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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 2]

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habitual oral.
10. Letra C. Paciente de 30 semanas com queixa de perda de líquida, que foi confirmada no
exame especular, ou seja, fecha diagnóstico para amniorrexe prematura. Como tem menos de
34 semanas, vamos fazer corticoterapia para maturação pulmonar. Para aumentar o tempo de
latência, vamos fazer antibiótico, já que não podemos inibir o trabalho de parto com tocolítico
(bolsa rota é contraindicação de tocólise). Além disso, devemos coletar cultura para
estreptococo do grupo B para quando a paciente entrar em trabalho de parto sabermos se
haverá necessidade de antibioticoprofilaxia para estrepto ou não. Além disso, as
recomendações são de não realizar toque vaginal em bolsa rota. Resposta correta letra C.
11. Letra A. Temos uma gestante de 33 semanas que chegou no centro obstétrico com queixa de
perda de líquido, ao exame foi visualizada perda de líquido e o exame de cristalização foi
positivo, confirmando a ruptura prematura de membranas ovulares. Como naõ tem sinais de
sofrimento fetal, posso ter uma conduta conservadora, fazendo corticoide para maturação
pulmonar (betametasona ou dexametasona). No geral, fazemos antibiótico pensando em
aumentar o tempo de latência. Alguns autores já recomendam iniciar antibiótico para
profilaxia de GBS pensando que a paciente pode entrar em trabalho de parto e você não sabe
o strepto da paciente, começando então com Penicilina Cristalina e se a paciente não entrar
em trabalho de parto, suspende-se. Não farei Misoprostol ou Ocitocina pois não quero induzir
o parto (no geral, induzirei após 34 semanas), sulfato de magnésio faço até 32 semanas
quando acho que o parto vai ocorrer, o que não é o caso. Assim, resposta correta LETRA A)
Betametasona e Penicilina cristalina
Obs.: notem as diferenças de condutas nas duas últimas questões, uma indicando fazer cultura
para GBS e outra indicando ir direto para o ATB. Essa divergência de literatura acompanha a
obstetrícia inteira, mas pensando em conduta pra vida: ATB primeiro porque na maioria dos
lugares não vai fazer essa cultura pra GBS ou não vai ser feita a tempo.
12. Letra A. Essa questão descreve uma paciente apresentando quadro de RPMO com 36
semanas de idade gestacional, na ausência de trabalho de parto ou de sinais de sofrimento
fetal. Não há relato de resultado de cultura (swab) para pesquisa de GBS. Como a paciente
possui mais de 34 semanas, não há indicação de realização de corticoterapia e está indicada a
interrupção da gestação. Preferencialmente, o parto deve ocorrer por via vaginal e, como a
questão descreve um colo uterino desfavorável, há indicação de preparo com misoprostol e
posterior indução com ocitocina. Além disso, como não há relato de resultado de cultura para
pesquisa de GBS, e será induzido o parto prematuro em vigência de amniorrexe, está indicada
a antibioticoprofilaxia para GBS; não estando indicada a coleta de cultura neste momento.
Portanto, a conduta adequada está descrita na letra A.
13. Letra C. De acordo com o Manual Técnico para Diagnóstico da Infecção pelo HIV em
Adultos e Crianças do Ministério da Saúde (2018), em caso de teste rápido positivo, deve-se
fazer um segundo teste rápido com um antígeno diferente para confirmação diagnóstica. O
encaminhamento para a atenção especializada para tratamento deve ser realizado apenas se o
segundo teste confirmar o diagnóstico.
14. Letra A. Analisando cada uma das alterativas sobre a sífilis: A- Correta. Segundo o protocolo
clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente
transmissíveis, do Ministério da Saúde, gestantes com teste rápido (treponêmico) positivo
para sífilis que não tenham história de tratamento devem ser tratadas com penicilina
benzatina, com retorno em uma semana. O teste não treponêmico (exemplo: VDRL) deve ser
colhido, mas não é necessário aguardar seu resultado para iniciar o tratamento. Caso o teste
não-treponêmico seja positivo, deverão ser administradas mais duas doses de penicilina
benzatina com intervalo semanal entre elas (totalizando três doses de 2400000 U
intramuscular, com intervalo semanal). Se o teste for negativo, deve-se realizar um segundo
teste não-treponêmico com metodologia diferente do primeiro (como o FTA-Abs), para
diferenciar entre falso positivo e cicatriz sorológica. B- Incorreta. A sífilis é uma doença de
notificação compulsória. C- Incorreta. Na maioria dos casos, as pacientes são assintomáticas e
a identificação é quase sempre laboratorial. D- Incorreta. As mulheres com aborto espontâneo
também devem realizar sorologia para sífilis. E- Incorreta. O tratamento de escolha para sífilis
em gestantes é penicilínico. Em casos de alergia à penicilina, deve ser realizada
dessensibilização.
