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Recursos Materiais em Enfermagem-seminário

Material sobre administração de recursos materiais em enfermagem: aborda objetivos e funções da administração de materiais em instituições de saúde; o papel do enfermeiro no gerenciamento, controle de estoque e garantia de qualidade; classificação de materiais (permanentes e de consumo) com exemplos.

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Prévia do material em texto

Administração de Recursos Materiais em Enfermagem
Equipe: Bárbara Almeida da Costa
 Emilly Carvalho Borges
 Flávia da Silva e Silva
 Larissa Teles
 Luiz Carlos Martins
 
Prof. Kellen Ribeiro Cruz.
Introdução
As instituições de saúde se caracterizam como empresas ou organizações prestadoras de serviço, onde o resultado final do processo não se traduz em um produto, mas sim em um serviço, ou seja, a assistência à saúde de indivíduos e comunidades, e é importante então, que tenhamos os recursos materiais necessários para uma assistência de qualidade e que estes sejam adequadamente administrados .
A este respeito pode-se afirmar que uma administração de materiais adequada, sofre a influência e influencia tanto os recursos financeiros como os recursos humanos, pois através de uma destinação mais racional dos materiais pode-se promover uma diminuição dos custos e em relação aos recursos humanos a influência é observada, por exemplo, na medida em que materiais em quantidade e qualidade adequadas podem produzir na equipe maior grau de satisfação. 
Objetivos da Administração de Materiais nas instituições de saúde
São considerados objetivos primários: alcançar baixos custos de aquisição, de manutenção, de reposição e de mão de obra; promover a rotatividade de estoques, estimular o treinamento e aperfeiçoamento do pessoal; possibilitar a continuidade de fornecimento; garantir a qualidade dos materiais adquiridos; promover boas relações com os fornecedores, bons registros e cadastros; realizar a padronização, otimização do atendimento, maximização de retornos, e centralização de atividades.
São considerados objetivos secundários: garantir harmonia interdepartamental, economia, reciprocidade, atualização e melhoria da qualidade.
De modo geral pode-se dizer que para o alcance desses objetivos a Administração de Materiais tem como funções: 
Administração de Materiais e a Enfermagem
Os enfermeiros ao prestarem a assistência à saúde utilizam recursos materiais, cabendo a eles a competência e responsabilidade pela administração de materiais em suas unidades de trabalho através da determinação do material necessário para a realização da assistência seja no aspecto quantitativo como no qualitativo, na definição das especificações técnicas, na participação no processo de compra, na organização, no controle e avaliação desses materiais.
 Ao considerarmos a complexidade dos materiais utilizados na área da saúde, é de suma importância que a enfermagem participe do processo de gerenciamento de recursos materiais, assessorando a área administrativa nos aspectos técnicos.
Assim, pode-se concluir que a atividade de gerência de recursos materiais realizada pelo enfermeiro deve ter como objetivo a melhoria da assistência à saúde de indivíduos e comunidade bem como as condições de trabalho das equipes de enfermagem e de saúde.
Entretanto, o enfermeiro deve ter o cuidado de não transformar a administração de materiais (AM) por ele desenvolvida em uma atividade burocrática que vise unicamente à manutenção dos interesses financeiros da instituição, mas sim como uma conquista que destaca o importante papel do enfermeiro na dimensão técnico-administrativa, que faz parte dos processos de cuidar e gerenciar. Concluímos então, que esta atividade realizada pelo enfermeiro contribui:
Para que os interesses financeiros da instituição sejam preservados, através do controle de estoque, da utilização adequada dos materiais, evitando-se o desperdício; 
para a melhoria da assistência à saúde de indivíduos e comunidade, pois o enfermeiro deve estar atento à qualidade do material a ser utilizado e a quantidade necessária, com o objetivo de minimizar o risco para o paciente e evitar a descontinuidade da assistência;
Para a melhoria das condições de trabalho das equipes de enfermagem e de saúde. Materiais de qualidade podem contribuir para a satisfação no trabalho, além de evitar o risco de acidentes.
Classificação dos materiais
Os materiais em unidades hospitalares usualmente são classificados segundo a duração sendo agrupados em: materiais de consumo e permanentes.
