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Generalidades do Abdome Agudo

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Generalidades do Abdome Agudo 1
Generalidades do Abdome 
Agudo 
Tags Prof Ricardo Cruz
Property 19/05/2022
Definição 
 Síndrome dolorosa abdominal aguda que leva o doente a procura de um médico/ 
serviço de emergência e requer um tratamento imediato clínico ou cirúrgico não tratado 
evolui com piora dos sintomas progressivo e deterioração do estado geral. 
Tipos
Inflamatório
Vascular (isquêmico)
-Arterial
-Venoso
-Cardíaco
-Trombo embolico
Obstrutivo (oclusivo, suboclusivo) → algo ira dilatar a alça, levando ao acumulo de 
liquido levando ao aumento da proliferação de bactérias aumentando ainda mais a 
quantidade de ar dentro da alça. Além de alterar a permeabilidade, levando a perda 
de líquidos e sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos). Alto ou baixo.
Perfurativo 
Hemorrágico 
O principal sintoma do abdome é a dor, por isso é preciso saber diferenciar dor visceral 
da dor parietal. Dor visceral é uma dor difusa, geralmente ao longo da linha media 
causada por distensão ou estiramento de órgãos, mediada pelas fibras C (SNA) 
acompanhada de náuseas, vômitos e hiporexia. Enquanto a dor parietal é bem 
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localizada, sendo mediada pelo sistema nervoso somático, podendo causar o abdome 
em tabua.
Falso abdome agudo: síndrome coronariana, porfiria, doenças reumatológicas, 
cetoacidose diabética, uremia aguda, herpes-zoster, amigdalite bacteriana. 
Amigdalite bacteriana causa dor em fossa ilíaca direita → adenite mesentérica (mais 
comum na vascularização do meso: íleo terminal, apêndice e ceco). → enfartamento 
ganglionar 
Hemoglobina degrada para separar o H+ do O2 demora 2 horas, por oxidação, essa 
reação que gera a Peritonite(quimica), por isso que após a presença de sangue na 
cavidade abdominal por mais de duas horas que gera a dor abdominal intermitente. 
Etiologia 
Jovens → apendicite 
Idosos→ obstrução intestinal, doença biliar, isquemia e infarto intestinal, diverticulite.
Quadro clínico
Dor abdominal, pode ter náuseas e vômitos, febre, parada de eliminação de gases e 
fezes.
Importante identificar local, tipo, se tem defesa do paciente ou se a dor é referida, se 
tem correlação da dor com o movimento respiratório (principalmente em AA perfurativo)
Alcalose metabólica pode causar íleo paralitico. 
Diagnóstico 
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História clínica 
Inicio dos sintomas, características semiológicas da dor (inicio, tipo, localização e 
extensão, irradiação, duração, cronologia, fatores de melhora ou piora, manifestações 
concomitantes), febre, náuseas, vômitos, distensão abdominal, RHA, hematêmese, 
melena.
Tipos de dor: 
Abrupta → ruptura de aneurisma de aorta abdominal, perfuração de viscera, ruptura 
de prenhez ectópica.
Progressiva→ colecistite, pancreatite, apendicite
Intermitente/ aperto→ obstrução intestinal
Continua → Isquemia, inflamação peritoneal
Queimação → úlcera perfurada
Lacinante → ruptura de aneurisma abdominal 
Localização 
QSD → úlcera peptica, colecistite aguda, pancreatite 
Baixo ventre → cisto ovariano roto, diverticulite perfurada, ruptura de abcesso 
tubovariano 
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Vômitos→ não ocorrem em obstrução do cólon, ocorre mais em colecistite aguda, 
pancreatite, obstrução do intestino delgado, gastroenterite. Tipos: fecalóide x entérico x 
bilioso x resíduo alimentar. Vômito claro → obstrução do piloro, tinto de bile→ 
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obstrução distal a entrada do colédoco no duodeno; marrom ou fecalito → obstrução 
intestinal distal. 
Em crianças anorexia seguida por dor abdominal é indicativo de apendicite aguda. 
ISDAS→ sintomas urinários (disúria, polúria, hematúria), Sintomas ginecológicos 
(avaliaçãop do ciclo menstrual, uso do DIU e cirurgias prévias), ictéricia, colúria, acolia 
fecal, hematoquesia, hematemese e melena. 
Antecedentes pessoais:
Exame físico 
Ex Fis. Geral→ se atentar a palidez, cianose, ictericia, taquicardia e sinais de choque. 
