Pesquisa em administração
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Um determinado comportamento é suscitado por

associação a um estímulo condicionado por uma experiência repetida. É muito aplicado no

adestramento de animais.

O condicionamento operante, estudado por Skinner, explica o comportamento pelo

que se denomina reforço, isto é, pelas conseqüências que se seguem ao comportamento. O

reforço positivo fortalece um comportamento e aumenta a probabilidade de que ele seja

repetido. O reforço negativo (a punição) induz a evitar o comportamento a que se refere. A

ausência de reforço leva ao desaparecimento do comportamento. Chama-se de condiciona-

mento operante porque envolve comportamentos conscientes, voluntários.

A aprendizagem social é a que se dá por intermédio da experiência social do indivíduo,

pela observação de \u201cmodelos\u201d \u2013 pais, professores, colegas, amigos, personagens, ídolos.

Embora a teoria da aprendizagem social seja uma extensão da teoria do condiciona-

mento operante, por supor que o comportamento é uma função de conseqüências, difere

dela por afirmar a existência da aprendizagem por observação e a importância da percepção

para a aprendizagem. Isto significa defender que as pessoas se comportam em decorrência

de como percebem e definem as conseqüências de seus comportamentos, não em função

propriamente das conseqüências objetivas (Robbins, 1999).

A teoria da aprendizagem social explica a importância do que popularmente conhece-

mos como \u201cbom exemplo\u201d.

A aprendizagem social se realiza com maior grau de eficiência: (1) quanto mais inten-

sa e persistente for a atenção que o aprendiz prestar ao modelo; (2) quanto mais fiel for a

memorização do comportamento do modelo; (3) quanto mais a observação do modelo for

traduzida em ação (exercitação) pelo aprendiz e (4) quanto mais for positivamente reforça-

do o novo comportamento do aprendiz.

Na perspectiva da teoria cognitiva de David Ausubel (1978-1980) parece confirmado

que aprendemos a partir do que sabemos e somos. O fator isolado mais importante que

influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já sabe. Para Ausubel, novas idéias e

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informações podem ser aprendidas e retidas na medida em que conceitos relevantes e inclu-

sivos estejam adequadamente claros e disponíveis na estrutura cognitiva do indivíduo e

sirvam, desta forma, de ancoradouro a novas idéias e conceitos.

Enfim, percebemos as realidades a partir do que somos, dos nossos conhecimentos,

dos nossos paradigmas e estruturas mentais, das nossas experiências e atitudes, que orien-

tam nossas percepções.

Daí a importância dos estudantes elaborarem constructos, modelos em sua aprendizagem.

Cabe, pois, indagarmos com cuidado: quais as nossas experiências, quais os conheci-

mentos, as atitudes, os paradigmas que temos no campo das Ciências Humanas e especial-

mente da Administração?

Quais os processos de análise e de interpretação que aplicamos quando nos decidimos

a entender a conhecer alguma coisa? Utilizamos, por exemplo, a concepção ou teoria

sistêmica, encarando essa coisa como um sistema, isto é, como uma realidade que tem um

determinado conjunto de inputs (entradas), insumos que são processados e que resultam em

outputs (saídas) ou produtos. Verificamos então qual operação de pensamento (conceituação,

análise, mensuração, classificação, estabelecimento de relações, indução, dedução...) está

ocorrendo.

Pretendemos ser sujeitos de nossas aprendizagens ou um aluno passivo, objeto, inca-

paz e incapacitado de ter idéias próprias, autonomia, criatividade, independência?

Qual é nosso senso comum no que tange à Administração? Em que aspectos está ele

correto? Em que aspectos precisa ser modificado?

Nossas atitudes são mais receptivo-domesticadoras ou mais emancipatórias?

EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia

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3.2.1.6 \u2013 Qual o melhor método de estudo

Certamente existem métodos melhores do que outros para realizar estudos. Não será

difícil ao estudante definir um método eficaz, adequado as suas condições particulares.

