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Resumo 1 Neurofisiologia e Farmacologia dos Anestésicos locais e Vasoconstrictores

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à solução 
anestésica sejam bloqueados para 
assegurar uma anestesia eficaz. 
Figura 10: Entrada do canal. À esquerda 
está um canal aberto, permeável à entrada 
para o íon sódio. O canal do centro está na 
configuração fechada de repouso; embora 
impermeável ao íon sódio, o canal 
permanece respondendo à voltagem. O 
canal à direita, embora em uma 
configuração aberta, está impermeável 
porque tem um cátion de anestésico local 
ligado ao sítio receptor no portão. Observe 
que o anestésico local entra no canal a 
partir do lado axoplásmico (inferior); o 
filtro do canal impossibilita a entrada 
direta através da boca externa. O 
anestésico local torna a membrana 
impermeável ao íon sódio e, portanto, não 
excitável às correntes locais de ação. 
Como funcionam os anestésicos locais 
Deslocamento de íons cálcio do sítio 
receptor dos canais de sódio, o que 
permite... 2. A ligação da molécula de 
anestésico local a esse sítio receptor, o que 
então produz... 3. O bloqueio do canal de 
sódio, e uma... 4. Diminuição na 
4 
 
condutância de sódio, que leva à... 5. 
Depressão da taxa de despolarização 
elétrica, e a... 6. Falha em obter o nível do 
potencial de limiar, juntamente com uma... 
7. Falta de desenvolvimento dos potenciais 
de ação propagados, o que é chamado... 8. 
Bloqueio de condução. 
O bloqueio nervoso produzido por 
anestésicos locais é denominado bloqueio 
nervoso não despolarizante. 
Moléculas dos anestésicos locais 
Em sua maioria, os anestésicos locais 
injetáveis são aminas terciárias. Apenas 
alguns (p. ex., a prilocaína e a hexilcaína) 
são aminas secundárias. 
Todos os anestésicos locais são anfipáticos, 
ou seja, possuem tanto características 
lipofílicas quanto hidrofílicas, geralmente 
em extremidades opostas da molécula. 
Pater lipofílica: Difusão através da bainha 
nervosa 
Parte hidrofílica: Permite sua injeção nos 
tecidos 
Anestésicos locais sem parte hidrofílica não 
são adequados para injeção, mas são bons 
anestésicos tópicos (p. ex., a benzocaína). 
Os anestésicos locais são classificados 
como aminoésteres ou aminoamidas, de 
acordo com suas ligações químicas. 
Os anestésicos locais ligados a ésteres (p. 
ex., a procaína) são prontamente 
hidrolisados em solução aquosa. Os 
anestésicos locais ligados a amidas (p. ex., 
a lidocaína) são relativamente resistentes à 
hidrólise. 
Sabe-se bem que o pH de uma solução de 
anestésico local (e o pH do tecido em que é 
infiltrado) influencia muito sua ação no 
bloqueio do nervo. A acidificação do tecido 
diminui a eficácia do anestésico local. 
Clinicamente, esse pH mais baixo tem mais 
probabilidade de produzir sensação de 
ardência na infiltração, bem como início da 
anestesia um pouco mais lento. Adrenalina 
=Ardência 
A elevação do pH (alcalinização) de uma 
solução de anestésico local acelera o início 
de sua ação, aumenta sua eficácia clínica e 
torna sua infiltração mais confortável. No 
entanto, por ser instável, a base do 
anestésico local precipita nas soluções 
alcalinizadas, tornando essas preparações 
pouco adequadas para uso clínico. 
Amidas: Bases fracas, pouco solúveis em 
águas e instáveis quando expostas ao ar. 
Adição de ác. Clorídrico, formando um sal. 
Implicações clínicas do pH e da 
atividade do anestésico local 
A maioria das soluções de anestésicos 
locais preparadas comercialmente sem um 
vasoconstritor tem pH entre 5,5 e 7. 
As soluções de anestésico local contendo 
vasopressor (p. ex., adrenalina) são 
acidificadas pelo fabricante pela adição de 
(meta)bissulfito de sódio para retardar a 
oxidação do vasoconstritor, prolongando 
assim o período de eficácia da droga. 
Farmacologia dos anestésicos locais 
Absorção: 
Quando injetados nos tecidos moles, os 
anestésicos locais exercem uma ação 
farmacológica sobre os vasos sanguíneos 
da área. 
Todos os anestésicos locais apresentam 
algum grau de vasoatividade, a maioria 
deles produzindo a dilatação do leito 
vascular no qual são depositados, embora 
o grau de vasodilatação possa variar e 
alguns deles possam produzir 
vasoconstrição. 
Os anestésicos locais do tipo éster são 
também potentes substâncias 
vasodilatadoras. A procaína, o 
5 
 
