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Questões de residência - OBSTETRÍCIA com gabarito [parte 2]

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tardios de repetição e parto prematuro prévios.
21. Letra B. Parto prematuro é aquele que ocorre após a 20ª-22ª semana de gestação, mas antes
de completar 37 semanas completas. Pode ser dividido ainda em prematuro moderado (acima
de 33 semanas), muito prematuro (entre 28 e 32 semanas) e prematuro extremo(abaixo de 28
semanas). O principal fator de risco é a prematuridade em gestação anterior, mas existem
diversos, como a gemelaridade, polidramnia,DPP/placenta prévia, extremos da vida
reprodutiva, uso de drogas lícitas e ilícitas, anemia e as infecções (especialmente
geniturinárias). Vamos ver outros fatores de risco para prematuridade? Alternativa A -
Correta: Sim, a DMG pode cursar com prematuridade principalmente quando há macrossomia
ou polidrâmnio, por hiperdistensão uterina antes do termo. Alternativa B - Incorreta:
Exercícios físicos leves a moderados são bem vindos durante a gestação! Alternativa C -
Correta: Sim. Curto intervalo interpartal (intervalo menor que 18 meses entre os partos)
aumenta risco de prematuridade. É sabido que quanto menor o intervalo, maior o risco de
prematuridade. Alternativa D - Correta: Sim, a pré-eclâmpsia aumenta o risco de parto
prematuro induzido, já que a retirada da placenta com o nascimento do bebê tende a baixar a
pressão arterial da mãe. Assim, em casos de risco materno-fetal pelo aumento de PA temos
mais indução de trabalho de parto, aumentando as taxas de prematuridade.
22. Letra A I. Correto, o PBF detecta sofrimento fetal agudo, por meio, por exemplo, da
cardiotocografia. II. Correto, é preconizado que os parâmetros sejam observados por no
mínimo 30 minutos para uma avaliação adequada. III. Errado, o primeiro parâmetro a se
alterar é a cardiotocografia. IV. Errado, o líquido amniótico é marcador de sofrimento fetal
crônico. V. Correto, resultados iguais ou abaixo de 4 indicam resolução da gestação a partir da
viabilidade.
23. Letra E Em gestações de alto risco, estão indicados alguns métodos para rastreamento do
sofrimento fetal. Um deles é o Perfil Biofísico Fetal (PBF), que avalia 5 parâmetros à
ultrassonografia:Cardiotocografia, Movimentos respiratórios fetais, Movimentos fetais,
Tônus fetal, Volume de líquido amniótico (parâmetro crônico. Com exceção do volume de
líquido amniótico, todos os outros parâmetros são agudos, e, portanto, são um reflexo de uma
resposta adaptativa à hipóxia e centralização fetal, já a redução do volume de líquido
amniótico é um parâmetro crônico de comprometimento fetal. Cada parâmetro é avaliado com
uma pontuação de 0 a 2, totalizando no máximo 10 pontos, indicando o grau de sofrimento
fetal.
24. Letra E Para responder essa questão devemos lembrar primeiramente como analisar uma
CTG (Apesar da prova não ter dado o desenho do traçado ela traz em seu enunciado todos os
dados necessários para essa análise, demonstrando que é exatamente isso que a banca espera
do candidato, que ele saiba os critérios de avaliação da CTG): A boa notícia aqui é que temos
um mnemônico para auxiliar a memorização: Você se lembra do famoso DR. CONIVADO?
Pois bem, ele que nos auxiliará nesse diagnóstico. Pegando como exemplo a gestante da nossa
questão, teremos:
1. Definir Risco: baixo (gestação a termo, sem comorbidades, sem uso de ocitocina)
2. Contrações uterinas: 4 contrações em 10 minutos (o ideal para o período de dilatação
é de 3-4 contrações, portanto ótimo também)
3. Nível da linha de base: frequência cardíaca basal apresentada de 115 bpm (o ideal é
de 110-160 bpm)
4. Variabilidades: 7 bpm (o esperado é de 6-25 bpm)
5. Acelerações: não apresentou (pode ou não apresentar)
6. Desacelerações: não apresentou (esperado é não apresentar)
7. Opinião: justamente o que a questão está cobrando do candidato, aqui entra
classificação segundo OMS e conduta.
[Alternativa E - Correta]: como a gestante da questão apresentou todos os parâmetros dentro
do esperado, classificaríamos ela como categoria I (padrão tranquilizador) e a conduta para
padrão tranquilizador será sempre monitorização de acordo com a rotina. Analisando as
demais alternativas teremos: [Alternativa A e D - Incorretas]: para definirmos uma CTG
como categoria III da OMS, ou também chamada de não tranquilizadora, teríamos que ter
ausência de variabilidade, mais uma das seguintes alterações: desacelerações tardias
recorrentes, desacelerações variáveis recorrentes, bradicardia ou padrão sinusoidal. E a
conduta nesse caso seria avaliação imediata dos sinais vitais maternos e exame vaginal, para
detectar prolapso, sangramento vaginal, rápida descida da apresentação. Além de
ressuscitação intrauterina, com oxigenação, mudança do decúbito materno, interromper
ocitocina (se estiver usando), corrigir hipotensão, tratar a taquissistolia. E planejar o parto
imediato. [Alternativa B e C - Incorretas]: a categoria II ou intermediária é definida como
qualquer alteração de trançado que não preencha critérios nem para a categoria I, nem para a
III. E justamente por isso costuma cair pouco na sua prova. Nesse caso a conduta seria
avaliação e vigilância, assim como teste auxiliares para assegurar vitalidade fetal. Nessa
questão vale lembrar ainda que em gestações de baixo risco, a monitorização do bem-estar
fetal é feita apenas com a checagem dos movimentos fetais (dinâmica uterina) e avaliação do
batimento cardíaco fetal (BCF), a cada 30 min na fase ativa e a cada 15 min no período
expulsivo. Enquanto que a CTG está mais indicada para gestações de alto risco
(gemelaridade, hipertensão, diabetes, DPP, placenta prévia, etc).
25. Letra D Vamos relembrar os achados da dopplerfluxometria:
· Artéria umbilical: Temos a diástole zero (ausência de fluxo diastólico) ou diástole
reversa, que estão associadas ao aumento da resistência da artéria umbilical.
· Artéria cerebral média: Utilizada para visualização de centralização fetal. Quando há
diminuição da resistência da artéria cerebral e um aumento da resistência da umbilical,
dizemos que o feto está centralizado.
· Ducto venoso: Reflete a função cardíaca fetal. E possui boa correlação com o grau de
acidose fetal. O achado mais catastrófico neste exame é uma onda A (representa a contração
atrial) com fluxo reverso, que representa uma insuficiência cardíaca fetal.
Na questão, temos o achado de uma diástole zero, o que indica um aumento na resistência da
artéria umbilical. Alternativa A – Incorreta: Como vimos, indica o aumento da resistência da
artéria umbilical, que denota algum grau de insuficiência placentária, sendo necessária a
avaliação de novos exames. Alternativa B – Incorreta: Como vimos, indica o aumento da
resistência da artéria umbilical. Alternativa C – Incorreta: Como vimos, está associada ao
aumento da resistência da artéria umbilical. Alternativa D – Correta: A diástole zero está
associada ao aumento da resistência vascular, que está associada ao leito placentário.
26. Letra C. A presença de onda A reversa no ducto venoso indica insuficiência cardíaca fetal, e
indica interrupção imediata da gestação.
27. Letra D.

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