (AMC): 
leite humano + alimentos sólidos ou semissólidos 
ALEITAMENTO MATERNO MISTO OU PARCIAL: leite 
humano + outros tipos de leite 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO PARA A MÃE: 
 
Prevenção de hemorragia pós parto 
 
Método contraceptivo (amenorreia lactacional) 
 
Remineralização óssea 
 
Redução do risco de câncer de mama e ovário 
 
Proteção contra DM2 
 
Perda ponderal (gasto energético de uma nutriz: 704kcal/dia) 
 
Economia e eficácia 
 
FISIOLOGIA DA LACTAÇÃO 
Interação neuropsicoendócrina 
 
Lactogênese fase I: preparação da mama 
Lactogênese fase II: saída/descida do leite 
Lactogênese fase III: manutenção da lactação 
 
Na gravidez: estrogênio e progestogênio -> glândulas prontas para lactar (Lactogênese 
fase I) 
Progestogênio: crescimento dos alvéolos e lóbulos 
Estrogênio: proliferação de ductos lactíferos e ramificações 
 
Prolactina: estímulo à secreção de leite (bloqueada pelo lactogênio placentário) 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Nascimento saída da placenta -> diminui progestogênio e lactogênio placentário -> au-
menta secreção do leite (Lactogênese fase II) 
 
Inicia-se a síntese de ocitocina (neuro-hipófise) -> ejeção ou saída do leite 
 
3°-4° dia pós-parto: descida do leite ou apojadura (1° descida do leite)-> não depende da 
sucção do bebê (controle hormonal) 
 
Lactogênese fase III (galactopoiese): manutenção da produção e ejeção do leite 
 
Depende da sucção e esvaziamento da mama 
 
Prolactina (hipófise anterior) -> atua nas células alveolares produzindo leite materno 
Ocitocina (hipófise posterior-neuro-hipófise) -> células mioepiteliais promovendo reflexo 
de ejeção do leite 
 Reflexo bloqueado por estresse, baixa autoestima, medo, dor, falta de apoio. 
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E D O A D O L E S C E N T E 
 
HMOs: oligossacarídeos do leite humano > bactérias se proliferam 
 
FASES DA PRODUÇÃO LÁCTEA 
 
COLOSTRO 
• 3-5 dias 
• Menor valor energético, teor lipídico 
• Maior eletrólitos, proteínas, vitaminas lipossolúveis (A), minerais e imunoglobulinas 
(igA e lactoferrina) -> exsudato plasmático 
• Facilita eliminação de mecônio nos primeiros dias 
• Permite proliferação de lactobacillus bifidus na luz intestinal 
 
LEITE DE TRANSIÇÃO 
6-14 dias 
Aumento de vitaminas hidrossolúveis, lipídeos e lactose 
V A N E S S A L U D W I G 
 Leite materno Leite de vaca 
Água Suficiente Necessita ofertar água extra 
Carboidratos (lactose – 
g/100ml) 
6,8 4,9 
Gorduras (g/100ml) 
•Ácidos graxos •Ácido li-
noleico (ômega 6) 
•Colesterol 
4-4,5 
Insaturados – suficientes 
Suficiente para SNC 
Suficiente 
4 
Saturados – excesso 
Insuficientes 
Insuficiente 
Proteínas (g/100ml) 
(Caseína: Proteína do soro) 
1,1 
20:80 
3,5 
80:20 
Ferro (mg/ml) 
 
 
Eletrólitos 
0,5 – melhor absorvido 
(lactoferrina) 
 
Menor quantidade 
0,5 
 
 
Maior quantidade 
Vitaminas Suficiente Insuficiente 
 
 
Fatores de proteção 
IgA, IgM, IgG 
Leucocitos 
Lactoferrina 
Lisozima 
Fator bífido 
lipase 
Inativos 
Bactérias Ausentes Presentes 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
LEITE MADURO 
2° quinzena 
Mais lipídeos, lactose, menos proteínas 
Leite posterior tem mais gordura (saciedade)/ Leite anterior: sai antes. *importância de 
esvaziar a mama durante as mamadas. 
 
LEITE DE MÃES D EPREMATUROS 
Mais rico em proteínas, gorduras, Na, Cl, vitamina A e E 
Menos lactose e vitamina C 
 
 
INFORMAÇÕES BÁSICAS 
Iniciar a amamentação na primeira hora de vida 
Frequência: livre demanda (8-12x ao dia -> não é leite fraco) 
Não oferecer outros líquidos 
Confusão de bicos (evitar bicos artificiais) 
Leite se modifica ao longo da mamada 
 
 
CONTRA-INDICAÇÕES À AMAMENTAÇÃO 
Relacionadas à mãe: 
HIV 
Drogas: antineoplásicas, imunossupressoras, radioativas, derivados do ergot, amiodarona, 
ciclosporina, androgênios. 
Mãe com limitações temporárias: psicose puerperal, eclampsia, choque, lesões ativas de 
herpes no mamilo 
HTLV 1 e 2: neoplasias de distúrbios neurológicos na criança 
 
Relacionadas à criança: 
Galactosemia (grave) 
 
 
TÉCNICA DE AMAMENTAÇÃO 
Iniciar na sala de parto (bebe alerta por 6 horas pós nascimento, depois dorme por 12 ho-
ras) 
Frequência: livre demanda (tempo de esvaziamento gástrico 1-4h) 
Pega (reflexos primitivos—sucção, cardinais)/ Posição (confortável) / Sucção (pegar na au-
réola/ lábio inferior evertido) 
Sugar a mama até esvaziar (leite posterior) 
Choro nem sempre é fome 
 
