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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 2]

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pré-natal: Hb=12g/dL, Ht=35%, sorologias de 3o trimestre negativas para HIV e sífilis,
sorologias indicando imunidade para toxoplasmose e rubéola, tipagem A positivo, exames de
urina sem alterações, ultrassonografia obstétrica indicando feto com morfologia e crescimento
normais. Qual a conduta adequada?
A) Profilaxia para Estreptococo beta hemolítico, preparo cervical com misoprostol e posterior
indução com ocitocina.
B) Profilaxia para Estreptococo beta hemolítico com penicilina cristalina e realizar cesárea
após 4h.
C) Colher cultura e realizar profilaxia para Estreptococo Beta Hemolítico, conduta
expectante.
D) Colher cultura e realizar profilaxia para Estreptococo Beta Hemolítico, indução com
ocitocina após 4h.
E) Colher cultura e realizar profilaxia para Estreptococo Beta Hemolítico, corticoterapia e
indução com ocitocina.
13. Na USF, o médico é chamado pela enfermeira da equipe de saúde da família de sua área de
abrangência para avaliar gestante com oito semanas na 1a consulta de pré-natal e que teve
resultado positivo no teste rápido para HIV. Qual a conduta INICIAL MAIS ADEQUADA
para essa situação.
A) Encaminhar a gestante para atenção especializada para tratamento e acompanhamento.
B) Explicar à gestante que o teste rápido pode ser falso-positivo e repetir o teste após uma
semana.
C) Realizar um segundo teste rápido com antígeno diferente do 1o teste ainda nesta consulta.
D) Solicitar contagem de CD4+ no sangue periférico e indicar início de tratamento imediato
com antirretroviral.
14. A ocorrência de sífilis na gestação tem preocupado os profissionais de saúde pelo fato de
apresentar grande frequência e severas repercussões ao ambiente fetal. As repercussões da
sífilis na gestação incluem graves efeitos adversos para o concepto, desde abortos, óbitos
fetais e neonatais até recém-nascidos vivos com sequelas diversas da doença, que poderão se
manifestar até os dois anos de vida.
A) Se teste rápido positivo, tratar com primeira dose de penicilina e agendar um retorno em 7
dias para o teste não treponêmico. Não precisa aguardar o VDRL para iniciar o tratamento.
B) A sífilis não é uma doença de notificação compulsória e sim facultativa.
C) A identificação da doença na gestação em 100% dos casos é clínico.
D) Mulheres com abortos espontâneos não precisam realizar teste para sífilis.
E) A gestante com história de alergia a penicilina deve ser ministrado outro antibiótico que
atravesse a barreira placentária.
15. Isadora, 24 anos, G2P1A0, com 31 semanas de IG, vem a consulta pré natal de rotina onde
apresenta resultado de VDRL 1:32. Tem histórico de tratamento prévio, na adolescência, para
sífilis. Os exames de primeiro e segundo trimestre demonstravam titulações de 1:2 em ambas
verificações. Podemos afirmar que:
A) Deve-se solicitar VDRL e FTA-ABS para confirmação da infecção;
B) A paciente está com um quadro de reinfecção, portanto ela e o parceiro devem ser tratados;
C) A paciente está com um quadro de reinfecção, e, devido a IG avançada, deve aguardar o
parto para realizar o tratamento com dose única de penicilina benzatina;
D) Os testes demonstram uma diminuição da probabilidade de infecção, já que a titulação está
diminuindo.
16. O aconselhamento consiste no diálogo baseado na relação de confiança que proporciona ao
paciente condições para que avalie seus próprios riscos, tome decisões e encontre maneiras
realistas de enfrentar os problemas relacionados às DST HIV/AIDS. No aconselhamento,
após resultado positivo do teste anti-HIV em gestante, na 12a semana de gestação, o médico
deve orientá-la que:
A) A transmissão vertical do HIV pode ocorrer durante a gestação, no trabalho de parto, no
parto e pela amamentação.
B) Pode ser indicado parto normal, pois a transmissão do HIV durante esse tipo de parto,
atualmente, é praticamente desprezível.
C) A amamentação deverá ser realizada pela mãe, pois o risco do recém-nascido adquirir
AIDS com as chamadas “amas de leite” é muito maior.
D) A terapia antirretroviral deverá ser realizada apenas após o parto, na mãe e no filho, se
comprovado positividade no teste anti-HIV do filho.
