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Pessoa Jurídica

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Pessoa Jurídica
Conceito: É uma entidade que a lei empresta personalidade, dando capacidade para adquirir direitos e contrair obrigações, atuando na vida civil com existência adversa dos seus membros.
. É a união de indivíduos, por necessidade ou conveniência, para a realização de objetivos comuns.
.É um conjunto de pessoas ou bens, dotado de personalidade própria e constituído de acordo com a lei para a realização de seus fins.
Surgimento da Pessoa Jurídica
A Pessoa Jurídica surge através da vontade humana, da inscrição e da licitude dos seus objetivos; o ato constitutivo é o poder de constituir, estabelecer e firmar estatuto, o ato constitutivo pode ser Contrato Social ou Estatuto, conforme a pessoa jurídica a ser criada. A primeira é a vontade de duas ou mais pessoas que contribui como bens ou serviços, para determinado fim mediante atividade econômica, a partilhar entre si os resultados. O Estatuto são pessoas jurídicas também com interesse do lucro, que será revertido em sua finalidade.
OBS: Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo.
Classificação
Pessoa Jurídica de Direito Publico
Conforme o código civil as pessoas jurídicas de Direito Publico Interno são “I - União, II - O Estado Distrito Federal, III - os Municípios IV - as autarquias e as entidades públicas criadas por lei”.
E de Direito Público Externo são os Estados Estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo Direito Internacional público, por exemplo, a ONU, pois ela é de direito público, regida pelo direito internacional.
Conforme o art. 43 “As pessoas jurídicas de Direito Público Interno são civilmente responsáveis por atos de seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvando direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, culpa ou dolo”, ou seja, fala sobre a responsabilidade civil das pessoas jurídicas, a responsabilidade ela pode ser objetiva quando tem a obrigação de reparar outrem, no caso de Culpa é quando ela age com (negligência, imprudência e imperícia) no caso de Dolo (Quando tem a INTENÇÃO de causar o dano), lembrando que culpa ou dolo é tanto para o Direito Civil como para o Direito Penal. Há exemplo de um carro, em nome do Estado, vier causar dano e terceiro, sendo que o dano foi praticado por imprudência, o Estado que será o responsável para reparar o dano causado pelo seu agente, sendo que o Estado pode entrar com uma ação regressiva a pessoa que estava conduzindo o carro, provando o contrário, pois o particular agiu com culpa cabe o condutor nesse caso entrar com ação regressiva contra o proprietário particular.
Pessoa Jurídica de Direito Privado
No âmbito do Direito Privado, as pessoas jurídicas podem ser: associações, sociedades, fundações. 
Associações se caracterizam pela reunião de pessoas com fins não lucrativos; a finalidade é sempre religiosa, desportiva, cultural, recreativa e outras afins. A constituição ou ato constitutivo é sempre escrito, publico ou particular, denominado estatuto. 
Sociedades se caracterizam pelo intuito do lucro, seus membros são designados como sócios e o seu ato constitutivo deve ser feito por escrito e denomina-se contrato social, havendo interesse publico na criação da sociedade terá á necessidade de autorização previa do governo. No caso da sociedade a falta de registro ocorre quando acontece o não cumprimento dos requisitos legais para a finalidade do ato, ou seja, a falta de documentos para se abrir o registro da P.J. Já a falta de autorização ocorre quando o ato constitutivo (contrato social) é nulo por alguma falha na sua composição, impossibilitando a criação da sociedade.
A sociedade de fato ou irregular é quando ocorre a ausência do registro da pessoa jurídica, temos uma mera sociedade irregular ou de fato, tratada como ente despersonificado pelas regras do Direito Empresarial, caso em que os seus sócios passam a ter responsabilidade pessoal pelos débitos sociais.
Fundações, por sua vez, surgem quando é atribuída a personalidade jurídica a determinado patrimônio, para realizar um determinado fim lícito. A vontade criadora pode ser de apenas uma pessoa, a pessoa que funda é sempre pessoa natural ou jurídica. A finalidade é sempre filantrópica voltada a um interesse cultural, social, cientifica.
Não se tem sócios na fundação e sim patrimônio, que aparece como bens livres. O ato constitutivo denominado estatuto pode ser ato intervivos, com escritura publica, ou de ultima vontade, com testamento. Ela não produz lucro, mas se sustenta com sua gestão. Sua finalidade é não econômica diretamente, mas pode gerar lucro eventualmente, e o lucro acaba sendo revertido para a própria atividade. Ou seja, apesar do lucro ter sido gerado, tem finalidade cultural, religiosa, educacional e etc.
Para instituir uma fundação o instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim para o qual se destina.
O instituidor ou aqueles a quem ele cometer a aplicação do patrimônio formularão o estatuto da fundação submetendo-o à aprovação do Ministério Público.
Aprovado, o estatuto será levado a registro no Cartório Civil de Pessoas Jurídicas da cidade onde se localiza a sede da Fundação. 
Desconsideração da Pessoa Jurídica
A desconsideração se dá quando a pessoa natural tenta de má fé cometer ato ilícito envolvendo a pessoa jurídica, prejudicando terceiros de maneira desonesta, desviando finalidades, causando confusão patrimonial. A fim de evitar abusos surgiu a teoria da despersonalização que permite o juiz tirar a autonomia da P.J e atingir os bens dos particulares para quitar as dividas com a sociedade. O órgão judicante está autorizado a desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade, se houver de sua parte: abuso de direito, desvio ou excesso de poder, lesando consumidor; infração legal ou estatutária, por ação ou omissão, em detrimento ao consumidor; falência, insolvência, encerramento ou inatividade, em razão de sua má administração.
Extinção da Pessoa Jurídica
Extinção por deliberação dos seus membros, legal, declaração de falência, pela morte dos seus membros sem ter outra pessoa que dará continuidade a P.J, administrativa que é a cassação da autorização pela pratica de atos anticonstitutivo e judicial.