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Direito-Processual-Penal

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ISECENSA – INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA INSTITUTO 
TECNOLÓGICO E DAS CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E DA SAÚDE DO CENSA 
DOCENTE: 
DICENTES: 
DIREITO. 
PERIODO: 7° NOTURNO 
ATIV, Tema: Ação controlada. 
Ação controlada. 
 A ação controlada é um instituto que consiste em retardar a intervenção policial 
ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela 
vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida 
legal se concretize no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de 
informações. Sua previsão legal encontra-se nos artigo 8° da Lei n°12.850/13 ( Lei 
que trata do tema organização criminosa); artigo 1°, §6°-Lei n°9.613/98 (Lei que trata 
do tema Lavagem de Dinheiro), aqui vale lembrar que foi inserido pelo chamado 
pacote anticrime Lei 13.964/19; artigo 53 da Lei n° 11.343/06 (Lei de Drogas), e em 
outras legislações. 
 A ação controlada é uma forma de postergar o flagrante, ou uma forma de 
postergar o cumprimento do mandado de prisão. Tudo para manter a gestão e 
obtenção da prova. 
 Existem peculiaridades sobre o tema que devemos observar. Na Lei 12.850/13 
temos em seu § 1º a seguinte escrita: O retardamento da intervenção policial ou 
administrativa será previamente comunicado ao juiz competente que, se for o caso, 
estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público. Aqui comunica ao juiz, 
claro que previamente. Já no artigo 53 cabeça da Lei 11.343/06 cuja a redação é: Art. 
53. Em qualquer fase da persecução criminal relativa aos crimes previstos nesta Lei, 
são permitidos, além dos previstos em lei, mediante autorização judicial e ouvido o 
Ministério Público, os seguintes procedimentos investigatórios: ''entre eles esta ação 
controlada''. Aqui esta expresso acontece mediante autorização judicial. 
 Sobre a polêmica acima há duas poisições doutrinárias defendidas. Na primeira 
é defendido que se o legislador pretendeu condicionar alguma diligência com 
autorização do juiz, ele expressa na lei. Um exemplo esta na própria lei de organização 
criminosa em seu artigo 10°, como tratar infiltração. Essa posição é defendida por 
''Rogério Sanches''. Enquanto na segunda posição doutrinaria, defendida por ''Cesar 
Roberto Bitencourt'' diz que não podemos interpretar essa comunicação ao juiz como 
mera notícia de um procedimento de ação controlada. Devemos nos ater ao que é 
facultado ao juiz no mesmo artigo que é impor-lhe limites. 
 Essas posições são antagônicas, porém vale lembrar que na hipótese em que a 
autoridade policial saiu para fazer uma diligência, que não houve ali condições de 
antever que realizaria um flagrante, ele pode sim se valer da realização de uma ação 
controlada. Se não era prevista não havia como comunicar o juiz previamente mas na 
sequência deve obrigatóriamente avisar o juiz.

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