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Resumo Saúde da Criança

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● Órgão que estabelece a separação
mecânica entre mãe e feto.
● Funções básicas: trocas gasosas,
disponibilidade de alimentos,
excreção, função imunológica,
intermediação da utilização de
nutrientes.
● Permite o crescimento intrauterino
adequado, mas depende de:
○ Vascularização intacta;
○ Área de troca (superfície
vilosa);
○ Aumenta com a idade
gestacional;
○ Permeabilidade da barreira
placentária.
Crescimento da placenta
● Hiperplasia → até 34ª semana;
● Hipertrofia → 34ª a 36ª semana
● Insuficiência placentária fisiológica
→ após a 36ª semana.
Peso
● Peso da Placenta > Peso Fetal até
16ª semana;
● Após 16ª semana → dissociação da
curva;
● Relação Peso placentário/Peso fetal
= 1/5 a 1/7.
Crescimento da placenta x feto
Fatores que afetam o crescimento fetal
● Alteração do potencial do
crescimento (início da gestação);
● Características genéticas, étnicas e
populacionais;
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● Alteração do apoio ao crescimento
(final da gestação);
● Fatores fetais;
● Insuficiente suprimento materno de
nutrientes essenciais (oxigênio,
glicose e aminoácidos) ou prejuízo
de transferência pela placenta;
● Incapacidade fetal de utilização
desses nutrientes.
Classificação do RN e crescimento
intrauterino
● Pós-termo: IG > ou = 42 sem;
● Termo: IG entre 38 e 41 sem 6 dias;
● Pré-termo: IG < ou = 37 sem 6 dias;
● Pré-termo tardio: IG entre 34 sem e
36 sem 6 dias;
● Pré-termo moderado: IG entre 32
sem e 33 sem 6 dias;
● Muito pré-termo: IG entre 28 sem a
31 sem e 6 dias;
● Pré-termo extremo: IG < 28 sem.
● Termo precoce: entre 27 e 38
semanas → no limite da
maturidade, têm maior risco de
resultados adversos e mortalidade
no período neonatal quando
comparados com a termo > 38
semanas.
Classificação de acordo com o peso de
nascimento
● Baixo peso: PN < 2.500 gramas;
● Muito baixo peso: PN < 1.500 gramas;
● Extremo baixo peso: PN < 1.000
gramas.
De acordo com curva de crescimento
intrauterino (Batagglia e Lubchenco)
● Adequado para a Idade
Gestacional (AIG) – Peso de
nascimento entre p10 e p90 na
curva de crescimento intrauterino
(80% dos RN);
● Pequeno para a Idade Gestacional
(PIG) – Peso de nascimento abaixo
do p10 na curva de crescimento
intrauterino;
● Grande para a Idade Gestacional
(GIG) – Peso de nascimento acima do
p90 na curva de crescimento
intrauterino.
Desvios do crescimento
Restrição do Crescimento Intrauterino
(RCIU)
Feto que não atingiu o seu completo
potencial de crescimento.
Tipos RCIU x crescimento celular e fatores
etiológicos
● Simétrico (RCIU tipo I): início da
gestação, fase de hiperplasia
celular. Fatores relacionados ao
feto (10-20%).
● RCIU tipo intermediário: meio da
gestação, fase de hiperplasia e
hipertrofia celular. Fatores
maternos e fetais sobrepostos
(5-10%).
● Assimétrico (RCIU tipo II): final da
gestação, fase de hipertrofia
celular. Fatores maternos e
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placentários (30-35%). Fatores
desconhecidos (40%).
Fatores fetais
● Constitucional (potencial genético);
● Anomalias cromossômicas (10% dos
casos);
● Malformações congênitas
(principalmente SNC e esqueléticas)
→ distrofias ósseas, osteogênese
imperfeita, malformações
cardiovasculares, urinárias,
digestivas;
● Infecções congênitas: rubéola,
citomegalovírus e toxoplasmose;
● Gestação múltipla → suprimento
nutricional inadequado, risco de
prematuridade, síndrome
transfusional (doador);
● Erros inatos do metabolismo →
menos substâncias essenciais para
o metabolismo;
● Sexo feminino;
● Consanguinidade → maior risco de
alterações cromossômicas.
Fatores maternos
● Idade (extremos);
● Paridade (multiparidade e
primiparidade);
● Variáveis antropométricas materna;
● Estado nutricional;
● Variáveis demográficas;
● História gestacional prévia (abortos
espontâneos prévios, trabalho
durante a gravidez, história prévia
de filhos com CIUR).