POSIÇÕES 
Várias posições para amamentar: conforto materno e técnica adequada 
Mãe relaxada, confortável e bem apoiada 
Corpo do bebe voltado para o da mãe 
Cabeça alinhada com o corpo (eixo axial único) 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
1. Tradicional 
2. Invertida ou jogador de futebol 
americano 
3. Transversal 
4. Cavaleiro 
5. Deitada inclinada 
6. Deitada de costas 
7. Deitada lateral 
8. Deitada lateral invertida 
 
PEGA 
Reflexos primitivos (sucção, cardinais) 
Abocanhar toda aréola 
Boca bem aberta 
Lábio inferior evertido 
Queixo tocando a mama 
Deglutição visível e audível 
Lacre perfeito -> vácuo 
 pressão negativa intraoral: mantem mamilo e aréola na boca 
 
MITOS DA AMAMENTAÇÃO 
Leite fraco, pouco leite, não tenho leite, o peito cai, 
cerveja preta aumenta produção do leite 
 
COMO NÓS PODEMOS AJUDAR? 
Comunicação não verbal 
Perguntas abertas/ espaço para se expressar 
Empatia 
Evitar julgamentos 
Aceitar sentimentos e opiniões 
Elogiar e encorajar a mãe 
Poucas informações por vez 
Linguagem simples 
 
 
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E D O A D O L E S C E N T E 
• Anatomia e fisiopatologia 
Infecção parenquimatosa 
 
• Principal causa de mortalidade < 5 anos 
Epidemiologia em mudança (pandemia, vacina pneumococo) 
 
• Diagnóstico precoce 
Semiologia, radiologia, pesquisa etiológica 
 
• Intervenção adequada 
Antibioticoterapia assertiva, sintomáticos 
 
Epidemiologia 
Houve uma diminuição dos casos de 1-4 anos (Vacina) 
 
Pneumonia complicada: não houve cobertura total da vacina 
 
Etiologia 
Grande variedade 
60% sem identificação 
Fonte dos estudos (fonte dos pacientes) 
 
Hemocultura -> Uso de antibióticos pré-
diagnóstico diminui a sensibilidade da 
hemocultura. 
 
< 3 dias: Coli / Parto vaginal 
> 3 dias: Staphylococcus 
1-3 meses: Pneumococco, vírus, vírus, vírus 
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
• Febre persistente, prostração, gemência, tosse 
• Taquipneia com ou sem esforço respiratório 
• Varia com a faixa etária 
Pneumonia afebril do lactente, choro 
Imunosupressos 
Comorbidades 
 
AO EXAME FÍSICO: 
 Inspeção, percussão, palpação e ausculta 
 Frequência respiratória 
 Uso de musculatura acessória 
 Ausculta pulmonar 
 Frêmitos 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS—GRAVIDADE: 
• Tiragem 
• Gemência 
• Nível de consciência 
 
• antibioticoterapia supervisionada 
• internação hospitalar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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INVESTIGAÇÃO RADIOLÓGICA 
 
 
Opacidade/ perda da transparência/ con-
densação no lobo superior direito 
 
Consolidação no lobo inferior e língula 
(não se vê a silhueta cardíaca esq). 
 
Exsudato pneumonia = derrame pleural 
 
 
 
 
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INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL: 
• Leucograma 
• Eosinofilia 
• Proteína C Reativa (>21 mg/l) 
• Procalcitonina 
• Hemocultura e cultura do líquido pleural 
• Pesquisa de vírus respiratórios 
• Lavado bronco-alveolar (broncoscopia) 
• Aglutinação do látex (urina e líquido pleural) - pneumococo 
 
 
TRATAMENTO: 
 
• Ambulatorial 
Cuidados gerais, líquido, repouso 
 
 
 
 
 
 
• Internação 
Tiragem subcostal grave 
Taquipnéia de acordo com a faixa etária 
Gemência respiratória 
Cianose central 
Incapacidade de deglutição pela dificuldade respiratória 
Saturação periférica de oxigênio menor que 92% 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
COMPLICAÇÕES: 
• Resistência bacteriana 
• Derrame pleural 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Abcesso pulmonar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREVENÇÃO: 
• Desnutrição (alimentação + higiene) 
• Baixo peso ao nascer (mãe) 
• Tabagismo passivo 
• Vacinas (2,4,6 meses dose + 12 meses reforço. 
 
 
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E D O A D O L E S C E N T E 
DIREITO GARANTIDO PELA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA E OBRIGAÇÃO DO ESTADO 
 
 
ALIMENTAÇÃO ADEQUADA 
 
• Alimentação adequada e saudável: fundamental para a manutenção da vida com bem 
estar e qualidade 
 
• Deve conter: variedade, equilíbrio (qualitativo e quantitativo), moderação e prazer 
 
• Atender a necessidade de cada fase da vida, observando preferências e especificidades 
 
• COMIDA DE VERDADE: inicia com aleitamento materno 
 
A importância da alimentação: 
 Nutricional 
 Desenvolvimento como um todo 
 Formação da identidade: 
Aprende sobre si e sobre o ambiente. Ato cultural, afetivo e emocional. 
 Experiência nova para a criança 
 Formação de hábitos saudáveis para toda vida 
 Momento de aprendizado 
 Envolve relações, hábitos, formas de preservar e transmitir tradições e conhecimentos. 
 