Materiais permanentes são aqueles que não são estocáveis, ou que permitem apenas uma estocagem temporária, transitória, apresentando um tempo de vida útil igual ou superior a dois anos, constituem o patrimônio da instituição, como por exemplo, mobiliários, equipamentos, instrumentais e outros.
Não estocáveis ou que permitam apenas uma estocagem transitória, temporária;
Vida útil igual ou superior a 2 anos;
Constituem o patrimônio da instituição.
Materiais de consumo são estocados e com o uso acabam perdendo suas propriedades, sendo consumíveis, tendo uma duração de no máximo dois anos como, por exemplo, esparadrapos, extensões para oxigênio, inaladores, seringas, agulhas e outros.
 Mas, existem ainda, outras classificações para os materiais de acordo com: 
Finalidade ou o uso a que se destinam (oxigenoterapia, cateterismo);
Tamanho ou porte, de acordo com as necessidades de instalação e guarda correlacionada com as dimensões do material (pequeno, médio e grande); 
Custo;
Matéria-prima (plásticos, silicone, metais, cerâmica, vidro); 
Função do controle (material fixo, móvel ou circulante);
Função da guarda (perecível, inflamável, frágil, pesado, tóxico). 
Etapas da Administração de Materiais nas Unidades de enfermagem
Como já dito anteriormente a competência e responsabilidade pelo gerenciamento de recursos materiais nas unidades de enfermagem é do enfermeiro, que ao desempenhar essa atividade realiza: a determinação e especificação dos materiais e equipamentos; o estabelecimento da quantidade de material e equipamento; a análise da qualidade dos materiais e equipamentos; a determinação dos produtos a serem adquiridos; o estabelecimento de um sistema de controle e avaliação; o acompanhamento do esquema de manutenção adotado pela instituição; a adoção de um programa de orientação da equipe de enfermagem, sobre o manuseio e conservação de materiais e equipamentos e a atualização de conhecimentos sobre os produtos utilizados na assistência à saúde e lançados no mercado (FONSECA, 1995). Ao realizar essas atividades os enfermeiros estão desempenhando as funções de: previsão, provisão, organização e controle.
Previsão de materiais em enfermagem
A previsão de materiais nas unidades de enfermagem consiste em: fazer levantamento das necessidades da unidade de enfermagem, identificando a quantidade e a especificidade deles para suprir essas necessidades. . Prever significa “conhecer com antecipação; antever”. E para realizar essa função em uma unidade de enfermagem o enfermeiro deve definir através de um levantamento as necessidades de recursos, identificando a quantidade e a especificidade deles.
A estimativa do quantitativo de material necessário pode ser obtida através do consumo médio mensal (CMM) que consiste na observação do consumo por um período de tempo, que geralmente é de três meses, dividido pelo número de meses mais uma margem de segurança (ES) definindo-se assim uma cota de material (CM).
Um instrumento que auxilia nessa observação é o mapa de consumo de material, onde normalmente consta tipo de material, cota mensal e gastos 
Exemplo: Mapa de consumo de material de uma unidade básica de saúde de um Município de médio porte.
A estimativa de material pode ser calculada através da seguinte expressão matemática: CM= CMM + ES.
Onde: CM= cota mensal, CMM= consumo médio mensal, ES= estoque de segurança. 
O estoque de segurança, também chamado de estoque mínimo é calculado acrescentando-se de 10 a 20% do CMM, mais o consumo diário durante o tempo de reposição (CTR).
Provisão de materiais em enfermagem 
A provisão diz respeito à reposição de materiais na unidade de enfermagem. Para desempenhar essa função o enfermeiro deve realizar a requisição de materiais em impresso próprio e encaminhar a solicitação aos serviços competentes. A rotina de requisição de 7 materiais pode sofrer pequenas alteraçõesde acordo com a instituição, mas de modo geral, segue os seguintes passos: descrição do material em ordem alfabética com especificação do tipo, dimensão e quantidade; verificação do estoque existente; solicitação semanal, quinzenal ou mensal em impresso próprio, em duas vias ou mais; envio à Chefia do SE – quando necessário; encaminhamento da requisição ao almoxarifado de acordo com as normas do serviço, recebimento do material do almoxarifado sendo que nesse momento deve-se conferir e guardar e, por fim, controlar os gastos.
