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Dos Bens

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da coisa
principal, da própria natureza. (frutos de uma árvore).
● Frutos Industriais: decorrentes da atividade humana,
força do homem. (produto de uma fábrica).
● Frutos Civis: decorrentes de uma relação jurídica. (aluguel
de um imóvel, ganhos de capital).
● Frutos Pendentes: são os que estão ligados à coisa
principal, que ainda não foram colhidos decorrentes da
essência da coisa principal. (frutos de uma árvore que
ainda estão la).
● Frutos Percebidos: são os colhidos do principal e
separados dele, destacados do principal.
● Frutos Percipiendos: são os que deveriam ser colhidos,
mas não foram. (frutos apodrecendo na árvore).
● Frutos Consumidos: são os que foram colhidos, separados
do principal, e não existem mais.
02. Produtos: bens acessórios que saem da coisa principal,
diminuindo a sua quantidade e substância. (pepita de ouro
retirada de uma jazida).
03. Pertenças: bens móveis destinados a servir outro bem principal,
por vontade ou trabalho intelectual do dono. apesar de serem
bens acessórios, não seguem o destino do principal. (trator em
relação à fazenda, mesa, cama, armários)
04. Partes Integrantes: bens acessórios que estão unidos ao bem
principal, formando com este um todo independente. (lâmpada
em relação ao lustre).
05. Benfeitorias: bens acessórios introduzidos em um bem móvel ou
imóvel, visando sua conservação ou melhoria de sua utilização.
Existem três classificações para as benfeitorias:
● Benfeitorias Necessárias: são ESSENCIAIS ao bem
principal, tem como finalidade conservar ou evitar que o
bem se deteriore. (reforme do telhado de uma casa)
● Benfeitorias Úteis: são as que AUMENTAM ou FACILITAM o
uso da coisa, tornando-a mais útil. (instalação de grades
nas janelas de casa)
● Benfeitorias Voluptuárias: são as de MERO LUXO, pois
não facilitam o uso, apenas tornam seu uso mis agradável.
(instalação de uma piscina).
● Art. 92. Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou
concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do
principal.
● Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes
integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço
ou ao aformoseamento de outro.
● Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem
principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário
resultar da lei, manifestação de vontade, ou das circunstâncias
do caso.
● Art. 95. Apesar de ainda não separados do bem principal, os
frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.
● Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou
acréscimos sobrevindos ao bem sem intervenção do
proprietário, possuidor ou detentor.
● Art. 1219. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das
benfeitorias necessárias e úteis, bem como, quanto às
voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando o
puder sem detrimento da coisa, e poderá exercer o direito de
retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis.
● Relação ao titular do domínio:
a) Bens Particulares: são os que pertencem às pessoas físicas ou jurídicas
de direito privado.
b) Bens Públicos: são os que pertencem a uma entidade de direito público
interno (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). Podem ser
classificados como:
● Bens de uso geral ou comum do povo: bens destinados à
utilização do público em geral, sem necessidade de permissão
especial. (ruas, praças, jardins, estradas, mares, rios, praias,
golfos etc).
● Bens de uso especial: edifícios e terrenos utilizados pelo próprio
Estado para a execução de serviço público especial, existindo
uma destinação especial, denominada AFETAÇÃO. (prédio onde
funciona uma escola pública).
AFETAÇÃO: qualidade que se dá a um bem!
● Bens dominicais ou dominiais: bens públicos que constituem o
patrimônio disponível e alienável da pessoa jurídica de direito
público, por não terem destinação específica. Não está afetado à
nenhuma prestação de atividade pública; podem ser móveis ou
imóveis; AINDA serão de uso geral ou especial. (áreas deixadas
obrigatoriamente à administração pública quando da da
construção de loteamentos abertos ou fechados).
● Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às
pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são
particulares, seja qual for a pessoa a que pertenceram.
● Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo tais como, rios, mares, estradas, ruas e
praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados à
serviço público ou estabelecimento da administração federal, estadual,
territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas
de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma
dessas entidades.
Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se
dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito
público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
● Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial
são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma
que a lei determinar.
● Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas
as exigências da lei.
● Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.
● Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou
retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja
administração pertencerem.
● Bem de Família:
↳ “O bem de família é um meio de garantir um asilo à família, tornando-se o
imóvel onde ela se instala domicílio impenhorável e inalienável, equanto forem
vivos os cônjuges e até que os filhos completem sua maioridade.” - Álvaro
Azevedo.
↳ Natureza jurídica: forma de afetação (privada) de bens a um destino especial,
nesse caso assegurar a dignidade humana dos componentes do núcleo
familiar.
↳ Origem Histórica: surgiu nos Estados Unidos, quando uma grave crise
econômica atingiu o país; tendo isso me vista, o Texas promulgou uma lei que
permitia que a pequena propriedade do indivíduo ficasse isenta de penhora.
↳ Direito Brasileiro: aplicação do mínimo existencial, revelando um dos
aspectos concretos, práticos da afirmação da dignidade da pessoa humana.
↳ Espécies de Bens de Família:
a) Convencional ou Voluntário: tem como características:
● depende de ato voluntário do titular, por escritura pública,
testamento ou doação.
● gera inalienabilidade e impenhorabilidade.
● refere-se ao bem imóvel onde a família está residindo.
● tem duração limitada à vida dos instituidores ou até a
maioridade civil dos filhos.
b) Legal: previsto na Lei 8.009/90, a proteção é a impenhorabilidade,
independente de ato de vontade do titular. características:
● proteção automática.
● gera apenas a impenhorabilidade.
● refere-se ao bem imóvel onde a família reside.
● tem duração ilimitada.
Convencional ou Voluntário Legal
Arts. 1.711 a 1.722. Previsto na Lei 8.009/90.
Ato voluntário de membros da entidade
familiar.
Proteção automática.
Cabe inalienabilidade e impenhorabilidade. Cabe somente a impenhorabilidade.
Máximo ⅓ do patrimônio. Não há limite fixado. Proteção do único
imóvel em que a família reside.
Somente é possível a penhora em caso:
● Tributo devido em razão do próprio
bem (IPTU);
● Dívidas de condomínio.
É possível a penhora:
● Pelo titular do crédito decorrente do
financiamento destinado à
construção ou à aquisição do imóvel;
● Pelo credor da pensão alimentícia;
● Para cobrança de impostos, predial
ou territorial, taxas e contribuições
devidas em função do imóvel familiar;
● Por ter sido adquirido com produto
de crime ou para execução de
sentença penal condenatória a
ressarcimento, indenização ou
perdimento de bens;
● Por obrigação decorrente de fiança
concedida em contrato de locação.