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ESTATUTO DA ADVOCACIA E DA OAB 
 
Lei nº 8.906, de 04 de julho de 1994 
 
Dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos 
Advogados do Brasil – OAB 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
DA ADVOCACIA 
 
CAPÍTULO I 
DA ATIVIDADE DE ADVOCACIA
1
 
 
Art. 1º São atividades privativas de advocacia: 
I – a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;2 
II – as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas. 
§ 1º Não se inclui na atividade privativa de advocacia a impetração de habeas corpus 
em qualquer instância ou tribunal. 
§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só 
podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por 
advogados.
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§ 3º É vedada a divulgação de advocacia em conjunto com outra atividade.
4
 
 
Art. 2º O advogado é indispensável à administração da justiça.
5
 
§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função 
social. 
§ 2º No processo judicial, o advogado contribui, na postulação de decisão favorável ao 
seu constituinte, ao convencimento do julgador, e seus atos constituem múnus público. 
§ 3º No exercício da profissão, o advogado é inviolável por seus atos e manifestações, 
nos limites desta Lei.
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Art. 3º O exercício da atividade de advocacia no território brasileiro e a denominação de 
advogado são privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.7 
§ 1º Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta Lei, além do regime 
próprio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da União, da 
Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria Pública e das Procuradorias e 
Consultorias Jurídicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e das 
respectivas entidades de administração indireta e fundacional.
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 Publicada no Diário Oficial de 5 de julho de 1994, Seção 1, p. 10093/10099. 
1 Ver Provimento n. 66/88 e art. 5o do Regulamento Geral. 
2 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. 
3 Ver anexo: STF - ADI 1194. Ver art. 2o, parágrafo único, do Regulamento Geral e Provimento n. 49/81. 
4 Ver Provimento n. 94/2000. 
5 Ver Provimento n. 97/2002. 
6 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. 
7 Ver Provimentos n. 37/69 e 91/2000. 
8 Ver Lei n. 9.527/1997. Ver Título I, Capítulo V, do Estatuto. Ver anexo: decisão do STF proferida na 
ADI 1552. 
§ 2º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito, pode praticar os atos previstos no 
art. 1º, na forma do Regulamento Geral, em conjunto com advogado e sob 
responsabilidade deste.
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Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não inscrita na 
OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. 
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido – no 
âmbito do impedimento – suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade 
incompatível com a advocacia. 
 
Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato. 
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a 
apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período. 
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos 
judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.
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§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à 
notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do 
término desse prazo. 
 
CAPÍTULO II 
DOS DIREITOS DO ADVOGADO
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Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros 
do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos. 
Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça 
devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a 
dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho. 
 
Art. 7º São direitos do advogado: 
I – exercer, com liberdade, a profissão em todo o território nacional; 
II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus 
instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e 
telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia;
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III – comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem 
procuração, quando estes se acharem presos, detidos ou recolhidos em estabelecimentos 
civis ou militares, ainda que considerados incomunicáveis; 
IV – ter a presença de representante da OAB, quando preso em flagrante, por motivo 
ligado ao exercício da advocacia, para lavratura do auto respectivo, sob pena de 
nulidade e, nos demais casos, a comunicação expressa à seccional da OAB;
13
 
V – não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de 
Estado-Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela 
OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar;
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VI – ingressar livremente: 
a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte 
reservada aos magistrados; 
 
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 Ver arts. 37 e seguintes do Regulamento Geral. 
10 Ver art. 6o do Regulamento Geral. 
11 Ver arts. 15 e seguintes do Regulamento Geral e Provimento n. 48/81. 
12 Ver Lei n. 11.767 (DOU, 08.08.2008, p. 1, S. 1). 
13
 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. 
14 Ver anexo: decisão do STF proferida na ADI 1127. 
b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, 
serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora 
de expediente e independentemente da presença de seus titulares; 
c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço 
público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao 
exercício da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, 
desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado; 
d) em qualquer assembléia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, 
ou perante a qual este deve comparecer, desde que munido de poderes especiais; 
VII – permanecer sentado ou em pé e retirar-se de quaisquer locais indicados no inciso 
anterior, independentemente de licença; 
VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, 
independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a 
ordem de chegada; 
IX – sustentar oralmente as razões de qualquer recurso ou processo, nas sessões de 
julgamento, após o voto do relator, em instância judicial ou administrativa, pelo prazo 
de quinze minutos, salvo se prazo maior for concedido.
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X – usar da palavra, pela ordem, em qualquer juízo ou tribunal, mediante intervenção 
sumária, para esclarecer equívoco ou dúvida surgida em relação a fatos, documentos ou 
afirmações que influam no julgamento, bem como para replicar acusação ou censura 
que lhe forem feitas; 
XI – reclamar, verbalmente ou por escrito, perante qualquer juízo, tribunal ou 
autoridade, contra a inobservância de preceito de lei, regulamento ou regimento; 
XII – falar, sentado ou em pé, em juízo, tribunal ou órgão de deliberação coletiva da 
Administração Pública ou do Poder Legislativo; 
XIII – examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da 
Administração Pública em geral, autos de processos findos ou

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