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Teoria Geral do Conflito

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Teoria Geral do Conflito
Dinâmica da Vida Atual 
Alterações no comportamento dos indivíduos e da sociedade como um todo;
 Consequências: aumento dos conflitos interpessoais e profissionais;
Maior indústria em crescimento no mundo – indústria do conflito 
DEFINIÇÕES DE CONFLITO - DICIONÁRIO AURÉLIO
Do lat. Conflictu - choque, embate, peleja;
Do lat. Confligere – lutar;
S.m. 1-Embate dos que lutam. 2. Discussão acompanhada de injúrias e ameaças; desavenças. 3. Guerra. 4. Luta, combate. 5. Colisão, choque.
PSICOLOGIA
Penoso estado de consciência devido a choque entre tendências opostas e encontrado, em grau variável, em qualquer indivíduo.
Sugestão para aprofundamento nesta área e ligando à mediação e à inteligência emocional: Construindo pontes entre a psicologia e a resolução de conflitos de Kenneth Cloke
Disponível em: http://http://opinionsur.org.ar/Construindo-pontes-entre-a
O conflito é entendido a partir de um enfoque adversarial: leva-nos a não dar importância ao que o outro fala ou escreve. Por exemplo: enquanto uma pessoa se expressa, a outra já está preparando a sua argumentação, sem ouvir o que o outro está falando. E esta situação vai sendo cada vez mais polarizada.
O CONFLITO É UM SISTEMA, um produto social, um processo interativo particular, presente nas relações e consequência da interação humana.
Cathy Constantino (1997) o compara com a água: se há em demasia pode ser destrutiva como nas inundações, se há pouca limita o crescimento, como nas secas. 
Tradicionalmente, acredita-se que o conflito é algo a ser suprimido, eliminado de nossas vidas.Sem conflito haveria paz?
Paz é um bem conquistado por pessoas ou sociedades que aprendem a lidar com o conflito.
Classificação dos conflitos 
Intrapessoal - É um conflito exclusivamente nosso e que, às vezes, existe porque nós o vivemos assim.
Interpessoal - O conflito afeta a mim e a outra pessoa. Compreende o aspecto relacional – valores, sentimentos, crenças e expectativas intercomunicadas; o aspecto objetivo – interesse objetivo ou material envolvido; e a trama ou processo – as contradições, as estruturas, interesses ou necessidades contrariadas.
Grupal - O conflito pode afetar a três ou mais pessoas.
Intergrupal - O conflito afeta a um ou mais grupos de pessoas.
Social - O conflito afeta a sociedade inteira.
Espécies de conflitos 
Os conflitos também podem ser divididos em quatro espécies. Estas espécies podem ocorrer de forma cumulativa em determinadas situações.
 Conflito de valores – diferenças em relação à religião, moral e ideologia.
Conflitos de informação - A informação é distorcida ou assume uma conotação negativa. 
Conflitos estruturais - Diferenças de posições políticas e econômicas.
Conflitos de interesses - Contradições nas reivindicações de bens e interesses.
Paradigmas - Como criamos paradigmas?
Este vídeo ilustra muito bem esta questão.
http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=bKIi9g-s1P4&NR=1 
COMO A MEDIAÇÃO ENTENDE O CONFLITO?
O conflito é um fenômeno inerente às relações humanas.
É fruto de percepções e posições divergentes quanto a fatos e condutas que envolvem expectativas, valores ou interesses comuns. O conflito não deve ser encarado negativamente. É impossível uma relação interpessoal plenamente consensual. Quando compreendemos que o conflito é inevitável, somos capazes de desenvolver soluções autocompositivas.
O mediador contribui com outro olhar sobre o conflito. Deve fazer com que as partes enxerguem o conflito como um espaço de reconstrução, de aprendizado, de construção e de autonomia. O mediador precisa contribuir para que o conflito seja enxergado e analisado de forma pedagógica. O espaço da mediação é como um espaço de aprendizagem das questões que estão sendo discutidas e, também, dos próprios envolvidos. 