17. Ágata, 28 anos, G2PC1A0, IG:38 semanas, HIV Positivo, Carga Viral Indetectável
(realizada após 34 semanas), em uso regular de TARV (terapia antirretroviral); dá
entrada na maternidade com encaminhamento para realização de cesariana eletiva.
Visto que a paciente encontra-se dentro do período adequado para interrupção da
gestação, quais medidas devem ser adotadas?
A) AZT venoso + antibioticoprofilaxia
B) AZT venoso (doses de ataque e manutenção)
C) Antibioticoprofilaxia com cefalosporina
D) Não há indicação de quimioprofilaxia
18. Paciente de 20 anos, G2P1, IG 30 semanas, parto vaginal prematuro prévio, procura
emergência obstétrica com cólicas acentuadas. Ao exame físico: PA 100x60 mmhg, altura
uterina 29 cm, batimentos fetais 150 bpm, dinâmica uterina presente, toque vaginal evidencia
colo uterino de consistência amolecida, em apagamento, dilatado 3 centímetros, com bolsa
amniótica íntegra. Baseado nesse quadro clínico, avalie os itens abaixo e indique a conduta
inicial mais adequada ao caso.
A) Realizar medida de colo uterino por meio de ultrassonografia transvaginal, para confirmar
diagnóstico.
B) Prescrever antibioticoprofilaxia contra infecção pelo estreptococo do crupo B e sulfato de
magnésio para neutroproteção.
C) Prescrever nifedipino 20 mg via oral a cada 30 minutos, no máximo 4 doses, e
betametasona 12 mg intramuscular de 24/24 horas, 2 doses.
D) Internar paciente em maternidade terciária, prescrever hidratação venosa vigorosa e
analgesia e orientar repouso em decúbito lateral esquerdo.
19. Paciente na 1ª gestação de feto único vem à consulta de pré-natal preocupada com a
possibilidade de nascimento prematuro. Qual das condutas a seguir é correta para prevenir um
trabalho de parto prematuro?
A) Prescrever progesterona 200 mg/dia para colo menor ou igual a 2,0 cm de comprimento
até 37ª semana de gestação.
B) Indicar pessário cervical para colo > 3,0 cm de comprimento até a 37ª semana de gestação.
C) Prescrever sulfato de magnésio para prevenção de lesão cerebral fetal e como tocolítico.
D) Indicar cerclagem para colo > 2,5 cm de comprimento.
20. Mulher, 36a, G4P1A2C0, idade gestacional de 14 semanas. Antecedentes Obstétricos: parto
prematuro às 26 semanas e abortos com 18 e 15 semanas. Ultrassonografia com 12 semanas:
avaliação morfológica fetal normal e colo uterino medindo 35 mm, sem sinais de
afunilamento ou sludge. A CONDUTA É:
A) Amoxicilina clavulanato por 7 dias e repetir ecografia com 20 semanas.
B) Amoxicilina clavulanato por 7 dias e pré-natal de rotina.
C) Progesterona vaginal e pré-natal de rotina.
D) Progesterona vaginal e cerclagem de colo uterino.
21. No Brasil 11,5 % das crianças nascem prematuras. Dentre as conhecidas causas, maternas, de
prematuridade estão, EXCETO:
A) Diabetes gestacional.
B) Exercícios físicos leves a moderados.
C) Gestações com menos de um ano de intervalo.
D) Pré-eclampsia.
22. O perfil biofísico fetal é um exame solicitado para avaliar a vitalidade fetal muito utilizado
para pacientes portadoras de diabetes gestacional ou com gestação múltipla. Sobre o perfil
biofísico fetal, considere as afirmativas seguintes:
I. É um exame capaz de detectar sofrimento fetal agudo.
II. Deve ser feito observando os parâmetros por, pelo menos, 30 minutos.
III. O primeiro parâmetro a se alterar são os movimentos corporais.
IV. O líquido amniótico é um marcador agudo de sofrimento fetal.
V. Diante de resultados abaixo ou iguais a 4, deve-se realizar o parto imediatamente.
Estão corretas
A) I, II e V, somente.
B) I, II, III e V, somente.
C) I, III, IV e V, somente.
D) II e IV, somente.
E) II, III e IV, somente.
23. Qual não é considerado um marcador agudo do perfil biofísico fetal?
A) Tônus fetal.
B) Frequência cardíaca fetal.
C) Movimentos corporais fetais.
D) Movimentos respiratórios fetais.
E) Peso adequado para idade gestacional.
24. No acompanhamento do trabalho de parto de uma gestante de termo com diabetes gestacional