OS PRIMEIROS 1000 DIAS 
Gestação (40 semanas) + 2 anos de criança: 270 dias + 730 dias = 1000 dias 
 
Decisões tomadas neste período repercutirão por toda a vida 
 
‘’Programming’’ 
 
 
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR 
A partir dos 6 meses de idade o leite materno deve ser mantido, novos alimentos devem 
ser oferecidos e uma diversidade de cores, sabores, texturas, cheiros deve ser apresenta-
da à criança. 
 
Após os 6 meses o leite materno não é completamente suficiente para atender à demanda 
do bebe (embora ainda muito importante) 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
POR QUE 6 MESES? 
JANELA de oportunidades 
 
Janela imunológica (corpo tende a fazer menos reações com substâncias novas). 
 4 a 9 meses 
 
Desenvolvimento neuropsicomotor (sustentação cefálica, cervical) senta em tripé, faz 
menos reflexo de protusão de língua. 
 
Maturidade renal (Alimentos com mais sódio e potássio) e digestiva (metabolismo) 
 
Aos 6 meses: 
Desenvolvimento neurológico 
 Sustentação cefálica 
 Perda do reflexo de protusão da língua 
 Capacidade de mastigação (mesmo sem dentes) 
 Sentar em tripe 
 Demonstra interesse pelos alimentos 
 Leva objetos à boca 
 
TÉCNICA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR 
Gradual 
 
 
 
 
 
Sequência sugerida para introdução 
alimentar 
 
 
 Oferecer os alimentos separadamente 
 Não aceitação: tentar novamente 
 Modificar consistências e preparações 
 Higiene no preparo e estocagem 
 BLW, BLISS, participativa (metodologias para introdução) 
BLW: desmame guiado pelo bebe, autonomia da criança para se alimentar. 
BLISS: desmame guiado pelo bebe, mas os pais oferecem o alimento na colher também. 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
1 semana (1-7 dias): 1 papa de frutas no lanche da manhã 
2 semana (7-14 dias): 1 papa de fruta no lanche da manhã e outra à tarde 
3 semana (15-21 dias): 1 papa de fruta de amanha outra à tarde e 1 papa principal 
4 semanas (22-28 dias): 1 papa de frutas de manhã e outra à tarde e 1 papa principal no 
almoço e outra na janta. 
 
As primeiras papas já devem conter TODOS os grupos alimentares 
 
Cereais ou tubérculos (arroz, milho, mandioca, inhame, aveia, batata, macarrão) 
Leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico) 
Proteínas (animal, ovos, cogumelos) *carne = palma da mão = almoço e janta. 
Hortaliças (verduras e legumes) 
Óleo (canola, girassol) *mielinização = desenvolvimento neurológico 
Frutas (todas) 
 
 
 
 
 
 
 
ÁGUA 
 
 
 
 
 
 
 
ORIENTAÇÕES: 
 Não liquidificar 
 Sem sal (ou mínimo) até 1 ano de idade (altera papilas gustativas) 
 Sem açúcar (e mel) 
 Sem leite 
 Sem sucos (frutose -> gordura no fígado) * pico de glicemia e insulina .Obesidade. 
 Sem ultraprocessados 
 Sem industrializados 
 SEM DISTRAÇÕES (celular, tv, briga..) 
 BONS MODELOS (pessoas com quem convive) 
 
 
MODELOS E ESTILO PARENTAL 
* estilos de pais que interferem na introdução alimentar 
 
Necessidade hídrica 
< 10kg -> 100ml 
Leite materno, água, 
alimento 
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E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No momento da refeição: 
• Evitar distrações 
• Atitude neutra dos pais (sem ansiedade ou imposições) 
• Estimular apetite, refeições com duração máxima de 20 a 30 minutos 
• Alimentos (consistências) devem ser apropriadas à idade 
• Introduzir novos alimentos sistematicamente 
• Encorajar autonomia 
• Tolerar ‘’bagunça’’ própria pra idade 
 
 
 
Frutas: todas 
• ÁGUA!!!!! 
 
 
 
 
Exemplo de refeição para bebe de 6 meses 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Alimentação 
SEGUNDO ANO 
 
• Redução da ingestão (diminui a necessidade de calorias) 
• Seletividade 
• Oferecer várias vezes 
• Não forçar 
• Modelos 
 
SUPLEMENTAÇÃO 
 
 
 
 
 
FERRO 
 
 
 
 
 
 
Formas: 
Férrico/Fe 3+ = Ferro não-heme (fontes vegetais) 
Ferroso/Fe 2+ = ferro heme (fontes animais) -> melhor absorção 
 
Fatores que facilitam Fe 3+ -> F2 + (e absorção) 
 Vitamina C 
 Carotenoides 
 Aminoácidos 
 
Fatores que inibem a absorção: 
Fitatos (cerais, leguminosas), compostos fenólicos (tanino, cebola, café, chá), fibras, cálcio 
e fosforo (soja, leite e ovo) 
 
 
Prevenção da anemia ferropriva 
 
Pré-natal adequado 
Aleitamento materno 
Alimentos com boas fontes de ferro 
Contra-indica leite de vaca in natura (< 12—24 meses) 
Saneamento 
Cuidados pós-natais (clampeamento do cordão, hemorragia) 
Políticas de suplementação de ferro 
METAL MAIS PRESENTE NO CORPO 
 
