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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 1]

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de senso da realidade, com alucinações e delírios maternos, havendo risco de
vida para mãe e filho. O diagnóstico, portanto, é de blues puerperal, que costuma ter início no
terceiro dia após o parto, podendo se estender até as 2 semanas de puerpério, com resolução
espontânea em seguida.
4. Letra C. Sim, isso pode ser cobrado.
5. Letra D. Grávida não pode receber vacina de vírus atenuado.
6. Letra D. Deve-se estimular exercícios físicos de leve a moderada intensidade. A vacina da
rubéola é de vírus atenuado e, portanto, contraindicada na gestação. Não existe dose segura de
álcool durante a gestação.
7. Letra C. A tromboflebite pélvica séptica é um diagnóstico de exclusão, caracterizado pela
formação de coágulos nos vasos pélvicos relacionada a infecções, estando envolvidos os
vasos ovarianos, ilíacos comuns, hipogástricos, vaginais e veia cava inferior. A veia ovariana
é o sítio mais comum. A parametrite se manifesta com toque genital muito doloroso e febre
alta [não é o caso da paciente]. Além disso, não há história de trauma ou fratura óssea para
pensar em embolia gordurosa [também não há sinais de insuficiência respiratória no exame
físico]. Por fim, se fosse endometrite, a paciente não estaria com exame físico normal na
vigência de febre e apresentaria sintomas, como útero subinvoluído, hipersensível, amolecido,
colo entreaberto, com lóquios piossanguinolentos e fétidos.
8. Letra E. Uma dica: em geral, entre 20 e 32 semanas, a altura uterina da mulher é
correspondente à idade gestacional que ela apresenta. Por exemplo, uma gestante de 25
semanas tem que ter, aproximadamente, 25 cm de altura uterina. Perceba que essa gestante
tem uma altura uterina aumentada para a idade gestacional. Como ela não foi para a consulta
de pré-natal no primeiro trimestre, muito provavelmente há um erro na datação da sua
gestação. Lembre-se que o período mais fidedigno para datar uma gestação é o primeiro
trimestre.
9. Letra A. A colpocitologia oncótica deve ser realizada na primeira consulta de pré-natal, se a
última coleta foi feita há mais de um ano. A coleta não aumenta o risco de abortamento.
10. Letra C. Cálcio e ômega 3 não são suplementados rotineiramente em gestantes. Ácido fólico
é indicado até a 4ª-5ª semana de gestação. Não existe incompatibilidade sanguínea [mãe
Rh+]. O ganho ideal de peso seria entre 7 e 11,5 kg, pois ela está em sobrepeso.
11. Letra A. A paciente deve ser internada para drenagem do abscesso, a amamentação deve ser
mantida e se deve usar uma cefalosporina e oxacilina no caso. Não há indicação de suspender
a amamentação e a antibioticoterapia deve ser mantida após a drenagem por um período
mínimo de 14 dias.
12. Pós-parto imediato - 1º ao 10º dia; pós-parto tardio - 10º ao 45º dia; pós-parto remoto - >
45 dias até o fim da amamentação.
13. Letra E. A amamentação não deve ser suspensa nos casos de mastite. A fonte de infecção
pode ser o nariz e a garganta do lactente quando em presença de infecção, porém o principal
meio de infecção ocorre através de fissuras mamárias [porta de entrada], permitindo a
infecção por bactérias da própria pele da mãe.
14. Letra D. Provavelmente é uma endometrite, que é a infecção puerperal mais prevalente,
surgindo normalmente entre o 4º e 5º dia após o parto.
15. Letra D. Uma paciente com atraso menstrual, discreto sangramento transvaginal, dor em
fossa ilíaca esquerda, beta-hcg positivo e cavidade uterina vazia à ultrassonografia tem como
principal hipótese diagnóstica a gestação ectópica. Diante da estabilidade clínica e do
tamanho da tumoração anexial, podemos optar pelo tratamento medicamentoso com
metotrexate e seguimento com beta-hCG. Uma outra opção de tratamento, ausente nas
alternativas, seria o tratamento cirúrgico com laparoscopia.
