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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 1]

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tumoração anexial
esquerda, de ecogenicidade heterogênea, medindo 3,0 cm de diâmetro, sugestivo de prenhez
ectópica. Beta hCG urinário: positivo. A CONDUTA É:
a. Metotrexato intramuscular seguido de laparotomia exploradora e preservação da
trompa.
b. Metotrexato intramuscular seguido de laparotomia exploradora e preservação da
trompa.
c. Laparotomia exploradora com salpingectomia e metotrexato intramuscular.
d. Metotrexato intramuscular e seguimento do Beta hCG sérico.
e. Conduta expectante e seguimento do Beta hCG sérico.
16. Mulher, 22a, primigesta, com idade gestacional de oito semanas (conforme data da última
menstruação e ultrassonografia precoce transvaginal de seis semanas). Refere sangramento
via vaginal abundante há 2 horas, associado a cólica intensa. Exame especular: moderada
quantidade de sangue coletado em fórnice posterior. Toque vaginal: útero intrapélvico sem dor
a palpação anexial; colo grosso, posterior e impérvio. Ultrassonografia transvaginal: útero de
140 cm3 , linha endometrial de 10 mm, anexos sem alterações. O diagnóstico é:
a. Gestação incipiente.
b. Abortamento incompleto.
c. Gestação ectópica.
d. Abortamento completo.
17. Paciente de 18 anos, com história de ciclos menstruais irregulares e vida sexual ativa, sem uso
de métodos contraceptivos, referindo última menstruação há 45 dias. Apresenta sangramento
transvaginal e dor. Dosagem sérica de beta-hCG 200 mlU/ml, sem imagem de gestação
intraútero na ultrassonografia transvaginal. Qual o diagnóstico mais adequado e a melhor
conduta a ser tomada nesta paciente?
a. Gravidez ectópica. Obter acesso venoso, reservar sangue e proceder a laparotomia
exploradora.
b. Ameaça de aborto. Solicitar novo beta-hCG quantitativo após 48 horas e repetir
ultrassom transvaginal quando beta-hCG > 1500 mlU/ml.
c. Doença trofoblástica gestacional. Solicitar tipagem sanguínea, hemograma e
radiografia de tórax. Realizar curetagem uterina convencional.
d. Abortamento completo. Prescrever antiespasmódico e ferro oral. Solicitar hemograma
e repetir ultrassom após 48 horas.
18. Gestante no 1. Trimestre de gestação, procura o PS com queixa de sangramento genital leve,
associada à dor tipo cólica em baixo ventre. O exame tocoginecológico revelou colo uterino
impermeável, presença de secreção sanguínea discreta em cavidade genital e, ao toque
bimanual, o fundo uterino é compatível com o tempo de amenorreia. O quadro clínico sugere:
a. Aborto completo;
b. Ameaça de aborto;
c. Aborto incompleto;
d. Aborto inevitável.
19. São consideradas condições que permitem o tratamento medicamentoso na gestação ectópica:
a. BHCG < 5000, estabilidade clínica e massa menor que 3-4 cm.
b. BHCG < 10000, líquido livre em pequena quantidade e BCF presentes.
c. Massa maior do que 3-4 cm, líquido livre em grande quantidade e BCF ausentes.
d. Desejo de nova gestação, BHCG < 20000, BCF presentes.
e. Ausência de abdome agudo, massa maior do que 5 cm, multiparidade.
20. Não é causa comum de polidramnia:
a. Doença hemolítica perinatal
b. Atresia de esôfago
c. Hipoxemia crônica
d. Diabetes mellitus
21. Qual a alternativa incorreta em relação aos valores do líquido amniótico medidos pela
ultrassonografia?
a. ILA = 5cm = oligoidrâmnio
b. Bolsão único = 2cm = oligoidrâmnio
c. ILA = 25 cm = polidrâmnio
d. Bolsão único entre 2,1 – 8 cm = normal
e. ILA entre 8,1 e 25 = normal
22. Durante consulta de pré-natal normal, observa-se altura uterina abaixo do esperado para a
idade gestacional. Deve-se pensar, nesse caso, em:
a. diabetes gestacional.
b. agenesia renal fetal.
c. atresia de esôfago
d. isoimunização materno-fetal.
23. No puerpério imediato de uma gestação que transcorria com polidramnia, a principal
complicação a ser observada é a hemorragia por:
a. Inversão uterina aguda.
b. Laceração de trajeto, principalmente colo uterino
c. Atonia uterina
d. Restos placentários
e. Sinéquias
24. São causas de oligoâmnio, EXCETO:
a. Atresia esofágica fetal.
b. Insuficiência placentária grave.
c. Agenesia renal bilateral fetal.
d. Ruptura prematura de membranas.
e. Uso, por parte da mãe, de substâncias inibidoras da síntese de prostaglandinas.
