A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
Guia de Exame Neurológico

Pré-visualização | Página 2 de 2

a excitação da planta 
do pé, em sua margem interna preferencialmente, 
no sentido póstero-anterior, provoca flexão plantar 
do hálux e dos artelhos Denomina-se o reflexo 
como cutâneo-plantar em flexão. A pesquisa 
deve ser realizada estando o paciente deitado e 
relaxado, utilizando-se uma espátula ou um objeto 
de ponta romba (Karine sugeriu fazer na margem 
externa) 
 Sinal de Babinski: quando ocorre extensão 
lenta do hálux. É mais facilmente obtido 
quando se estimula a parte lateral da planta do 
pé e é indicativo de lesão piramidal  
patológico 
 Reflexos cutâneo-abdominais: a estimulação 
cutânea, rápida, da parede abdominal, no sentido 
látero-medial, provoca Contração dos músculos 
abdominais ipsilaterais, causando desvio da linha 
alba e da cicatriz umbilical para o lado estimulado. 
Distinguem-se os reflexos cutâneo-abdominais 
superior, médio e inferior, conforme a região 
estimulada (altura das regiões epigástrica, umbilical 
e hipogástrica, respectivamente). Esses reflexos são 
abolidos na síndrome piramidal aguda. Como a 
pesquisa é dificultada por obesidade, cicatriz 
cirúrgica e flacidez, tem maior valor o encontro de 
assimetrias do umbigo para fora 
 Reflexo cremastérico: a estimulação do terço 
superior da face medial da coxa, estando o paciente 
em decúbito dorsal, com os membros inferiores 
estendidos e em abdução, desencadeia Contração 
do cremáster e elevação do testículo ipsilateral 
 Reflexo anal: Contração do esfíncter anal externo 
em resposta à estimulação cutânea da região 
perianal 
 Reflexo palmomentual: consiste de Contração 
ipsilateral do músculo mentual e oro-orbicular após 
estímulo cutâneo na eminência tenar. Pode estar 
presente no envelhecimento normal, e há maior 
valor diagnóstico se é unilateral 
 Reflexo córneopalpebral: consiste na oclusão de 
ambas as pálpebras quando uma das córneas é 
ligeiramente estimulada com uma mecha fina de 
algodão. A via aferente do reflexo é o nervo 
trigêmeo ipsilateral à córnea estimulada, e a via 
eferente é o nervo facial bilateral. A integração 
ocorre na ponte 
 
o Profundos 
 Reflexo bicipital (C5 e C6): Nervo músculo-
cutâneo. O antebraço do paciente é colocado em 
semi-flexão (90º) e discreta pronação. O 
examinador coloca um dedo sobre o tendão e 
Giovana Paula 
percute-o. A resposta consiste em flexão e 
supinação do antebraço 
 Reflexo estilorradial (C5-C6): Nervo radial. Com 
o antebraço em semiflexão (90º) e semipronação, 
percute-se a apófise estilóide do rádio. A resposta 
é flexão do antebraço. Ao testar o reflexo braquio-
radial, frequentemente o estímulo propaga-se e 
estimula o músculo flexor dos dedos, que pode 
contrair 
 Reflexo tricipital (C6, C7, C8): Nervo radial. 
Segurando o braço relaxado do paciente na 
horizontal e mantendo o antebraço pendente e na 
vertical, percute-se o tendão do tríceps. A resposta 
é extensão do antebraço. 
 Reflexo flexor profundo dos dedos (C8, T1): 
Nervos mediano e ulnar. Pode ser testado 
percutindo o tendão dos flexores dos dedos na 
superfície anterior do antebraço 
 Reflexo patelar (L3, L4): Nervo femoral. Paciente 
sentado com a perna pendente. Percute-se o 
tendão do quadríceps, entre a rótula e a 
tuberosidade da tíbia. A resposta é extensão da 
perna 
 Reflexo aquileu: (S1, S2): Nervo tibial, ramo do 
nervo ciático. O examinador coloca uma mão na 
planta do pé do paciente e o põe em ângulo reto 
em relação à perna e percute o tendão do músculo 
tríceps sural (gastrocnêmio e sóleo). A respostas é 
a flexão plantar do pé 
 
