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Atendimento ao Queimado

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e estabilização clínica toda atenção deve se voltar para a área queimada.
1) Lavar abundantemente a área traumatizada com solução fisiológica 0,9%.
2) Após a lavagem deve-se cobrir a lesão a fim de evitar a perda de calor, diminuir riscos de infecção. 
· Esse procedimento pode tanto ser feito com gaze vaselinada ou jelonet (para queimaduras de 2º grau superficiais), quanto com uma sulfonamida como a Sulfadiazina de Prata (para segundo grau profunda e terceiro grau).
3) Administrar toxoide tetânico para profilaxia/ reforço antitétano.
4) Administrar bloqueador receptor de H2 para profilaxia da úlcera de estresse.
5) Administrar heparina subcutânea para profilaxia do tromboembolismo.
6) Analgesia deve ser feita conforme a gravidade do paciente podendo ser através de analgésicos comuns ou com narcóticos via oral ou intravenoso.
· Para Adultos;
· Dipirona: de 500mg a 1 grama em injeção endovenosa (EV); 
· Morfina = 1ml (ou 10mg) diluído em 9ml de solução fisiológica (SF) a 0,9%, considerando-se que cada 1ml é igual a 1mg. Administre de 0,5 a 1mg para cada 10kg de peso.
· Para Crianças;
· Dipirona = de 15 a 25mg/kg em EV; 
· Morfina = 10mg diluída em 9ml de SF a 0,9%, considerando-se que cada 1ml é igual a 1mg. Administre de 0,5 a 1mg para cada 10kg de peso.
7) Lesões de segundo e terceiro graus, sempre que necessário, deverão ser desbridadas e eventualmente tratadas com enxerto, esse procedimento geralmente ocorre dentro da primeira semana da queimadura. 
· Deve-se sempre realizar escarotomia em lesões circunferenciais nos membros e no tórax a fim de evitar déficit de perfusão nos membros e a disfunção respiratória.
8) Em pacientes com queimaduras de 2º grau orientar a troca diária de curativos.
9) Nas queimaduras elétricas, ficar atento para lesão muscular, devendo-se dosar mioglobina na urina e observar o membro queimado para que não desenvolva síndrome compartimental.
· Nesses casos deve-se realizar fasciotomia precoce.
10) Posicionamento: mantenha elevada a cabeceira da cama do paciente, pescoço em hiperextensão e membros superiores elevados e abduzidos, se houver lesão em pilares axilares.
10. INTERNAMENTO E REFERENCIA PARA O CENTRO DE TRATAMENTO ESPECIALIZADO;
· Indicações para Internamento;
· Queimadura de 3º grau >2% SCQ em crianças e > 5% em adultos.
· Queimaduras de 2º grau >10% SCQ em crianças > 15% SCQ em adultos.
· Queimaduras de face, extremidades, pescoço e períneo.
· Queimadura circunferencial de extremidades ou do tórax.
· Queimaduras elétricas.
· Inalação de fumaça ou lesões de vias aéreas.
· Referenciamento para o Centro de Tratamento Especializado;
· Queimaduras de 2º grau > 10% SCQ.
· Queimaduras envolvendo face, extremidades, períneo, pescoço e axilas.
· Queimaduras de 3º grau. 
· Queimaduras elétricas. 
· Lesão por inalação.
· Queimaduras químicas. 
· Queimados com politrauma ou patologias prévias.
11. REFERÊNCIAS;
1) Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Especializada. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
2) Manual de queimaduras para estudantes / organização: Derek Chaves Lopes, Isabella de Liz Gonzaga Ferreira, Jose Adorno. – Brasília: Sociedade Brasileira de Queimaduras, 2021.
3) BRUXEL, Carla Luisa et al. Manejo clínico do paciente queimado. Acta méd. (Porto Alegre), p. [5]-[5], 2012.