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APS e Trabalho 1 Bimestre

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LAUANA KEREN FARIA CARDOSO
LISTA DE EXERCÍCIOS
ITAPETININGA-SP
2022
LAUANA KEREN FARIA CARDOSO
LISTA DE EXERCÍCIOS 
Trabalho e Atividade Prática Supervisionada (APS) apresentados como requisito parcial para aprovação na disciplina Psicologia e Saúde, na Graduação em Psicologia do Centro Universitário Sudoeste Paulista UniFSP.
Docente: Profª Gabrieli Quevedo Meira
ITAPETININGA-SP
2022
SUMÁRIO
1.	LISTA DE EXERCÍCIOS	4
Questão 1	4
Questão 2	5
Questão 3	5
Questão 4	6
2.	REFERÊNCIAS	8
1. LISTA DE EXERCÍCIOS
Questão 1
Explique de que forma as epidemias se manifestam dentro de uma sociedade. Apresente as diferenças entre as experiências da doença no passado e na atualidade (Covid-19). O que mudou? Existem elementos estruturais que se mantém dentro da sociedade? Como uma doença ou vírus afeta as vivências da população? 
R. As epidemias manifestam-se de diferentes formas em função da época em que ocorreram, mas de forma geral, é caracterizada pelo contágio de alguma doença em que a sua transmissão ocorre de maneira muito rápida, atingindo diversas pessoas e levando uma grande parte da população ao óbito (ADAM; HERZLICH, 2001).
Além disso, é perceptível que a forma como a sociedade vivenciava a doença já não é a mesma, visto que, antigamente a doença era considerada um risco para o coletivo ou região em que a pessoa morava, não tinham conhecimento a respeito do vírus e por isso tentavam combater sem explicações e o doente era rejeitado, uma vez que, a doença estava ligada ao pecado e deixavam o indivíduo a mercê. Atualmente, o avanço da ciência possibilitou o controle de doenças infecto contagiosas, consequentemente, já não são mais entendidas como um perigo para a sociedade e as pessoas mais próximas do doente ficam preocupadas com sua condição e muita das vezes não deixam o mesmo sozinho, aliás, atualmente há muitos meios em que as pessoas recorrem para combater as doenças, isto é, elas não são mais vistas como mortíferas já que tem diversos tratamentos, remédios e aparelhos para auxiliar o doente (ADAM; HERZLICH, 2001).
Desse modo, é possível observar que durante a pandemia do Covid-19, teve um número alto de contagio, sequelas após a contaminação e mortes decorrentes do contagio. Apesar disso, a população teve acesso a diversas informações, tais como: as formas de contagio, maneiras de se prevenir e tratamentos, informações que antigamente não eram acessíveis a toda a população (ADAM; HERZLICH, 2001).
Apesar das mudanças que ocorreram ao longo dos anos e dos avanços científicos, há elementos presentes em epidemias passadas, que se mantiveram nas epidemias atuais, tais como: as vivências e as responsabilidade individuais causarem consequências no coletivo, o medo e as incertezas de sobreviver a esse período e os impactos psicológicos por viver um período longo isolado. Desta forma, quando uma epidemia atinge a sociedade, é possível observar que as pessoas próximas ao doente ficam com medo e pânico pela própria saúde e a do sujeito, algumas pessoas tentam fugir do local, já uma parte da população, que não tem condições de sair, continuam no local e enfrentam o risco de se contaminar e ainda há pessoas que negam a epidemia e vivem normalmente esse período (ADAM; HERZLICH, 2001). 
Com isso, é notório que vivenciar uma epidemia afeta a população, pois modifica a maneira das pessoas se relacionarem no ambiente de trabalho e estudo, que passou a ser home office e aulas online, por exemplo e a convivência com a família, como exemplo da Pandemia do Covid-19 que passou a ser através de vídeo chamada. A sociedade teve que adotar medidas de segurança, como máscara, que modifica seu cotidiano sem ter um período de adaptação, visto que, é uma emergência coletiva, além do isolamento social, que fez com que as pessoas procurem outras formas de relacionarem (ADAM; HERZLICH, 2001).
