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m 
PSICOLOGIA 
DO 
DESENVOLVIMENTO 
 
 
 
 
Terry Leite Tadokoro 
 
 
 
 2. INÍCIO DA INFÂNCIA (0 A 2 ANOS) 
 
Na vida adulta passamos por uma 
(aquisição de valores, linguagem, costumes, padrões culturais e sociais), que se 
assemelham com as adaptações que passamos na infância, porém de forma mais 
complexa. Podemos então dizer que esses processos transi
eles são pré-requisitos para uma vida adulta saudável, uma preparação necessária para 
evitar algumas frustrações e dificuldades maiores.
Veremos a seguir as bases do desenvolvimento que são estabelecidas nos 
primeiros anos de vida. Passaremos pela importância do vínculo 
depois, através de Piaget, conheceremos o estágio sensório
primeiro do desenvolvimento cognitivo 
desenvolvimento psicossexual com Fre
 
2.1 VÍNCULOS PRIMORDIAIS NO DESENVOLVIMENTO
 
 No capítulo anterior conhecemos, de maneira geral, algumas da
teorias do desenvolvimento. 
ambiente afetam a maneira como ocorre as diferenças individuais. 
aconteça, o indivíduo desenvolve vínculos no ambiente em que está inserido e a família 
geralmente é esse meio. É dentro dela que se
relações. As experiências familiares “possibilitam 
personalidade, dos comportamentos e dos valores d
p.157) 
 Segundo Winnicott (
uma criança é com a mãe e essa identificação começa a se desenvolver na gestação. A 
mãe “cria” o filho não apenas fisicamente em seu corpo
primeiros movimentos psíquicos. 
encontrado. É o ambiente (mãe) que deve garantir as condições emocionais necessárias 
para o estabelecimento da relação mãe
desenvolverá. Começa a existir uma empatia, uma “loucura normal”, e a mãe se 
identifica e sente o que o filho sente, é a mãe “suficientemente boa”.
 
 Psicologia do Desenvolvimento
2 
CIO DA INFÂNCIA (0 A 2 ANOS) 
Na vida adulta passamos por uma série de transições, muitas de cunho social 
(aquisição de valores, linguagem, costumes, padrões culturais e sociais), que se 
assemelham com as adaptações que passamos na infância, porém de forma mais 
complexa. Podemos então dizer que esses processos transitivos e uma boa passagem por 
requisitos para uma vida adulta saudável, uma preparação necessária para 
evitar algumas frustrações e dificuldades maiores. 
Veremos a seguir as bases do desenvolvimento que são estabelecidas nos 
ida. Passaremos pela importância do vínculo e a sua influencia, 
depois, através de Piaget, conheceremos o estágio sensório-motor -
primeiro do desenvolvimento cognitivo - e, por fim, chegaremos 
desenvolvimento psicossexual com Freud e a fase oral. 
2.1 VÍNCULOS PRIMORDIAIS NO DESENVOLVIMENTO 
 
No capítulo anterior conhecemos, de maneira geral, algumas da
teorias do desenvolvimento. Percebemos, como diz Escorsin (2016), que a genética e o 
ambiente afetam a maneira como ocorre as diferenças individuais. 
o indivíduo desenvolve vínculos no ambiente em que está inserido e a família 
É dentro dela que se inicia a socialização e se aprende sobre as 
relações. As experiências familiares “possibilitam a formação da identidade, da 
personalidade, dos comportamentos e dos valores do indivíduo." (ESCORSIN, 
cott (2000), em uma visão psicanalítica, a primeira relação
uma criança é com a mãe e essa identificação começa a se desenvolver na gestação. A 
mãe “cria” o filho não apenas fisicamente em seu corpo, mas, também, nos seus 
primeiros movimentos psíquicos. A criança também “cria” o objeto que espe
É o ambiente (mãe) que deve garantir as condições emocionais necessárias 
para o estabelecimento da relação mãe-bebê, no interior do qual esta criança se 
Começa a existir uma empatia, uma “loucura normal”, e a mãe se 
ica e sente o que o filho sente, é a mãe “suficientemente boa”. 
Psicologia do Desenvolvimento 
série de transições, muitas de cunho social 
(aquisição de valores, linguagem, costumes, padrões culturais e sociais), que se 
assemelham com as adaptações que passamos na infância, porém de forma mais 
tivos e uma boa passagem por 
requisitos para uma vida adulta saudável, uma preparação necessária para 
Veremos a seguir as bases do desenvolvimento que são estabelecidas nos 
e a sua influencia, 
- segundo ele o 
e, por fim, chegaremos à teoria do 
No capítulo anterior conhecemos, de maneira geral, algumas das principais 
que a genética e o 
ambiente afetam a maneira como ocorre as diferenças individuais. Para que isso 
o indivíduo desenvolve vínculos no ambiente em que está inserido e a família 
aprende sobre as 
a formação da identidade, da 
" (ESCORSIN, 2016, 
primeira relação de 
uma criança é com a mãe e essa identificação começa a se desenvolver na gestação. A 
mas, também, nos seus 
A criança também “cria” o objeto que espera ser 
É o ambiente (mãe) que deve garantir as condições emocionais necessárias 
bebê, no interior do qual esta criança se 
Começa a existir uma empatia, uma “loucura normal”, e a mãe se 
 
 
 Durante a infância não existe um “eu” nitidamente diferenciado das coisas e das 
pessoas e sua formação como identidade ocorrerá ao longo da meninice, por esse 
motivo, quando uma criança chor
chorando. Para Neumann (1980, p. 9) essa fase inicial se caracteriza “pelo domínio da 
relação primal com a mãe” e, aos poucos, a criança vai conhecendo novos aspectos do 
mundo. Essa primeira fase vai até em 
Uma questão importante a ser levantada é sobre o que acontece quando a
é institucionalizada. Como fica o vinculo familiar e a estruturação da identidade e 
personalidade? Nesse caso, a instituição 
e paternas não precisam ser representadas necessariamente pela mãe biológica ou pelo 
pai biológico, mas por uma pessoa que os represente. Essa pessoa terá o papel de 
alimentar, cuidar, dar afeto e impor limites. 
 A figura do pai é a primeira relação da criança fora da relação primal
materna. Até um momento é como se existisse só a criança e a mãe, quando a relação 
com o pai entra em cena, a criança deve começar a descobrir um novo mundo. 
relação importante é com a 
social maior. O desenvolvimento do grau de autoconfiança, segurança, amo
energia para a vida é marcado pela maneira como a criança passa por essas primeiras 
relações parentais. Essas figur
formação somente benéfica.
 
O que fica para a criança é o que adulto fez, e não o
(ESCORSIN, 2016 p.
 
