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Avaliação do Estado Nutricional

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Avaliação do Estado Nutricional
Introdução 
• Estado nutricional normal: equilíbrio 
metabólico entre necessidade e consumo 
proteico calórico. 
 
→ 
• Calorias: 25 a 35 calorias/Kg/dia; 
• Necessidades proteica: 
 - Sem estresse: 0,5 a 1g/kg/dia; 
 - Estresse moderado: 1 a 1,5g/kg/dia; 
 - Estresse grave: 1,5 a 2g/kg/dia; 
 - Estresse severo: >2g/kg/dia; 
• Necessidades hídricas: 30 a 40ml/kg/dia; 
• Fibras: 20 a 35g/dia. 
 
→ 
• Proteínas: 1-2 g/kg/dia = 15 a 20% oferta 
calórica = 4 cal/g; 
• Lipídios: 0,7-1,0 g/kg/dia = 30 a 35% 
oferta calórica = 9 cal/g; 
• Carboidratos: 40 a 60% oferta calórica = 
4 cal/g. 
 
Fisiologia 
• Unidade funcional do intestino delgado: 
criptas e vilosidades; 
• Renovação a cada 3-5 dias; 
• Desnutrição: queda da absorção intestinal, 
replicação celular, comprimento das vilosi-
dades e atividade enzimática; 
• Composição corporal em adultos de 30 a 
60 anos; 
 - Água intracelular: 30,9%; 
 - Água extracelular: 23,4%; 
 - Gordura: 24%; 
 - Massa magra: 21,7%; 
• Reservas energéticas corporais: 
 - Tecido adiposo: 9cal/g de energia arma-
zenada; 
 - Proteínas: 4 cal/g de componente estru-
tural e funcional; 
• Glicose: combustível primário para SNC, 
nervos periféricos, medula renal, eritrócitos, 
leucócitos e tecido inflamatório. 
 
Avaliação nutricional 
→ 
• Reflete o estado nutricional como um todo; 
• IMC: 
 - Peso/Altura2; 
 - Índice de Quetelet; 
• Perda ponderal>10% em 6 meses; 
• Magreza: <18,5kg/m2; 
• Normal: 18,5 a 24,9kg/m2; 
• Sobrepeso: 25 a 29,9kg/m2; 
• Obesidade grau I: 30 a 34,9kg/m2; 
• Obesidade grau II: 35 a 39,9kg/m2; 
• Obesidade grau III: >40kg/m2; 
• Super ou hiperobesidade: >50kg/m2; 
• Obesidade mórbida: IMC>40kg/m2 
ou >35kg/m2 se comorbidades; 
• Obesidade mórbida: 
 - DM tipo II: 3,8x maior que a população 
geral; 
 - HAS: 5,6x; 
 - Hipercolesterolemia: 2,1x; 
 - Doenças coronarianas, AVC, doenças ar-
ticulares, colelitíase, DRGE, ICC, doenças 
respiratórias, distúrbios psiquiátricos e psi-
cológicos; 
• Para mensuração do peso em paciente 
hospitalizado algumas considerações: 
 - Paciente deve estar adequadamente hi-
dratado; 
 - Comparação com mensurações em 3 dias 
consecutivos; 
 - Com terapia nutricional efetiva espera-se 
ganho de 100 a 300g/dia. 
 
→ 
• Avaliação das reservas de gordura; 
• Tela subcutânea: 50% das reservas de 
gordura; 
Marianne Barone (15A) Semiologia e Propedêutica Médica I – Prof. Isaac J F Corrêa Neto 
• Instrumental: paquímetros ou calipers; 
• Local: porção média tricipital do braço 
não dominante; 
• Outros locais: região subescapular, bíceps, 
crista ilíaca que aumentam a sensibilidade; 
• Valor prognóstico negativo< percentil 10 
 
→ 
• Avaliação das reservas de proteína somá-
tica; 
• Instrumental: fita métrica 
• Fórmula: CMB=circunferência bra-
quial(cm)-[0,314xPCT(mm)]; 
• Musculatura esquelética: 60% proteína 
corporal; 
• Principal fonte de aminoácidos no jejum e 
estresse; 
• Valor prognóstico negativo < percentil 5. 
 
→ 
• Proteínas plasmáticas: albumina, de sín-
tese hepática e vida média de 21 dias, es-
tando numa concentração <3g/dl; 
• Transferrina: vida média de 8 dias e de-
pende dos níveis de ferro sérico; 
• Pré-albumina: vida média de 24 horas; 
• Proteína carreadora do retinol: vida mé-
dia de 10 horas e depende dos níveis de vi-
tamina A; 
• Testes imunológicos: 
 - Sensibilidade retardada a antígenos: 
tuberculina (PPD), estreptoquinase-estrep-
todornase, tricofidina; 
 - Medida da induração após 24-48 horas; 
 - Anergia: desnutrição; 
• Linfócitos: déficit imunológico; 
 - <1200: leve; 
 - 800-1200: moderada; 
 - <800: grave; 
• Outros: 
 - Hidrodensitrometria; 
 - Medida da água corporal total; 
 - Determinação do nitrogênio, potássio ou 
cálcio corporal total; 
 - Tomografia computadorizada axial; 
 - Ressonância nuclear magnética. 
 
