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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 2]

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que estava com 6 cm de dilatação e quatro contrações em dez minutos, mesmo sem o uso de
ocitocina, realizou-se cardiotocografia para se verificar a vitalidade fetal. O exame revelou
frequência cardíaca basal de 115 bpm, variabilidade de 7 bpm e ausência de acelerações ou
desacelerações. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que se trate de
cardiotocografia categoria
A) III da OMS, devendo-se realizar parto imediato.
B) II da OMS, devendo-se indicar cesariana imediata.
C) II da OMS, devendo-se tomar medidas de ressuscitação fetal e posterior reavaliação.
D) III da OMS, devendo-se tomar medidas de ressuscitação fetal e posterior reavaliação.
E) I da OMS, devendo-se manter o acompanhamento do trabalho de parto.
25. A diástole zero encontrada no exame de dopplerfluxometria significa a existência de:
A) Boa vitalidade fetal sem necessidade de repetir o exame.
B) Complacência vascular aumentada com exame repetido semanalmente.
C) Diabetes gestacional com controle de glicemia e cardiotocografia.
D) Aumento da resistência vascular periférica à nível placentário e umbilical.
26. Secundigesta de 35 anos está com 31 semanas e 5 dias de uma gestação gemelar dicoriônica
diamniótica. O gemelar 1 está com um crescimento fetal no percentil 20, mas o gemelar 2 está
com o percentil abaixo de 5, volumes de líquidos amnióticos normais. Foi realizado um ciclo
de corticoterapia antenatal com betametasona e neuroprofilaxia com sulfato de magnésio. Na
avaliação de hoje, o Doppler da artéria umbilical está normal no gemelar 1, mas o gemelar 2
apresenta fluxo diastólico final ausente (diástole zero) com Doppler do ducto venoso
demonstrando onda A reversa. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta
para esse caso.
A) Complementar com cardiotocografia de cada feto a cada 12 horas.
B) Induzir e promover o parto vaginal.
C) Proceder imediatamente ao parto via abdominal.
D) Repetir o Doppler da artéria umbilical do gemelar 2 em uma semana.
E) Repetir o Doppler do ducto venoso do gemelar 2 em três dias.
27. Indique a alternativa que NÃO faz parte da “Centralização Fetal”:
A) Diminuição do volume de líquido amniótico.
B) Diminuição do pH sanguíneo fetal.
C) Priorização de órgãos nobres como cérebro, coração e suprarrenais.
D) Vasodilatação preferencial de trato gastrointestinal.
GABARITO
1. Letra A. O primeiro diagnóstico a ser pensado nessa paciente, que clinicamente está bem,
junto ao seu fetinho é na placenta prévia, a qual deve ser confirmada com USG. As duas
cesarianas anteriores são um fator de risco importante para a placentação anômala. Na
suspeita de tal alteração, deve-se evitar toque vaginal, pois isso pode aumentar a quantidade
de sangramento.
2. Letra C. No acretismo placentário, vocês devem SEMPRE lembrar da associação entre
placenta prévia - que está em uma região menos vascularizada - e cesárea anterior.
3. Letra C. Giovanna está com 36 semanas, com sangramento vaginal, útero hipertônico e feto
em bradicardia. Isso nos indica descolamento prematuro de placenta que já causa sofrimento
fetal agudo. Mesmo que tenhamos sangramento vivo, há hipertonia uterina, algo que não
ocorre na placenta prévia. A conduta, nesse caso, é realizar o parto pela via mais rápida, que é
a cesariana, visto que a paciente está apenas com colo pérvio para 5 cm.
4. Letra A. Essa paciente com 39 semanas seria realmente pré-eclâmpsia grave, faríamos sulfato
de magnésio, resolução da gestação. MAS, ela tem 9 SEMANAS e é hipertensa crônica, que
inclusive suspendeu seus anti-hipertensivos, e agora está com PA 166x102mmHg. Então,
NÃO estou pensando em pré-eclâmpsia (que seria após 20-22 semanas, quando termina a 2a
onda de invasão trofoblástica), estou pensando em uma gestante hipertensa crônica que está
sem tratamento medicamentoso e necessita de anti-hipertensivo ambulatorial. Não precisa de
sulfato de magnésio nem anti-hipertensivo endovenoso, apenas ajuste de medicação
ambulatorialmente.