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Ex Fis. Abdominal 
1. Inspeção: cicatrizes de cirurgias prévias, equimose (Grey-turner e Cullen), Massas 
visiveis, hérnias, abdome distendido
2. Ausculta
3. Percurssão → Sinal de Jobert: timpanismo na linha hemiclavicular direita onde 
normalmente se encontra macicez hepática, caracterizando pneumoperitônio.
4. Palpação
5. Sinais de irritação peritoneal 
Sinal de blumberg: paciente em decúbito 
dorsal, o examinador realiza uma 
pressão no ponto de McBurney, em 
seguida realiza uma descompressão 
brusca. Se o sinal for positivo o paciente 
ira referir dor ou piora da dor após 
descompressão. 
Sinal de Rovsing: Dor no quadrante inferior direito ao realizar a palpação do quadrante 
inferior esquerdo do abdome. Pode indicar apendicite aguda.
Sinal de Dunphy: Dor à percussão do ponto de McBurney ou dor ao tossir. Pode ser 
indicativo de apendicite.
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Sinal de Lapinski: Dor à compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, 
enquanto o doente eleva o membro inferior direito. Pode ser indicativo de apendicite.
Sinal do Psoas: Dor à extensão da coxa direita sobre o quadril contra a resistência em 
decúbito lateral esquerdo. Pode ser indicativo de apendicite.
Sinal do Obturador: Dor à rotação interna do quadril direito flexionado em decúbito. 
Pode ser indicativo de apendicite.
Sinal do Martorelli: Dor referida no abdome ao realizar a punho percussão do calcâneo.
Sinal de Murphy: Interrompe a respiração por dor à palpação do hipocôndrio direito. 
Indica peritonite local e colecistite aguda.
Sinal de Torres-Homem – dor intensa, despertada pela percussão abdominal de áreas 
da zona de projeção do fígado, feita com as pontas dos dedos reunidas: indicativo de 
abscesso hepático, amebiano ou bacteriano
6. Toque retal 
Exames complementares 
‘LABS: hemograma, PCR, amilase, lipase, bilirrubina total e frações, transaminases, 
enzimas canaliculares, beta-HCG, eletrólitos.
Imagem: Rx anteroposterior em pé e em decúbito dorsal horizontal (significativo 
principalmente para AAO e AAP). A presença de níveis hidroaéreos escalonados 
representa grande quantidade de gás dentro das alças, presença de gás na parede 
intestinal (pneumatose intestinal) indica infecção, isquemia, necrose.
Anotações
Dor no abdome superior→ hipocôndrio direito, hipocôndrio esquerdo, epigástrio, 
mesogástrio, flanco direito e flanco esquerdo 
Dor no epigástrio precisa obrigatoriamente fazer diagnóstico diferencial de infarto, 
porque os infartos dos ramos inferiores dão como primeiros sintomas dispepsia, 
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náuseas e vômitos 
Dores do Hipocôndrio direito pode indicar inflamação da vesícula biliar, hepatite, 
abcessos hepáticos, úlcera duodenal. 
Fossa ilíaca direita → apendicite, diverticulite, doença de crohn.
Hipocôndrio esquerdo→ hérnia, divertículos
 Abdome inferior→ 
→ Inflamatório, agudo, infeccioso
Dor epigástrica é necessário realizar diagnostico diferencial 
Divertículo de meckel → íleo 
Divertículo de Zenker → esôfago 
Tronco celíaco → plexo solar 
“plastrão”→ No exame físico, na palpação superficial e profunda é encontrada uma 
massa resistente palpável na fossa ilíaca direita, que resulta em DB+, essa massa na 
verdade são os órgãos intracavitários (omento maior, meso, alças)sendo uma reação 
peritoneal que bloqueia o órgão necrosado. Isso em um abdome saudável. 
Na apendicite a dor só se torna localizada quando tem acometimento do peritônio. 
O peritônio é uma membrana semipermeável, que realiza troca de eletrólitos, 
informações de reações. 
O metâmero do tubo digestivo que leva informação para o córtex, esta localizado na 
região do tronco celíaco (plexo solar), atrás do estomago, por isso que causa náuseas 
e vômitos. 
Colo transverso, omento maior, sigmoide e delgado, são órgãos móveis dentro da 
cavidade abdominal. 
Dor parietal é aguda, bem localizada, severa, sobre a área de inflamação, mediada por 
fibras A, irritação direta por transudato, bile, urina, secreções

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