O verbo amar significa “sentir grande afeição, ternura ou paixão por”; 
“devotar amor por si mesmo”; “gostar muito de”; “apreciar”; “ter dedicação 
por” (Ferreira, 1986 , p. 37). A incondicionalidade é a essência do amor; para 
amar, não cabe imposição de co
outros. O fundamento do amor é a verdade. Para amar o outro (criança) com 
suas diferenças e imperfeições, é preciso, antes de tudo, amar a si próprio. 
Amor significa olho no olho, de igual para igual. Trata
essência do outro, pois só assim somos capazes de vencer as barreiras dos 
relacionamentos. O amor é a única ponte possível entre dois mundos 
diferentes, que são os mundos do “eu” e do “outro”. Amar é abrir mão de 
controlar o outro, pois con
crianças precisam ser compreendidas e levadas em conta. Uma ótima maneira 
de demonstrar amor à criança e ao jovem e de ajudá
admitindo um erro, pedindo desculpas por esse erro ou dizendo que
algo, mas que buscarão apr
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
3 
Durante a infância não existe um “eu” nitidamente diferenciado das coisas e das 
pessoas e sua formação como identidade ocorrerá ao longo da meninice, por esse 
motivo, quando uma criança chora próximo de outras crianças, logo todas estarão 
chorando. Para Neumann (1980, p. 9) essa fase inicial se caracteriza “pelo domínio da 
relação primal com a mãe” e, aos poucos, a criança vai conhecendo novos aspectos do 
mundo. Essa primeira fase vai até em torno de um ano e meio 
Uma questão importante a ser levantada é sobre o que acontece quando a
. Como fica o vinculo familiar e a estruturação da identidade e 
Nesse caso, a instituição exercerá o papel familiar. As funçõesmaternas 
e paternas não precisam ser representadas necessariamente pela mãe biológica ou pelo 
pai biológico, mas por uma pessoa que os represente. Essa pessoa terá o papel de 
alimentar, cuidar, dar afeto e impor limites. 
é a primeira relação da criança fora da relação primal
Até um momento é como se existisse só a criança e a mãe, quando a relação 
com o pai entra em cena, a criança deve começar a descobrir um novo mundo. 
relação importante é com a escola, quando de fato passa a conviver em um contexto 
social maior. O desenvolvimento do grau de autoconfiança, segurança, amo
energia para a vida é marcado pela maneira como a criança passa por essas primeiras 
relações parentais. Essas figuras possuem pontos frágeis e nem sempre vão garantir uma 
formação somente benéfica. 
O que fica para a criança é o que adulto fez, e não o
(ESCORSIN, 2016 p.162) 
O verbo amar significa “sentir grande afeição, ternura ou paixão por”; 
“devotar amor por si mesmo”; “gostar muito de”; “apreciar”; “ter dedicação 
por” (Ferreira, 1986 , p. 37). A incondicionalidade é a essência do amor; para 
amar, não cabe imposição de condições ou expectativas de uns para com os 
outros. O fundamento do amor é a verdade. Para amar o outro (criança) com 
suas diferenças e imperfeições, é preciso, antes de tudo, amar a si próprio. 
Amor significa olho no olho, de igual para igual. Trata
essência do outro, pois só assim somos capazes de vencer as barreiras dos 
relacionamentos. O amor é a única ponte possível entre dois mundos 
diferentes, que são os mundos do “eu” e do “outro”. Amar é abrir mão de 
controlar o outro, pois controle não é amor, é uma forma de violência. As 
crianças precisam ser compreendidas e levadas em conta. Uma ótima maneira 
de demonstrar amor à criança e ao jovem e de ajudá-los a amadurecer é 
admitindo um erro, pedindo desculpas por esse erro ou dizendo que
algo, mas que buscarão aprender juntos. (ESCORSIN,2016
Psicologia do Desenvolvimento 
Durante a infância não existe um “eu” nitidamente diferenciado das coisas e das 
pessoas e sua formação como identidade ocorrerá ao longo da meninice, por esse 
a próximo de outras crianças, logo todas estarão 
chorando. Para Neumann (1980, p. 9) essa fase inicial se caracteriza “pelo domínio da 
relação primal com a mãe” e, aos poucos, a criança vai conhecendo novos aspectos do 
Uma questão importante a ser levantada é sobre o que acontece quando a criança 
. Como fica o vinculo familiar e a estruturação da identidade e 
funções maternas 
e paternas não precisam ser representadas necessariamente pela mãe biológica ou pelo 
pai biológico, mas por uma pessoa que os represente. Essa pessoa terá o papel de 
é a primeira relação da criança fora da relação primal, figura 
Até um momento é como se existisse só a criança e a mãe, quando a relação 
com o pai entra em cena, a criança deve começar a descobrir um novo mundo. Outra 
viver em um contexto 
social maior. O desenvolvimento do grau de autoconfiança, segurança, amor-próprio e 
energia para a vida é marcado pela maneira como a criança passa por essas primeiras 
possuem pontos frágeis e nem sempre vão garantir uma 
O que fica para a criança é o que adulto fez, e não o que ele disse. 
O verbo amar significa “sentir grande afeição, ternura ou paixão por”; 
“devotar amor por si mesmo”; “gostar muito de”; “apreciar”; “ter dedicação 
por” (Ferreira, 1986 , p. 37). A incondicionalidade é a essência do amor; para 
ndições ou expectativas de uns para com os 
outros. O fundamento do amor é a verdade. Para amar o outro (criança) com 
suas diferenças e imperfeições, é preciso, antes de tudo, amar a si próprio. 
Amor significa olho no olho, de igual para igual. Trata-se de enxergar a 
essência do outro, pois só assim somos capazes de vencer as barreiras dos 
relacionamentos. O amor é a única ponte possível entre dois mundos 
diferentes, que são os mundos do “eu” e do “outro”. Amar é abrir mão de 
trole não é amor, é uma forma de violência. As 
crianças precisam ser compreendidas e levadas em conta. Uma ótima maneira 
los a amadurecer é 
admitindo um erro, pedindo desculpas por esse erro ou dizendo que não sabe 
(ESCORSIN,2016, p. 163) 
 
 
O pilar seguinte da relação de um adulto com uma criança é a empatia
que foram atendidos dessa maneira
desenvolvem empatia. Quanto mais empática a pessoa for, mais qualidade de vida, 
menos violência e mais ética tende
estruturante na personalidade do individuo, porém, se utilizado de maneira violenta ou 
com limitações, pode prejudicar as demais fases do desenvolvimento.
O desenvolvimento da linguagem também é bastante influenciado pelo vinculo
As crianças aprendem a linguagem em ambientes sociais 
pessoas, em geral a mãe, o pai, os irmãos e o
modela o ambiente lingüístico inicial da criança. Conforme os teóricos da interação 
social notaram, quando as mães falam com seus filhos elas usam uma linguagem 
diferente daquela empregada num discurso adulto. Um vocab
palavras como papa e naninha) pode ser chamadas de 
Se a mãe usa uma linguagem relativamente simplificada ao falar com seu filho 
de dezoito meses, provavelmente mostrará um nível mais alto de competência 
lingüística aos vinte sete meses. Os filhos de mães que usam frases mais longas e mais 
complexas durante os primeiros meses
pode influir no ensino da linguagem, quando as crianças ainda são pequenas. 
Por fim, ao longo da infância a criança vai passando por processos que 
possibilitam “explorar” o mundo com autonomia. Helen Bee 
seguintes etapas: 
 
 2-3 anos: vínculo das crianças com os
dos comportamentos de apego tornou
suficientemente avançadas em termos cognitivos para compreender quando a 
mãe explica por que ela vai sair e que voltará, de modo, que sua ans
separação diminui. Elas podem inclusive usar uma fotografia da mãe como uma 
“base segura” para explorar em uma situação desconhecida, o que reflete 
avanço cognitivo. 
 
