Pesquisa em administração
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da respectiva

chamada. (1), (2),...(n) (Ipardes, 2000, p. 17-23; IBGE, 1993, p. 20-21).

Na diagramação da tabela que necessita mais de uma página somente deve ser fe-

chada com traço na parte inferior na última página. Tanto o número quanto o tí tulo e o

cabeçalho devem ser repetidos em todas as páginas em que continuar a tabela. Cada pági-

na deve ser identi ficada, acima do cabeçalho, com termos continua para a primeira, con-

clusão para a última e continuação para as demais (Ipardes, 2000, p. 24; IBGE, 1993, p.

28-29).

b) Quadro

O quadro é entendido como um arranjo com predominância de palavras em relação a

números. Diferencia-se da tabela pelo teor mais esquemático e descritivo. Sua apresentação

é semelhante à da tabela, exceto pela colocação de traços verticais em suas laterais (Ipardes,

2000, p. 16).

Apresentação gráfica, diagramação e espaços dos elementos do quadro são semelhan-

tes aos da tabela.

Para uma melhor apresentação visual você poderá buscar aplicativos com apoio de

tecnologias de informática para preparar quadros, planilhas, tabelas. Office Word através da

barra de ferramentas, tabela desenhar ou inserir. Utilizando Office Excel procurar na barra

de ferramentas: inserir-planilha.

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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO

c) Ilustrações

As ilustrações como gráficos, fluxogramas, organogramas, cronogramas, redes, ma-

pas, desenhos, esquemas, retratos/fotografias e outras, são elementos valiosos que podem

nos ajudar e apoiar como complementação (impacto, concisa e incisiva) à comunicação de

uma mensagem (projetos, relatórios, artigos) e nas apresentações orais, como recurso

ilustrativo, consideradas como linguagem universal para representar determinados fenôme-

nos, e das mais eficientes de transmitir a maior quantidade de informações, num mínimo

espaço e de tempo. Ainda no século 5º a.C., Confúcio (551-479 a.C. apud Kôudela, 1981, p.

9) já afirmava que \u201cuma imagem vale por dez mil palavras\u201d.

A ilustração mais utilizada é a apresentação de gráficos estatísticos, geralmente com-

plementar a qualquer tabela estatística, porém de maneira simples, legível e interessante, tor-

nando claros alguns fatos que poderiam passar despercebidos em dados apenas tabulados. Os

gráficos facilitam também a disposição de dados para fins de comparação, inclusive destacan-

do, em muitos casos, fatos bastante significativos, mas não aparentes em forma numérica. A

finalidade mais importante do gráfico é poupar tempo e esforço na compreensão de uma série

de dados, além de uma atraente e agradável imagem visual (Paraná, 1983, p. 65-66).

As ilustrações, diferentemente das tabelas e quadros, devem ser identificadas na parte

inferior/rodapé, com número de ordem, precedido da palavra designativa e seguida do título.

Na linha seguinte indique a fonte de onde foi retirada ou elaborada. Também, logo abaixo

da fonte, muitas vezes você precisará inserir nota para apresentar informações complemen-

tares e esclarecedoras para melhor compreender a ilustração.

Relembrando. As diretrizes quanto à numeração, fontes de dados, notas de rodapé

recomendadas para as tabelas também são aplicáveis aos gráficos e demais ilustrações. O

título, entretanto, também deve ser inserido no rodapé.

Os tipos mais utilizados são os gráficos em formato de pizza, os gráficos de linha e os

de barras.

Em um gráf ico de pizza a área de cada setor, como porcentagem da área total do

círculo, reflete a porcentagem associada ao valor de uma variável específica. Não é um tipo

adequado para apresentação de dados que envolvam períodos de tempo, mas são bastante

empregados para apresentar dados nominais. Veja a seguir um exemplo no Gráfico 1.

EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia

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Gráfico1: Escolaridade dos clientes de um supermercado

Fonte: Dados da pesquisa

Um gráfico de linha liga uma série de pontos de dados por meio de segmentos retilíneos

contínuos. É uma forma interessante de ilus trar tendências e modificações ao longo do

tempo. Podemos comparar várias séries no mesmo gráfico simultaneamente. O Gráfico 2 é

um exemplo deste tipo de representação, que objetiva expressar o desempenho nas vendas

de três empresas de veículos durante cinco anos.

