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LEI DE LIBERDADE ECONÔMICA

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LEI DE LIBERDADE ECONÔMICA
1-INTRODUÇÃO
A Lei 13.874, promulgada em setembro de 2019 e conhecida popularmente como Lei da Liberdade Econômica, trouxe uma série de alterações para a economia nacional. Ela visa, basicamente, a reduzir a burocracia nas atividades econômicas, melhorando o ambiente de negócios brasileiro e assegurandoa autonomia do particular para empreender.
A “liberdade econômica” é a autonomia dos cidadãos de criar o próprio desenvolvimento econômico. Assim, a criação dessa lei, de certa forma, vem combater o histórico brasileiro de fechamento econômico. De acordo com o Ranking da Liberdade Econômica, o Brasil se enquadra na categoria “mostly unfree”, ou seja, é um dos países mais fechados economicamente do mundo.
Esse dado pode parecer pouco significativo, mas não é. Na verdade, essa classificação é muito importante para que o governo federal decida quais e como serão as políticas públicas mais adequadas ao país.
Além disso, uma boa posição nesse ranking pode definir o potencial do país para receber investimentos estrangeiros.
Tudo isso também é muito importante para o empreendedor nacional, seja ele pequeno, médio ou grande, já que alterações como essa podem impactar diretamente o orçamento da empresa e nas formas de captação de recursos externos.
Por isso, é essencial que você entenda as disposições da Lei da Liberdade Econômica, as mudanças implementadas e como ela afetará seus negócios. Esperamos que a leitura deste artigo possa auxiliá-lo nesse objetivo.
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 1º define que o Brasil é um Estado Democrático de Direito e tem como um de seus fundamentos os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Com base neste fundamento e nas ideias da livre iniciativa, o presidente da república aprovou em setembro de 2019 a Lei da Liberdade econômica.
A lei tem por objetivo facilitar algumas burocracias para empreendedores, restringir a atuação governamental em na economia e respeitar os direitos de propriedade.
2-CONCEITO
O conceito define que, as pessoas são livres para exercer suas atividades econômicas, ou seja, trabalhar, investir e gerar reservas sem a necessidade de justificar ao governo seus atos e valores em reserva.
Trata-se, é claro, de um Direito previsto constitucionalmente, já que o Brasil é um Estado Democrático de Direito que tem como fundamento a defesas das liberdades individuais e do livre comércio.
BASE LEGAL
A Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, instituída pela Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019, estabelece garantias de livre mercado e dispõe sobre a atuação do Estado como agente normativo e regulador. A intenção é propiciar maior simplificação administrativa para um ambiente de regras claras e estímulo à competitividade.
3-APLICABILIDADE DA LEI
Por mais que os objetivos da Lei da Liberdade Econômica sejam, de um modo geral, o melhoramento da economia e a atração de capital estrangeiro, muitas de suas disposições possuem aplicação imediata aos pequenos e médios empreendedores.
As disposições gerais, os direitos de liberdade econômica e as garantias de livre iniciativa não se aplicam ao direito tributário e ao direito financeiro, mas sim ao direito civil, empresarial, econômico, urbanístico e do trabalho.
Tudo isso, apesar de parecer bastante teórico e com pouca aplicação prática, na verdade, como você verá a seguir, tem intenso impacto nas normas que regulam o funcionamento de sua empresa. Isso porque, ao aprovar a Lei 13.874/2019, o governo federal pretendia que as mudanças facilitassem e dessem mais segurança jurídica aos negócios e estimulassem a criação de empregos.
Pelas contas da equipe econômica, a medida pode gerar, no prazo de apenas dez anos, 3,7 milhões de empregos e mais de 7% de crescimento da economia. Essas medidas impactam diretamente os encargos financeiros e as vedações anteriormente em vigor
4-ANÁLISE DE IMPACTO REGULATÓRIO (AIR)
Um importante freio ao abuso do Poder Estatal previsto na Lei da Liberdade Econômica, é a necessidade de elaboração da Análise de Impacto Regulatório (AIR) sempre que houver a intenção de se alterar qualquer ato normativo de abrangência geral.