Situações que interferem com o fluxo e
oxigenação placentários: doenças
maternas, tabagismo, alcoolismo, uso de
narcóticos, anomalias uterinas,
pós-maturidade.
Fatores placentários
● Insuficiência placentária;
● Infartos → trombose de vasos fetais;
● Hemangiomas, tumores;
● Artéria umbilical única;
● Inserção placentária anormal (16%)
→ implantação em sítio deficiente,
perda constante de sangue;
● Descolamentos de placenta;
● Inflamação das vilosidades
(TORCHS);
● Peso ou celularidade da placenta
diminuídos.
Fatores ambientais
● Altitude;
● Más condições socioeconômicas;
● Maior desinformação;
● Desnutrição;
● Falta de atenção pré-natal.
Adaptação à vida
extrauterina
● Transição fetal-neonatal:
modificações funcionais em todos
os órgãos e sistemas do RN que
permitem que ele viva fora da
placenta.
Adaptação pulmonar
● Conversão do pulmão cheio de
líquido num órgão arejado e
distensível capaz de realizar trocas
gasosas;
● Desenvolvimento anatômico
depende de espaço intratorácico
adequado, volume suficiente de
líquido amniótico, presença de
movimentos respiratórios fetais,
volume e pressão adequados de
fluido no interior das vias em
potencial.
Períodos anatômicos
● Embrionário (4-7 semanas):
divertículo respiratório, formação
do broto pulmonar, ramificação das
vias aéreas, segmentos
bronco-pulmonares.
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● Pseundoglandular (8-16 semanas):
pulmão com aparência de glândula,
término da divisão das vias aéreas;
crescimento dos ductos nos
segmentos bronco-pulmonares,
formação de cartilagem e
musculatura lisa. Todos os
elementos estão formados, exceto
os envolvidos na troca gasosa.
● Canalicular: aparecimento de
superfície de troca gasosa
potencial, aumento da
vascularização, bronquíolo
respiratório, ducto alveolar e
alvéolo; espaço aéreo: alvéolo
primitivo.
● Sacular (26 semanas até o
nascimento): diferenciação dos
pneumócitos I e II, achatamento das
células epiteliais, formação do saco
terminal do ácino, aumento da
vascularização (capilares fazem
protuberâncias para interior dos
alvéolos).
● Na 30ª semana o RN é capaz de
aumentar capacidade ventilatória e
possui sacos alveolares mais
desenvolvidos e com maior
superfície.
● Na 36ª semana os alvéolos são
estruturalmente capazes de
funcionar.
Fluido pulmonar
● Aparece na fase canalicular e
preenche os alvéolos. Secretado na
última metade do desenvolvimento
fetal e produzido por ultrafiltrado
dos capilares pulmonares
secretado nas células alveolares;
● 2/3 do líquido pulmonar é expulso
no parto e o resto é eliminado na
primeira respiração. Sai pelo nariz e
pela boca por conta do
desprendimento da cabeça e
compressão do tórax;
● Após o nascimento, passa a ser
absorvido pelo epitélio, por conta
do gradiente de pressão osmótica
entre o líquido presente no espaço
aéreo e o interstício pulmonar. A
entrada de ar passiva nos alvéolos
desloca o líquido para espaço
intersticial. Pelo líquido alveolar
possuir baixa pressão oncótica em
relação ao plasma, ocorre
gradiente osmótico induzido pela
reabsorção do sódio na luz das vias
respiratórias. Assim, há o
movimento do líquido do alvéolo
para interstício, que depois é
drenado pelos capilares e vasos
linfáticos.
● Há redução de sua secreção 2-3
dias antes do nascimento
(clareamento).
Surfactante
● Produzido pelos pneumócitos do
tipo II e constituído por porção
lipídica (90%) e porção proteica →
principal constituinte é a
fosfatidilcolina ou lectina;
● Na 30ª semana: quantidade
suficiente para permitir função
pulmonar, mas é pouco estável.
Proporção aumentada em relação à
esfingomielina → indicador da
maturidade pulmonar fetal;
● Produz tensão superficial no
alvéolo;
● Proteínas regulam fluxo de
surfactante para dentro e fora do
pneumócito II (secreção e
reciclagem) e impedem que seja
inativado pelas proteínas no
interior alveolar.
Funções
● Secretado para as paredes dos
alvéolos, formando uma película de
revestimento tenso-ativa → reduz
tensão alveolar;
● Impede saída total de ar dos
alvéolos evitando o colapso de
pequenos alvéolos na expiração;
● Estabiliza respiração;
● Previne atelectasias;
Início da respiração
● 40-60 irpm;
Ananda – 66 SC – UC4
● Nos primeiros 10 minutos de vida,