 3-4 anos: a criança também pode lidar com sua potencial ansiedade de se
fazendo combinações com os pais. É claro, os comportamentos de apego não 
desapareceram por completo. 
 Psicologia do Desenvolvimento
4 
da relação de um adulto com uma criança é a empatia
que foram atendidos dessa maneira pela figura materna nos primeiros três anos 
a. Quanto mais empática a pessoa for, mais qualidade de vida, 
ética tende a ter. Por isso, o limite utilizado da forma
na personalidade do individuo, porém, se utilizado de maneira violenta ou 
pode prejudicar as demais fases do desenvolvimento. 
O desenvolvimento da linguagem também é bastante influenciado pelo vinculo
As crianças aprendem a linguagem em ambientes sociais – comunicando
pessoas, em geral a mãe, o pai, os irmãos e outros adultos que cuidam delas. A mãe 
modela o ambiente lingüístico inicial da criança. Conforme os teóricos da interação 
social notaram, quando as mães falam com seus filhos elas usam uma linguagem 
diferente daquela empregada num discurso adulto. Um vocabulário especial 
palavras como papa e naninha) pode ser chamadas de manhês. 
Se a mãe usa uma linguagem relativamente simplificada ao falar com seu filho 
provavelmente mostrará um nível mais alto de competência 
lingüística aos vinte sete meses. Os filhos de mães que usam frases mais longas e mais 
complexas durante os primeiros meses, progridem mais lentamente. Por isso,
inguagem, quando as crianças ainda são pequenas. 
o longo da infância a criança vai passando por processos que 
possibilitam “explorar” o mundo com autonomia. Helen Bee (1984
3 anos: vínculo das crianças com os pais permanece intenso, porém a maioria 
dos comportamentos de apego tornou-se menos visível. Nessa idade,
suficientemente avançadas em termos cognitivos para compreender quando a 
mãe explica por que ela vai sair e que voltará, de modo, que sua ans
separação diminui. Elas podem inclusive usar uma fotografia da mãe como uma 
“base segura” para explorar em uma situação desconhecida,o que reflete 
4 anos: a criança também pode lidar com sua potencial ansiedade de se
fazendo combinações com os pais. É claro, os comportamentos de apego não 
desapareceram por completo. 
Psicologia do Desenvolvimento 
da relação de um adulto com uma criança é a empatia. Bebês 
materna nos primeiros três anos também 
a. Quanto mais empática a pessoa for, mais qualidade de vida, 
o, o limite utilizado da forma correta é 
na personalidade do individuo, porém, se utilizado de maneira violenta ou 
O desenvolvimento da linguagem também é bastante influenciado pelo vinculo. 
comunicando-se com outras 
utros adultos que cuidam delas. A mãe 
modela o ambiente lingüístico inicial da criança. Conforme os teóricos da interação 
social notaram, quando as mães falam com seus filhos elas usam uma linguagem 
ulário especial (incluindo 
Se a mãe usa uma linguagem relativamente simplificada ao falar com seu filho 
provavelmente mostrará um nível mais alto de competência 
lingüística aos vinte sete meses. Os filhos de mães que usam frases mais longas e mais 
Por isso, o manhês 
inguagem, quando as crianças ainda são pequenas. 
o longo da infância a criança vai passando por processos que 
(1984) apresenta as 
pais permanece intenso, porém a maioria 
se menos visível. Nessa idade, já são 
suficientemente avançadas em termos cognitivos para compreender quando a 
mãe explica por que ela vai sair e que voltará, de modo, que sua ansiedade de 
separação diminui. Elas podem inclusive usar uma fotografia da mãe como uma 
“base segura” para explorar em uma situação desconhecida, o que reflete outro 
4 anos: a criança também pode lidar com sua potencial ansiedade de separação 
fazendo combinações com os pais. É claro, os comportamentos de apego não 
 
 
 5 anos: ainda querem sentar no colo da mãe ou do pai, ainda buscam ficar 
próximas quando a mãe retorna depois de ter estado ausente. Contudo, elas
capazes de explorar cada vez mais situações não assustadoras e não estressantes 
sem aparente angústia a partir de sua base segura.
 
2.1.1 Desenvolvimento Cognitivo 
 
 Segundo Papalia (2000), nó
maneiras ao longo do desenvolvimento. 
questionamentos, discussão, pesquisas, imitação, convivência, repetição e também pela 
base biológica com o senso 
segue uma ordem importante pa
percepção, a formação de imagem e memória, a simbolização e a conceitualização. 
Perceba que todas essas experiências acontecem e o seu nível de complexidade vai 
aumentando. 
 Logo ao nascer a criança
avalia a saúde e integridade da criança. Virginia Apgar (1953), anestesiologista, criou 
uma escala que demonstra a maneira como a criança se apresenta no nascimento para 
que seja ou não feito intervenções
ao nascer e após 5 minutos. 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
5 
5 anos: ainda querem sentar no colo da mãe ou do pai, ainda buscam ficar 
próximas quando a mãe retorna depois de ter estado ausente. Contudo, elas
capazes de explorar cada vez mais situações não assustadoras e não estressantes 
sem aparente angústia a partir de sua base segura. 
Desenvolvimento Cognitivo 
Segundo Papalia (2000), nós adquirimos o conhecimento através de varias 
go do desenvolvimento. Pode ser pela experiência, observação, 
questionamentos, discussão, pesquisas, imitação, convivência, repetição e também pela 
senso de percepção, memória e a motivação. Esse conhecimento 
segue uma ordem importante para ser elaborada, podemos citar: a sensação, a atenção, a 
percepção, a formação de imagem e memória, a simbolização e a conceitualização. 
Perceba que todas essas experiências acontecem e o seu nível de complexidade vai 
Logo ao nascer a criança passa pela avaliação da escala de Apgar, exame que 
avalia a saúde e integridade da criança. Virginia Apgar (1953), anestesiologista, criou 
uma escala que demonstra a maneira como a criança se apresenta no nascimento para 
que seja ou não feito intervenções e prevenir seqüelas. A criança recebe uma avaliação 
ao nascer e após 5 minutos. 
Psicologia do Desenvolvimento 
5 anos: ainda querem sentar no colo da mãe ou do pai, ainda buscam ficar 
próximas quando a mãe retorna depois de ter estado ausente. Contudo, elas são 
capazes de explorar cada vez mais situações não assustadoras e não estressantes 
s adquirimos o conhecimento através de varias 
Pode ser pela experiência, observação, 
questionamentos, discussão, pesquisas, imitação, convivência, repetição e também pela 
Esse conhecimento 
ra ser elaborada, podemos citar: a sensação, a atenção, a 
percepção, a formação de imagem e memória, a simbolização e a conceitualização. 
Perceba que todas essas experiências acontecem e o seu nível de complexidade vai 
passa pela avaliação da escala de Apgar, exame que 
avalia a saúde e integridade da criança. Virginia Apgar (1953), anestesiologista, criou 
uma escala que demonstra a maneira como a criança se apresenta no nascimento para 
. A criança recebe uma avaliação 
 