Síntese proteica, respiração, processos oxidativo e anti-infecciosos 
 
Desenvolvimento neurológico/cognitivo 
• Mielinização 
• Formação estrutural e funcional das vias neurotransmissoras 
• Crescimento rede neuronal 
• Participa do metabolismo energético do hipocampo 
Deficiência auditiva 
Leite de cabra = anemia megaloblástica 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
FERRO EM LACTENTES COM FATOR DE RISCO 
 Deficiência e ferro na gestação 
 Doenças maternas (HAS e DM) 
 Baixo peso ao nascer 
 RNPT 
 Clampeamento precoce do cordão umbilical 
 Interrupção precoce do aleitamento materno 
 Baixo nível socioeconômico 
 Fraco vínculo mãe-filho 
 Alimentação inadequada (vegetarianismo, LV < 1 ano) 
 
 
 
 
 
 
 
 
FERRO EM LACTENTES 
COM FATOR DE RISCO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FERRO EM LACTENTES SEM FATOR DE RISCO 
Situação: RNT, AIG, AME até 6 meses 
Recomendação: 1mg Fe elementar kg/dia dos 6 meses até 2 anos de idade 
 
 
 
 
 
 
VITAMINA D 
 
90%das necessidades: sol 
10%: alimentação 
 
Leite humano: 1L = 20-40Ul 
 
400UI/dia a partir da 1° semana de vida até 1 ano de idade 
600UI/dia de 1-2 anos 
Excesso: Insuficiência 
renal 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
VITAMINA A 
 
 
 
 
 
 
 
 
ZINCO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VIT B12 
 
 
 
 
 
 
 
6-59 meses: megadoses de vitamina A 
6-11 meses: 100.000UI 6/6 meses 
12-52 meses: 200.000UI 6/6 meses 
Co-fator enzimático 
 
Funções estruturas e 
regulatórias 
 
Suplementar–se: 
Diarreia 
Risco 
Deficiência 
Fontes alimentares de origem animal 
Síntese de ácidos nucleicos 
Formação mielina 
Metilação 
 
Suplementar-se: 
Vegetarianos 
Deficiência 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
• Efusão no Ouvido Médio (EOM) *secreção no ouvido médio 
• Otite média aguda (OMA) * inflamação no ouvido médio 
• Otite média aguda com efusão (OME) *inflamação/infecção no ouvido médio 
 
Definição 
Primeira infância (6 meses a 2 anos) 
Diagnóstico clínico (pediatra e clínico geral) 
Pneumococo, Hemófilo e Moraxella >> 70% isolado em EOM 
 
 
 
Epidemiologia 
 
Pneumococo = queda *vacina 
 
Moraxella = constante 
 
Hemófilo = ascendência 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DO OUVIDO MÉDIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Translúcida (transparente) * Triângulo luminoso * 
 
 
Amoxiciclina e 
clavulanato 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
• Otalgia 
• Desconforto 
• Perda auditiva 
• Otorréia 
• Febre 
• Lactentes e menores de 2 anos (inespecíficos): Sono intranquilo, febre, perda de apeti-
te, choro inconsolável 
 
 
 
EXAME FÍSICO 
 
 
OTOSCOPIA: 
 
Remoção de cerúmen 
 
Equipamento adequado 
 
Técnica adequada 
 
 
 
 
 
 
Otoscopia pneumática: 
 
 
 
ACHADOS NA OTOSCOPIA 
NORMAL OTITE COM EFUSÃO 
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E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SECREÇÃO/EFUSÃO NO 
OUVIDO MÉDIO 
EFUSÃO, HIPEREMIA, 
SANGRAMENTO 
DRENO 
(drenar e equalizar a 
pressão) 
* reação de corpo 
estranho elimina 
• abaulamentos 
colesteatoma 
• bolhas 
Recuperação da 
membrana timpâni-
ca (fibrose) 
Hiperemia peri-
membrana 
timpânica 
Perfuração da 
membrana 
MASTOIDITE 
*processo 
mastoide* 
Paralisia facial 
* pode ocorrer na 
otite 
-> paralisia de 
Bell 
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TRATAMENTO 
 
Usa-se terapia antimicrobianos nas situações: 
 
Crianças menores que 6 meses 
Crianças maiores que 6 meses de idade com doença grave (otalgia moderada ou intensa, 
por mais de 48 horas ou temperatura > 39°) 
OMA bilateral 
Presença de otorreia 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Principal causador: Vírus sincicial respiratório (VSR) 
 
75% das BVA 
40% das Pneumonias 
• Acomete todas as idades, em especial < 1 ano 
• Formas Graves >> primoinfecção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Distribuição da bronquiolite nas regiões do brasil: 
• outono e inverno 
• Sazonal * 
 
FATORES DE RISCO 
 
 Tabagismo materno durante a gestação *principais 
 Número de irmãos em idade escolar 
 
PREMATURIDADE E SOBREVIDA 
 
Prematuros 
(extremos < 28 semanas) 
 
+ prematuro 
- sobrevida 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
* doença de pequenas 
vias aéreas 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
TRANSMISSÃO 
 
3-4 dias 
 
• Suporte ventilatório (oxigênio) 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
• Clínico 
 
• Identificação viral * 
Imunossuprimidos 
Terapia antimicrobiana 
Vigilância 
Isolamento 
 
 
 
 
 
RADIOLÓGICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
V A N E S S A L U D W I G 
Hiper insuflado (espaços intercostais 
mantidos) 
Normal (espaços intercostais 
horizontalizados) 
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E D O A D O L E S C E N T E 
• Distribuição mundial (16 milhões de casos/ano >> 200 mil óbitos) 
• Incubação de 5-10 dias, transmissibilidade por até 3 semanas 
• Transmissão: Secreções de nasofaringe 
• 90% de taxa de ataque secundário entre domiciliares 
 
Bacilo aeróbico (gram negativo): Toxina pertussis 
Aparente não sazonal 
Verão e outono (?) 
 