Gráfico 2: Veículos vendidos entre 2003 e 2007

Fonte: Dados da pesquisa.

20%

14%

10%31%

10%

15%

1° grau incompleto
1° grau completo
2° grau incompleto
2° grau completo
Curso superior incompleto
Curso superior completo

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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO

Os gráficos de barras apresentam os dados como barras, que podem ser dispostas

horizontalmente ou verticalmente. Os gráficos de barras podem servir para apresentar nú-

meros absolutos ou percentuais, diferenças e variações. O Gráfico 3 é um exemplo deste tipo

de ilustração.

Gráfico 3: Área de atuação e porte das empresas

Fonte: Dados da pesquisa.

Você também poderá optar pelo Office Word ou Excel. O Word permite desenhar ou

utilizar AutoFormas. Já pelo Excel poderá transformar os dados (selecionados na tabela) em

gráficos, desenhar e copiar imagens, fotos, diagramas...

d) Citações e Referências

Essa é uma parte da elaboração e apresentação de documentos1 da qual, em geral,

ninguém gosta muito, porém ela é essencial para o leitor e também para o escritor das obras

referenciadas, pois recebe créditos por sua propriedade intelectual.

1
 Qualquer suporte que contenha informação registrada, formando uma unidade, que possa servir para consulta, estudo ou prova. Inclui
impressos, manuscritos, registros audiovisuais, sonoros, magnéticos e eletrônicos, entre outros (ABNT NBR 6023, 2002a).

EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia

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Você já precisou fazer uma citação de livro e não sabia como? E o professor exigiu que

fosse segundo as normas da ABNT? Chato isso, não? Não se preocupe, é difícil fazer citações

corretas se não soubermos como, mas, se soubermos, é muito bom, pois se elabora um texto

elegante e que todos conseguem ler com proveito. Sabe como resolver essa briga com as

citações e referências? É fácil, basta saber como se faz. É isso que vamos ensinar aqui.

Aplique-se e resolva de uma vez por todas essa dificuldade, se a tiver.

Em primeiro lugar, o que é uma citação e o que é uma referência bibliográfica? Bem,

citação é a menção de uma informação extraída de outra fonte (cópia de trecho de um texto

escrito por outra pessoa). Não é de nossa autoria, portanto, para sermos honestos, devemos

declarar quem foi que escreveu o tal texto, e de onde o tiramos. Informar esses dados é a

referência bibliográfica. Fácil até aqui, não é mesmo? Veja um exemplo de citação direta e a

respectiva referência:

Os momentos de dificuldades são oportunidades utilizadas pelo sábio para exercitar sua refle-

xão, reavaliar suas experiência de vida construída e reorganizar sua estratégia para novas con-

quistas. As dificuldades são momentos favoráveis para que os vencedores corrijam o rumo de

seus projetos de vida e tornem-se ainda mais poderosos (Marks, 1998, p. 66).

A citação descrita traz os dados indispensáveis \u2013 como autor, ano e página \u2013, para

identificar a fonte na referência completa.

MARKS, Sikberto Renaldo. Ruptura da mente: excelência profissional através da leitura e

estudo de pérolas: a estratégia revolucionária do alto desempenho pessoal no terceiro milê-

nio. Santa Maria: Pallott i, 1998.

Note que a referência anterior esta irá compor o item \u201cReferências\u201d no final do docu-

mento/trabalho.

Há diversas fontes de consulta que podemos acessar. Alertamos que muitas bases de

dados e informações disponíveis nas redes de computadores (Internet) não são de institui-

ções ou entidades confiáveis ou que socializam e publicam documentos produzidos

embasados em critérios reconhecidos como científicos, por isto tome cuidado ao acessá-las.

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PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO

Ah! antes de irmos adiante. Não se faz citações muito extensas, e nisso precisamos

nos valer do bom senso.