 
 
 As notas para cada item são somadas e recebem 
conforme a nota: 
 
 8-10: Bom Apgar. 
 7-6 : Atenção especial, aspirado, neonatologia e incubadora. 
 5-4: Alto risco, incubadora e junta médica.
 3-2: Altíssimo risco, alteração orgânica que merece procedimento, seqüelas.
 1: Risco óbito 
 0: Óbito 
 
É muito importante o conhecimento da situação da criança 
possa lidar com as possíveis adaptações necessárias ao seu desenvolvimento. 
 O desenvolvimento cognitivo é caracterizado pela mudança na capacidade de 
raciocínio da criança. Como já vimos, Jean Piaget (1896 
principais estudos sobre o assunto. Piaget era biólogo e se interessou 
desenvolvimento cognitivo quando estava trabalhando como assistente no laboratório de 
pesquisa de Alfred Binet e Theodore Simon (criadores d
e ficou intrigado com as razõ
Começou a observar as crianças, inclusive seus filhos.
Piaget defendia que o desen
ambiente. Ele propôs a existência de qua
cognitivo. Essas etapas estão resu
Fonte: MORRIS E MAISTO (2004)
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
6 
As notas para cada item são somadas e recebem as seguintes avaliações e ações 
 
tenção especial, aspirado, neonatologia e incubadora. 
, incubadora e junta médica. 
2: Altíssimo risco, alteração orgânica que merece procedimento, seqüelas.
É muito importante o conhecimento da situação da criança ao nascer para que se 
possa lidar com as possíveis adaptações necessárias ao seu desenvolvimento. 
O desenvolvimento cognitivo é caracterizado pela mudança na capacidade de 
raciocínio da criança. Como já vimos, Jean Piaget (1896 – 1980) desenvolveu um dos
principais estudos sobre o assunto. Piaget era biólogo e se interessou 
desenvolvimento cognitivo quando estava trabalhando como assistente no laboratório de 
pesquisa de Alfred Binet e Theodore Simon (criadores do primeiro teste de inteligênci
ou intrigado com as razões das respostas que as crianças davam a algumas questões. 
Começou a observar as crianças, inclusive seus filhos. 
que o desenvolvimento cognitivo era uma forma
existência de quatro estágios básicos de desenvolvimento 
cognitivo. Essas etapas estão resumidas na tabela-resumo a seguir: 
2004) 
Psicologia do Desenvolvimento 
avaliações e ações 
2: Altíssimo risco, alteração orgânica que merece procedimento, seqüelas. 
ao nascer para que se 
possa lidar com as possíveis adaptações necessárias ao seu desenvolvimento. 
O desenvolvimento cognitivo é caracterizado pela mudança na capacidade de 
1980) desenvolveu um dos 
principais estudos sobre o assunto. Piaget era biólogo e se interessou pelo 
desenvolvimento cognitivo quando estava trabalhando como assistente no laboratório de 
o primeiro teste de inteligência) 
es das respostas que as crianças davam a algumas questões. 
volvimento cognitivo era uma forma de adaptação ao 
tro estágios básicos de desenvolvimento 
 
 
 
O estágio que compreende do nascimento aos dois anos é chamadode sensório
motor. Nele o bebe desenvolve pequenos passo
inteligência já está presente, pois é anterior a fala, e é chamada de prática: onde não é 
empregada a linguagem, somente ações. 
Para Piaget, os bebês utilizam as habilidades
sugar e a de agarrar — em uma
levar coisas à boca — o seio da mãe, seu próprio polegar ou qualquer outra coisa. 
mesma forma, agarram um chocalho por reflexo e 
chocalho. Passam a sacudir tudo que con
chocalho. Finalmente, eles percebem que algumas coisas farão barulho e ouras não.
Dessa forma, os bebês organizam suas experiências 
exemplo, algo pode ser “sugável
O marco evolutivo
permanência do objeto. Significa que quando um objeto não está no nosso campo de 
visão, sabemos que ele pode continuar a 
desaparecem simplesmente deixam de existir.
experiência, desenvolvem a percepção da perma
meses, conseguem imaginar 
conceito é fundamental no processo de identidade.
As crianças que começam a andar, geralmente quase no final do estagio sensório 
motor, desenvolveram a capacidade de autorreconhecimento, são capazes de re
o próprio reflexo no espelho
 
Em um famoso estudo, as mães faziam uma marquinha de tinta vermelha no 
nariz dos filhos enquanto fingiam estar limpando o rosto deles. Depois, cada 
criança era colocada em frente ao espelho. Bebês com menos de um ano
idade olhavam fascinados para o bebê de nariz vermelho que aparecia no 
espelho; alguns deles até mesmo esticavam os braços na tentativa de tocar o 
reflexo do nariz. Mas os bebês que tinham entre 21 e 24 meses levantavam os 
braços e tocavam seus próprio
que eles sabiam que o bebê de nariz vermelho do espelho era ”eu” 
(BROOKS
 