Incidência caiu conforme a 
cobertura vacinal 
 
Ressurgimento: 
• Novas cepas 
• Movimento anti-vacina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Grupo de maior risco: Menor de 1 ano Sem esquema vacinal completo 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ASPECTOS CLÍNICOS: 
*Atenção 
 
Idade (recém-nascido) 
Virulência 
Status vacinal 
Tempo de vacina 
 
 
FASES: 
 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: 
• Sem febre alta 
• Complicações >> fase paroxística 
• Convulsões (hipóxia), hemorragia conjuntival 
• Apnéia 
V A N E S S A L U D W I G 
FASE CATARRAL FASE PAROXÍSTICA FASE CONVALESCENTE 
Duração: 7 a 14 dias Duração 1 a 6 semanas Duração: 1 a 2 semanas 
Manifestação em vias aéreas 
superiores 
 
Quadro similar a um resfria-
do comum 
Cursa com episódios paroxís-
ticos de tosse. (5 a 10 tosses 
em uma mesma expiração), 
em média 30 episódios/24h, 
contudo, a criança pode estar 
assintomática entre um epi-
sódio e outro. 
Evolui com diminuição de in-
tensidade e frequência dos 
episódios de tosse 
 
Apesar da persistência da 
tosse, os guinchos e sibilos 
desaparecem 
Outros achados: Rinorréia, 
astenia, lacrimejamento e 
febre baixa ou ausente 
 
Ao final desta fase, inciia o 
quadro de tosse persistente 
Outros achados: guin-
cho/sibilo inspiratórios, ex-
pectoração de muco claro, 
vômitos pós-tosse, lacrimeja-
mento, hemorragia conjunti-
vais, petéquias na face 
 
Sinais de agravo: cianose, 
apneia, hipóxia e desmaios 
Obs: O epitélio respiratório 
se encontra sensível e sus-
ceptível, o que pode culminar 
no ressurgimento de paroxis-
mo, caso haja outras infec-
ções respiratórias concomi-
tantes. 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
Esquema vacinal incompleto ou 
nunca vacinado. 
 
 
 
 
 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS: 
 
Definição de caso: 
• Tosse pelo menos 2 semanas (atualização mais recente: 10 dias) 
• Paroxismos 
• Guincho inspiratório com vômitos após, sem causa aparente 
 
Definição laboratorial: 
• Bordetella pertussis isolada em espécie clínica 
• PCR para Bordetella pertussis 
• Linfocitose (2° fase) >>10.000 
• Associada com gravidade 
• PCR e VHS aumentados (atenção para coinfecções bacteriana) 
 
 
 
 
 
Igg/igm: 
soroconversão 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
Queda do número de amostras 
processadas 
 
 
• cultura negativa? 
Coleta errada... 
 
 
 
ASPECTOS RADIOLÓGICOS: 
 
 
 
 
‘’Coração felpudo’’ 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO: 
• Macrolídeo = azitromicina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quimioprofilaxia: 
Feita com os mesmos medicamentos e pelo mesmo tempo que o tratamento, deve ser in-
dicada: 
• Independentemente da vacinação, mas até 21 dias do início da tosse no caso index 
(para todos contactantes domiciliares, contactantes próximos (creches) 
• Após 21 dias do início da tosse no caso index somente nos de alto risco (lactentes, ges-
tantes, contactantes de lactentes) 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç AE D O A D O L E S C E N T E 
Elevada transmissibilidade mundial 
Maioria casos leves 
 
Grupos de risco: 
 Idosos, crianças, gestantes 
 Imunosupressos 
• Idade inferior a dois anos 
• Idade superior a 60 anos 
• Doenças respiratórias crônicas 
• Doenças cardiovasculares 
• Imunodeficiências 
• Doenças renais crônicas 
• Hepatopatias 
• Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme) 
• Doenças metabólicas (incluindo diabetes mellitus) 
• Transtornos neurológicos e do desenvolvimento 
• Gravidez e puerpério 
• Obesidade 
 
Doenças de base: 
Asma, cardiopatias 
• descompensação 
 
OMS estima 650.000 óbitos/ano 
 
Transmissão: pessoa a pessoa (gotículas) 
Crianças excretam mais vírus e mais cedo (longos períodos) 
 
Epidemiologia: 
Gripe espanhola 1918 (H1N1) 
Gripe suína 2009 (H1N1) 
Sazonalidade 
 
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA: 
 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
Síndrome gripal 
 
Vias aéreas superiores 
Febre súbita 
Coriza, rinorreia hialina, tosse, rouquidão 
Mialgia, calafrios, fadiga, cefaleia 
Síndrome respiratória aguda grave: 
 
Saturação < 95% 
Sinais de desconforto respiratório 
Descompensação de doenças de base 
Qualquer idade em IRA 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
DIAGNÓSTICO: 
• Clínico >> contexto 
• Pesquisa viral >> vigilância, tomada de decisão 
• 72 horas após início dos sintomas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO: 
• Suporte, hidratação 
• Antivirais 
• Inibidores da neuraminidase (oseltamivir e zanamivir) 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Micronutrientes: Vitaminas e minerais 
Vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) 
Vitaminas hidrossolúveis (B) 
 