 
Questão 2
Comente de forma breve e explicativa o papel social da medicina no cuidado e controle das doenças. 
R. Os homens, sentiam-se impotentes frente a uma doença, em contrapartida a ciência avançava cada vez mais, tendo autoridade sobre as doenças e não mais as práticas de outras saberes e crenças, como religião e benzedeiros. Além disso, foram realizadas descobertas fundamentais para auxiliar no cuidado e controle das doenças, resultando em um grande impacto no papel da medicina na sociedade. Dessa forma, a medicina passar a ser considerada um valor essencial para a população, decorrente do valor atribuído à saúde, à vida e à morte pelas pessoas. Portanto, a medicina aparece, então, vinculada às exigências da acumulação e da centralização, marcado pela acumulação primitiva de capital (ALMEIDA, 2018). 
Questão 3
“Em relação aos estados de saúde e seus determinantes sociais”. Traga as contribuições das teorias acerca dos diferentes estados de saúde. Uma teoria é capaz de superar a outra? Existem pontos em comum? O que difere de uma para a outra?
R. Os estados de saúde e seus determinantes sociais não pretende substituir uma explicação biológica por uma explicação puramente social, mas apontar que existe uma ligação entre os fenômenos biológicos e sociais. A partir disso, a seleção social explica que para obter melhor posição na sociedade é preciso se qualificar e isso está diretamente relacionado com as qualidades que o sujeito possuí, sendo assim, as pessoas que são mais saudáveis física e mentalmente têm maior preparo. E através da causalidade social, é notório que as características do indivíduo, suas condições ambientais e sua posição social pode, ocasionar comportamento que afetem sua saúde (ADAM; HERZLICH, 2001).
Dessa forma, ao longo dos anos surgiram diversas teorias acerca do assunto, dentre as que se destacaram estão: a teoria unicausal, teoria multicausal e a tríade ecológica de Leavell-Clark (ADAM; HERZLICH, 2001).
	A teoria unicausal surgiu aproximadamente no século XIX com Pasteur e Koch, através dos descobrimentos microbiológico, essa teoria propõe que o fenômeno doença decorre de uma causa única e expõe que um agente biológico promoveria um processo patológico e desencadearia reações indesejáveis, portanto, essa teoria substitui as explicações sobrenaturais (ADAM; HERZLICH, 2001).
	A segunda teoria, denominada de teoria da multicausalidade, surgiu durante o século XX e propõe que a patogenia tem uma multiplicidade de causas coexistentes, porém, não detalha quais são as causas do fenômeno saúde-doença. Entretanto, aponta que a causalidade está diretamente ligada ao social e ao biológico, mas não aponta como instancias distintas, pois reduzem a fatores de risco que atuam de maneira igual (ADAM; HERZLICH, 2001).
	E por último, a teoria da tríade ecológica de Leavell-Clark, que explica o processo saúde-doença através dos seguintes componentes: o homem (hospedeiro), o agente patogênico e o meio e propõe que o desequilíbrio de qualquer um desses elementos desencadearia alguma doença. Além disso, esse modelo é dividido em duas fases, a pré patogênese, em que o hospedeiro, o agente e o meio estão em equilíbrio; e na segunda fase, a patogênese, em que ocorre o rompimento desse equilíbrio (ADAM; HERZLICH, 2001).
	Em suma, as teorias sobre os determinantes sociais apontam causas diferentes para o surgimento de patologias, mas todas tentam compreender o fenômeno através do ser humano ativo em seu contexto histórico. Dessa forma, essas teorias surgiram de acordo com as descobertas científicas realizadas em cada época e por isso, uma não supera a outra, mas sim, uma complementa a outra na compreensão do processo saúde-doença. 
Questão 4 
Existe um perfil para o surgimento das doenças e das mortes? Elabore uma resposta argumentativa defendendo cientificamente as suas ideias. 
R. Para definir um perfil para o surgimento das doenças, primeiro é necessário apontar qual é o perfil patológico, no entanto, é possível constatar diferenças no perfil patológico ao longo dos anos, resultante das transformações na sociedade. “Para