Outro ponto importante é a saída do egocentrismo.
historia que ilustra esse ponto: em um terremoto ocorrido em Los Angeles, enquanto 
pratos quebravam e os moveis se mexiam, um bebê, sentado em seu pinico, pergunta 
para a sua mãe “O que eu fiz mamãe?”. Significa que as crianças nessa idade acreditam 
que se algo importante acontece, deve ser por sua causa. Citando Bill Cosby, Dobson 
 Psicologia do Desenvolvimento
7 
que compreende do nascimento aos dois anos é chamado de sensório
Nele o bebe desenvolve pequenos passos e conquistas para chegar até a fala. A 
inteligência já está presente, pois é anterior a fala, e é chamada de prática: onde não é 
empregada a linguagem, somente ações. 
Piaget, os bebês utilizam as habilidades com as quais já nasceram 
em uma variedade de atividades. Os bebês muito novos 
o seio da mãe, seu próprio polegar ou qualquer outra coisa. 
garram um chocalho por reflexo e percebem que o som vem do 
a sacudir tudo que conseguem segurar, tentam reproduzir o som
chocalho. Finalmente, eles percebem que algumas coisas farão barulho e ouras não.
organizam suas experiências em categorias rudimenta
“sugável” ou “não-sugável”, “barulhento” ou “não
O marco evolutivo desse estágio, segundo Piaget, é o desenvolv
permanência do objeto. Significa que quando um objeto não está no nosso campo de 
sabemos que ele pode continuar a existir, mas para um bebê
m simplesmente deixam de existir. Conforme as crianças adquirem 
experiência, desenvolvem a percepção da permanência dos objetos. Entre 18 e 24
meses, conseguem imaginar o movimento de um objeto que não vêem se mexer. 
conceito é fundamental no processo de identidade. 
que começam a andar, geralmente quase no final do estagio sensório 
, desenvolveram a capacidade de autorreconhecimento, são capazes de re
o próprio reflexo no espelho. 
Em um famoso estudo, as mães faziam uma marquinha de tinta vermelha no 
nariz dos filhos enquanto fingiam estar limpando o rosto deles. Depois, cada 
criança era colocada em frente ao espelho. Bebês com menos de um ano
idade olhavam fascinados para o bebê de nariz vermelho que aparecia no 
espelho; alguns deles até mesmo esticavam os braços na tentativa de tocar o 
reflexo do nariz. Mas os bebês que tinham entre 21 e 24 meses levantavam os 
braços e tocavam seus próprios narizes vermelhos, mostrando, dessa maneira, 
que eles sabiam que o bebê de nariz vermelho do espelho era ”eu” 
BROOKS-GUNN E LEWIS, 1984; COELHO, 2015). 
Outro ponto importante é a saída do egocentrismo. Dobson (1998)
historia que ilustra esse ponto: em um terremoto ocorrido em Los Angeles, enquanto 
pratos quebravam e os moveis se mexiam, um bebê, sentado em seu pinico, pergunta 
para a sua mãe “O que eu fiz mamãe?”. Significa que as crianças nessa idade acreditam 
o importante acontece, deve ser por sua causa. Citando Bill Cosby, Dobson 
Psicologia do Desenvolvimento 
que compreende do nascimento aos dois anos é chamado de sensório-
e conquistas para chegar até a fala. A 
inteligência já está presente, pois é anterior a fala, e é chamada de prática: onde não é 
as quais já nasceram — a de 
variedade de atividades. Os bebês muito novos preferem 
o seio da mãe, seu próprio polegar ou qualquer outra coisa. Da 
ue o som vem do 
reproduzir o som do 
chocalho. Finalmente, eles percebem que algumas coisas farão barulho e ouras não. 
em categorias rudimentares, por 
sugável”, “barulhento” ou “não-barulhento”. 
segundo Piaget, é o desenvolvimento da 
permanência do objeto. Significa que quando um objeto não está no nosso campo de 
, mas para um bebê os objetos que 
as crianças adquirem 
nência dos objetos. Entre 18 e 24 
o movimento de um objeto que não vêem se mexer. Esse 
que começam a andar, geralmente quase no final do estagio sensório 
, desenvolveram a capacidade de autorreconhecimento, são capazes de reconhecer 
Em um famoso estudo, as mães faziam uma marquinha de tinta vermelha no 
nariz dos filhos enquanto fingiam estar limpando o rosto deles. Depois, cada 
criança era colocada em frente ao espelho. Bebês com menos de um ano de 
idade olhavam fascinados para o bebê de nariz vermelho que aparecia no 
espelho; alguns deles até mesmo esticavam os braços na tentativa de tocar o 
reflexo do nariz. Mas os bebês que tinham entre 21 e 24 meses levantavam os 
s narizes vermelhos, mostrando, dessa maneira, 
que eles sabiam que o bebê de nariz vermelho do espelho era ”eu” 
Dobson (1998) conta uma 
historia que ilustra esse ponto: em um terremoto ocorrido em Los Angeles, enquanto 
pratos quebravam e os moveis se mexiam, um bebê, sentado em seu pinico, pergunta 
para a sua mãe “O que eu fiz mamãe?”. Significa que as crianças nessa idade acreditam 
o importante acontece, deve ser por sua causa. Citando Bill Cosby, Dobson 
 
(1998, p. 45) diz: “Dêem-me 200 crianças de dois anos bem agitadas e eu conquistarei o 
mundo”. As crianças pequenas acreditam que o universo gira em torno delas. 
Até os dois anos a criança 
Piaget. Terá elaborado a noção de permanência de objetos e pessoas, independente de 
sua percepção delas. Também terá desenvolvido a ideia de causalidade, pois terá 
descoberto os resultados de suas ações, tais como chutar uma bola.
adquirido é o de espaço e tempo
acontecimentos cotidianos e a localização dos seus brinquedos.
terão colaborado para o de
seu egocentrismo. 
 É nos estagio sensório motor, portanto, que as crianças aprendem sobre si 
mesmas e sobre o mundo mediante:
 
 O desenvolvimento sensorial
 A atividade motora 
 
Para Piaget, os bebes que
reflexos e comportamentos aleatórios, passam a apresentar “intencionalidade”
para metas. Passam a organizar suas atividades em relação ao seu ambiente:
 
 A coordenar informações a partir dos seus 
 A aprendizagem progride de tentativo de ensaio e erro para 
rudimentares. 
 
As crianças passam a perceber, por exemplo, que as figuras contidas num livro 
representam objetos do mundo real. Mais tarde, no pr
compreendem que os sinais pretos dos livros representam um muno de idéias e essas 
representam fatos e coisas. 
Para concluir, podemos visualizar os 6 subestágios do estágio sensório motor 
apresentado por Piaget e que dão uma visão completa do desenvolvimento es
nessa fase: 
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento8 
me 200 crianças de dois anos bem agitadas e eu conquistarei o 
mundo”. As crianças pequenas acreditam que o universo gira em torno delas. 
s anos a criança terá completado a “revolução copernicana”
. Terá elaborado a noção de permanência de objetos e pessoas, independente de 
sua percepção delas. Também terá desenvolvido a ideia de causalidade, pois terá 
s de suas ações, tais como chutar uma bola.
adquirido é o de espaço e tempo; desenvolverá a capacidade de saber a seqüência dos 
acontecimentos cotidianos e a localização dos seus brinquedos. Todas essas descobertas 
terão colaborado para o desenvolvimento da sua consciência de si mesmo, reduzindo 
É nos estagio sensório motor, portanto, que as crianças aprendem sobre si 
mesmas e sobre o mundo mediante: 
O desenvolvimento sensorial 
 
Para Piaget, os bebes que são criaturas que respondem basicamente por meio dos 
reflexos e comportamentos aleatórios, passam a apresentar “intencionalidade”
para metas. Passam a organizar suas atividades em relação ao seu ambiente:
A coordenar informações a partir dos seus sentidos; 
A aprendizagem progride de tentativo de ensaio e erro para 
As crianças passam a perceber, por exemplo, que as figuras contidas num livro 
representam objetos do mundo real. Mais tarde, no pré-operatório, 
reendem que os sinais pretos dos livros representam um muno de idéias e essas 
 