Macronutrientes: Carboidratos, lipídeos e proteínas 
 
 
 
 
 
 
RETINOL 
 
 
TIAMINA 
 
RIBOFLAVINA 
 
 
NIACINA 
 
ÁCIDO 
PANTOTÊICO 
 
PIRIDOXINA 
 
 
ÁCIDO FÓLICO 
 
 
COBALAMINA 
 
 
ÁCIDO 
ASCÓRBICO 
 
COLECALCIFE-
ROL 
 
 
TOCOFEROL 
 
FITOMENADIONA 
V A N E S S A L U D W I G 
CEGUEIRA 
NOTURNA 
 
GLICÓLISE 
 
 
 
PELAGRA 
3D: 
Dermatite 
Demência 
Diarreia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doença 
Hemorrágica 
Do RN 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
CEGUEIRA NOTURNA 
 
 
VIT A 
 
 
 
BERI-BERI 
 
 
VIT B 
 
 
 
 
PELAGRA 
 
 
VIT B3 
 
 
 
 
ESCORBUTO 
 
 
VIT C 
 
 
 
 
 
MINERAIS 
 
IODO 
Metabolismo: tireoide 
Deficiência: iodo 
Sal iodado (10mg/kg de sal) 
 
ZINCO 
Ovos, leite, carnes e crustáceos 
Sistema imunológico, estabilidade de epitélios 
Dermatite perineal, de face e extremidades (‘’acrodermatite enteropática’’, diarreia, alope-
cia, atrofia do sistema linfoide. 
 
 
 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
FISIOLÓGICA ou FERROPRIVA 
 
ANEMIA FISIOLÓGICA DA INFÂNCIA 
adaptação a vida extra-uterina 
 
• Anemia a partir do 7° dia (até 8° - 12° semana) 
• Não há déficit de fornecimento de O2 para os tecidos (mecanismos compensatórios) 
• Não causa repercussão no bebê, não precisa tratar 
• Diminui EPO (baixa PO2 na vida intrauterina aumenta EPO) 
• Todo o estoque de Fe é utilizado (hemocaterese) 
• Após 12-15 semanas: precisa repor ferro. 
 
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO 
Patológica 
 
Definição (OMS): Hb abaixo dos valores esperados (< -2DP) 
< 11g/dL (6-59 meses) 
< 11,5g/dL (5-11 anos) 
< 12g/dL (12-14 anos) 
 
Multifatorial: 
• Deficiência de ferro (60%) 
Período de alto metabolismo e crescimento acelerado 
Ingestão inadequada 
• Perdas sanguíneas 
• Infecções ou comorbidades 
• Medicações 
 
 
 
 
 
 
FERRO 
 
V A N E S S A L U D W I G 
 
Formas: Férrico/Fe 3+ = Ferro não-heme (fontes vegetais) 
Ferroso/Fe 2+ = ferro heme (fontes animais) -> melhor absorção 
 
Fatores que facilitam Fe 3+ -> F2 + (e absorção) Vitamina C, Carotenoides, Aminoácidos 
 
Fatores que inibem a absorção: Fitatos (cerais, leguminosas), compostos fenólicos (tanino, 
cebola, café, chá), fibras, cálcio e fosforo (soja, leite e ovo) 
 
 
 
METAL MAIS PRESENTE NO CORPO 
Síntese proteica, respiração, processos oxidativo e anti-infecciosos 
Desenvolvimento neurológico/cognitivo 
• Mielinização 
• Formação estrutural e funcional das vias neurotransmissoras 
• Crescimento rede neuronal 
• Participa do metabolismo energético do hipocampo 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
DIAGNÓSTICO: 
 
Clínica: não detecta precocemente 
• Irritabilidade 
• Alteração da cognição/psicomotora 
• Intolerância a exercícios 
• Palidez 
• Respiração ofegante 
• Astenia 
• Unhas e fâneros quebradiços 
• Estomatite angular 
 
Laboratorial: 
• 1° estágio: queda da ferritina -> estoques de ferro (porém marcador de fase aguda) 
• 2° estágio: deficiência de ferro -> queda do ferro sérico -> aumento da CTL transferri-
na, queda da sat. transferrina 
• 3° estágio: queda da hemoglobina (anemia ferropriva propriamente dita) 
• Reticulócitos (resposta medular) 
 
 
PREVENÇÃO DA ANEMIA FERROPRIVA 
Pré-natal adequado 
Aleitamento materno 
Alimentos com boas fontes de ferro 
Contra-indicar leite de vaca in natura (<12-24 meses) 
Saneamento 
Cuidados pós-natais (clampeamento do cordão, hemorragias) 
Políticas de suplementação de ferro 
 
 
TRATAMENTO 
Fe elementar via oral 
3-6 mg/kg/dia (mínimo 8 semanas) 
 
Tratamento por pelo menos 90 dias para ver alguma melhora na cognição 
Suplementação deve ser continuada: repor estoques (2-6 meses) 
Alimentação adequada 
Longe das refeições 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
PRÉ-NATAL 
Fatores de risco gestacionais 
 
• Número de consultas 
• Exames do pré-natal 
• Sorologias 
 
Classificação do RN: 
De acordo com a idade gestacional 
 
 DUM -> melhor método 
 Quando DUM desconhecida -> ultrassonografia no primeiro trimestre 
 Terceiro método: exame físico somático e neurológico do RN: Dubowitz, Capurro, 
New Ballard 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MUITO EXTENSO —–————> ADAPTAÇÃO —————-——> COMPLEXO 
 