vasodilatador mais potente entre os 
anestésicos locais. 
A cocaína é o único anestésico local que 
produz vasoconstrição consistente. A ação 
inicial da cocaína é de vasodilatação, que é 
seguida por vasoconstrição intensa e 
prolongada 
Um efeito clínico significativo da 
vasodilatação é um aumento da velocidade 
de absorção do anestésico local para a 
corrente sanguínea, diminuindo, assim, a 
duração e a qualidade (p.ex., 
profundidade) do controle da dor e 
aumentando a concentração sanguínea (ou 
plasmática) do anestésico e o potencial de 
superdosagem (reação tóxica). 
As velocidades em que os anestésicos 
locais são absorvidos para a corrente 
sanguínea e alcançam seu nível sanguíneo 
máximo variam de acordo com a via de 
administração. 
Via oral, tópica e injeção 
Via Oral: Com exceção da cocaína, os 
anestésicos locais são absorvidos pelo trato 
gastrointestinal após a administração oral 
de maneira insuficiente 
Via Tópica: Os anestésicos locais são 
absorvidos em diferentes velocidades após 
sua aplicação sobre as mucosas. 
Injeção: A velocidade de absorção dos 
anestésicos locais após a administração 
parenteral (subcutânea, intramuscular ou 
IV) está relacionada tanto com a 
vascularização do local da injeção quanto 
com a vasoatividade da substância. 
Distribuição: 
Depois de absorvidos pela corrente 
sanguínea, os anestésicos locais são 
distribuídos para todos os tecidos do 
corpo. Os orgãos (e áreas) altamente 
perfundidos, como cérebro, cabeça, fígado, 
rins, pulmões e baço, apresentam 
inicialmente níveis sanguíneos mais 
elevados do anestésico do que aqueles 
menos perfundidos. 
Meia vida de eliminação 
A velocidade em que o anestésico local é 
removido do sangue. Definida de forma 
simples, a meia-vida de eliminação é o 
tempo necessário para uma redução de 
50% do nível sanguíneo. 
Todos os anestésicos locais atravessam 
com facilidade a barreira 
hematoencefálica. Eles também 
atravessam prontamente a placenta e 
entram no sistema circulatório do feto em 
desenvolvimento. 
Excreção: 
Os rins são os órgãos excretores primários 
tanto para os anestésicos locais quanto 
para seus metabólitos. Uma percentagem 
da dose do anestésico local é excretada 
inalterada na urina. 
Os pacientes com insuficiência renal 
significativa podem ser incapazes de 
eliminar do sangue o anestésico local 
original ou seus principais metabólitos, 
resultando em um ligeiro aumento dos 
níveis sanguíneos desse composto e, 
portanto, em aumento no potencial de 
toxicidade. 
Isso inclui pacientes que se submetem à 
diálise e aqueles portadores de 
glomerulonefrite ou pielonefrite crônica. 
Ações sistêmicas dos anestésicos 
locais. 
Os anestésicos locais são compostos 
químicos que bloqueiam de maneira 
reversível os potenciais de ação em todas 
as membranas excitáveis. 
O sistema nervoso central (SNC) e o 
sistema cardiovascular (SCV) são, portanto, 
particularmente suscetíveis a suas ações. A 
maioria das ações sistêmicas dos 
anestésicos locais é relacionada com seu 
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nível sanguíneo ou plasmático no órgão-
alvo (SNC, SCV). Quanto maior o nível, mais 
intensa será a ação clínica. 
Sistema Nervoso Central: 
Os anestésicos locais atravessam 
facilmente a barreira hematoencefálica. 
Sua ação farmacológica no SNC é a 
depressão. 
Em níveis sanguíneos baixos (terapêuticos, 
não tóxicos), não ocorrem efeitos 
clinicamente significativos no SNC. Em 
níveis mais altos (tóxicos, superdosagem), 
a manifestação clínica primária é a 
convulsão tônico-clônica generalizada 
Mecanismo das Propriedades 
Anticonvulsivantes: Os pacientes 
epilépticos apresentam neurônios corticais 
hiperexcitáveis no local no cérebro