5. Letra C. Temos uma gestante de 37 semanas, com PA:142x86mmHg (PAs maior que
140mmHg), relação proteína/creatinina urinária=0,4 (maior que 0,3), que apresentava cefaleia
há 3 dias e teve crise convulsiva, temos então um quadro de eclâmpsia. Os demais exames
laboratoriais estão normais e a Cardiotocografia está normal, mostrando feto ativo. A conduta
na eclâmpsia é inicialmente sulfato de magnésio para evitar novas crises convulsivas e após
estabilização materna, resolução da gestação. No caso, com cardiotocografia mostrando bem
estar fetal, paciente com 2 partos vaginais anteriores, estável, não temos indicação de
cesariana, assim, devemos prosseguir com indução de parto após início da sulfatação.
Resposta correta letra C. Cuidado, pré-eclâmpsia grave NÃO é indicação de cesárea.
6. Letra B. Uma primigesta de 15 anos, com 35 semanas de gestação apresenta aumento de
níveis tensionais, ganho de 1Kg em uma semana, náuseas e dor em hipocôndrio direito.
Estamos diante, portanto, de um caso clínico de iminência de eclampsia. São sinais e sintomas
indicativos de iminência de eclâmpsia: cefaleia, torpor, obnubilação; distúrbios visuais, como
turvação visual e escotomas, dor epigástrica em barra ou dor em hipocôndrio direito. Diante
dessa afecção, a conduta deve ser a internação para investigação e avaliação da vitalidade
fetal para avaliar a interrupção da gestação. Apesar de não estar presente entre as alternativas,
é fundamental lembrarmos que o sulfato de magnésio deve fazer parte do tratamento inicial
nesse caso, para prevenção da eclâmpsia.
7. Letra E. Gestante de 37 semanas com PA: 170x110mmHg com dor epigástrica e escotomas
(sinais de iminência de eclâmpsia), com feto apresentando bem estar fetal. Qual a principal
complicação que devemos pensar e prevenir imediatamente? ECLÂMPSIA. A 1a conduta que
devemos tomar diante de uma paciente apresentando pico pressórico com sinais de iminência
de eclâmpsia é realizar a dose de ataque do sulfato de magnésio para prevenir eclâmpsia,
antes mesmo de administrar anti-hipertensivo endovenoso para controle da pressão arterial.
Assim, resposta correta LETRA E. Coletar exames de rotina hipertensiva será feito,
anti-hipertensivos também, mas se tivermos que escolher a primeira e mais importante
conduta a ser tomada é a administração de sulfato de magnésio. A resolução da gestação (por
cesárea ou parto vaginal) deve ocorrer preferencialmente após estabilização materna,
geralmente após ao menos 4 horas de sulfato de magnésio.
8. Letra B. Gestante de 32 semanas refere corrimento de odor fétido há 6 dias e que hoje chegou
a molhar a roupa. Ao exame visualizamos forro vaginal úmido, sugerindo ruptura prematura
das membranas ovulares e ao exame especular visualiza-se secreção amarelada com aspecto
purulento, além disso, a paciente apresenta taquicardia. Qual a principal hipótese diagnóstica
de uma paciente com bolsa rota + saída de secreção purulenta + taquicardia?
CORIOAMNIONITE. E CORIOAMNIONITE É IGUAL A PARTO IMEDIATAMENTE!
Não se inibe trabalho de parto embolsa rota e muito menos na corioamnionite, não faz sentido
realiza cerclagem do colo uterino (que se faz nos casos de insuficiência istmocervical), e o
tratamento da corioamnionite é com antimicrobiano endovenoso, vaginal fazemos na
vaginose bacteriana, que não é o caso. Assim, resposta correta LETRA B) INDUÇÃO DO
PARTO.
9. Letra D. Gestante de 35 semanas com HIV, realizando terapia antirretroviral correta e
apresenta carga viral indetectável, a Banca pergunta qual a conduta recomendada. Para as
pacientes com carga viral menor que 1.000 cópias é possível o parto vaginal, sendo que se ela
for indetectável, como nesta questão, não há indicação de AZT, apenas manutenção da TARV
habitual; se ela for menor que 1.000 cópias mas detectável, aí fazemos AZT durante o
trabalho de parto. No caso, a paciente tem carga viral de 34 semanas e 4 dias (coletou 3 dias
antes de realizar 35 semanas), assim, está permitido parto vaginal. Resposta correta letra D)
Parto segundo indicação obstétrica, podendo ser vaginal; manter terapia antirretroviral