25. Gestante de 8 semanas, altura uterina 13 cm, apresenta sangramento via vaginal com cólicas
discretas. Ao toque, colo dilatado 1 cm com eliminação de material amorfo de aspecto
vesicular. O diagnóstico mais provável é:
a. abortamento inevitável.
b. abortamento retido.
c. mola hidatiforme.
d. abortamento incompleto.
26. A NEOPLASIA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL, é um tumor funcionante, produtor de
HCG e que compreende dois tipos de mola: a mola completa e a mola parcial. A respeito da
mola completa é correto afirmar que:
a. É menos comum, tem pequenas vesículas hidrópicas (até 5 mm, existe feto e/ou
amnio.
b. O cariótipo é habitualmente triplóide ( 69, XXX ou 69, XXY.
c. É a mais encontrada, com grandes vesículas, ausência de feto e/ou amnio, tem níveis
elevados de beta - HCG e hiperplasia trofoblástica grosseira.
d. Tem menor probabilidade de transformação em coriocarcinoma.
e. Tem cariótipo 46 XXY e não faz edema generalizado das vilosidades.
27. Em relação à Doença Trofoblástica Gestacional, assinale a alternativa INCORRETA.
a. Representa diagnóstico diferencial com prevalência rara dos sangramentos de
primeiro trimestre gestacional.
b. A eliminação via vaginal de vesículas em meio a sangramento constitui forte indício
da presença de gestação molar.
c. Achado de embrião com vitalidade exclui a possibilidade de mola hidatiforme.
d. Coriocarcinoma é precedido em 50% dos casos por uma gestação molar e em 50% de
uma gestação não molar.
28. São drogas sabidamente teratogênicas, EXCETO:
a. Isotretinoína.
b. Metotrexate.
c. Tetraciclina.
d. Dimenidrinato.
29. Em relação ao uso de drogas na gestação, marque a alternativa incorreta:
a. A insulina é o agente preferido para o manejo do diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 na
gravidez, porque não atravessa a placenta.
b. A metildopa é a droga de escolha para HAS na gravidez, sendo a segunda escolha,
quando precisa associar, um bloqueador de canal de cálcio, como o nifedipino,
embora exista efeito teórico de baixar bruscamente a pressão, afetando a perfusão
uteroplacentária.
c. Metronidazol via oral é uma boa escolha para o tratamento da vaginose bacteriana.
d. A prednisona, por atravessar a barreira útero-placentária, não deve ser utilizada na
gestação, sendo os antiinflamatórios não esteroidais - AINES - a melhor escolha.
30. Em relação à Síndrome Alcoólica fetal, NÃO se pode afirmar:
a. Baixo peso ao nascer.
b. O comprometimento do Sistema nervoso central é estrutural, não comprometendo a
sua função.
c. Fissuras palpebrais pequenas.
d. Implantação baixa de orelhas.
e. Microftalmia.
GABARITO
1. Letra C. A pílula combinada é contraindicada logo após o parto, pois a mulher está em um
estado de alto risco de trombose [até mais do que era na gravidez]. Laqueadura não indica
cesárea, principalmente porque os dois últimos partos da mulher foram normais [vai submeter
a mulher a uma cesariana só para isso?]. Poderia fazer laqueadura infraumbilical após o parto
vaginal? Sim, mas só se a mulher tivesse indicação [cesarianas sucessivas anteriores ou
doença de base que daria risco para a mulher caso fosse submetida ao segundo ato cirúrgico
ou anestésico]. Sendo assim, a melhor alternativa é o DIU pós-parto.
2. Letra E. Preciso justificar? A idade gestacional é fundamental para o acompanhamento da
gestação, a determinação dos exames a serem solicitados e a data provável do parto. Sem ele,
o acompanhamento pré-natal fica perdido.
3. Letra A. A depressão puerperal costuma ter início nas primeiras 4 semanas do puerpério,
apresentando sintomas mais graves, como perda de apetite, desinteresse pela amamentação e
pela criança, anedonia. A esquizofrenia é uma condição psiquiátrica caracterizada por
distorções do pensamento e da percepção, por inadequação e embotamento do afeto, o que
não está relacionado com o quadro descrito. Já a psicose puerperal é um quadro muito grave,
em que há perda