→ 
• Albumina (ALB); 
• Transferrina (TFR); 
• Prega cutânea tricipital (PCT); 
• Teste da sensibilidade cutânea retar-
dada (TCSR): 
 - 0: anergia; 
 - 1: induração parcial; 
 - 2: induração completa. 
 
→ 
•Superior a qualquer parâmetro isolado; 
• Prevê complicações hospitalares em paci-
entes com estado nutricional comprometido; 
• Concordância entre examinadores treina-
dos de 91%; 
• Perda de peso nos últimos 6 meses: 
 - <5%: perda discreta; 
 - 5-10%: perda moderada (potencialmente 
significante); 
 - >10%: perda acentuada (significante); 
• Ingestão alimentar em relação ao habi-
tual: 
 - Jejum; 
 - Dieta líquida; 
 - Dieta líquida completa; 
 - Dieta sólida em menor quantidade; 
 - Dieta convencional; 
• Sintomas gastrintestinais: 
 - Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia; 
 - >15 dias; 
• Capacidade funcional: 
 - Acamado; 
 - Exerce atividades habituais; 
• Demandas metabólicas ocasionadas pela 
doença atual; 
• Exame físico: 
 - Perda da tela subcutânea no nível do trí-
ceps e subescapular; 
 - Perda da massa muscular dos quadríceps 
e deltóide; 
 - Presença de edema de tornozelo e sacral; 
 - Presença de ascite. 
→ 
• Peso e altura; 
• Musculatura; 
• Panículo adiposo; 
• Desenvolvimento físico; 
• Estado geral; 
• Pele; 
• Pelos; 
• Olhos. 
 
→ 
• 60,7% dos pacientes internados podem ter 
desnutrição (73% masculino); 
• Prevalência de desnutrição nos pacien-
tes 
cirúrgicos: 35%; 
• Portadores de doenças no TGI: 55% 
desnutridos (19% graves); 
• 60% dos casos de neoplasias do HSM têm 
perda ponderal significativa; 
• Tumores do TGI alto: 77%; 
• Tumores colorretais: 60%. 
 
→ 
• Perda ponderal significativa: >5% em 1 
mês >10% em 6 meses; 
• Desnutrição; 
• Obesidade graus II e III; 
• Síndrome consuptiva; 
• Perdas excessivas: diarreia, vômitos, fís-
tulas digestivas; 
• Síndrome infecciosa. 
 
→ 
• Câncer; 
• Doenças TGI alto e orofaringe; 
• Suboclusão intestinal; 
• Vômitos, diarreia (82,5%*); 
• Idosos, população carente; 
• Infecção, catabolismo acelerado; 
• Radio e quimioterapia; 
• Jejum prolongado; 
• Acamados; 
• Etilistas 
 
Condutas 
• Se na avaliação nutricional inicial, deve-
se ter avaliação secundária: 
 - IMC<20,5 Kg/m2; 
 - Perda ponderal nos últimos 3 meses; 
 - Redução da ingesta na última semana; 
 - O estado é grave (internado na UTI)? 
• Se A+B>3: iniciar planos de cuidados nu-
tricionais; 
Comprometimento do 
estado geral 
Gravidade da doença 
 
Es-
core 
0 
Condições nutri-
cionais normais 
Es-
core 
0 
Necessidades nutri-
cionais normais 
Es-
core 
1 
Perda peso>5%/3 
m 
Ingestão<50-
75% semana an-
terior 
Es-
core 
1 
Fratura bacia, DM, 
câncer, DPOC, cir-
rose, diálise 
Es-
core 
2 
Perda 
peso>5%/2m 
IMC entre 18,5 e 
20,5 
Ingestão<25-
60% da semana 
anterior 
Es-
core 
2 
Cirurgia abdominal 
de grande porte, 
pneumonia grave, 
câncer hematoló-
gico 
Es-
core 
3 
Perda 
peso>5%/1m 
(>15%/3 m) 
IMC<18,5 
Es-
core 
3 
TCE, transplante de 
medula, internados 
em UTI 
Desnutrição 
• Desequilíbrio metabólico causado por au-
mento da necessidade calórica-proteica, 
inadequado consumo de nutrientes e altera-
ção na composição corporal e funções fisi-
ológicas. 
 
→ 
• Peso abaixo dos valores normais; 
• Musculatura hipotrófica; 
• Panículo adiposo escasso; 
• Pele seca e rugosa; 
• Cabelos e pelos mudam de cor, tornam-se 
finos, secos e quebradiços; 
• Olhos secos, fotofobia. 
 
→ 
• Desnutrição de 1º grau: déficit de 
peso>10%; 
• Desnutrição de 2º grau: déficit de 
peso>25%; 
• Desnutrição de 3º grau: déficit de 
peso>40%; 
• Pontos negativos: não leva em considera-
ção a altura, pressupõe conhecimento dos 
padrões normais. 
 
Nutrição enteral 
• Medidas para prevenção de broncoas-
piração: 
 - Posicionar a sonda após o duodeno; 
 - Minimizar o uso de sedativos e narcóti-
cos; 
 - Cabeceira do leito elevada entre 30 e 45 
graus; 
 - Preferir

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