o Sempre graduar: 
0 – arreflexia 
(-) - hiporreflexia 
(+) – normorreflexia 
(++) – reflexo vivo (aumentado) 
(+++) - hiperreflexia (consegue fazer o reflexo em uma 
área maior) 
10) Equilíbrio 
o Peça ao paciente que assuma a posição ereta com 
os pés juntos e olhos abertos 
o Sempre se posicione ao lado do paciente, 
principalmente idosos: oscilações não patológicas 
podem ocorrer o ideal é ficar atrás, com um pé 
na frente e outro atrás, melhorando a base 
o Peça para fechar os olhos 
o Sinal de Romberg: avaliar o equilíbrio estático 
 Solicite ao paciente que fique em posição 
ereta, com os pés juntos e olhos abertos. 
(prova sensibilizadora). Se posicione ao lado 
do paciente e observe se o paciente está 
usando o controle visual para se manter em 
equilíbrio. (pequenas oscilações podem 
acontecer e geralmente não são patológicas). 
Em seguida, solicite que o paciente feche os 
olhos. Observe oscilação do tronco ou queda 
 Sinal de Romberg positivo quando a 
oscilação do tronco ocorre ao fechar os olhos 
(alteração de propriocepção – o paciente pode 
conseguir ficar em pé de olhos abertos, mas 
oscila ou cai de olhos fechados) 
 Obs se há oscilação com os olhos abertos: 
disfunção cerebelar 
 
 Se lesão labiríntica: desvio para o mesmo lado 
 
11) Coordenação 
o Distúrbios de coordenação já são avaliados durante 
a avaliação da marcha, do equilíbrio e da motricidade 
voluntária 
o Manobra calcanhar-joelho – MMII: paciente em 
decúbito dorsal, solicitar que encoste o calcanhar 
direito sobre o joelho esquerdo e, em seguida, deslizar 
o calcanhar sobre a crista da tíbia 
 Inicialmente com os olhos abertos e depois 
com os olhos fechado 
 Assim, constataremos se a ataxia é cerebelar ou 
sensitiva (neste último, ocorre acentuamento 
pronunciado dos erros ao abolir o controle 
visual) 
 Pode ser uni ou bilateral simétrica ou 
assimétrica 
o Manobra índex-naso – MMSS: MS em total 
abdução e com o indicador em extensão tocar a 
ponta do indicador na ponta do próprio nariz. Com 
olhos abertos e fechados. Testar ambos MMSS 
separadamente 
o Caso a incoordenac ̧ão seja muito discreta, realizar a 
manobra naso-índex: o paciente toca a ponta do 
seu indicador na ponta do seu nariz e depois a ponta 
do indicador do examinador e novamente a ponta 
Giovana Paula 
de seu nariz, sendo que o examinador movera ́ o seu 
indicador para diferentes posições ao longo do teste 
 
o Disdiadococinesia: incapacidade de executar 
movimentos coordenados e alternados 
 Pedir ao paciente que faça pronac ̧ão e 
supinac ̧ão das mãos alternadamente 
 
o Manobra do rechaço (Stewart-Holmes): paciente 
assentado com o antebraço parcialmente fletido, 
forçando em direção ao tórax (nunca direcionado à 
face) contra resistência interposta pelo examinador 
que lhe segura o punho, este é bruscamente 
liberado. Uma pessoa normal freia o movimento 
rapidamente. Nos distúrbios do cerebelo, por falta 
de coordenação e de ação dos antagonistas, seu 
punho choca-se contra o ombro ou tórax 
 Positivo em casos de hipotonia, déficit motor 
periférico e distúrbios extra-piramidais