V A N E S S A L U D W I G 
DEMOGRÁFICOS MATERNOS 
Idade < 16 anos 
Idade > 40 anos 
Uso de drogas 
Tabagismo 
Pobreza 
Estresse físico 
Doenças genéticas 
Diabetes Mellitus 
Hipertensão 
Bacteriúria 
Doença reumatológica 
PARTO NEONATO 
Parto prematuro 
Pós-datismo 
Apresentação pélvica 
Mecônio 
Cesárea 
Peso < 2500g ou > 4000g 
Idade gestacional < 37 semanas ou > 42 
semanas 
PIG/GIG 
Malformação congênita 
 
 
DUBOWITZ 
 
 
CAPURRO 
 
 
NEW BALLARD 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
CAPURRO SOMÁTICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
NEW BALLARD 
 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
CLASSIFICAÇÃO DO RN/ de acordo com IDADE GESTACIONAL 
 
TERMO > 37 semanas 
PRÉ-TERMO < 37 semanas 
PÓS-TERMO > 42 semanas Pós-datismo: após 40 semanas 
 
Termo precoce (37-38 semanas) 
Pré-termo tardio (36-37 semanas) 
 
CLASSIFICAÇÃO DO RN/ de acordo com PESO 
 
Peso normal: entre 2500 e 3999g 
Baixo peso < 2500g 
Muito baixo peso < 1500g 
Extremo baixo peso < 1000g 
 
CLASSIFICAÇÃO DO RN/ de acordo com PESO + IDADE GESTACIONAL 
 
AIG (adequado para idade gestacional) entre P10 e P90 
GIG (grande para a idade gestacional) > P90 
PIG (pequeno para a idade gestacional) < P10 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
HORA DE OURO 
Primeira hora de vida do RN 
 
Binômio como protagonistas de um evento 
 
O parto e o período pós-parto imediato são períodos de especial vulnerabilidade tanto para 
a mãe quanto para o recém-nascido durante asprimeiras 24 horas após o parto, ocorrem 
entre 25 e 45% das mortes neonatais e 45% das mortes maternas. A ciência vem provan-
do que a separação do bebê da sua mãe, a exemplo de outros mamíferos, é completamen-
te deletéria para ambos um bebê que é separado da sua mãe pode apresentar 
problemas de vínculo. 
 
3 PILARES: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONTATO PELE A PELE 
Imediato** 
 
A aquisição da microbiota do RN durante o processo do nascimento. 
Método barato, seguro e efetivo para a manutenção da temperatura do recém-nascido 
Melhora o comportamento de afeto e vinculo 
Melhora a efetividade da primeira mamada 
 
CLAMPEAMENTO TARDIO DO CORDÃO UMBILICAL 
O momento ideal, independente da IG, é quando a circulação do cordão umbilical cessou, 
ele está achatado e sem pulso (aprox. 3 minutos ou mais depois do nascimento) 
 
Ministério da Saúde: RN>/= 34 semanas com respiração adequada e tônus muscular em 
flexão ao nascimento, clampear o cordão umbilicar 1-3 minutos depois da sua extração 
completa da cavidade uterina. 
 
Transfusão placentária 
Benefícios imediatos: Volume adequado de sangue e reserva de ferro, diminui necessidade 
de transfusão por anemia e hipotensão, diminui incidência de retenção de placenta. 
 
Benefícios a longo prazo: Aumenta hemoglobina com 10 semanas de vida nos PMT, Au-
menta Hb e HT dos 2 aos 4 meses de idade, Melhora a reserva de Fe até os 6 meses 
V A N E S S A L U D W I G 
 
CONTATO 
PELE A PELE 
 
CLAMPEAMENTO 
DE CORDÃO 
 
ALEITAMENTO 
MATERNO 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ALEITAMENTO MATERNO PRECOCE 
 22% das mortes neonatais podem ser evitadas se todos os bebes forem amamentados 
na primeira hora de vida 
 Iniciar a amamentação após 1 dia de vida esteve associado a um aumento de 2,4 vezes 
no risco de morrer 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 a 10 RN necessitam de ajuda para iniciar a respiração efetiva 
1 a cada 100 RN necessitam de intubação traqueal ao nascimento 
 
20% dos óbitos neonatais = asfixia. 
 
 
V A N E S S A L U D W I G 
 
ANAMNESE 
MATERNA 
 
PREPARO DO 
MATERIAL 
 
EQUIPE 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
ANAMENSE MATERNA 
Intercorrências clinicas 
Intercorrências gestacionais 
Intercorrências no trabalho de parto 
Intercorrências no parto 
 
PREPARO DO MATERIAL 
Para manter normotermia 
Avaliar o RN 
Aspirar vias aéreas (se necessário) 
Ventilar com pressão positiva 
Intubar traqueia 
Ministrar medicações 
Cateterizar veia umbilical 
 
EQUIPE 
Pelo menos 1 profissional de saúde capaz de realizar os passos iniciais 
Ventilação com mascara fácil deve estar presente em todo o parto 
 
 
QUANDO CLAMPEAR O CORDÃO NO RN >= 34 SEMANAS? 
Após o nascimento avaliar se: 
 
RN começou a respirar ou chorar 
Se apresenta movimentação ativa -> independente do aspecto do líquido amniótico 
 