É o que prevê o artigo 5º:
Art. 5º As propostas de edição e de alteração de atos normativos de interesse geral de agentes econômicos ou de usuários dos serviços prestados, editadas por órgão ou entidade da administração pública federal, incluídas as autarquias e as fundações públicas, serão precedidas da realização de análise de impacto regulatório, que conterá informações e dados sobre os possíveis efeitos do ato normativo para verificar a razoabilidade do seu impacto econômico. 
Isso significa que, antes de modificar as normas que envolvem interesse geral de famílias, empresas, instituições financeiras ou da administração pública, os órgãos públicos federais – inclusive e especialmente as autarquias e agências reguladoras, como a ANEEL, a ANATEL e a ANAC, deverão analisar detida e antecipadamente todos os possíveis impactos e as alternativas existentes para a alteração desejada.
Isso será feito por meio da AIR, documento que deverá formalizar uma ampla discussão acerca das consequências da alteração pretendida, identificando-se, para tanto, quais indivíduos e segmentos serão afetados, bem como as melhores opções possíveis e viáveis para alcançar os objetivos almejados.
Essa exigência surgiu com o intuito de dar maior transparência e segurança ao processo de regulação, além de subsidiar a tomada de decisão dos responsáveis, tornando as novas disposições mais efetivas e úteis à sociedade.
No entanto, a exigência do AIR somente iniciará após a elaboração de um regulamento, no qual os critérios e direcionamentos de sua elaboração serão definidos.
5-PRINCIPIOS DA LEI
A Lei 13.874/2019 expõe, em seu Art. 2º. São princípios que norteiam o disposto nesta Lei:
• I – a liberdade como uma garantia no exercício de atividades econômicas;
• II – a boa-fé do particular perante o poder público;
• III – a intervenção subsidiária e excepcional do Estado sobre o exercício de atividades econômicas; e
• IV – o reconhecimento da vulnerabilidade do particular perante o Estado.
6-O QUE MUDOU NA LEI
Registro de ponto
• CTPS eletrônica
• Fim do E-social
• Alvará e licenças
• Horários flexíveis
• Abuso regulatório
• Desconsideração da personalidade jurídica
• Negócios jurídicos
7-QUAL O IMPACTO DA LEI DA LIBERDADE ECONÔMICA PARA SEU NEGÓCIO?
A Lei da Liberdade Econômica, apesar de parecer, em um primeiro momento, trazer apenas alterações de plano nacional, também impacta diretamente na condução de seu negócio.
Como visto nos tópicos anteriores, agora, por meio de suas disposições, não são mais exigidas algumas formalidades e burocracias até então consolidadas na prática negocial.
Podemos citar, por exemplo, a desnecessidade de alvarás e autorizações para funcionamento em determinados dias e horários e a proibição de cobrança de taxas para isso.
Também foram alteradas as regras de anotação da jornada dos funcionários, a emissão e o preenchimento de dados na CTPS.
Esses são apenas alguns dos impactos diretos sobre seu negócio. No entanto, ainda podemos citar uma série de outras consequências que, talvez, você nem perceba, como por exemplo, a abertura do mercado brasileiro a investimentos estrangeiros.
Sendo assim, como parte de sua formação como um gestor atento e diligente na condução de seu negócio, é de extrema importância que você esteja inteirado sobre alterações legislativas como essa.
8-CONCLUSÃO
Como vimos ao longo deste artigo, a Lei da Liberdade Econômica buscou reverter o histórico brasileiro de fechamento econômico. A ideia principal de seu texto é a de extinguir uma série de burocracias desnecessárias para a viabilização de negócios e aberturas de empresas no Brasil.
Assim, foram suprimidos vários requisitos formais, que incluem a emissão e o preenchimento da CTPS, o registro de empresas na Junta Comercial, emissão de autorizações e alvarás específicos, pagamento de taxas para abertura de comércio em dias e horários distintos, dentre

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