Para concluir, podemos visualizar os 6 subestágios do estágio sensório motor 
apresentado por Piaget e que dão uma visão completa do desenvolvimento es
Psicologia do Desenvolvimento 
me 200 crianças de dois anos bem agitadas e eu conquistarei o 
mundo”. As crianças pequenas acreditam que o universo gira em torno delas. 
terá completado a “revolução copernicana”, como diz 
. Terá elaborado a noção de permanência de objetos e pessoas, independente de 
sua percepção delas. Também terá desenvolvido a ideia de causalidade, pois terá 
s de suas ações, tais como chutar uma bola. Outro conceito 
; desenvolverá a capacidade de saber a seqüência dos 
Todas essas descobertas 
senvolvimento da sua consciência de si mesmo, reduzindo 
É nos estagio sensório motor, portanto, que as crianças aprendem sobre si 
são criaturas que respondem basicamente por meio dos 
reflexos e comportamentos aleatórios, passam a apresentar “intencionalidade” voltada 
para metas. Passam a organizar suas atividades em relação ao seu ambiente: 
A aprendizagem progride de tentativo de ensaio e erro para “insights” 
As crianças passam a perceber, por exemplo, que as figuras contidas num livro 
rio, as crianças 
reendem que os sinais pretos dos livros representam um muno de idéias e essas 
Para concluir, podemos visualizar os 6 subestágios do estágio sensório motor 
apresentado por Piaget e que dão uma visão completa do desenvolvimento esperado 
 
 
Subestágio 1 – Sorriso/Reflexo
0 a 1 mês 
Uso dos reflexos
Permanência o objeto está ausente
 
 Subestágio 2 – Reações circulares primárias 
 1 a 4 meses
Inicio de modulação de respostas voltadas para o próprio corpo. 
Acompanha objetos
 Sorriso social
 Ausência de permanência de objeto
 
Subestágio 3 – Reações circulares secundárias
 4 a 8 meses
 Angustia dos 8 meses
 Procura prolongar as experiências interessantes
Se um objeto foi parcialmente coberto
descobrir o objeto.
 
Subestagio 4 – Coordenação de esquemas secundários.
 8 a 12 meses
 Engatinhar e andar
 Permanência do objeto está presente
 
Subestágio 5 – Reações circulares terciárias 
 12 a 18 meses
 Originalidade na 
 Variar as ações para observar a resposta do objeto.
 
Subestágio 6 – Início de pensamento (
 Organização do comportamento para atingir meta.
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
9 
Sorriso/Reflexo 
0 a 1 mês 
Uso dos reflexos 
Permanência o objeto está ausente 
Reações circulares primárias 
1 a 4 meses 
Inicio de modulação de respostas voltadas para o próprio corpo. 
Acompanha objetos que se deslocam no espaço 
Sorriso social 
Ausência de permanência de objeto 
Reações circulares secundárias 
4 a 8 meses 
Angustia dos 8 meses 
Procura prolongar as experiências interessantes 
Se um objeto foi parcialmente coberto e retém o anteparo para
descobrir o objeto. 
Coordenação de esquemas secundários. 
8 a 12 meses 
Engatinhar e andar 
Permanência do objeto está presente 
Reações circulares terciárias 
12 a 18 meses 
Originalidade na resolução de problemas 
Variar as ações para observar a resposta do objeto.
cio de pensamento (Insight) 
Organização do comportamento para atingir meta.
Psicologia do Desenvolvimento 
Inicio de modulação de respostas voltadas para o próprio corpo. 
retém o anteparo para 
Variar as ações para observar a resposta do objeto. 
Organização do comportamento para atingir meta. 
 
 
2.1.2 Conceitos fundamentais, contextualização e desenvolvimento psicossexual 
(fase oral) 
 
Vamos supor que você recebe uma notícia inesperada. Se olharmos para as 
tragédias da vida, suponha que alguém que conhecia morreu repentinamente. 
Ele nem era tão próximo, mas a notícia abala você de uma maneira 
surpreendente. Ou, pensando nas surpr
suponha que recebe
sua vida de uma forma insuspeitada. Apenas uma boa notícia, mas você a 
recebe com uma alegria infinita, e nem mesmo consegue explicar o que está 
sentindo.Vamos supor também que você comente esse sentimento despertado 
por uma ou outra dessas situações com alguém conhecido e essa pessoa 
responda que certamente tais sentimentos vieram de seu inconsciente e que 
foram eles que determinaram seu comportament
você pode não dar maior relevância ao que sentiu e continuar a sua vida. Ou 
pode passar a se questionar sobre o que mais pode haver no seu inconsciente 
e que você nem suspeita.
 
No trecho acima você pode 
inconsciente. Por isso, a intenção de Freud era melhor compreender 
mental que eram aparentemente inacessíveis. Ele chamou tanto a terapia quanto a teoria 
de psicanálise. Freud acreditava que 
somente com considerável dispêndio de energia. Ao conseguir acessar esse material,
enraizado em ansiedades na primeira infância,
mais saudáveis. Essa liberação pode
 Freud acreditava que a personalidade do individuo é estabelecida na primeira 
infância, até os 6 anos. A teoria psicossexual é uma das mais controversas e conhecidas 
dentro da psicologia do desenvolvimento. Para Freud, 
ser concluída com êxito para se obter uma personalidade saudável.
seqüência eram baseadas em zonas erógenas e o
uma personalidade doentia e uma fixação na zona erógena repr
Para entender esse conceito, precisamos 
instinto sexual. Coelho (2015, p.84) cita
 
