Pesquisa em administração
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mato da resposta. Conforme Richardson (1989), as perguntas estruturadas (fechadas) possi-
bilitam uma fácil codificação, reduzem o tempo de aplicação e facilitam o preenchimento do
questionário. Uma pergunta estruturada pode ser de múltipla escolha, dicotômica ou
escalonada.
Em perguntas de múltipla escolha o pesquisador oferece um elenco de respostas e o
entrevistado deve escolher uma ou mais das alternativas oferecidas. Ex.:
Como você tomou conhecimento do curso que está fazendo?
1. ( ) Contato telefônico
2. ( ) Por meio de funcionários da universidade
3. ( ) Pela televisão
4. ( ) Rádio
5. ( ) Jornal
6. ( ) Internet
7. ( ) Outro meio (especificar) ________________________
O entrevistado deve também ser capaz de identificar uma, e apenas uma alternativa, a
menos que o pesquisador, ou o enunciado da pergunta, permita especificamente duas ou
mais escolhas.
Uma questão dicotômica ou escalonada tem apenas duas alternativas de resposta,
como sim ou não, concordo ou discordo etc. Ex.:
Você possui cartão de crédito?
1. ( ) Sim
2. ( ) Não
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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
Após a definição da estrutura você deverá escolher o enunciado de cada questão, ou
seja, do conteúdo, para que os entrevistados possam compreendê-la clara e facilmente. É
uma tarefa crítica na elaboração de questionários. Se uma questão é mal formulada o entre-
vistado pode se recusar a respondê-la ou dar uma resposta incorreta. Para evitar tais proble-
mas é recomendável que você siga as seguintes diretrizes:
\u2022 Definir claramente a informação desejada;
\u2022 Utilizar palavras simples, de acordo com o vocabulário do entrevistado;
\u2022 Use palavras sem ambigüidade (ex: \u201crazoável\u201d e \u201cmais ou menos\u201d). As palavras usadas
devem ter significado único;
\u2022 Evite perguntas tendenciosas, ou seja, aquelas que já sugerem qual deva ser a resposta;
\u2022 Evite generalizações ou estimativas em longos períodos de tempo. As pessoas podem não
lembrar ou não ter condições de dar tal informação.
Outro aspecto importante é a determinação da ordem das perguntas. Recomenda-se
que você comece com algumas perguntas de abertura para ganhar a confiança e coopera-
ção dos entrevistados. Devem ser perguntas simples e não ameaçadoras. As perguntas que
pedem a opinião dos participantes podem ser boas questões de abertura, pois a maioria
gosta de expressar seus pontos de vista.
Você pode dividir o questionário em blocos e coletar informações separadamente. Nes-
te caso, há dois tipos de informações que você deve recolher. As informações básicas são
aquelas relacionadas diretamente com o problema de pesquisa; as informações de classifica-
ção consistem em reunir características socioeconômicas e demográficas e servem para clas-
sificar os entrevistados (sexo, renda, idade, escolaridade). Sugere-se que se procure obter
primeiramente a informação básica, para então conseguir as demais.
As perguntas devem ser elaboradas em uma ordem lógica. Todas as questões rela-
cionadas com determinado tópico devem ser formuladas antes de iniciarmos um novo
tópico.
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
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Como norma geral, um questionário não deve ser aplicado em uma pesquisa de campo
sem um pré-teste adequado. Este deve ser abrangente. Todos os aspectos do questionário
devem ser testados, inclusive o conteúdo da pergunta, o enunciado, a seqüência, o formato
e o layout, dificuldade e instruções. O pré-teste refere-se à avaliação do questionário em
uma pequena amostra de entrevistados, com o objetivo de identificar e eliminar problemas
potenciais. Mesmo o melhor questionário pode ser aperfeiçoado pelo pré-teste.
Seção 7.3
Amostragem
A maioria dos projetos de pesquisa tem como objetivo obter informações sobre as ca-
racterísticas ou parâmetros de uma população. Uma população é o agregado, ou a soma, de
todos os elementos que compartilham algum conjunto de características comuns, confor-
mando o universo para o problema da pesquisa (Malhotra, 2001).