RESPIRAÇÃO TÔNUS 
 
RN >/= 34 semanas, com respiração e tônus presentes: 1-3 minutos após o nascimento. 
Posicionar o RN no tórax -> prevenir perda de calor 
 
Se 34-36 semanas após clampear o cordão levar ao berço e seguir passos iniciais 
 
RN com boa vitalidade 
Garantir temperatura ambiente 23-26°C 
Secar o corpo e cabeça 
Manter contato pele a pele no tórax-abdome materno 
Estimular amamentação na 1° hora de vida 
 
RN >/= 34 semanas, com respiração e tônus ausentes: clampeamento imediato do cordão 
Levar a mesa de reanimação + Passos iniciais 
 
QUANDO SEGUIR OS PASSOS INICIAS? 
RN 34-36 semanas após clampear cordão 
RN >/= 42 semanas 
V A N E S S A L U D W I G 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
Respiração irregular ou apneia 
Hipotonia 
 
PASSOS INICIAS 
 Prover calor 
 Posicionar cabeça 
 Aspirar boca e narinas (se necessário) 
 Secar e desprezar campos úmidos 
 Reposicionar a cabeça 
 
APÓS passos iniciais 
Avaliação simultânea: FC e RESPIRAÇÃO 
 
* APGAR -> 1 minuto de vida 
 
 
FLUXOGRAMA 
V A N E S S A L U D W I G 
Frequência Cardíaca Respiração 
Ausculta do precórdio por 6 segundos 
FC > 100 bpm 
Inspeção do tórax 
Respiração rítmica e regular 
NASCIMENTO 
RN 34-36 ou > 42 semanas ou 
RN >34 semanas com apneia ou respiração irregular ou hipotonia 
PASSOS INICIAIS 
FC > 100 bpm 
Respiração rítmica e regular 
Posicionar junto a mãe 
CONTATO PELE A PELE 
Amamentar *1° hora) 
Avaliar vitalidade 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VENTILAÇÃO COM PRESSÃO POSITIVA 
A ventilação pulmonar é o procedimento mais importante e efetivo 
na reanimação do RN em sala de parto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a frequência: 40 a 60 movimentos/ minuto 
 
3 compressões—1 ventilação 
 
 
Durante a VPP, observar: 
Adaptação da mascara a face 
Permeabilidade de vias aéreas 
Expansibilidade pulmonar 
V A N E S S A L U D W I G 
NASCIMENTO 
RN 34-36 ou > 42 semanas ou 
RN >34 semanas com apneia ou respiração irregular ou hipotonia 
PASSOS INICIAIS 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou apneia 
Ventilar com pressão 
positiva 
Avaliação simultânea 
da FC e sat O2 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
V A N E S S A L U D W I G 
VPP em ar ambiente por 30 segundos 
Suspender VPP 
FC > 100 bpm 
Respiração regular e SatO2 adequada 
VPP em ar ambiente por 30 segundos 
Verificar e corrigir técnica de VPP 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou SatO2 baixa 
VPP em ar ambiente por 30 segundos 
Verificar e corrigir técnica de VPP 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou SatO2 baixa 
RN não melhora 
Ventilar com balão e 
cânula traqueal 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
V A N E S S A L U D W I G 
VPP com cânula traqueal por 30 segundos 
EXTUBAR se possível 
FC > 100 bpm 
Respiração regular e SatO2 adequada 
VPP com cânula traqueal por 30 segundos 
Verificar posição da CET e técnica de VPP 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou SatO2 baixa 
VPP com cânula traqueal por 30 segundos 
FC < 60bpm 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou SatO2 
Massagem cardíaca 
coordenada com VPP 
e O2 a 100% 
VPP com ar ambiente por 30 segundos 
Verificar e corrigir técnica de VPP 
FC < 100 bpm 
Respiração irregular ou SatO2 baixa 
Ventilar com balão e 
Cânula traqueal RN não melhora 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
V A N E S S A L U D W I G 
VPP com cânula traqueal e O2 100% e massagem por 60 segundos 
Interromper MC 
Manter VPP até FC > 100bpm e respiração regular 
FC > 60 bpm 
VPP com cânula traqueal e O2 100% e massagem por 60 segundos 
Verificar: 
Posição da cânula e fonte de O2 e técnica de VPP e MC 
FC < 60 bpm 
VPP com cânula traqueal e O2 100% e massagem por 60 segundos 
Verificar: 
Posição da cânula e fonte de O2 e técnica de VPP e MC 
FC < 60 bpm 
FC < 60 bpm 
Cateterismo venoso e 
Adrenalina EV 
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S A Ú D E D A C R I A N Ç A 
E D O A D O L E S C E N T E 
O câncer significa um conjunto de doenças que tem em comum o crescimento desordena-
do de células, que invadem tecidos e órgãos 
 
* Tosse * = compressão brônquica 
Em torno de 7 profissionais médicos/consutlas para chegar no diagnóstico 
 
 100 tipos de CA 
 
1 milhão de casos por ano -> 3% é infanto-juvenil -> 2030 milhões/ano mundialmente 
 
O impacto econômico é expressivo, considerando os custos hospitalares com prestadores 
de serviços diretos e indiretos, custos com a equipe multiprofissional, investimento educa-
cional, despesas com medicamentos, consultas, administração dos protocolos infusionais, 
serviços e procedimentos prestados, laboratório, exames de imagens, transfusão sanguí-
nea e internação hospitalar.

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