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Noções básicas de direito

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Pergunta!!!
Quais os benefícios ao farmacêutico caso 
ele tenha noções de Direito?
Noções de Direito aplicados à farmácia
• O setor farmacêutico é extremamente regulamentado, seja por
Leis, Portarias ou RDCs.
• Isto ocorre por ser uma profissão diretamente relacionada com a
saúde da população e diversos aspectos bioéticos envolvidos.
• É certo que o farmacêutico não precisa ser um advogado, mas é
necessário ter algumas noções de Direito e legislação.
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Noções de Direito aplicados à farmácia
• Etimologia:
– Direito (latim – directum): aquilo que é reto.
• No sentido geral, Direito é considerado sinônimo de regra,
norma ou lei.
• São o conjunto de regras que regem a convivência das
pessoas em sociedade.
Hierarquia das normas em deontologia
• Constituição federal
• Leis
• Decretos
• Portarias
• Resoluções
• RDC (Resolução de diretoria colegiada)
• Despacho
• Circulares
• Projetos de lei
• Consultas públicas
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Constituição Federal
• A Constituição Federal (CF) mais recente do Brasil foi promulgada
em 1988, que é conhecida como a “Constituição Cidadã”.
• A CF é considerada a “lei fundamental” do país, então nenhuma
outra normativa deve contrariá-la.
• Em seu artigo 196, é definido que:
“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação”.
Constituição Federal
• Devido à característica “líquida” da sociedade atual, com
mudança constante dos costumes, é necessário que a CF seja
atualizada.
• Emendas constitucionais: modificam a CF sem a necessidade de
uma nova promulgação. É necessário discussão e votação em dois
turnos no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado),
com aprovação de 3/5 dos membros.
• Cláusulas pétreas: são temas que não podem ser alterados.
Exemplo: direitos e garantias individuais, voto direto e secreto,
separação dos poderes, etc.
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Lei: definição e tipos
• As leis podem ser entendidas como uma modalidade de regra
escrita, imposta pelo Estado.
• De acordo com suas características, podem ser classificadas
como:
– Lei complementar;
– Lei ordinária.
Lei complementar
• Possuem propósito de complementar, adicionar ou explicar
algo da Constituição, ou seja, são indicadas ou sugeridas na
própria CF.
• Para sua aprovação é necessária a maioria absoluta dos votos
nas duas casas do Congresso Nacional.
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Lei ordinária
• São consideradas as leis “comuns”.
• Podem ser debatidas e formuladas pelo poder legislativo
(Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara dos
Vereadores), que criam um Projeto de Lei.
• O poder executivo pode sancionar (aprovar) ou vetar
(recusar) o projeto.
• Caso aprovado, ocorre a promulgação (nascimento da lei) e
posterior publicação no Diário Oficial.
Medida Provisória
• É um tipo especial de norma, que possui força de lei, redigida
pelo presidente da república.
• Só pode ser realizada em casos de relevância e urgência.
• Se em 60 dias (prorrogável por mais 60 dias) não for
apreciada pelo Congresso Nacional, perdem a validade e não
se tornam leis permanentes.
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Decreto
• É de responsabilidade do poder executivo nas três esferas de
poder (presidente, governadores e prefeitos).
• Tem por função regulamentar ou executar uma lei, ou seja,
fornecer subsídios para que uma lei seja colocada em prática.
Resoluções e Portarias
• Ambos instrumentos servem para detalharem leis e decretos.
• Portaria: são recomendações, instruções normativas,
nomeações, exonerações, punições e demais determinações
dos serviços públicos.
• Resoluções: são deliberações de órgãos colegiados sobre
assuntos de sua competência.
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Resoluções e Portarias
• Exemplos:
– Portaria CFF nº 596/2014: Código de Ética Farmacêutica e de Processo
Ético.
– Portaria SVS/MS nº 344/1998: Regulamento de Medicamentos sujeitos a
controle especial.
– RDC ANVISA nº 44/2009: Boas Práticas Farmacêuticas em Drogarias e
Farmácias.
• Obs. Após a criação da ANVISA, as normativas deixaram de ser
publicadas como Portaria para RDC (Resolução de Diretoria
Colegiada).
Código Civil
Fonte: 
https://cdn.sindiconet.com.br/
Conteudos/829/lei_codigo_956
_667.jpg
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Código Civil: generalidades
• Ato ilícito: “É todo ato que por ação ou omissão voluntária,
negligência ou imprudência violar o Direito ou causar
prejuízos a outrem”.
• Art. 186 - Cód. Civil: “Aquele que, por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar
dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.”
– Dolo: “Quando tem pleno conhecimento do mal e o propósito
consciente de o praticar”.
– Culpa: “Imprevisão do previsível”.
Código Civil: generalidades
• Art. 927: “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar
dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
– Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.
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Código Penal
Fonte: https://lh5.googleusercontent.com/proxy/l01nWAzdzR3VWRmMFv7ywimb93Fwq-
C2twhb4Qa2ndJhfIqZXG02_B81Ptodm6uMEcu0XHec2DBTVksUl0N4CTsKiaDpJWLdzXzbTuvrkQF0z5_O1A
Código Penal: generalidades
• No exercício de sua profissão, o farmacêutico está sujeito ao
Código Penal por:
– Lesão corporal;
– Lesão corporal de natureza grave;
– Lesão corporal seguida de morte;
– Lesão corporal culposa;
– Omissão de socorro;
– Violação do segredo profissional;
– Crimes contra a saúde pública.
Podem causar 
detenção de 2 
meses até 12 anos.
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Referências
CRF-SP. Ensino de deontologia e legislação farmacêutica: conceitos e práticas. 2ª edição. Conselho Regional de Farmácia do Estado de São 
Paulo. Comissão Assessora de Educação Farmacêutica. Comissões de Ética. – São Paulo: Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, 
2015.
MASTROIANNI, P. C.; LORANDI, P. A.; ESTEVES, K. D. M. Direito sanitário e deontologia: noções para a prática farmacêutica. São Paulo : Cultura 
Acadêmica : Universidade Estadual Paulista, Pró-Reitoria de Graduação, 2014.
BRASIL. Lei n. 10.406, 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 jan. 2002. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406compilada.htm>. Acesso em: 29 jan. 2020.
MUITO OBRIGADO POR SUA
ATENÇÃO E PACIÊNCIA!!
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