O sistema de reposição pode ser realizado de quatro formas: 
Sistema de reposição por tempo: em épocas predeterminadas as cotas são repostas integralmente;
Sistema de reposição por quantidade: quando o estoque chega a um nível mínimo, denominado de estoque de reposição, é feita a reposição do material tendo por base a cota predeterminada, independente de um prazo estipulado; 
Sistema de reposição por quantidade e tempo: é estabelecida uma cota para um determinado tempo, e em uma época predeterminada, é feita a solicitação de materiais na quantidade necessária para repor o estoque;
Sistema de reposição imediata por quantidade: os materiais são encaminhados diariamente ou com uma frequência ainda maior, para a unidade, de acordo com o consumo. 
Organização e Guarda de Material
Após prever e prover os materiais, os equipamentos são necessários que se pense em que locais e de que modo estes serão distribuídos, armazenados e estocados. Segundo Gama (1997), “armazenar ou estocar materiais é dispor de forma racional e técnica cada produto em seus depósitos (almoxarifado). O material deve ser acondicionado em estantes, armários, estrados, prateleiras, gavetas ou em pilhas seguindo normas técnicas para evitar riscos de queda, achatamento, deterioração, perda e outros”. 
De modo geral ao se realizar a guarda do material é importante:
Observar a facilidade de visualização para o pessoal;
Evitar riscos de contaminação (poeira, umidade, luz entre outros);
Garantir a facilidade de realização de inventários, reposição e controle (por exemplo, através do uso de fichas por número e espécie); 
Proporcionar rigoroso controle; 
Possibilitar à equipe de enfermagem o acesso aos materiais conforme as necessidades do Serviço de Enfermagem. 
Evitar o sub-estoque e a guarda descentralizada, o que pode dificultar o controle e favorecer o desvio. 
Controle
Ao desenvolver o processo de Administração de Materiais o enfermeiro deverá desempenhar também a função de controle dos materiais nas unidades de enfermagem. Esta é uma função ampla, uma vez que diz respeito a quantidade, qualidade, conservação, reparos e proteção dos materiais A realização de um controle adequado auxilia no desenvolvimento das demais funções, pois fornece dados para a previsão, propicia informações sobre a qualidade e a durabilidade do material, diminui o extravio, aumenta a eficiência dos equipamentos – e assim garante uma utilização apropriada dos recursos materiais, a continuidade da assistência ao paciente e a diminuição dos custos relacionados aos materiais. 
O inventário proporciona ter dados corretos e precisos sobre o patrimônio das instituições de saúde, o que é necessário para que se possam realizar planejamentos objetivos e para evitar gastos e desperdícios desnecessários.
Os inventários podem ser:
Gerais – realizados no final do exercício fiscal da empresa, através da contagem de todos os itens do estoque, não possibilitando reconciliações ou ajustes, nem a análise das causas das diferenças;
Rotativos - realizados através de uma programação mensal para determinados itens a cada mês, sem necessidade de paralisação do serviço, possibilitando a análise das causas e diferenças e, portanto um melhor controle
Manutenção 
Para que a equipe de saúde possa desenvolver suas atividades, ou seja, prestar uma adequada assistência à saúde de indivíduos e comunidade, é necessário que os equipamentos existentes na unidade estejam em perfeito funcionamento, garantindo dessa forma não apenas a assistência, mas também a segurança de quem está utilizando o equipamento. Esta atividade, que consiste em manter os materiais e equipamentos em perfeitas condições de funcionamento nos momentos em que são necessários, chama-se manutenção e para que ela ocorra é necessário que assim que a enfermagem ou equipe de saúde perceba alguma irregularidade no equipamento, o mesmo seja encaminhado para o serviço de consertos e reparos.
Segundo alguns autores, certos setores do hospital, como por exemplo, no centro cirúrgico, o enfermeiro, desempenha em papel essencial na organização e manutenção dos equipamentos. Assim sendo, o enfermeiro deve organizar prever, prover, manusear e manter os materiais, para que não haja interrupções na assistência.