O conflito precisa ser interpretado e elaborado pelos interessados, em conjunto com o mediador, pois é desta forma que eles poderão ser ressignificados e transformados. O mediador estimula a transformação da curiosidade comum em curiosidade do conhecimento a respeito da situação. A mediação é uma prática pedagógica para a autonomia. Na mediação, a escuta do outro é uma prática política e ética na formação e no crescimento do ser humano.
Resumindo
Teve o seu primeiro contato com a questão dos conflitos como possibilidade de construção ou reconstrução de novas estratégias de solução de problemas;
Avaliou a importância de tais conhecimentos na formação do mediador de conflitos. 
Pré-Mediação
O papel do mediador: revendo nossos conceitos iniciais 
Segundo Warat (2001), o problema conceitual está na realidade de sua aplicação no judiciário. 
Para Warat, “um recurso alternativo ao Judiciário não pode ser concebido com as crenças e os pressupostos do imaginário comum dos juristas, pois, a mentalidade jurídica termina convertendo a mediação em uma conciliação”.
Objetivo da Mediação 
Através do diálogo, o mediador auxilia os participantes a descobrirem os verdadeiros conflitos, seus reais interesses e a trabalhar cooperativamente na busca de melhores soluções. A solução obtida culminará no acordo voluntário dos participantes. 
A EFICÁCIA DA MEDIAÇÃO
A mediação consegue, na maioria das vezes, restaurar a harmonia e a paz entre as partes envolvidas, pois o mediador trabalha principalmente nas inter-relações. As soluções surgem de forma espontânea e a melhor sentença é a vontade das partes.
O QUE NÃO É MEDIAÇÃO
O mediador não é um juiz – não impõe veredicto; nem pode decidir pelas partes;
O mediador não é um negociador – não tem interesse direto nos resultados;
O mediador não é um árbitro – não emite parecer técnico, nem decide;
REGRAS DE PROCEDIMENTOS NA PRÉ-MEDIAÇÃO
Tomará esclarecimento com as partes sobre o objeto da controvérsia e os motivos que as levaram a optar pela mediação. Avaliação se a matéria poderá ser ou não submetida à mediação.
As partes são esclarecidas sobre o processo de mediação, seus procedimentos e suas técnicas.
As partes escolherão de comum acordo, após a entrevista de pré-mediação, o profissional a ser nomeado para a função de mediador.
APÓS A ESCOLHA DO MEDIADOR
As partes devem firmar o contrato onde fiquem estabelecidas:
Agenda de trabalho; 
Os objetivos da mediação proposta; 
As regras de procedimento, ainda que sujeitas a redefinição negociada, a qualquer momento, durante o processo;
As pessoas que as representarão em juízo, mediante procuração com poderes de decisão expressos, ou as acompanharão, se for o caso; 
O lugar e o idioma da Mediação, ou, se assim o desejarem, deixar a critério da Instituição ou entidade organizadora do serviço; 
Os custos e formas de pagamento da Mediação. 
OS ADVOGADOS NA MEDIAÇÃO
A Mediação não substitui as informações legais. 
Advogados ajudam seus clientes a entender a lei e a providenciar documentação para que o acordo seja homologado em juízo. O Mediador ajuda os participantes a chegarem aos seus próprios acordos e não representa nenhuma das partes.
A prática da mediação traz o resgate da cidadania, quando o indivíduo toma para si, através de sua vontade, a condução de seu destino de forma livre, através de um processo mais rápido, menos oneroso e eficaz. Enquanto procedimento, que é autônomo e não necessariamente judicial, representa a possibilidade de se dar a cada um aquilo que é seu, não através de soluções impostas, mas sim consensuais, representando um novo paradigma de solução de controvérsias a ser adotado.
RESUMINDO
Avaliou a importância do papel do mediador de conflitos;
Deu-se conta de que há uma fase de pré-mediação nesse processo;
Relacionou aspectos importantes sobre a presença dos advogados das partes na mediação.