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Servidores Públicos

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da administração 
publica direta, das autarquias e das fundações publicas. 
O RJU seria obrigatoriamente o estatutário? A preocupação do texto da Constituição Federal – 
CF/88 foi apenas quanto à necessidade de unificação, eliminando a coexistência em uma 
mesma Administração de servidores regidos por relações jurídicas diversas quanto a seus 
vínculos funcionais, evitando-se a grande confusão, os atritos e os custos daí resultantes. 
À época, entendeu o legislador (na União, nos Estados e em muitos Municípios), que o regime 
estatutário mostrava-se mais adequado para reger as relações entre os servidores e a 
Administração Pública, uma vez que essa, não possuindo organização tipicamente empresarial, 
enfrentaria diversos inconvenientes se adotasse vínculo de natureza contratual com seus 
agentes. 
Com efeito, no regime estatutário tem-se a relação jurídica, entre a Administração 
Pública e seus servidores, caracterizada pela imposição unilateral, a esses como preceitos 
obrigatórios, de todas as disposições da lei de regência (diferentemente, a CLT se baseia em 
uma relação de caráter contratual, permitindo a discussão, entre as partes, das respectivas 
condições de trabalho – respeitados os direitos e garantias mínimos estabelecidos nos textos 
constitucional e legal). 
 
O regime estatutário é próprio das pessoas de direito publico. 
A nomeação do servidor é ato unilateral que se destina a efetivar a sua intenção no âmbito do 
regime jurídico preexistente.