 Existem dois tipos de manutenção:
Preventiva - que é realizada periodicamente nos equipamentos com o objetivo de se detectar e evitar que o mesmo venha a apresentar defeitos ou mau funcionamento também conhecida como manutenção.
Corretiva ou Reparadora - que é realizada após o aparelho ter apresentado algum problema tendo como objetivo restaurar, corrigindo o defeito apresentado pelo mesmo, também conhecida como manutenção.
O processo de compra dos materiais utilizados nas unidades de enfermagem
A atuação do enfermeiro no processo de compras de materiais nas instituições se dá através da atuação em comissões de licitação, ou informalmente através da opinião sobre o tipo, à quantidade e à qualidade dos materiais a serem utilizados. Existem várias modalidades de compra, sendo que nas instituições privadas tem-se o costume de haver uma negociação direta entre o serviço de compras e os fornecedores, já nas instituições públicas normalmente segue-se um processo de licitação.
A licitação é um procedimento onde a administração pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse, visando proporcionar oportunidades iguais aos fornecedores, garantindo o princípio constitucional da isonomia. Na licitação deve-se fazer uma descrição/especificação detalhada do material que se deseja adquirir sem indicação da marca, a não ser em casos excepcionais.
As modalidades de licitação constantes na Lei 8.666/93 são:
Convite – utilizada entre os interessados, para escolhidos e convidados em número mínimo de três, cadastrados ou não, indicada para a compra de valores baixos, estabelecidos pela Lei.
Tomada de preços – apenas para os cadastrados, indicada para aquisições de valores médios, estabelecidos pela Lei.
Concorrência – para qualquer interessado, que comprove possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital, para aquisição de valores altos. 
Concurso – utilizada para quaisquer interessados e se refere a trabalhos de natureza técnica, artística ou científica.
Leilão – também utilizada para quaisquer interessados. Refere-se à venda de bens móveis ou produtos. 
A participação do enfermeiro no processo de seleção e compras de materiais de enfermagem nas instituições é essencial. As atividades do enfermeiro neste processo basicamente envolvem: 
Auxílio na determinação do tipo de material a ser adquirido para as unidades de enfermagem; 
Padronização dos materiais; 
Especificação técnica dos materiais; 
Controle de qualidade do material a ser adquirido; 
Emissão de parecer técnico.
Papel do Enfermeiro
O Enfermeiro como consumidor dos materiais, que detém conhecimento sobre os mesmos, está preparado para argumentar e ponderar pela escolha nos processos aquisitivos e no planejamento estratégico do GM. Tal habilidade é decorrente da sua capacitação para atividades administrativas, juntamente com o conhecimento proveniente das atividades assistenciais, favorecendo a otimização dos recursos disponíveis, avaliar e ponderar pela escolha de materiais que atendam às necessidades de pacientes e profissionais, e que proporcionem segurança ao cuidado. 
Conhecimentos sobre as normativas de regulação sanitária de produtos e serviços e a legislação que respaldam os processos licitatórios são necessáriospara o enfermeiro desenvolver o GM. Isso favorece a interdisciplinaridade, enriquecendo sua prática profissional.
É importante ressaltar que as funções do enfermeiro em relação a esta prática devem ser realizadas tendo como objetivo a melhoria ou aprimoramento das condições de assistência aos usuários e de trabalho da equipe de enfermagem e de saúde, e não como uma atividade 13 apenas burocrática, tendo como meta a preservação dos interesses econômicos das instituições.
A atuação do enfermeiro no Gerenciamento de Recursos Materiais contribui com a organização, planejamento e sistematização do processo, conferindo maior credibilidade ao trabalho junto aos fornecedores e profissionais que utilizam os materiais. 
Referências
BAHIA, M. T. R. Gerenciamento de recursos materiais em enfermagem. Revista de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora, v 19. p. 20-33, out./nov. 2019.
BOGO, P. C., BERNARDINO, E.; CASTILHO, V., CRUZ, E. D. A. O enfermeiro no gerenciamento de materiais em hospitais de ensino. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 49(4), 632-639, 2015.
FERNANDES, Marcelo Costa et al. Análise da atuação do enfermeiro na gerência de unidades básicas de saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 63, n. 1, p. 11-15, jan./fev. 2010.