Convém lembrar, porém, que embora se constate interesse generalizado dos jovens a respei-

to de métodos melhores para estudar e aprender, são poucos, muito poucos, os que adotam

e põem em prática com empenho e perseverança algum método de estudo. Na verdade, por

melhores que sejam os métodos de estudo não substituem o necessário esforço e trabalho

que, consciente ou inconscientemente, se quer evitar.

Para que a aprendizagem e o desenvolvimento ocorram em grau satisfatório, é indis-

pensável que o aluno se envolva, se preocupe com o assunto. Sem motivação as energias

orgânicas e mentais não se mobilizam. O estudo se torna enfadonho, destituído de prazer. É

preciso, pois, desenvolver interesse, é preciso \u201cligar-se\u201d, \u201camarrar-se\u201d nos temas de estudo.

Sobretudo é indispensável exercitar praticar diuturnamente a observação crítica da realida-

de. \u201cQuase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio

ou do uso da teoria, mas da simples observação...\u201d (Kanitz, 2004). Para se ter idéias novas,

ser criativo, ser inovador e ter opinião independente é indispensável ser antes um observa-

dor atento e perspicaz.

Concluindo, o êxito na vida acadêmica do estudante universitário dependerá do quanto

e de como ele estudar. É indispensável que estude muito e o faça com curiosidade e espírito

crítico, de forma a se desenvolver, a se tomar autônomo e criativo.

Para isto será necessário arranjar tempo para estudar, preparando-se para as aulas e

fazendo revisões imediatas e globalizadoras. Será preciso também levar em conta que aprender

é mudar, que aprendemos a partir do que sabemos e somos, que a observação direta da

realidade facilita o entendimento por meio do estudo indireto, evitando distorções de per-

cepção, tais como achar que estudar é um trabalho penoso.

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Sugestões de Atividades

1) Elabore um horário de atividades profiss ionais e de afazeres escolares e de estudo

individual.

2) Reflita sobre como você estuda e procure melhorar, aperfeiçoar seu método de estudo.

3) Você conhece as oportunidades institucionalizadas de práticas administrativas existentes

em sua universidade? (Estágios, laboratórios, programas de pesquisa abertos à participa-

ção dos alunos, viagens de estudos, convênios...)

4) Como é que você se propõe a praticar a Administração durante o curso?

3.2.2 \u2013 LEITURA

3.2.2.1 Importância da leitura

A leitura é de importância fundamental na vida intelectual das pessoas. Como argu-

menta Alberto Manquel (1999), em nossa época em que predomina uma cultura de ima-

gens, superficialíssima, como ocorre com a propaganda, captando nossa atenção apenas

por poucos segundos, sem nos dar chances de pensar, a palavra escrita é, mais do que nun-

ca a nossa principal ferramenta para compreender o mundo. É o procedimento primordial

da informação, de obtenção de elementos para a elaboração de conhecimento, que é a mai-

or fonte de poder do ser humano.

Há indicativos que pessoas estão lendo cada vez mais e também mais livros estão

sendo publicados a cada ano. A grandeza do texto está em nos proporcionar a oportunidade

para refletir e para interpretar. A leitura analítica, realizada de forma sistemática, é fator

decisivo no desenvolvimento de habilidades para escrever.

Para desenvolver competências em escrever é pré-condição capacitar-se para ler.

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3.2.2.2 \u2013 Modalidades de leitura

Existem múltiplos tipos de leitura e também diversas classificações. Talvez a critério

mais funcional de classificação seja o da finalidade. Assim, de acordo com o resultado que

se pretende com a leitura tem-se, por exemplo:

Leitura de reconhecimento, ou pré-leitura, também chamada de \u201cleitura de contato\u201d

(Andrade, 1998, p. 21). É adotada pelo leitor para um primeiro contato com o conteúdo do

texto e principalmente para verificar se nele existem