[...] 
inconscientes. Alguns instintos são agressivos e destrutivos; outros, tais como 
a fome, a sede, a autopreservação e o sexo, são necessários à sobrevivência 
do indivíduo e da espécie. Ele utilizava
referir não somente à sexualidade erótica, mas também ao desejo de obter 
praticamente qualquer forma de prazer. 
considerava o instinto sexual o fator mais crítico no desenvo
pers
 Psicologia do Desenvolvimento
10 
Conceitos fundamentais, contextualização e desenvolvimento psicossexual 
Vamos supor que você recebe uma notícia inesperada. Se olharmos para as 
tragédias da vida, suponha que alguém que conhecia morreu repentinamente. 
Ele nem era tão próximo, mas a notícia abala você de uma maneira 
surpreendente. Ou, pensando nas surpresas felizes que a vida nos traz, 
suponha que recebeu uma notícia. Não foi nada demais, nada que vá alterar 
sua vida de uma forma insuspeitada. Apenas uma boa notícia, mas você a 
recebe com uma alegria infinita, e nem mesmo consegue explicar o que está 
tindo.Vamos supor também que você comente esse sentimento despertado 
por uma ou outra dessas situações com alguém conhecido e essa pessoa 
responda que certamente tais sentimentos vieram de seu inconsciente e que 
foram eles que determinaram seu comportamento. Diante dessa resposta, 
você podenão dar maior relevância ao que sentiu e continuar a sua vida. Ou 
pode passar a se questionar sobre o que mais pode haver no seu inconsciente 
e que você nem suspeita. (COELHO, 2015, p. 83). 
No trecho acima você pode ter uma ideia da influencia e importância
, a intenção de Freud era melhor compreender os aspectos da vida 
mental que eram aparentemente inacessíveis. Ele chamou tanto a terapia quanto a teoria 
Freud acreditava que o conteúdo inconsciente permanece inconsciente 
somente com considerável dispêndio de energia. Ao conseguir acessar esse material,
enraizado em ansiedades na primeira infância, pode-se liberar a energia para propósitos 
mais saudáveis. Essa liberação poderá diminuir atitudes autodestrutivas.
Freud acreditava que a personalidade do individuo é estabelecida na primeira 
. A teoria psicossexual é uma das mais controversas e conhecidas 
dentro da psicologia do desenvolvimento. Para Freud, uma seqüência de fases deveria 
ser concluída com êxito para se obter uma personalidade saudável. 
seqüência eram baseadas em zonas erógenas e o fracasso em alguma das fases, leva
uma personalidade doentia e uma fixação na zona erógena representada.
esse conceito, precisamos deixar claro o que ele definia 
Coelho (2015, p.84) cita Morris e Maisto (2004) explicando Freud:
 o comportamento humano baseia-se nos instintos ou impulsos 
inconscientes. Alguns instintos são agressivos e destrutivos; outros, tais como 
a fome, a sede, a autopreservação e o sexo, são necessários à sobrevivência 
do indivíduo e da espécie. Ele utilizava o termo instintos sexuais para se 
referir não somente à sexualidade erótica, mas também ao desejo de obter 
praticamente qualquer forma de prazer. Nesse sentido mais amplo, Freud 
considerava o instinto sexual o fator mais crítico no desenvo
personalidade. 
Psicologia do Desenvolvimento 
Conceitos fundamentais, contextualização e desenvolvimento psicossexual 
Vamos supor que você recebe uma notícia inesperada. Se olharmos para as 
tragédias da vida, suponha que alguém que conhecia morreu repentinamente. 
Ele nem era tão próximo, mas a notícia abala você de uma maneira 
esas felizes que a vida nos traz, 
Não foi nada demais, nada que vá alterar 
sua vida de uma forma insuspeitada. Apenas uma boa notícia, mas você a 
recebe com uma alegria infinita, e nem mesmo consegue explicar o que está 
tindo.Vamos supor também que você comente esse sentimento despertado 
por uma ou outra dessas situações com alguém conhecido e essa pessoa 
responda que certamente tais sentimentos vieram de seu inconsciente e que 
o. Diante dessa resposta, 
você pode não dar maior relevância ao que sentiu e continuar a sua vida. Ou 
pode passar a se questionar sobre o que mais pode haver no seu inconsciente 
e importância do 
os aspectos da vida 
mental que eram aparentemente inacessíveis. Ele chamou tanto a terapia quanto a teoria 
o conteúdo inconsciente permanece inconsciente 
somente com considerável dispêndio de energia. Ao conseguir acessar esse material, 
se liberar a energia para propósitos 
atitudes autodestrutivas. 
Freud acreditava que a personalidade do individuo é estabelecida na primeira 
. A teoria psicossexual é uma das mais controversas e conhecidas 
a seqüência de fases deveria 
 Essas fases em 
fracasso em alguma das fases, levaria a 
esentada. 
ele definia como 
explicando Freud: 
se nos instintos ou impulsos 
inconscientes. Alguns instintos são agressivos e destrutivos; outros, tais como 
a fome, a sede, a autopreservação e o sexo, são necessários à sobrevivência 
o termo instintos sexuais para se 
referir não somente à sexualidade erótica, mas também ao desejo de obter 
Nesse sentido mais amplo, Freud 
considerava o instinto sexual o fator mais crítico no desenvolvimento da 
 
 
2.1.3 Período de 0-2 anos 
 
Estágio oral - 1º período, onde a fonte corporal das excitações pulsionais se dá 
predominantemente na zona oral (ou qualquer outro estímulo que se assemelhe).
O objeto da etapa oral é o seio e tudo aquilo que a 
é o substituto do cordão umbilical, a diferença é q
contínua, aquele é descontínuo
sustento biológico (autoconservação) e a satisfação p
produz um excesso de energia que acompanha a pulsão (sexual) oral.
 A fase oral tem inicio no nascimento. Nesse período tanto as necessidade quanto 
as satisfações envolvem os lábios, a língua e os dentes. O bebê tem o objetiv
receber alimento e aliviar tensões. É durante a alimentação que a criança é acalmada e 
acariciada. Nessa fase, a criança está fixada em prazeres orais, pois eles criam uma 
sensação de confiança. Se houver pouca gratificação ou gratificação excessiva, 
desenvolvera uma personalidade voltada para a fase oral e apresentará comportamentos 
tais como: roer unhas, fumar, beber ou comer demais. Também serão dependentes e 
seguidores de outras pessoas.
 A boca é a primeira parte do corpo que o bebe apre
que o bebe amadurece outras partes do corpo passam a ser zonas de satisfação, mas 
parte da energia permanece fixada na gratificação oral. Os adultos possuem grande 
interesse na manutenção de prazeres orais. “Comer, sugar, mascar, 
lamber ou estalar os lábios são expressões físicas desses interesses” (
FRAGER, 2004, p. 37). 
 O desenvolvimento do aparelho psíquico depende do que rodeia a criança. A 
formação do sujeito inicia-
do bebe, na relação com o outro e compreende a transmissão de identificações, de 
significações afetivas, emocionais e morais. 
 A formação da subjetividade coincide com a entrada do individuo no mundo 
simbólico da linguagem. É essa entrada que humaniza a criança e permitirá que ela se 
situe numa cultura, com uma identidade particular. Esse processo
primeiras experiências de satisfação do bebê na relação com a mãe. Dessa maneira o 
individuo formará uma identidade, a constituição de ideais, a diferença sexual, a 
autonomia e sua história singular.
 Psicologia do Desenvolvimento
11 
 