Você poderá obter informações sobre os parâmetros populacionais mediante a realiza-
ção de um censo ou extraindo uma amostra.
Um censo envolve a enumeração completa dos elementos de uma população. Os
parâmetros populacionais podem ser calculados diretamente depois de enumerado o censo.
Em um censo todos os indivíduos que fazem parte da população são alvos da pesquisa
(Aaker; Kumar; Day, 2001).
Já a amostra é um subgrupo de uma população, selecionado para a participação no
estudo. Utilizamos, neste caso, características amostrais, chamadas estatísticas, para efetuar
inferências sobre os parâmetros populacionais.
O processo de planejamento amostral inclui cinco estágios, exibidos esquematicamente
na Figura 2 (Malhotra, 2001). Esses estágios são estreitamente inter-relacionados e rele-
vantes para todos os aspectos do projeto de pesquisa, desde a definição do problema até a
apresentação dos resultados.
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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
As decisões sobre planejamento amostral devem integrar-se a todas as outras decisões
em um projeto de pesquisa.
Figura 2: Processo de planejamento da amostra
Fonte: Malhotra (2001).
O planejamento de uma amostragem tem início com a especificação da população-
alvo (quem deve ser pesquisado), a seleção de elementos ou objetos que possuem a informa-
ção procurada pelo pesquisador e sobre os quais devem ser feitas inferências. A população-
alvo deve ser definida com precisão, sob pena de não resultam em uma pesquisa eficiente e
ela acabar sendo inócua para o processo de tomada de decisão.
Outra etapa é a escolha de uma técnica de amostragem. A decisão mais importan-
te sobre es ta escolha diz respeito a uti lizar amostragem probabil ís tica ou não-
probabilística.
O tamanho da amostra refere-se ao número de elementos a serem incluídos no estudo.
A determinação de tamanho da amostra é complexa e envolve várias considerações de or-
dem quantitativa e qualitativa.
Em geral, para decisões mais importantes, é necessário coletar mais informações e
estas devem ser obtidas de maneira mais precisa. Isso exige amostras maiores, mas à medida
que o tamanho da amostra aumenta, cresce igualmente o custo da obtenção de cada unidade
de informação.
 Definir a PopulaçãoDefinir a População
Determinar o arcabouço amostralDeterminar o arcabouço amostral
Escolher as técnicas amostraisEscolher as técnicas amostrais
Determinar o tamanho da amostraDeterminar o tamanho da amostra
Executar o processo de amostragemExecutar o processo de amostragem
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Para projetos de pesquisas exploratórias, tais como os que uti lizam pesquisa quali-
tativa, o tamanho da amostra é comumente pequeno. Pesquisas conclusivas, como as
descri tivas, exigem amostras maiores. Da mesma forma, quando se coletam dados sobre
um grande número de variáveis , são necessárias amostras maiores. Os efeitos acumula-
dos de erros de amostragem por meio das var iáveis ficam reduzidos em uma amostra
grande.
A execução do processo de amostragem exige uma especificação detalhada de como
as decisões sobre o planejamento da amostragem com respeito à população, ao arcabouço
amostral, à unidade amostral, à técnica de amostragem e ao tamanho amostral vão ser
postas em prática. Se a res idência é uma unidade amostral, é necessário definir uma resi-
dência. Os processos devem ser especificados para casas que estejam desocupadas e para
retorno em caso de ninguém se encontrar no local. Devem ser dadas informações detalhadas
para todas as decisões de planejamento amostral.
As técnicas de amostragem podem ser genericamente classificadas como não-
probabilísticas e probabilísticas. A amostragem não-probabilística confia no julgamento
pessoal do pesquisador, e não na chance de selecionar os elementos amostrais. O pesqui-
sador pode, arbitrária ou conscientemente, relacionar os elementos a serem incluídos na
amostra.
Na concepção de Churchill