16. Letra D. Sangramento no 1o trimestre até que se prove o contrário, pensamos em
abortamento. Se colo uterino aberto poderíamos ter um abortamento em curso / inevitável ou
abortamento incompleto. Com colo fechado temos as opções: abortamento retido, ameaça de
aborto ou abortamento completo. A paciente já tem um ultrassom com 6 semanas de gestação
que comprovou gestação intrauterina com essa idade gestacional, o que já exclui gestação
ectópica (letra c). Com 8 semanas deveríamos ver o saco gestacional com embrião e até com
batimento cardíaco embrionário, mas a paciente chega com sangramento abundante, cólicas e
no ultrassom foi evidenciado apenas uma linha endometrial de 10mm, ou seja, já eliminou
tudo o que tinha no útero, configurando um abortamento completo. Não é incompleto por dois
motivos: teríamos um eco endometrial acima de 15mm e o colo estaria aberto.
17. Letra B. Devemos lembrar que todo sangramento no começo da gestação recebe o nome de
“ameaça de abortamento” inicialmente até que haja maiores esclarecimentos sobre a
localização. Além disso, quando temos um beta-hcg abaixo do limite discriminatório, não é
possível visualizar imagem intraútero, não sendo capaz de diferenciar gestação ectópica de
gestação tópica nesse momento. A conduta, portanto, deve ser a realização de beta-hcg
quantitativo seriado, com repetição da ultrassonografia após atingir o limite discriminatório de
1500 mUI/ml.
18. Letra B. Gestante no 1o trimestre com sangramento genital leve e dor em cólica. Ao exame,
foi identificado colo impérvio e secreção sanguínea discreta em cavidade genital, com fundo
uterino compatível com tempo de amenorreia. Ou seja, gestação com tamanho uterino
compatível com a data da última menstruação + sangramento vaginal + colo impérvio é
AMEAÇA DE ABORTO. No aborto completo o útero estaria menor que o tempo de
amenorreia, no aborto incompleto e no inevitável o colo uterino estaria pérvio.
19. Letra A. Critérios para tratamento clínico com Metotrexato na gestação ectópica: paciente
estável hemodinamicamente, com gestação ectópica ÍNTEGRA, massa anexial menor que 3,5
a 4cm (depende da referência), ausência de batimento cardíaco embrionário, BhCG menor
que 5.000 mUI/mL.
20. Letra C. Alternativa A - Incorreta: A doença hemolítica perinatal gera um estado
hiperdinâmico do fluxo sanguíneo fetal, o que aumenta a perfusão renal e, consequentemente,
a diurese do bebê. Sendo assim, essa doença pode dar origem a uma polidramnia. Alternativa
B - Incorreta: A atresia de esôfago é uma condição que vai atrapalhar esse ciclo de renovação
do LA por prejudicar a deglutição fetal. Cerca de 24 a 48 horas são suficientes para que todo
o LA seja renovado! Mas, em casos assim, a reabsorção fica comprometida e há acúmulo
desse líquido, gerando polidramnia. Alternativa C - Correta: O estado de hipóxia não tem
relação com aumento do volume amniótico. Sendo assim, essa alternativa não traz uma causa
de polidramnia. Alternativa D - Incorreta: O DM faz com que o LA ganhe poder oncótico
pela hiperosmolaridade. Por conta disso, a tendência é que esse líquido ganhe volume na
tentativa de equilibrar as forças osmóticas.
21. Letra E. Alternativa A - Correta: ILA menor ou igual a 5 é considerado oligoâmnio.
Alternativa B - Correta: Maior bolsão menor ou igual a 2cm também é considerado
oligoâmnio. Alternativa C - Correta: Um ILA de 25cm ultrapassa 18cm, logo já é considerado
polidrâmnio. Alternativa D - Correta: Exato! Bolsão único entre 2,1 – 8 cm está dentro dos
padrões da normalidade. Alternativa E - Incorreta: Ultrapassou 18cm, já é considerado
polidrâmnio por alguns autores.
22. Letra B. [Alternativa A - incorreta]. Diabetes gestacional: no diabetes, devido ao quadro de
hiperglicemia fetal, ocorre uma maior diurese do feto, gerando um AUMENTO do líquido
amniótico - INCORRETA. [Alternativa B - correta]. Agenesia renal: devido a insuficiente
produção de urina pelo feto, por conta de uma malformação fetal, temos uma DIMINUIÇÃO
do líquido amniótico - CORRETA. [Alternativa C - incorreta]. Atresia de esôfago: devido a
menor absorção de líquido amniótico pelo feto, por conta de uma malformação esofágica,
temos um ACÚMULO do líquido amniótico - INCORRETA. [Alternativa D - incorreta].
Isoimunização: devido a mecanismos ainda não