15. Letra B. Como a paciente apresentou aumento da titulação em mais de duas diluições (de 1:2
para 1:32), configura reinfecção e há indicação de retratamento. Portanto, a afirmativa correta
encontra-se na letra B.
16. Letra A. Vamos analisar cada uma das alternativas em relação à profilaxia da transmissão
vertical do HIV: Letra A: correta. Resposta da questão. Letra B: incorreta. O parto normal só é
possível se a carga viral for de até 1000 cópias. Letra C: incorreta. A amamentação é
contraindicada. Letra D: incorreta. A terapia antirretroviral é feita a partir do fim do primeiro
trimestre.
17. Letra C. Uma paciente portadora de HIV, com carga viral indetectável em uso regular de
TARV, é admitida para realização de cesariana eletiva. Considerando a CV, não há indicação
de AZT venoso intraparto, porém precisamos fazer a profilaxia de infecção do sítio cirúrgico
com cefalosporina de 1a geração, indicada para qualquer cesariana independentemente do
HIV.
18. Letra C. Alternativa A - Incorreta: A medida do colo uterino permite diagnosticar síndrome
do colo curto, que favorece trabalho de parto prematuro. Nesses casos, a dilatação cervical é
indolor. Diferente desse caso em que a paciente apresenta contrações associadas à dilatação
cervical. De qualquer forma, neste momento o diagnóstico etiológico é menos importante do
que o tratamento para esse trabalho de parto prematuro, portanto não é indicada
ultrassonografia. Alternativa B - Incorreta: A antibioticoprofilaxia é indicada em gestantes em
trabalho de parto prematuro devido ao maior risco para sepse neonatal desses recém-nascidos,
bem como o sulfato de magnésio para neuroproteção fetal. No entanto, antes de aceitar que
esse trabalho de parto evolua, precisamos tentar postergar esse nascimento para diminuir a
morbidade neonatal. Alternativa C - Correta: O nifedipino é uma droga tocolítica que, em fase
inicial de trabalho de parto prematuro (3 cm de dilatação) podemos usar na tentativa de adiar
esse parto afim de garantir o tempo necessário para corticoterapia, que irá induzir maturação
pulmonar fetal, diminuindo a morbidade neonatal. Alternativa D - Incorreta É indicada
tocólise nesse caso, pois a analgesia e hidratação não vão impedir a progressão do trabalho de
parto.
19. Letra A. Alternativa A - Correta: o comprimento do colo uterino menor ou igual a 2 cm ( ou
≥ 2,5 cm, se houver história previa de prematuridade) indica suspeição de síndrome do colo
curto e prevenção de prematuridade. Usualmente, prescreve-se progesterona 200 mg/dia até o
termo (37ª semana). Alternativa B - Incorreta: o pessário pode ser usado na prevenção de
prematuridade em casos de incompetência istmo-cervical. No entanto, o corte é menor ou
igual a 2 cm e não maior de 3 cm. Alternativa C - Incorreta: o sulfato de magnésio promove
neuroproteção fetal, e é usado em trabalho de parto prematuro antes das 32 semanas. No
entanto, ele só é prescrito durante o trabalho de parto, e não previamente. Além disso, ele não
tem ação tocolítica ou de prevenção de prematuridade. Alternativa D - Incorreta: a cerclagem
é o tratamento preconizado para incompetência istmo-cervical, mas é indicada para colos
menores de 2 cm e não maiores.
20. Letra D. Deve-se indicar cerclagem entre 12-16sem e progesterona via vaginal para gestante
com história de abortamentos