1º período, onde a fonte corporal das excitações pulsionais se dá 
predominantemente na zona oral (ou qualquer outro estímulo que se assemelhe).
O objeto da etapa oral é o seio e tudo aquilo que a ele se assemelhe ou substitua. O seio 
é o substituto do cordão umbilical, a diferença é que enquanto este é uma conexão 
descontínuo. A finalidade pulsional é dupla: a incorporação do 
conservação) e a satisfação pela incorporação do leite que 
produz um excesso de energia que acompanha a pulsão (sexual) oral. 
A fase oral tem inicio no nascimento. Nesse período tanto as necessidade quanto 
as satisfações envolvem os lábios, a língua e os dentes. O bebê tem o objetiv
receber alimento e aliviar tensões. É durante a alimentação que a criança é acalmada e 
Nessa fase, a criança está fixada em prazeres orais, pois eles criam uma 
sensação de confiança. Se houver pouca gratificação ou gratificação excessiva, 
desenvolvera uma personalidade voltada para a fase oral e apresentará comportamentos 
tais como: roer unhas, fumar, beber ou comer demais. Também serão dependentes e 
seguidores de outras pessoas. 
A boca é a primeira parte do corpo que o bebe aprende a controlar. 
que o bebe amadurece outras partes do corpo passam a ser zonas de satisfação, mas 
parte da energia permanece fixada na gratificação oral. Os adultos possuem grande 
interesse na manutenção de prazeres orais. “Comer, sugar, mascar, fumar, morder e 
lamber ou estalar os lábios são expressões físicas desses interesses” (
O desenvolvimento do aparelho psíquico depende do que rodeia a criança. A 
-se nas primeiras experiências de satisfações de necessidades 
do bebe, na relação com o outro e compreende a transmissão de identificações, de 
afetivas, emocionais e morais. 
A formação da subjetividade coincide com a entrada do individuo no mundo 
simbólico da linguagem. É essa entrada que humaniza a criança e permitirá que ela se 
situe numa cultura, com uma identidade particular. Esse processo
primeirasexperiências de satisfação do bebê na relação com a mãe. Dessa maneira o 
individuo formará uma identidade, a constituição de ideais, a diferença sexual, a 
autonomia e sua história singular. 
Psicologia do Desenvolvimento 
1º período, onde a fonte corporal das excitações pulsionais se dá 
predominantemente na zona oral (ou qualquer outro estímulo que se assemelhe). 
ele se assemelhe ou substitua. O seio 
to este é uma conexão 
A finalidade pulsional é dupla: a incorporação do 
ela incorporação do leite que 
A fase oral tem inicio no nascimento. Nesse período tanto as necessidade quanto 
as satisfações envolvem os lábios, a língua e os dentes. O bebê tem o objetivo de 
receber alimento e aliviar tensões. É durante a alimentação que a criança é acalmada e 
Nessa fase, a criança está fixada em prazeres orais, pois eles criam uma 
sensação de confiança. Se houver pouca gratificação ou gratificação excessiva, a criança 
desenvolvera uma personalidade voltada para a fase oral e apresentará comportamentos 
tais como: roer unhas, fumar, beber ou comer demais. Também serão dependentes e 
nde a controlar. À medida 
que o bebe amadurece outras partes do corpo passam a ser zonas de satisfação, mas 
parte da energia permanece fixada na gratificação oral. Os adultos possuem grande 
fumar, morder e 
lamber ou estalar os lábios são expressões físicas desses interesses” (FADIMAN E 
O desenvolvimento do aparelho psíquico depende do que rodeia a criança. A 
se nas primeiras experiências de satisfações de necessidades 
do bebe, na relação com o outro e compreende a transmissão de identificações, de 
A formação da subjetividade coincide com a entrada do individuo no mundo 
simbólico da linguagem. É essa entrada que humaniza a criança e permitirá que ela se 
situe numa cultura, com uma identidade particular. Esse processo já ocorre nas 
primeiras experiências de satisfação do bebê na relação com a mãe. Dessa maneira o 
individuo formará uma identidade, a constituição de ideais, a diferença sexual, a 
 
 
- Ideias Principais 
 
 No tópico “Início da Infância (0 a 2 anos)” aprendemos sobre a importância do 
vínculo para o desenvolvimento infantil. Vimos o significado de relação primal, como a 
criança vê o mundo inicialmente e através do que ela começa a ter contato com a 
sociedade. Percebemos a importância da linguagem desenvolvida durante o vínculo
bases da personalidade também. 
 Em seguida entendemos um pouco mais sobre o desenvolvimento cognitivo 
estudado por Jean Piaget e quais os marcos de desenvolvimento atingido durante o 
estagio sensório-motor. 
 Por último, estudamos sobre o desenvolvimento psicossexual criado por 
Sigmund Freud, as bases da sua teoria
durante a fase oral na vida adulta.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
12 
Início da Infância (0 a 2 anos)” aprendemos sobre a importância do 
vínculo para o desenvolvimento infantil. Vimos o significado de relação primal, como a 
criança vê o mundo inicialmente e através do que ela começa a ter contato com a 
cebemos a importância da linguagem desenvolvida durante o vínculo
bases da personalidade também. 
Em seguida entendemos um pouco mais sobre o desenvolvimento cognitivo 
estudado por Jean Piaget e quais os marcos de desenvolvimento atingido durante o 
ltimo, estudamos sobre o desenvolvimento psicossexual criado por 
Sigmund Freud, as bases da sua teoria do inconsciente e os reflexos dos 
durante a fase oral na vida adulta. 
Psicologia do Desenvolvimento 
Início da Infância (0 a 2 anos)” aprendemos sobre a importância do 
vínculo para o desenvolvimento infantil. Vimos o significado de relação primal, como a 
criança vê o mundo inicialmente e através do que ela começa a ter contato com a 
cebemos a importância da linguagem desenvolvida durante o vínculo e as 
Em seguida entendemos um pouco mais sobre o desenvolvimento cognitivo 
estudado por Jean Piaget e quais os marcos de desenvolvimento atingido durante o 
ltimo, estudamos sobre o desenvolvimento psicossexual criado por 
reflexos dos efeitos obtidos 
 
 
REFERÊNCIAS
 
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ahar, 2001. 
 
 
COELHO, Wilson Ferreira (Org.). 
Education do Brasil, 2015. 
 
 
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Curitiba: InterSaberes, 2016.
 
 
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Alegre: Artmed, 2004. 
 
 
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MORRIS, Charles e MAISTO, Alberto. 
Hall, 2004. 
 
 
NEUMANN, Erich. A criança.
 
 
PAPALIA, Diane. FELDMAN, Ruth. 
Artmed, 2000. 
 
 
WINNICOTT, Donald. Da pediatria à psicanálise: 
Imago, 2000. 
 
 
 
 Psicologia do Desenvolvimento
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COELHO, Wilson Ferreira (Org.). Psicologia do Desenvolvimento. São Paulo: 
 
Vivendo nos Limites. São Paulo: United Press, 1998.
Psicologia e desenvolvimento humano [livro 
InterSaberes, 2016. 
FADIMAN, James e FRAGER, Robert. Personalidade e Crescimento Pessoal
A criança do 0 aos 5 anos. 5. ed. São Paulo: M. Fontes, 1999. 
MORRIS, Charles e MAISTO, Alberto. Introdução à psicologia. São Paulo: Prentice 
A criança. São Paulo: Editora Cultrix, 1980. 
PAPALIA, Diane. FELDMAN, Ruth. Desenvolvimento cognitivo. Porto
Da pediatria à psicanálise: obras escolhidas. Rio de Janeiro: 
Psicologia do Desenvolvimento 
São Paulo: 
1998. 
[livro eletrônico]. 
Personalidade e Crescimento Pessoal. Porto 
ulo: M. Fontes, 1999. 
Paulo: Prentice 
Porto Alegre: 
Rio de Janeiro:

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